86. Fernanda Torres

Casa de Areia-07

Com a sensualidade em dia, em "Casa de Areia"

Ela tinha uma herança pesada a superar: a mãe, Fernanda Montenegro é a maior atriz do Brasil. Mas o começo não poderia ser melhor:  depois de umas duas novelas, um belo e romântico papel principal em Inocência (1983), uma ótima oportunidade cômica em A Marvada Carne (1985), antecipando o grande nome de 1986. Nesse ano, o papel principal de refilmagem de Selva de Pedra, na TV, um filme político (Com Licença, Eu Vou à Luta) e um drama romântico que deu a ela o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Depois disso, deixou as novelas para lá e passou a ser identificada como uma atriz “densa”. Algo que foi jogado de pernas para o ar quando estrelou a louquíssima série Os Normais (2001-2003), que rendeu dois filmes para o cinema.

Vá atrás: Inocência (1983); A Marvada Carne (1985); Eu Sei que Vou Te Amae (1986); Terra Estrangeira (1996); Os Normais (2001-2003); Os Normais – O Filme (2003); Casa de Areia (2005); Saneamento Básico – O Filme (2005); Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas (2009).

Cena abaixo: cenas de Eu Sei que Vou Te Amar

Atriz anterior: Julia-Louis Dreyfus

drops12-01drops12-02drops12-03

Vazou. É só o que eu tenho a dizer.

- Lua Nova: A continuação de Crepúsculo já chega aos cinemas incensado pelas fãs ardorosas da saga literária de Stephanie Meyer. Com bilheteria, não há com o que se preocupar. É bom também esse pessoal não ler as críticas porque, pelo visto, quase nada muda, apesar da mudança na direção – saiu Catherine Hardwicke (de Aos Treze, 2003, e irreconhecível no comando do primeiro filme) e entrou Chris Weitz (de A Bússola de Ouro, 2007). Na história, o romance entre Bella e o vampiro Edward dá um tempo porque ele continua com medo de não resistir e morder aquele pescocinho. Assim, a família sugadora de sangue cai fora, abrindo espaço para o surgimento de um lobisomem bombado que dá em cima da moça. E ainda aparecem uns vampiros europeus aristocráticos (Dakota Fanning, entre eles). Se você suportar vampiros que brilham ao sol, vá em frente.
Box Manaíra 5 – leg.: sex. a seg. e qua.: 13h30, 16h10, 18h50, 21h30; ter. e qui.: 16h10, 18h50, 21h30.
Box Manaíra 6 – dub.: 15h10, 17h50, 20h30.
Box Manaíra 7 – leg.: sex. a seg. e qua.: 13h30, 16h10, 18h50, 21h30; ter. e qui.: 16h10, 18h50, 21h30.
Box Manaíra 8 – dub.: 15h10, 17h50, 20h30.
Tambiá Shopping 2 – dub.: 14h, 16h20, 18h40, 21h.
Tambiá Shopping 4 – dub.: 14h, 16h20, 18h40, 21h.

½

Natal sombrio

Scrooge é levado a uma viagem no tempo pelos fantasmas

Completamente dedicado à tecnologia da captura de movimento, Robert Zemeckis conseguiu seu melhor resultado com este Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol, Estados Unidos, 2009). Antes, ele havia dirigido o decepcionante O Expresso Polar (2004) e o péssimo Bewoulf (2007). Aqui, com o suporte de uma história forte e a sábia decisão de segui-la de perto, ele derrapa bem menos.

O livro A Canção de Natal, de Charles Dickens, é a mais clássica história natalina, adaptada inúmeras vezes, nas mais variadas versões. Nela, o avarento Scrooge despreza o Natal e maltrata a todos, principalmente o empregado e sua família. Mas na véspera de Natal, a visita dos fantasmas dos natais passados, presente e futuros o levam a uma jornada de autoconhecimento para transformá-lo.

Os Fantasmas de Scrooge pretende ser a versão definitiva da história, e chega razoavelmente perto disso. Embora se renda algumas vezes à tentação pirotécnica da tecnologia digital 3-D, na maior parte do tempo o filme usa os recursos para criar uma atmosfera sombria e dramática.

As crianças podem até se assustar em algumas sequências. Talvez por isso, o filme acabe incluindo alguns elementos de humor em momentos bastante deslocados. Zemeckis parece imitar o realismo na maior parte das vezes e usar recursos de animação clássica em outros, sem conseguir conciliá-los.

Em outros momentos, são nítidas as cenas criadas apenas para tirar vantagem do efeito 3-D. Algumas são verdadeiros solavancos na trama. Mesmo com avanço tecnológico em relação aos anteriores, alguns personagens ainda parecem “cegos”. Mas o velho Scrooge revendo seu passado, descobrindo como é a vida dos que o cercam no presente e o que será dele no futuro ainda tem uma grande força.

Os Fantasmas de Scrooge. (A Christmas Carol). Estados Unidos, 2009. Direção: Robert Zemeckis. Elenco da captura de movimento: Jim Carrey, Colin  Firth, Gary Oldman, Cary Elwes, Robin Wright Penn, Bob Hoskins, Fionnula Flanagan. Voz na dublagem brasileira: Guilherme Briggs. Em cartaz nos cinemas.

Hoje este blog (se contarmos desde o primeiro Minha Vida de Cinéfilo) completa cinco anos. Lá naquele comecinho havia uma apresentação do que eu gostava e do que odiava. Aqui vai uma reprodução de uma das coisas que gostei, pra lembrar o aniversário:

Mulheres. É lógico que são maravilhosas. Foi a última criação de Deus – ele já havia treinado bastante, estava com prática. E, além do mais, o homem já estava ali, para dar seus palpites.

- Afina a cintura um pouquinho. Isso. Agora, aumenta mais um pouco mais essas duas coisas redondas aqui em cima.

- “Seios”, Adão.

- Pára, pára aí! É isso! Não mexe mais em nada…

Quando Deus concluiu seu projeto, sentiu-se realizado: havia chegado à perfeição. Ao sublime. Sem equívocos, como a tromba do elefante ou as pernas em excesso da centopéia. Ali, chegou ao equilíbrio ideal. Porém, depois de um tempo, Adão não parecia muito satisfeito.

- Qual é o problema, Adão?

- Não sei… Sabe quando algo é perfeito demais? Em excesso? Ela é linda, é inteligente, é divertida… A verdade é que está meio sem graça.

- Sem graça?

- É. Meio sem emoção. Eu já sei tudo o que vai acontecer. Aí, está meio chato.

- Bom, eu posso fazer com que ela tenha algumas atitudes imprevisíveis de vez em quando.

- Parece interessante… O que o Senhor pretende?

- Bem, talvez fazê-la ter umas reações desproporcionais ou sem sentido. Ou, às vezes, as duas coisas juntas. Ah, peraí, pensei numa coisa que vai desconcertar você.

- O que é?

- Olha só: ela vai ficar emburrada e você não vai saber o que é. Aí, quando você quiser resolver o problema e perguntar, ela vai responder: “Nada”. Garanto que isso vai tirar você do sério.

- Beleza! Pode instalar.

E, assim, o ser que é perfeito foi aperfeiçoado com a inclusão de alguns defeitos charmosos. Adão nunca soube se agradecia ou se arrependia. Mesmo assim nunca teve dúvidas de que Eva era o ponto alto da veia artística divina. Dá-lhe, Senhor!

Este post é para alguns amigos que pediram e estão acostumados com esse tipo de ajuda. Não fique constrangido: você pode pular para o próximo ou encará-lo como dicas pra você mesmo, se quiser.

Meu aniversário está aí e compreendo meus amigos que costumam quebrar a cachola para me dar um presentinho. Com meus mais de 600 DVDs na estante, é difícil saber o que eu tenho e o que não tenho. Eu costumava ter uma lista num site que minha linda amiga Vívian montou certa vez (agora, desativado). Assim, vou dar umas dicas para ajudar os interessados.

Por exemplo, tem uns livros do Ruy Castro que eu ainda não tenho. Como o mais recente, O Leitor Apaixonado. Mas também posso aceitar o Era no Tempo do Rei ou o Rio Bossa Nova – Um Roteiro Lítero Musical. Ou ainda, alguma coisa editada e traduzida por ele, como O Livro dos Insultos, com textos de H.L. Mencken.

Há DVDs, sim, que eu quero ter e ainda não consegui. Por exemplo, o Persépolis duplo, os qualquer uma das três temporadas da série clássica de Jornada nas Estrelas, ou até Alf, o E.Teimoso. Ainda nas série, poderia ser qualquer uma das quatro temporadas de A Gata e o Rato.

E não acharia mal ganhar a edição dupla de Homem de Ferro, por exemplo. Ou o quarto volume da série animada do Batman (atenção, hein? Eu já tenho as três primeiras).

Há diversos clássicos que estão na minha mira. Ser ou Não Ser, A Caixa de Pandora (e se alguém se aventurar em me dar a edição importada da Criterion Collection, também não reclamo, hehehe).

Vale até ficar na promessa de mimos que estão saindo aí neste fim de ano. Por exemplo, as extraordinárias edições comemorativas de 70 anos de …E o Vento Levou e O Mágico de Oz, que só saem em dezembro. A Warner prometeu muita coisa para este fim de ano: a reedição em widescreen dos DVDs da série Harry Potter, o genial Intriga Internacional de Hitchcock em edição dupla e extras (espero) legendados, e o primeiro volume da coleção dos desenhos de Charlie Brown e Snoopy restaurados e em ordem cronológica

E por falar em Peanuts, a L&PM está lançando este mês o primeiro volume do sensacional Peanuts Completo. Vou fazer a coleção, é óbvio. Mas há muita coisa de quadrinhos aí que são uma tentação. Retalhos, o Gênesis de Crumb (o Vladimir Carvalho me ligou de Brasília para dizer que comprou e achou sensacional) e até o Turma da Mônica – Romeu & Julieta (o MSP 50 e o Bidu 50 Anos, naturalmente, já tenho). Ou o Verão Índio, no Manara e do Hugo Pratt.

Falando em Pratt, também fico feliz com qualquer edição de Corto Maltese ou Tintim, já que não tenho nenhuma. Mas as primeiras são, respectivamente, A Balada do Mar Salgado e Tintim no País dos Sovietes – só para lembrar.

Na linha dos super-heróis também tem muita coisa legal. Tem a Biblioteca DC Mulher Maravilha ou Os Novos Titãs, mas mesmo um da serie Grandes Clássicos DC, como Lanterna Verde e Arqueiro Verde, eu gostaria de ganhar. Só não vale Batman – Ano Um, que eu já tenho. Ou as séries Crônicas, DC 70 Anos e Superman 70 Anos, que também já tenho.

De Asterix, então, a lista é grande, porque eu tenho uns 15, mas falta mais da metade da coleção. Pode ser qualquer um desses: A Cizânia, Asterix entre os Helvéticos, O Domínio dos Deuses, Os Louros de César, O Adivinho, O Presente de César, A Grande Travessia, Asterix entre os Belgas, O Grande Fosso, A Odisséia de Asterix, O Filho de Asterix, As 1001 Horas de Asterix, A Rosa e o Gládio ou A Galera de Obelix. Ou até o novo O Aniversário de Asterix e Obelix – O Livro de Ouro, que está saindo este mês.

CD? Qualquer um da nova edição dos Beatles serve.

87. Julia-Louis Dreyfus

Julia_Seinfeld

A esfuziante Julia, a mulher que é um dos rapazes em "Seinfeld"

No cinema, ela esteve em dois filmes de Woody Allen – mas não era um dos principais nomes. A razão de Julia estar aqui é pela parceria com outro gênio da comédia: Jerry Seinfeld. Na TV, ela criou a adorável, irritante, doce, egoísta, alegre, obcecada, frágil e sabe-tudo Elaine Benes – um dos pilares do quarteto do seriado Seinfeld. Difícil imaginar alguém melhor que Julia para o papel: ela tem a irreverência necessária para ser “um dos rapazes”, sem perder o ar sexy e atraente. São incontáveis os momentos antológicos de Julia:  dança dos chutinhos, o duelo com o “nazista da sopa”, a negociação do sexo para não estragar a amizade, a confissão de que fingia orgasmos com o ex-namorado, seus chefes estranhos e até suas risadas nos erros de gravação…

Vá atrás: Hannah e Suas Irmãs (1986); Desconstruindo Harry (1997); Seinfeld (1988-1998); The New Adventures of Old Christine (2006-ainda em produção).

Cena: Elaine conta que fingiu orgasmos com Jerry em um dos episódios de Seinfeld

Atriz anterior: Zooey Deschanel

01-Nastassja Kinski-b

1 - Nastassja Kinski ("A Marca da Pantera" e, também,"O Fundo do Coração")

Posteriormente na lista: 15ª em 1983, por Exposed e Sinfonia da Primavera; 2ª em 1984, por Os Amantes de Maria, Paris, Texas e Hotel Muito Louco.

02-Xuxa

2 - Xuxa Meneghel ("Amor, Estranho Amor")

DeniseDumont

3 - Denise Dumont ("Rio Babilônia")

04-Jessica Lange

4 - Jessica Lange ("Frances" e, também, "Tootsie")

05-Phoebe Cates

5 - Phoebe Cates ("Picardias Estudantis")

Posteriormente na lista: 14ª em 1984, por Gremlins.

06-Vera Fischer-b

6 - Vera Fischer ("Amor, Estranho Amor")

Posteriormente na lista: 7ª em 1989, por Doida Demais.

07-Debra Winger-b

7 - Debra Winger ("A Força do Destino")

Posteriormente na lista: 6ª em 1983, por Laços de Ternura; 6ª em 1986, por Perigosamente Juntos e O Mistério da Viúva Negra.

08-Mariel Hemingway

8 - Mariel Hemingway ("As Parceiras")

Posteriormente na lista: 7ª em 1983, por Star 80.

09-Christiane Torloni

9 - Christiane Torloni ("Rio Babilônia")

10-Sean Young

10 - Sean Young ("Blade Runner - O Caçador de Andróides")

Posteriormente na lista: 8ª em 1987, por Sem Saída.

11-Rachel Ward

11 - Rachel Ward ("Cliente Morto Não Paga")

12-Jennifer Jason Leigh

12 - Jennifer Jason Leigh ("Picardias Estudantis")

Posteriormente na lista: 4ª em 1985, por Conquista Sangrenta; 9ª em 1989, por Noites Violentas no Brooklyn; 8ª em 1992, por Mulher Solteira Procura.

13-Julie Andrews

13 - Julie Andrews ("Victor ou Victoria")

14-Daryl Hannah

14 - Daryl Hannah ("Blade Runner - O Caçador de Andróides" e, também, "Amantes de Verão")

Posteriormente na lista: 4ª em 1984, por Splash – Uma Sereia em Minha Vida; 3ª em 1986, por A Tribo da Caverna do Urso e Perigosamente Juntos; 4ª em 1987, por Roxanne e Wall Street – Poder e Cobiça; 12ª em 1992, por Memórias de um Homem Invisível e Brincando nos Campos do Senhor.

15-Lucelia Santos-b

15 - Lucélia Santos ("O Sonho Não Acabou")

Posteriormente na lista: 8ª em 1986, por As Sete Vampiras, Fonte da Saudade e Baixo Gávea.

Musas de 1981 <<
>> Musas de 1983

- 2012: Outro filme do alemão Roland Emmerich em que o mundo está indo para o beleléu. Você já viu esse filme pelo menos duas vezes: eles se chamavam Independence Day (1996) e O Dia Depois de Amanhã (2004). Sem medo de errar, Emmerich é um dos maiores picaretas de Hollywood – deve perder só para o Michael Bay. Se o seu interesse é apenas os efeitos visuais, boa sorte. Mas eu não esperaria muito mais do que isso.
JP – Box Manaíra 5 – sex. a seg. e qua.: 14h50, 18h, 21h10; ter. e qui.: 18h, 21h10.
JP – Box Manaíra 6 – sex. a seg. e qua.: 13h50, 17h, 20h10; ter. e qui.: 17h, 20h10.
JP – Tambiá Shopping 6 – 14h30, 17h30, 20h30.
CG – Shopping Boulevard 4 – 14h30, 17h30, 20h30.

- Jogando com Prazer: Ashton Kutcher tem um relacionamento com uma mulher mais velha – e não é Demi Moore. O personagem do ator neste filme, que mistura drama, romance e comédia, é um cara que usa do sexo para conseguir uma boa vida às custas de mulheres ricas e mais velhas. A principal, aqui, é Anne Heche, muito em forma. Aí, ele se apaixona por uma mocinha que não está nem aí pra ele, e vai sofrer e descobrir o amor verdadeiro e tal e… bem, você já sabe.
JP – Box Manaíra 8 – sex. a seg. e qua.: 14h10, 16h20, 18h50, 21h.
JP – Tambiá Shopping 1 – 16h20, 20h20.

- Substitutos: Bruce Willis é o policial que sai de casa após anos para investigar um crime. Mas estamos no futuro e a sociedade ão interage mais – quem o faz, no lugar das pessoas, são os robôs substitutos escolhidos por elas mesmas. Uma premissa que está no limite entre o interessante e o total ridículo. Funcionará?
JP - Box Manaíra 3 – 15h10, 17h10, 19h15, 21h15.
JP –  Tambiá Shopping 5 – 14h40, 16h40, 18h40, 20h40.
CG - Shopping Boulevard 2 – 18h20, 20h20.

Já havia publicado isto no antigo Minha Vida de Cinéfilo – depois de achar sei lá onde ou receber por e-mail sei lá de quem -, mas merece um retorno:  um horóscopo bastante sincero. Ótimo, pra vocês perceberem que não são flores que se cheire, afinal.

ÁRIES – 21/03 a 20/04
Você é metido a honesto, sincero e se acha um líder natural. O problema é que você faz tudo ao contrário e não consegue influenciar ninguém. Você gosta de chegar em um determinado lugar e “botar pra quebrar”. Isso faz de você um ignorante completo. Na verdade, você arruma confusão em todo lugar que passa. Simplesmente porque você quer fazer as coisas do seu jeito nem que seja na base da porrada. O que você quer mesmo é poder. Você quer chegar ao poder nem que tenha que ferrar com todos em sua volta. A sorte dos outros signos do zodíaco é que você nunca consegue chegar ao poder. Falta inteligência! As profissões típicas do ariano: guarda de trânsito, juiz de futebol, lutador de jiu-jitsu.

TOURO- 21/04 a 20/05
Você é materialista e trabalha como um condenado. As pessoas dos outros signos do zodíaco pensam que você é um pão-duro, cabeça-dura, mão-de-vaca e estão certas. Além disso, você é um teimoso desgraçado que faz só burrada na vida e continua fazendo, fazendo, fazendo… Você deve estar se perguntando: por que eu trabalho tanto e só me ferro??? A resposta é simples: sua cabeça-dura não deixa você enxergar um palmo além do seu nariz. Por isso que você trabalha como um condenado e nunca consegue subir na vida. Só leva fumo, e graças a sua teimosia idiota, continua levando, levando, levando… Profissões típicas do tourino: peão-de-obra, triatleta, carregador de piano.

GÊMEOS- 21/05 a 20/06
Você é um falso “duas caras”, fofoqueiro, mentiroso e um grande cara-de-pau. Você não é confiável. É sinistro. No trabalho, faz amizade com todos como se fosse o melhor amigo e depois entrega todo mundo para o chefe. Você é tão safado que ninguém desconfia de você. Você gosta mesmo é de ferrar com os outros e depois ficar rindo da cara deles. Você é um galinha. Não tem nenhum conceito de moral e tem caráter duvidoso. Além disso, todos consideram você um canalha mal-resolvido. Geminianos costumam ter muito sucesso para chifrar, e também no incesto, na prostituição e na cafetinagem. Profissões típicas do geminiano: palhaço de circo, político corrupto, prostituto(a).

CÂNCER – 21/06 a 21/07
Você é um chorão desgraçado. Os outros signos do zodíaco são obrigados ficar agüentando você reclamar da sua vida. Você se acha solidário e é compreensivo com os problemas das outras pessoas, o que faz de você um baba-ovo puxa-saco. O que você quer mesmo é ficar “bem na fita”. Você só quer saber de se dar bem, custe o que custar, e acaba sempre ficando numa boa, apesar de não valer nada. É na verdade um canalha com cara de santo. Quando pressionado você faz chantagem emocional. Chora e faz da sua vida a pior de todas. Por isso, os outros signos do zodíaco nunca desconfiam de você. E o pior é que todos gostam de você. Profissões típicas do canceriano: cabeleireiro, manicure/pedicure, animador de auditório.

LEÃO – 22/07 a 22/08
Você se acha o máximo, um líder natural. Isso é o que você acha. Os outros signos do zodíaco acham você um idiota. A sua prepotência é insuportável para os outros signos do zodíaco e até para você mesmo. Você não passa de um baba-ovo, puxa-saco incompetente querendo se promover a todo custo. Quer ter “status”, ser o “rei da cocada preta”, mesmo sabendo que não tem condição alguma de ser. Você quer ser a atenção de todos. Como não tem inteligência nem sempre consegue. Daí a sua agressividade. Gosta de botar todo mundo pra trabalhar pra você, enquanto você mesmo fica reclamando da vida sem fazer nada. Profissões típicas do leonino: Sequestradores, diretores, ditadores emergentes.

VIRGEM – 23/08 a 22/09
Você é metido a perfeccionista, observador e detalhista. Gosta de analisar e gerenciar tudo. Essa sua maldita mania faz de você um burocrata insuportável. Você é um bitolado e não tem nenhuma imaginação ou criatividade. Gosta mesmo é de tomar conta da vida dos outros. Critica os outros, “mete o pau”, mas não enxerga o próprio rabo. Quando as pessoas dos outros signos do zodíaco preenchem aquele maldito formulário de quinze vias carbonadas, de cinco cores diferentes, que devem ser batidos à máquina, elas não tem dúvida: só pode ser um virginiano que fez. Profissões típicas do virginiano: funcionário público, montador de quebra-cabeças, contador de clipes.

LIBRA – 23/09 a 22/10
Você se acha equilibrado, idealista e justo. Parece sentir a necessidade de proteger os outros e lutar contra as injustiças. Na verdade, você pensa mesmo somente em si. Você é um engomadinho metido. Gosta de coisas sofisticadas e de alto nível, mas não passa de um ignorante desinformado. Nas conversas, quer falar sobre coisas de alto nível intelectual como literatura e arte, e dificilmente entra em assuntos polêmicos. Quer ser politicamente correto. Na realidade você é um grande “fazedor de média” puxa-saco baba-ovo. Isso esconde sua verdadeira cara. Dessa forma, os outros signos do zodíaco nunca saberão seu real interesse, que é ferrar com os outros. Afinal, você é um teimoso, ignorante e ambicioso. Profissões típicas do libriano: advogado do diabo, gerente de casa de tolerância, pastor evangélico.

ESCORPIÃO – 23/10 a 21/11
Você é o pior de todos. Você é desconfiado, vingativo, obsessivo, rancoroso, vagabundo, frio, cruel, antiético, sem caráter, traidor, orgulhoso, pessimista, racista, egoísta, materialista, falso, malicioso, mentiroso, invejoso, cínico, ignorante, fofoqueiro e traiçoeiro. Você é um canalha completo. Só ama sua mãe e a si mesmo. Aliás, alguns de vocês não amam nem a mãe. Você é imprestável e deveria ter vergonha de ter nascido. Escorpianos são tiranos por natureza. São ótimos nazistas ou facistas. Seu único objetivo na Terra é ferrar com os outros. E você tem um orgasmo quando consegue isso. Pelo bem dos outros signos do zodíaco, os escorpianos deveriam ser todos exterminados. Profissões típicas dos escorpianos: carrasco, terrorista, serial killer.

SAGITÁRIO – 22/11 a 21/12
Você é um otimista e tem uma forte tendência em confiar na sorte. Isso é bom para você, já que é imprudente, irresponsável, limitado e não possui nenhum talento. Como não tem competência, sempre arruma uma forma de se desculpar de suas burradas na vida. E sempre põe a culpa nos outros. Mas na verdade você que é incompetente mesmo. Você é um teimoso, ambicioso e metidinho. Na verdade, você é um idiota fracassado. Além do mais, seu conceito de ética e moral é limitado. Você é um puxa-saco, galinha e gosta mesmo é de sacanagem. Quando consegue alguma coisa na vida é sempre de forma obscura. Profissões típicas do sagitariano: ator pornô, advogado do Diabo, bicheiro.

CAPRICÓRNIO – 22/12 a 20/01
Você é metido a sério, conservador e politicamente correto. Na verdade você é um materialista, falso, ambicioso e safado. Você tem uma tendência de ser enrustido em tudo. Grandes homossexuais foram capricornianos. Você é frio, não tem emoções e freqüentemente dorme enquanto está trepando. Você quer manter as aparências. Quando encontra um “amigo”, abraça, deseja tudo de bom… mas na primeira oportunidade que tem executa a sangue frio. No fundo você gosta mesmo é de ferrar com os outros. Você nunca joga limpo e sua frieza faz de você sanguinário completo. Mas que importa? Se a grana está entrando… ótimo! Profissões típicas do capricorniano: banqueiro, agiota, traficante.

AQUÁRIO – 21/01 a 19/02
Você provavelmente não é desse planeta. Tem uma mente inventiva e dirigida para o progresso. Você mente e comete os mesmos erros repetidamente porque é imbecil e teimoso. Você adora ser o “do contra”. Pensa que tem opinião formada sobre tudo. Na verdade, você é egoísta e gosta mesmo é de aparecer. Mesmo que esteja entre um milhão de pessoas, você quer ser o diferente. Você nunca segue os padrões. Isso faz de você um metido nojento. Você se acha o moderninho. Acha que está a frente dos outros signos do zodíaco. Você não tem nenhuma moral. Se você for homem deve ser um galinha ou homossexual. Se for mulher tem grande chance de ser garota de programa. Profissões típicas do aquariano: Sindicalista, Estilista ou as duas coisas ao mesmo tempo.

PEIXES – 20/02 a 20/03
Você pensa que todo mundo é cabeça de bagre e só você é o esperto. Se acha o sujeito mais inteligente do zodíaco. Você tem a maldita mania de achar que os outros signos do zodíaco precisam de sua ajuda. Na verdade, você se acha superior e considera os outros signos do zodíaco idiotas. Adora reprimir tudo e todos, impaciente, mal-educado e fica dando conselhos fúteis aos outros. O que você faz mesmo é ferrar com as pessoas que seguem seus conselhos idiotas. Você não passa de um desorganizado, não tem praticidade alguma e não sabe nem em que planeta vive. Quando alguém te questiona, você recorre ao misticismo, uma vez que sua inteligência é limitada. Piscinianos são ótimos macumbeiros. Na verdade, você que é o cabeça de bagre. Profissões típicas do pisciniano: Técnico de Futebol, Vendedor de enciclopédia, Pai-de-Santo ou Cartomante.

stars-blue-3-0½

Tarantino quase sério

Bastardos Inglorios

Eli Roth e Brad Pitt: mais violência de desenho animado

Quando Quentin Tarantino divide seus filmes em capítulos, ele se permite uma liberdade extra: a de poder dirgir cada um deles mimetizando estilos diferentes. Assim, cada filme anterior do diretor são paródias (geralmente no bom sentido) de gêneros caros a ele, mas o que ele fez nos dois Kill Bill se repete em Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, Estados Unidos/ Alemanha, 2009): ele aproveita alguns capítulos para fazer filminhos dentro do filme.

Assim, não é por acaso que o primeiro capítulo se chama “Era uma vez na França ocupada”: trata-se de um faroeste, mesmo que seja a França dos anos 1940. Os enquadramentos são puro Sérgio Leone, com direito a Morricone na trilha e um plano evocando Rastros de Ódio (1956), de John Ford (Leone e o mesmo enquadramento de Ford já haviam sido citados em Kill Bill).

É também o melhor momento do filme, com grande tensão e pouquíssimo tom de desenho animado que a violência quase sempre tem nos filmes de Tarantino e apresentando um personagem desde aí arrasador: o Coronel Hans Landa (vivido pelo incrível alemão Christoph Waltz, que, com muita justiça ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes). Um Tarantino “sério”, enfim? Não tão rápido. Essa postura só dura esse primeiro capítulo – depois o que predomina é o tom habitual maneirista do diretor.

O que causa bons e maus momentos. Bastardos Inglórios alternando planos belíssimos (às vezes até se aproximando de seu prólogo antológico) com acentos pop desnecessários (às vezes, tudo ao mesmo tempo). Mantendo como características a glamourização da violência, a trama intrincada e os diálogos elaborados, ele não resiste ao exagero. Apresenta personagens como se estivesse nos anos 1970, atira David Bowie como uma pedra para ser trilha de uma das cenas e produz uma seqüência interminável de falatório gratuito numa taberna – depois de fazer já duas outras seqüências semelhantes.

Por outro lado, o momento exato em que a francesa judia Shosana (Mélanie Laurent) reencontra o algoz de sua família é uma das cenas mais bem filmadas da carreira de Tarantino. Há outras, espalhadas pelo filme, e nenhuma delas envolve pessoas sendo escalpeladas ou um Hitler que parece um dos atores rejeitados de Primavera para Hitler (1968). Novamente em contrapartida, para todo aquele movimento com a grua no hall de um cinema – que na verdade, não quer dizer muita coisa – há aquele momento sublime em que o tenente vivido por Brad Pitt tenta conversar em italiano com o coronel alemão. Um dos vários momentos em que a comédia funciona bem.

O cinema como cenário não está lá, evidentemente, por acaso. Todo filme de Tarantino acaba sendo meio sobre o próprio cinema – aquele que o formou como cinéfilo e, depois, roteirista e diretor. O filme vai puxando outras referências, citando explicitamente o cinema francês antes da nouvelle vague e também nomes do cinema alemão, enquanto parodia do já citado Era uma Vez no Oeste a, óbvio, Os Doze Condenados (1967) , com espaço para brincar de nouvelle vague.

E brincar é palavra-chave porque Tarantino ainda parece um adolescente talentoso brincando de fazer cinema e à espera de realizar seu filme pleno. É meio isso que acaba soando o fato de que a vingança não é só o motivo dos personagens – a judia francesa que perdeu a família sob as balas dos alemães e os soldados judeus que caçam nazistas para instaurar o terror entre eles -, mas uma postura do filme em si mesmo.

Culminando na curiosa catarse final, que manda a História tão escancaradamente às favas que até blinda Bastardos Inglórios de receber qualquer crítica nesse sentido. Qual será a razão daquilo? Sendo um filme sobre o cinema, mais parece uma afirmação de que “aqui mando eu”, uma declaração de que os filmes não precisam obedecer certas regras “caretas” como verossimilhança histórica. Lembra uma frase do (fraco) filme nacional Baixio das Bestas (2007): no cinema, você pode fazer o que quiser. É a gênese de um bom debate, e esse é o principal mérito da cena (que, aliás, poderia ser muitíssimo mais surpreendente).

Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, Estados Unidos/ Alemanha, 2009). Direção: Quentin Tarantino. Elenco: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Eli Roth, Michael Fassbender, Diane Kruger, Daniel Brühl, Mike Myers, Rod Taylor. Em cartaz nos cinemas.

- Código de Conduta: Jamie Foxx e Gerard Butler numa história em que um homem resolve tomar a justiça nas próprias mãos depois que o assassino de sua família foi solto pela justiça. Ele investe contra o promotor que costurou o acordo para que outro bandido fosse condenado. A vingança parece meio fantasiosa demais, pelo trailer, mas o filme tem um questionamento moral, a princípio, interessante. O diretor é F. Gary Gray, dos bons Uma Saída de Mestre (2003) e Be Cool – O Outro Nome do Jogo (2005).
Box Manaíra 3 – sex. a seg. e qua.: 14h30, 16h50, 19h15, 21h30; ter. e qui.: 16h50, 19h15, 21h30.

- Fama: Em 1980, Alan Parker colocou jovens estudantes de dança e teatro nos papéis principais do musical Fama, temperando tudo com tintas sociais. Agora, estréia a refilmagem de novo se passando na New York Academy of Performing Arts, mas deixando as questões sociais de lado para perigosamente se aproximar dos ralos musicais adolescentes atuais. Foi o que eu li – espero que o filme me surpreenda. Mas pelo que o trailer mostra do que fizeram com a imortal canção-tema, em termos de música a coisa piorou muito.
Box Manaíra 4 – sex. a seg. e qua.: 14h10, 16h25, 18h45, 21h10; ter. e qui.: 16h25, 18h45, 21h10.

- Os Fantasmas de Scrooge: Mais uma versão da clássica história de Charles Dickens (a Disney nacional tolamente rebatizou o filme, em vez de usar a tradução já consagrada: A Canção de Natal). Nela, o avarento Ebenezer Scrooge é visitado na noite de Natal pelos fantasmas dos natais passados, presente e futuros e é levado por uma viagem através dos tempos onde tem que encarar a própria mesquinhez. O conto é definitivo, claro, mas vamos ver como se sai nessa nova versão, dirigida por Robert Zemeckis – e, portanto, toda feita com a técnica da captura de movimento. Como sabemos, é uma verdadeira obsessão do diretor – que, em termos de bons filmes, até agora rendeu muito pouco. Jim Carrey faz Scrooge e mais um punhado de personagens.
Box Manaíra 5 – sex. a seg. e qua.: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50; ter. e qui.: 16h30, 18h40, 20h50.

- Jogos Mortais 6: O que dizer? Uma nova seqüência dificlmente justificável da série. Sangue e mutilações para quem gosta.
Box Manaíra 6 – 15h, 17h15, 19h20, 21h25.
Tambiá Shopping 6 – 14h50, 16h50, 18h50, 20h50.

Conheci as Chicas em 2007, quando as quatro moças fizeram um show no Seis e Meia, em João Pessoa. Foi amor à primeira audição, confesso: adoro grupos vocais, desde o MPB-4 até o Garganta Profunda. Os jogos vocais no palco me encantam e as Chicas são um prodígio nisso.

Enfim, tive a oportunidade de conversar com uma delas na semana passada, a Isadora Medella, por telefone. Ela estava em sua casa, no Rio (ou “apartamento meio casa”, como me descreveu). O papo foi publicado no Jornal da Paraíba de ontem e está aqui em versão entendida.

Em tempo: o grupo se apresenta hoje no Teatro Oi Casa Grande, no Rio, às 21 horas, lançando oficialmente o novo CD e o DVD. No dia 11, o show é em São Paulo, no Sesi na Avenida Paulista.

***

Em busca do fervor do ao vivo

Chicas_foto_Paula Kossatz

Em pé: Fernanda Gonzaga e Amora Pêra; sentadas: Isadora Medella e Paula Leal - Chicas e "Tchicas"

A tradição de grupos vocais brasileiros é fortíssima, surgindo bem antes da bossa nova e permanecendo tantos anos depois do auge do movimento. O quarteto Chicas incluiu-se aí com graça e talento, a partir do primeiro disco, Quem Vai Comprar Nosso Barulho?, e lança agora o primeiro DVD e segundo disco (primeiro ao vivo): Em Tempo de Crise Nasceu a Canção.

“A gente quis registrar o fervor do ao vivo”, conta Isadora Medella, que integra o grupo junto com Paula Leal, Amora Pêra e Fernanda Gonzaga (as duas últimas, filhas de Gonzaguinha e, portanto, netas de Luiz Gonzaga). “Muita gente veio falar com a gente que o fervor do ao vivo é que é o lance. O disco de estúdio não tem aquela anarquia”.É verdade que uma certa anarquia faz parte do barato das Chicas – tanto, que a edição do DVD é frenética, dividindo a tela na quase totalidade do show.

“A pessoa que vai ao show olha para uma chica, olha para outra, enquanto outra está fazendo mil coisas, lá”, diz a cantora, mostrando que o objetivo foi dar o máximo possível uma visão total do grupo. “A gente quis mostrar que, enquanto uma esta cantando, milhares de coisas estão acontecendo. A idéia era colocar isso muito evidente”. O quarteto opinou na decisão artística de dividir a tela, assim como no projeto inteiro. “A gente é, assim, meio insuportável”, brinca. “A gente não consegue abrir mão simplesmente e tudo o que é artístico é gerenciado por nós”.

As Chicas alternam as vozes às vezes de maneira tão frenética que impressiona quando Isadora revela que os arranjos vocais são meio anárquicos. “A gente escreve os arranjos para os instrumentos, mas na hora do vocal a gente não quer escrever, quer que fique essa coisa meio desorientada”, afirma Isadora. “A gente deixa ele fluir, ser intuitivo. É mais próximo da gente, dessa informalidade. A gente interfere muito no cantar da outra”.

Amora e Fernanda são mais ligadas à percussão, enquanto Isadora e Paula são ligadas à harmonia. “Mas só porque a gente estudou mais tempo”, acrescenta Isadora. Na hora das harmonias, as quatro trabalham juntas. “Sentamos as quatro em frente ao computador para trabalhar”, conta. “O importante é que você precisa estar em contato com a música e com o sentimento dela”.

Cuidando de gatinhos que foram deixados em sua porta no dia anterior, Isadora fala do começo do grupo. As quatro integrantes se encontraram no palco, mas do teatro, na peça Fullanas. “Era um teatro musicado onde as atrizes não sabiam tocar e cantar, então fizemos a parte musical”, lembra. “Aí, uma amiga nos convidou para abrir um espaço dela. E depois fomos chamadas para mais coisas”.

E, assim, de forma totalmente espontânea, as Chicas foram nascendo. “Foi uma coisa muito intuitiva”, diz Isadora. “Na verdade, a gente nunca quis gravar um disco: a gente foi seguindo o fluxo”. Mas o grupo acabou dando um tempo. “A gente terminou o primeiro momento com uma gravadora interessada, mas acabou acontecendo um intervalo de uns três, quatro anos”.

O grupo começou em 1996, parou entre 1999 e 2000 e voltou em 2004. “A gente voltou fazendo show e houve uma pressão dos amigos para gravar um disco”, lembra Isadora. “E falaram uma coisa interessante: que se a gente gravasse um disco, ia passar a existir. Ia materializar o trabalho”. Quem Vai Comprar Nosso Barulho?, de 2006, acabou ganhando o Prêmio Tim. “A gente viu a importância do disco para ir mais longe”, diz ela. “É como uma semente, que vai com o vento e chega aos lugares antes da gente. A gente foi até ao Acre por causa desse disco”.

Foram shows por todo o país, ciclo que está chegando ao final. “Como a gente é inquieta, já estava querendo fazer coisa nova”, conta Isadora. “Então, essa coisa do DVD foi muito isso: ‘Galera, vamos registrar esse show’”. Ao repertório do primeiro disco, entrou também “Caras e bocas”, a música de abertura da novela homônima, incluída no DVD como extra em uma nova versão.

O DVD registra bem tanto o talento vocal, quanto o bom gosto do repertório e a cota de teatro da qual o grupo nunca chegou a ser desfazer. “O teatro, pra gente, é muito importante. A teatralidade é um dos fatores principais para a escolha das músicas”, diz Isadora. “A gente fala muito texto também”. Ela une “A terceira margem do rio”, de Caetano, a trechos do conto original de Guimarães Rosa.

Mas o teatro também tem a ver com o espírito meio anárquico das Chicas. “É essa liberdade que o teatro tem, de não seguir regras”, afirma Isadora. Certamente ajudou o grupo a superar os problemas de som de um dos primeiros shows em Recife e realizar a apresentação toda acústica e cantando à capela para um teatro com três mil lugares. “A gente achou que não podia sair dali sem fazer um show”, lembra.

As Chicas estiveram em Recife mais uma vez na semana passada, desta vez sem maiores problemas e já mostrando o novo show – que abre com “Can’t buy me love”, dos Beatles. Além do show Em Tempo de Crise Nasceu a Canção, o quarteto continua fazendo o Barulinho por aí – um show infantil.

“A gente resolveu fazer esse show por dois motivos. Um: pela presença constante de crianças na platéia das Chicas”, conta Isadora. “E quando a Fernanda ficou grávida, ela teve que passar três meses afastada. Então, fizemos um show chamado Trabalho de Parto, com um set só de músicas infantis em homenagem a ela. A galera pirou nesse set”.

Realizar esse show mostrou-se um acerto. “A aceitação do Barulinho é inacreditável”, diz. “Aí, a gente deixa fluir mesmo a união do teatro com a música”. Para quem não viu, há um número do espetáculo incluído como extra do DVD.

As Chicas já começam a trabalhar no próximo disco de estúdio. “Estamos colocando no papel”, conta. “As idéias já temos, estamos conversando. Mas ele deve sair talvez para o meio ou o final do ano que vem”.

E, para terminar, existe uma maneira certa de falar o nome do grupo? Seria “tchicas“, como “meninas” em espanhol, ou “chicas“, como apelido para “Franciscas”? “Fica ao gosto do cliente”, brinca Isadora. “Acho que tem essa coisa bem brasileira de vir de ‘Francisca’ e tenho certeza que, quando a gente for para fora do Brasil, vai rolar muito. O nome tem humor, acho que tem a ver com a gente”.

stars-blue-3-0

O que poderia ter sido

This Is It

Michael não desafia a física, mas tampouco estava caquético

Uma despedida. O show de retorno de Michael Jackson aos palcos já havia sido definido dessa forma pelo próprio cantor na coletiva em que anunciou as 50 apresentações. Os shows nunca aconteceram, como todos sabemos, e This Is It (This Is It, Estados Unidos, 2009) é o documentário que dá ao público um vislumbre do que poderia ter sido.

Montado a partir de registros dos ensaios e de cenas de bastidores, o filme é dirigido por Kenny Ortega (dos High School Musical), que também dirigia o show. Embora ainda por serem finalizados, os números já são vistos completos, alguns com interrupções no começo e no fim para ajustes. São os grandes sucessos – “Beat it”, “Black or white”, “Thriller”, “Billie Jean”, “Man in the mirror”, etc. -, alguns reproduzindo as coreografias clássicas dos videoclipes.

Ou seja: quem gosta de Michael Jackson não vai se decepcionar. E quem não gosta é capaz de se emocionar e se divertir também, ao perceber que o show seria mesmo uma grande volta por cima. O astro não era mais o super Michael Jackson que desafiava as leis da física, das décadas de 1970 e 1980, mas também não estava caquético.

O material é compreensivelmente desigual em termos de qualidade de filmagem, mas é um registro precioso dos últimos momentos de um grande talento. Assim como preciosos são os momentos em que Michael dá instruções, broncas (mostradas sempre com gentileza) e pede ajustes.

É besteira esperar por qualquer tipo de controvérsia ou questionamento a respeito do astro – se ele estava mesmo esgotado, This Is It consegue esconder isso esplendidamente. Como registro de um show que poderia ter sido e não foi, o documentário cumpre seu objetivo com bastante dignidade e Michael se despede fazendo o seu melhor: nos estretendo com garra e boa música.

This Is It (This Is It). Estados Unidos, 2009. Direção: Kenny Ortega. Em cartaz nos cinemas.

Nunca tinha entrevistado Marcélia Cartaxo – nem mesmo quando ela estreou como diretora, com o curta Tempo de Ira (2003, co-dirigido por Gisella de Mello). Não sei porquê, mas calhou de que nosso primeiro papo tenha sido não sobre uma novidade, mas justamente sobre o maior feito da atriz (e um dos maiores do cinema brasileiro): sua interpretação em A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral, que foi premiada no Festival de Berlim.

Por ocasião da restauração do filme – cópia que foi exibida no Festival do Rio e está na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo -, ela conversou comigo para a entrevista publicada dia 25 no Jornal da Paraíba e agora aqui, em versão estendida.

***

Marcélia em 1984: de Cajazeiras para Berlim

Marcélia, em "A Hora da Estrela": de Cajazeiras para Berlim

É um feito admirável. Nunca antes uma atriz brasileira havia ganho um prêmio em um grande festival internacional: Marcélia Cartaxo foi a primeira, em 1985, por A Hora da Estrela. O filme foi relançado em cópia restaurada no Festival do Rio no mês passado e completa 25 anos de filmagem. De Cajazeiras até a consagração em Berlim, ela lembra histórias do filme.

Tudo começou com o grupo de teatro Terra, do qual Marcélia fazia parte em Cajazeiras, e que revelou também Nanego Lira, Soia Lira, Eliézer Rolim e Luiz Carlos Vasconcelos. O grupo estava em São Paulo para três apresentações em um evento. “A gente recebeu uma proposta de fazer o Mambembão, em que peças do Nordeste se apresentavam no sul e as de lá vinham para cá”, lembra a atriz. O espetáculo chamava-se Beiço de Estrada, escrito e dirigido por Eliézer Filho (hoje, Rolim). A diretora Suzana Amaral, já em busca da protagonista de sua versão para o livro de Clarice Lispector, estava na plateia.

Suzana assistiu às três apresentações com o ator paraibano José Dumont, que já estava escalado no elenco, e já convidou Marcélia para viver Macabéa. O ano era 1982 e Marcélia tinha 18 anos. Foram precisos mais dois para a diretora conseguir o financiamento da Embrafilme. Enquanto isso, as duas foram se correspondendo. “Ela foi me dirigindo por carta”, recorda Marcélia. “Eu costurei uma camisola feita de saco de açúcar que uso no filme, ela me disse para ir à periferia para observar as Macabéas”.

Marcélia não tinha lido A Hora da Estrela e ganhou um exemplar de presente de Suzana Amaral. “Eu achava o livro muito confuso. Tinha a história de Macabéa e Olímpio, mas também a do narrador”, conta Marcélia. “Clarice era considerada uma escritora difícil de adaptar. Mas li o livro umas 20 vezes”. Mesmo com essa preparação, os produtores exigiram que a paraibana se submetesse a um teste e disputasse o papel com outras atrizes. “Quando fiz o teste, eles ficaram todos enlouquecidos”, recorda. “Foi a cena em que Macabéa datilografa e come um pão com salsicha e a salsicha sai (ri). Suzana só foi me dar o roteiro mesmo quando passei no teste”.

Saída diretamente do Actor’s Studio, Suzana estava impregnada do estilo de dirigir e interpretar da famosa escola que seguia o famoso método desenvolvido por Elia Kazan e Lee Strasberg, entre outros, a partir do sistema do ator e ditetor russo Stanislavsky, privilegiando o realismo psicológico e as emoções reais em cena. “Ela aplicou tudo na Macabéa”, revela Marcélia Cartaxo. “Quando fui pra São Paulo, fui de ônibus. Ela queria que eu fosse macabeando, que não perdesse a naturalidade. Suzana foi muito rigorosa comigo, eu chorava muito”.

Enquanto o resto do elenco – o velho amigo José Dumont, Fernanda Montenegro, Tamara Taxman, Denoy de Oliveira – foi hospedado em um hotel, Marcélia ficou isolada em um quarto na produtora. “Ninguém podia falar comigo, me tocar. No set, eu tinha que ficar em uma cadeira, voltada para a parede! Tudo pra eu não perder a brejeirice”, conta.

Depois de um mês de ensaios, o filme foi rodado quase sempre com a primeira tomada valendo. E, mesmo com a preservação a que foi submetida, Marcélia teve a experiência de contracenar com atores tarimbados como Fernanda Montenegro e Tamara Taxman – e elas eram as coadjuvantes, Marcélia, a atriz principal! Fernanda na semana final das filmagens. “Ela entrava e ia logo decorar o texto”, conta a paraibana. “Com Tamara e Zé houve mais amizade. Zé acompanhava o Terra há três anos e me ajudou muito. Tudo o que eu queria saber sobre contratos, curiosidades e dúvidas que eu tinha, podia conversar com ele”.

Depois de pronto, a primeira parada de A Hora da Estrela foi o Festival de Brasília, no final de 1985. Foram 12 prêmios, incluindo filme, atriz, para Marcélia, e ator, para José Dumont. Em fevereiro de 1986, foi a vez do Festival de Berlim. Marcélia teve que conseguir dinheiro e roupas para enfrentar o frio da Europa. “Meus sapatos eram uma bota de sete léguas várias meias, porque diziam que lá nevava”, diz.

Lá, teve mais problemas. “O filme passava no segundo dia. No dia da exibição, resolvemos ir de ônibus do hotel para o cinema. Aí, fui agredida no ônibus por um homem, que ficou me batendo. Depois que ele desceu, soubemos que era um neurótico de guerra que achou que eu era judia”, lembra. Depois da exibição, o público alemão na rua a confundia, mas com a própria Macabéa – tal foi a repercussão de seu trabalho.”Eu só podia ficar seis dias e o cônsul perguntou se a gente precisava de alguma coisa. Eu disse: ‘Quero ficar até o fim do festival’”.

No dia da premiação, Marcélia estava hospeada na casa de uma brasileira. Suzana, que estava no hotel, a chamou. “Ela me disse: ‘Marcélia, senta aí”. A diretora revelou que A Hora da Estrela ganhou três prêmios: o prêmio Ocic (da Organisation Catholique Internationale du Cinéma et de l’Audiovisuel), o prêmio Cicae (da Confédération Internationale des Cinémas d’Art et d’Essai Européens) e o de melhor atriz.

O prêmio, que mesmo com a repercussão ninguém espwerava, foi dividido com a francesa Charlotte Valandrey, por Rouge Baiser, e entregue por Gina Lollobrigida, presidente do júri. “Ela disse que ficou muito chocada com o filme e perguntou se aquilo existia mesmo no Brasil. E eu respondi que haviam centenas de Macabéas em São Paulo”, conta Marcélia.

Na volta ao Brasil, ainda houve a emoção da primeira exibição em Cajazeiras – que, na época, tinha três cinemas. “Até hoje celebram isso na cidade”, diz. “Sempre que vou lá, me tratam como se eu fosse a filha mais ilustre”. Marcélia Cartaxo virou uma celebridade e o Fantástico foi à cidade do sertão paraibano para uma matéria com ela. A inexperiência dela e dos outros integrantes do Grupo Terra levou, no entanto, a uma cisão. “Eles ficaram cinco anos sem falar comigo”, revela a atriz. “Foi Luiz Carlos que nos reaproximou”.

Ainda sem previsão de exibição nos cinemas paraibanos, a versão restaurada de A Hora da Estrela foi confirmada para exibição no Fest Aruanda, que acontece em dezembro, em João Pessoa. Uma sessão local, fundamental, seria um retorno triunfal, tal qual o de Marcélia Cartaxo a Cajazeiras, de volta do festival – com direito a desfile em carro aberto – e a exibição em sua cidade. “O filme representa tudo. Com ele, me descobri na vida e na carreira”, resume. “Tudo o que acontece é conseqüência desse trabalho”.

My Fair Lady-13

Audrey, na versão florista de "My Fair Lady"...

A notícia de que vão refilmar My Fair Lady – Minha Bela Dama não me abalou como poderia. Isso porque os nomes envolvidos me pareceram bastante adequados. O mais importante, claro, é quem será a nova Eliza Doolittle, a florista pobre que é educada para ser uma dama, personagem criada por George Bernard Shaw na peça original, Pigmalião. E vivida no cinema por ninguém menos que Audrey Hepburn – razão pela qual eu deveria estar com os dois pés atrás para qualquer refilmagem que se aventurasse.

Enfim. A nova Eliza será Keira Knightley. Uma atriz britânica bonita e que já se provou bastante eficiente quando exigida. Tem o típico físico da Audrey – ou seja: é magricela, mas um encanto. Nunca a ouvi cantar, mas, até aí, Audrey também não cantou em My Fair Lady – foi dublada (contra a vontade, diga-se).

A direção é de Joe Wright, que dirigiu Keira nos ótimos Orgulho & Preconceito e Desejo e Reparação, e parece ter bem mais a ver com o projeto que no nome anterior que estava na função: Danny Boyle (de quem gosto muito, de Cova Rasa a Quem Quer Ser um Milionário?). Para o professor grosseirão Henry Higgins (papel que deu o Oscar a Rex Harrison), o cotado é Daniel Craig. Grosseirão ele sabe ser – é só ver os dois filmes que estrelou como James Bond.

Piratas do Caribe-O Bau da Morte-15

...e Keira Knightley, que pode ser a próxima no papel

Mas o grande lance que me animou está no roteiro. Quem vai escrever o filme é simplesmente uma das mulheres vivas mais talentosas desse mundo das artes: Emma Thompson. Não estranhe e não esqueça que ela já ganhou um justíssimo Oscar pelo roteiro de Razão e Sensibilidade, em 1996. Mas e as músicas? Será que serão as mesmas? Sim, porque note que não é uma nova adaptação de Pigmalião, é uma refilmagem de My Fair Lady. Logo, será também um musical.

Por falar nisso, descobri hoje que a Paramount vai relançar a edição dupla de My Fair Lady já lançada pela Warner – mas com outra capa. Uma nova oportunidade para quem deixou de comprar aquela edição, que é excelente – não só pelo filme, mas pelos extras, que incluem um excelente making of e cenas com a voz original de Audrey cantando em dois números.

Em tempo: é engraçado, me lembro que em VHS esse filme saiu pela Fox. Em DVD, saiu pela Warner (o estúdio original do filme e, agora, pela Paramount). Complicado esse mundinho dos filmes e suas distribuidoras…

1 - Catherine Deneuve ("Fome de Viver")

1 - Catherine Deneuve ("Fome de Viver")

2 - Carrie Fisher ("O Retorno de Jedi")

2 - Carrier Fisher ("O Retorno de Jedi")

03-Valerie Kaprisky

3 - Valérie Kaprisky ("A Força do Amor")

04-Kathleen Turner

4 - Kathleen Turner ("O Homem com Dois Cérebros")

Posteriormente na lista: 3ª em 1984, por Tudo por uma Esmeralda e Crimes de Paixão; 3ª em 1985, por A Jóia do Nilo e A Honra do Poderoso Prizzi; 5ª em 1986, por Peggy Sue, Seu Passado a Espera; 6ª em 1989, por A Guerra dos Roses.

05-Rebecca DeMornay

5 - Rebecca DeMornay ("Negócio Arriscado")

06-Debra Winger-c

6 - Debra Winger ("Laços de Ternura")

Anteriormente na lista: 7ª em 1982, por A Força do Destino. Posteriormente na lista: 6ª em 1986, por Perigosamente Juntos e O Mistério da Viúva Negra.

07-Mariel Hemingway-b

7 - Mariel Hemingway ("Star 80")

Anteriormente na lista: 8ª em 1982, por As Parceiras.

08-Sonia Braga

8 - Sonia Braga ("Gabriela")

Posteriormente na lista: 12ª em 1986, por Luar sobre Parador e Rebelião em Milagro.

09-Michelle Pfeiffer-b

9 - Michelle Pfeiffer ("Scarface")

Posteriormente na lista: 9ª em 1984, por Um Romance Muito Perigoso; 1ª em 1985, por O Feitiço de Áquila; 1ª em 1988, por De Caso com a Máfia, Ligações Perigosas e Conspiração Tequila; 1ª em 1989, por Susie e os Baker Boys; 6ª em 1991, por Frankie & Johnny; 2ª em 1992, por Batman – O Retorno e As Barreiras do Amor; 1ª em 1993, por A Época da Inocência; 10ª em 1994, por Lobo; 10ª em 1996, por Um Dia Especial.

10-Carla Camurati-b

10 - Carla Camurati ("Onda Nova")

Posteriormente na lista: 1ª em 1984, por Estrela Nua e Os Bons Tempos Voltaram – Vamos Gozar Outra Vez; 14ª em 1987, por Eternamente Pagu; 10ª em 1991, por O Corpo.

11-Jennifer Beals-b

11 - Jennifer Beals ("Flashdance - Em Ritmo de Embalo")

12-Lysette Anthony-b

12 - Lysette Anthony ("Krull")

13-Susan Sarandon

13 - Susan Sarandon ("Fome de Viver")

Posteriormente na lista: 15ª em 1988, por Sorte no Amor; 11ª em 1990, por Loucos de Paixão; 9ª em 1991, por Thema & Louise.

14-Vera Zimmermann

14 - Vera Zimmermann ("Onda Nova")

15-Nastassja Kinski

15 - Nastassja Kinski ("Exposed" e, também, "Sinfonia da Primavera")

Anteriormente na lista: 1ª em 1982, por A Marca da Pantera. Posteriormente na lista: 2ª em 1984, por Os Amantes de Maria, Paris, Texas e Hotel Muito Louco.

Musas de 1982 <<
>> Musas de 1984

- Besouro: Um filme de ação brasileiro? O diretor João Daniel Tikhomiroff foi buscar um coreógrafo de lutas marciais chinês (assistente do principal coreógrafo de Matrix e O Tigre e o Dragão) e foi buscar inspiração na cultura africana para contar a história de um lendário capoeirista baiano – e contar sem economizar na fantasia. É uma proposta, no mínimo, curiosa e pouco tentada por aqui.
Box Manaíra 2 – sex. a seg. e qua.: 14h40, 16h45, 19h, 21h10; ter. e qui.: 16h45, 19h, 21h10.
Tambiá Shopping 5 – 14h50, 16h50, 18h50, 20h50.

- A Festa da Menina Morta: Primeiro filme dirigido por Matheus Nachtergaele, gira em torno de uma comunidade na Amazônia onde as pessoas tratam como santo um jovem que recebe mensagens de uma menina que desapareceu há tempos. O filme foi selecionado para a mostra Um Certo Olhar, em Cannes, onde chocou os espectadores.
Bangüê – sex. a dom.: 18h30, 20h30.

- Matadores de Vampiras Lésbicas: Bebendo na fonte dos filmes de vampiras da Hammer no começo dos anos 1970 (quando o filão do horror do estúdio ia se esgotando e eles começavam a apelar), Matadores mostra os homens de uma comunidade querendo se vingar das vampiras lésbicas que têm seqüestrado suas mulheres.
Box Manaíra 6 – sex. a seg. e qua.: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15, 21h15; ter. e qui.: 15h15, 17h15, 19h15, 21h15.

- This Is It: O documentário que mostra os últimos dias de Michael Jackson, a partir dos ensaios para a última turnê, que não aconteceu. É bom não esperar muito mais que uma celebração do astro ou qualquer controvérsia.
Box Manaíra 5 – sex. a seg. e qua.: 14h30, 16h50, 19h10, 21h30; ter. e qui.: 16h50, 19h10, 21h30.
Tambiá Shopping 6 – 14h20, 16h20, 18h20, 20h20.

O show do crespo é hoje, no Paulo Pontes, às 20 horas. Corram que – segundo ele mesmo ontem, no twitter – os ingressos já estavam acabando. O papo foi quinta-feira, por telefone.

***

"Eu me sinto muito jornalista"

"Eu me considero muito jornalista"

Se perguntado se ele se sente mais jornalista ou humorista, já que o CQC, do qual é repórter, mistura os dois elementos, Felipe Andreoli não demora para responder. “Meu, eu me considero muito jornalista”, disse. “Sempre tento colocar informação nas minhas matérias, mesmo tentando fazer graça”. Ele apresenta hoje, em João Pessoa, seu solo de comédia stand-up Que História É Essa?, no Teatro Paulo Pontes, às 20 horas. E até aí essa filosofia acaba sendo seguida.

“Meu show é um pouco diferente dos outros porque conto minhas experiências reais”, contou ele, ainda de São Paulo e por telefone, ao JORNAL DA PARAÍBA. “Claro que exagero um pouco aqui e ali”. Diferente dos colegas de equipe Danilo Gentili, Rafinha Bastos e Oscar Filho, ele não entrou no CQC vindo já do stand up. Tampouco da comédia de personagens, como Marco Luque.

“Trabalhei como auxiliar de produção e tive um quadro num programa evangélico da TV Record”, recordou. “Também trabalhei na Rede Gospel, passei cinco anos na TV Cultura e, depois, na Bandeirantes, como repórter de esportes”.

Um ano depois, surgiu o convite para o programa. “Minhas matérias para o esporte sempre tinham um tom bem humorado, divertido, ireeverente”, contou Andreoli, que é quem normalmente cobre o tema. “O que também ajuda é que os meninos não entendem nada de esporte. Só o Danilo é que entende um pouco”.

Pensando em fazer outras coisas além do CQC, ele resolveu arriscar o stand up. “Antes, pensava em apresentar eventos, fazer palestras, que eu achava que tinha mais a ver comigo”, explicou. “Os meninos superincentivaram. O Danilo me ajudou muito nos primeiros textos. Depois, adquiri meu próprio ritmo”. Que História É Essa? estreou em janeiro – e dos 40 minutos iniciais, o espetáculo hoje passa de uma hora de duração. “É algo que foi evoluindo e me deixou muito feliz”, contou. “Fiz um show em um teatro de Brasília e no camarim tem uma dedicatória da Fernanda Montenegro! Fico muito feliz de pisar nos mesmos palcos em que esses grandes atores pisaram. Eu nem imaginava”.

Para o novo desafio, Felipe Andreoli recebeu conselhos dos colegas mais experientes. “O Danilo leu meu primeiro texto e disse: ‘Olha, tá uma história engraçada, mas ela tem que ter vários momentos engraçados’”, lembrou.

Se no começo do CQC, no ano passado, os holofotes pairavam mais sobre Danilo Gentili, Rafinha Bastos e Oscar Filho, com o tempo Andreoli cresceu no programa e hoje se destaca pela versatilidade : faz sempre coberturas internacionais, como a posse de Barack Obama, os Jogos Olímpicos de Pequim e a escolha do Rio como sede olímpica em Copenhague, além de acompanhar os jogos da Seleção e do Campeonato Brasileiro.

Sua popularidade também é resultado de sua interação com o público, através de seu blog, com textos sempre reflexivos, e do twitter, onde responde diariamente perguntas dos fãs. “Acho que esses meios são superimportantes para a identificação com a galera”, disse. “Claro que eu uso para vender meu peixe também, anunciar meus shows, mas acho que é bacana para eles conhecer esse outro lado nosso também”.

O show em João Pessoa será seu segundo no Nordeste – antes, esteve em Teresina. Apesar de Rafinha Bastos ter tido o show cancelado na última hora, Marco Luque e Oscar Filho já se apresentaram na cidade. “Sempre sinto que a galera fica muito feliz quando volta do Nordeste”, contou. “O público é sempre muito carinhoso. Tô muito empolgado com o show aí”.

***

Outras entrevistas com o pessoal do stand up e do CQC:

- Marco Luque (1)
- Marco Luque (2)
- Oscar Filho
- Rafinha Bastos

stars-blue-4-0

O Irã, em tons de cinza

O passado em preto-e-branco, o presente a cores

O passado em preto-e-branco, o presente a cores

A HQ Persépolis é uma autobiografia: Marjane Satrapi escreveu e desenhou sua própria história – e, por tabela, a história de seu país, o Irã, a partir do fim dos anos 1970. Vieram os prêmios, o sucesso e a adaptação para o cinema, em uma animação igualmente celebrada: Persépolis (Persepolis, França/ Estados Unidos, 2007).

Marjane dirige o filme ao lado do francês Vincent Paronnaud, também quadrinhista. A trama é transposta com compreensível abreviação de algumas passagens (a série original é composta de quatro livros), mas muita fidelidade e, principalmente, o clima que mistura o tom de fábula, o bom humor alternando com o tom de reportagem da vida no Irã e a combinação de um visual simples, mas muito elaborado.

O traço de Marjane, que nas HQs lembram xilogravuras, foi sensivelmente “amaciado” para a animação, sem prejuízo algum. O filme continua batendo duro na opressão da mulher na sociedade iraniana pós-Revolução Islâmica e é eficiente ao mostrar o antes e o depois do país na infância de Marjane, sua criação em uma família de classe média progressista, a guerra vista de dentro de casa e a inadequação da jovem mulher na Europa, depois de crescida – ponto em que o filme se torna a história de uma iraniana em busca de sua identidade e da relação com seu país.

A maior parte do tempo em preto e branco, Persépolis é visualmente deslumbrante, com grandes resultados nos efeitos – o uso de silhuetas ou de imagens oníricas. E consegue passar um sentimento complexo de amor e angústia pelo país que, ainda por cima, nos ajuda a minimizar estereótipos.

Persépolis (Persépolis, França/ Estados Unidos, 2007). Direção: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud. Vozes na dublagem original: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian, Gabrielle Lopes Benites. Disponível em DVD no Brasil.

 

Novembro 2009
D S T Q Q S S
« Out    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Estatísticas

  • 98,329 hits

Flickr Photos

Dawn at the City of Arts and Sciences: Blue and Magenta series

Swimmers

78/365 Lactose Tolerance

More Photos