1 - Marisa Tomei ("Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto")

1 – Marisa Tomei (“Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto”)

Anteriormente em Musas retroativas12ª em 1992, por Meu Primo Vinny e Chaplin.

Marisa Tomei tinha 43 anos quando Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto foi lançado. Megan Fox, 3ª colocada no ano e a única coisa que presta em Transformers, tinha 21. Megan é sexo puro no filme dos robôs-gigantes, mas Marisa é sexo e muito mais, com tudo de bom que os anos de estrada deram a ela, somados à direção de Sidney Lumet, que explora tudo isso nela e nos revelou a atriz como ninguém esperava. O ano também teve duas brasileiras no top 5 e Natalie Portman chegando às cinco aparições seguidas e igualando o recorde de Sophia Loren (1960-1964), Jane Fonda (1965-1969) e Monica Bellucci (2000-2004). Natalie, inclusive, em um filme que emplacou três musas: Um Beijo Roubado. Outro detalhe: metade da lista é de primeiras aparições, novos nomes na esfera das musas retroativas. Primeiras aparições: Megan Fox, Tainá Muller, Fernanda Paes Leme, Radha Mitchell, Tang Wei, Emma Watson, Norah Jones, Emma Stone, Ellen Page, Maria Flor. Brasileiras na lista: Tainá Muller, Fernanda Paes Leme, Maria Flor.

2 - Rachel Weisz ("Um Beijo Roubado")

2 – Rachel Weisz (“Um Beijo Roubado”)

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1996, por Beleza Roubada; 11ª em 1999, por A Múmia; 16ª em 2001, por Círculo de Fogo e por O Retorno da Múmia; 17ª em 2002, por Um Grande Garoto; 3ª em 2005, por O Jardineiro Fiel e por Constantine; 10ª em 2006, por Fonte da Vida.

3 - Megan Fox ("Transformers")

3 – Megan Fox (“Transformers”)

4 - Tainá Muller ("Cão sem Dono")

4 – Tainá Muller (“Cão sem Dono”)

5 - Fernanda Pes Leme ("O Homem que Desafiou o Diabo" e...)

5 – Fernanda Pes Leme (“O Homem que Desafiou o Diabo” e…)

5 - Fernanda Paes Leme (...também por "Podecrer!")

5 – Fernanda Paes Leme (…também por “Podecrer!”)

6 - Eva Mendes ("Os Donos da Noite" e...)

6 – Eva Mendes (“Os Donos da Noite” e…)

6 - Eva Mendes (...também por "Motoqueiro Fantasma")

6 – Eva Mendes (…também por “Motoqueiro Fantasma”)

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 2001, por Dia de Treinamento.

7 - Emily Blunt ("Jogos do Poder")

7 – Emily Blunt (“Jogos do Poder”)

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 2006, por O Diabo Veste Prada.

8 - Radha Mitchell ("Banquete do Amor")

8 – Radha Mitchell (“Banquete do Amor”)

9 - Natalie Portman ("Um Beijo Roubado")

9 – Natalie Portman (“Um Beijo Roubado”)

Anteriormente em em Musas retroativas12ª em 2003, por Cold Mountain; 4ª em 2004, por Closer – Perto Demais; 18ª em 2005, por V de Vingança e por Star Wars – A Vingança dos Sith; 16ª em 2006, por Paris, Te Amo e por As Sombras de Goya.

10 - Tang Wei ("Desejo e Perigo")

10 – Tang Wei (“Desejo e Perigo”)

11 - Monica Bellucci ("Mandando Bala")

11 – Monica Bellucci (“Mandando Bala”)

Anteriormente em Musas retroativas13ª em 1992, por Drácula de Bram Stoker; 1ª em 2000, por Malèna; 19ª em 2001, por Pacto dos Lobos; 3ª em 2002, por Irreversível e Asterix e Obelix – Missão Cleópatra; 16ª em 2003, por Matrix ReloadedMatrix Revolutions e Lágrimas do Sol; 1ª em 2004, por A Paixão de Cristo.

12 - Zooey Deschanel ("Ponte para Terabítia" e...)

12 – Zooey Deschanel (“Ponte para Terabítia” e…)

12 - Zooey Deschanel (...também por "O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford")

12 – Zooey Deschanel (…também por “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”)

Anteriormente em Musas retroativas: 19ª em 2000, por Quase Famosos; 14ª em 2005, por O Guia do Mochileiro das Galáxias.

13 - Emma Watson ("Harry Potter e a Ordem da Fênix")

13 – Emma Watson (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”)

14 - Jessica Alba ("Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado")

14 – Jessica Alba (“Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”)

Anteriormente em Musas retroativas6ª em 2005, por Quarteto Fantástico e por Sin City, a Cidade do Pecado.

15 - Norah Jones ("Um Beijo Roubado")

15 – Norah Jones (“Um Beijo Roubado”)

16 - Emma Stone ("Superbad - É Hoje")

16 – Emma Stone (“Superbad – É Hoje”)

17 - Ellen Page ("Juno")

17 – Ellen Page (“Juno”)

18-Kirsten Dunst

18 – Kirsten Dunst (“Homem-Aranha 3″)

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1999, por As Virgens Suicidas; 13ª em 2002, por Homem-Aranha; 10ª em 2004, por Homem-Aranha 2; 15ª em 2005, por Tudo Acontece em Elizabethtown.

19 - Maria Flor ("Podecrer!")

19 – Maria Flor (“Podecrer!”)

20 - Keira Knightley ("Desejo e Reparação" e...)

20 – Keira Knightley (“Desejo e Reparação” e…)

20 - Keira Knightley (...também por "Piratas do Caribe - No Fim do Mundo")

20 – Keira Knightley (…também por “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo”)

Anteriormente em Musas retroativas: 8ª em 2003, por Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra e por Simplesmente Amor; 12ª em 2005, por Orgulho & Preconceito e por Domino, a Caçadora de Recompensas.

<< Musas de 2006

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Fora da armadura

Stark fica fora da armadura boa parte do filme - e isso é bom

Stark fica fora da armadura boa parte do filme – e isso é bom

Um problema recorrente diagnosticado nas sequências dos blockbusters: “crescer demais”. Quem decide (estúdio, produtor e/ ou diretor) acha que o novo filme deve ser sempre maior que o exemplar anterior e, muitas vezes, essa bolha inflada acaba estourando – artisticamente ou até financeiramente. Homem de Ferro 3 (Iron Man Three, EUA/ China, 2013) chega perto disso, e se não estoura é porque algumas das qualidades dos filmes anteriores ainda estão lá e seguram a onda.

A principal dessas qualidades é seu ator principal, que domina a cena completamente: Robert Downey Jr.Quantas vezes você viu um ator tão senhor de seu personagem em uma franquia de super-heróis? Não é para menos, já que Tony Stark mais se moldou ao ator do que o contrário desde o primeiro filme – e já vamos no quarto (se contar Os Vingadores – The Avengers, 2012).

Stark continua muito engraçado em sua arrogância e autosuficiência, e para reforçar isso o filme o coloca boa parte do tempo contracenando com um garotinho, mostrando um instinto paterno muito particular. O maior acerto do filme é justamente colocar Downey Jr./ Stark em boa parte da história tendo que se virar sem a armadura do Homem de Ferro.

Por outro lado, o principal problema é que o filme parece tentar compensar isso no final com a absurda aparição de dezenas de armaduras diferentes – o que nos leva ao diagnóstico do início do texto. O que Homem de Ferro 3 mostra em seu clímax é uma imensa banalização do personagem e de tudo o que foi visto nos dois primeiros filmes e um passo largo depois do qual é impossível voltar ao antigo status quo, digamos assim.

A não ser que, depois, se tome uma decisão de roteiro absolutamente destrambelhada, que é o que o filme prefere fazer, com a desculpa de “retornar a como éramos antes”. Mas o problema de roteiro é primário desde o começo desse clímax: se as tantas armaduras existiam, porque não foram usadas antes, logo se pergunta o espectador? O que nos leva a imaginar a pior das hipóteses: cada uma delas é um boneco a mais para ser vendido em ações de licenciamento, apenas isso.

Mas antes disso Homem de Ferro 3 vai muito bem, obrigado. Mostra Stark fragilizado como nunca, abalado com os eventos cósmicos que enfrentou em Os Vingadores. Interessante: é como se tivéssemos aqui a densidade psicológica que o filme do supergrupo resolveu não ter (e que, não tendo, se saiu muito bem, vale a ressalva). Assim, Stark começa a se questionar se pode mesmo proteger sua namorada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow). E será testado nisso com a aparição do vilão Mandarim (Ben Kingsley) e de mais um rival (vivido por Guy Pearce). A cena da destruição da mansão é o grande momento explosivo do filme, muito superior à cena final, inclusive porque é mais dramático.

O retrato do Mandarim – de certa forma uma atualização de um vilão que só fazia sentido mesmo na Guerra Fria, quando foi criado – pode irritar os fãs mais xiitas (terá o filme não querido comprar uma confusão com a China?), mas é um dos mais surpreendentes nos filmes recentes de super-heróis. A mudança na direção – de Jon Favreau para Shane Black, que dirigiu Downey Jr. no elogiado Beijos e Tiros, de 2005, ainda em um momento difícil na problemática carreira do ator) – não se mostrou muito significativa, mas, sim,  no roteiro (que ele escreveu com Drew Pearce) com essa maior profundidade e algumas viradas de roteiro muito boas, apesar dos pesares – e é uma pena que Rebecca Hall não seja melhor aproveitada.

No fim, o saldo do Homem de Ferro 3 é positivo, mas com ressalvas: nunca é demais lembrar que fogos de artifício, por isso só, não justificam tudo.

Homem de Ferro 3 (Iron Man Three, Estados Unidos/ China, 2013). Direção: Shane Black. Elenco: Robert Downey Jr., Ben Kingsley, Guy Pearce, Gwyneth Paltrow, Rebecca Hall, Don Cheadle, Jon Favreau.

O reencontro de antigas amigas de colégio era o mote de Elas por Elas (1982). A abertura muito bacana se passa nos anos 1950, em preto-e-branco, numa festa da juventude das personagens (lembra a da minissérie Anos Dourados, que é posterior). Ao som da ótima música-tema dos Fevers, elas vão emergindo maduras das imagens congeladas e transformadas em fotografias: Aracy Balabanian, Ester Góes, a linda Sandra Bréa, Mila Moreira, Eva Wilma e Maria Helena Dias. Os detalhes das cenas da festa (como a cara de desaprovação de duas velhotas para toda aquela agitação) enriquecem a peça.

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max steiner

O compositor austríaco Max Steiner nasceu em 1888, há 125 anos. Steiner é um dos maiores autores de trilha sonora da era de ouro de Hollywood, tendo estudado na juventude com Brahms e Robert Fuchs. Seu trabalho em King Kong (1933) meio que definiu o funcionamento da trilha sonora para o cinema. Ele compôs mais de 300 trilhas e foi indicado ao Oscar 24 vezes. Ganhou três: O Informante (1935), A Estranha Passageira (1942) e Desde que Partiste (1944). Mas sua grande trilha, é claro, é a de …E o Vento Levou (1939). Seus acordes poderosos eram sua marca maior e outras trilhas memoráveis são as de Casablanca (1942) e Rastros de Ódio (1956), entre outras.

A segunda versão da novela espírita A Viagem (1994) teve uma abertura que usou o interessante recurso de transformar bucólicas paisagens e cenas etéreas, meio fantasmagóricas, até. Mas não assustam muito quando estão embaladas pela açucarada canção do Roupa Nova – que nem é das piores, embora tenha esse infame “te amo” no final. Um detalhe bonito são os créditos passeando pela abertura – ou seja, fazendo parte artisticamente dela, e não apenas aparecendo sobre. Era incomum na época, assim como os nomes aparecerem num tamanho maior que o normal.

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Lua de Papel

O filme Lua de Papel foi lançado em 1973, há 40 anos. O último grande sucesso da especial sequência do diretor Peter Bogdanovich iniciada com A Última Sessão de Cinema (1971) e Essa Pequena É uma Parada (1972). Em preto-e-branco e passado na época da Depressão, o filme também revelou a pequena Tatum O’Neal como uma garotinha se aproximando do pai trambiqueiro. Ela é até hoje a mais jovem vencedora de um Oscar de atuação: ganhou como atriz coadjuvante aos 10 anos. Tatum contracena com o pai, Ryan O’Neal. Como muitas outras crianças, ela também não manteve o sucesso depois de crescer.

 

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Há 90 anos, em 1903, morria o pintor Paul Gauguin. O pintor francês do pós-impressionismo viveu parte da infância no Peru e parte da maturidade no Taiti – e o ambiente tropical influenciou decisivamente sua obra. Gauguin conviveu com Vincent van Gogh e até pintou o amigo.

Muito Barulho por Nada

Uma das melhores adaptações de Shakespeare para o cinema, Muito Barulho por Nada estreou em 1993, há 20 anos. Kenneth Branagh, diretor e ator do filme, tirou a comédia do confinamento dos quartos e salas designados pelo bardo para colocar a história sob o sol da Toscana italiana, em belíssimas cenas externas. Equilibrou monólogos sem corte com humor rasgado e sensualidade e tirou proveito da ótima partitura de Patrick Doyle (a sequência dos créditos iniciais é arrebatadora). E contou com um elenco quase todo sublime, entre veteranos de sua companhia teatral shakespeareana e britânica, uma grande contribuição americana de Denzel Washington e a sensacional Emma Thompson (musa retroativa número 1 de 1993). Difícil não sair do filme com um sorriso no rosto.

Bonitinha mas Ordinaria

Recife, PE - Depois muitos anos entre o pomposo anúncio do elenco e vir à luz, o novo Bonitinha, mas Ordinária é até uma boa notícia. Dirigido por Moacyr Góes, está acima da média do diretor no cinema e é bastante superior à versão mais conhecida, a de Braz Chediak de 1981, com Lucélia Santos (o que, na prática, não chega a ser tão difícil).

Há vários “senões”, a começar por trazer a trama para os dias atuais, coisa que não funciona o tempo todo. Alguns valores da peça de Nelson Rodrigues parecem datados demais no filme – quantos realmente acham hoje em dia que a solução para a filha que foi estuprada por cinco negrões é o casamento urgente com um quase desconhecido?

O elenco é um trunfo importante. João Miguel parece começar o filme hiperatuando, mas depois se ajusta no dilema moral de Edgard, que é a razão de ser da peça e do filme. Leandra Leal, como Ritinha, é a competência de sempre. Letícia Colin se defende bem em um papel difícil, onde convive com a sombra de Lucélia (que produziu uma interpretação icônica em 1981, muito maior do que o filme em si). E ainda há León Góes, ótimo como Peixoto, o demônio que guia os passos de Edgard por seu inferno pessoal.

Fica também o registro de um final que pesa a mão na leveza, digamos assim. Acaba apelando, e acho que desagradou a maior parte dos colegas aqui. De qualquer forma, o debate sobre já vai começar e talvez haja mais a dizer sobre ele depois.

Mazzaropi

Recife, PE - Celso Sabadin faz um sempre bem-vindo resgate em Mazzaropi, exibido na segunda. Oscarito e Grande Otelo já passaram por esse processo de reabilitação e Zé Trindade também começou a passar por ele. Outro grande comediante, Mazzaropi fez sucesso no cinema como ator, impôs o seu tipo caipira, entrou na aventura de produzir e dirigir os próprios filmes e dominou um nicho e uma região do Brasil. O filme de Sabadin, jornalista de cinema há anos que estreia na direção de cinema, conquista fácil a plateia por saber explorar o humor de Mazzaropi e apesar da longa discussão inicial sobre o que é ser caipira.

O filme apresenta a trajetória de Mazzaropi, mas também chega a discutir um pouco que cinema era esse. Não falta quem diga das precariedades de produção e mesmo da qualidade sofrível da maioria dos filmes. Um dos depoimentos diz que ele seria ainda maior se tivesse tido um bom diretor. Outros (e ele mesmo, no único depoimento que o diretor e os produtores encontraram em sua pesquisa) afirmam que, se não fizesse daquele jeito, ele nunca teria conseguido fazer dinheiro com um filme o suficiente para bancar outro, como faz dos anos 1960 ate morrer, em 1980.

O filme toca, inclusive, em uma informação que o grande público desconhecia: a de que Mazza era homossexual. Eu mesmo me surpreendi ano passado quando Astier Basílio me contou essa, que ele tinha ouvido de José Neumanne Pinto. No meio cinematográfico, no entanto, o fato era conhecido, e Mazzaropi gostava de dar em cima de seus galãs, como conta David Cardoso. O tema é tratado no filme com elegância e carinho, graças ao depoimento dse Marly Marley.

Minha única ressalva é o fato de as cenas de filmes só estarem creditadas no fim do filme. Se o espectador gostar de alguma cena em especial e quiser saber de que filme ela é (e muitas cenas aparecem fora do contexto cronológico), vai ficar difícil. No debate, Sabadin justificou dizendo que queriam evitar o excesso de informação no filme.

Recife, PE - Imitando o Merten: pela procedência, vocês sabem de onde estou escrevendo. Cheguei sábado aqui ao Cine-PE para fazer a cobertura para o CORREIO. Vi dois longas no sábado e mais um ontem à noite, além das coletivas pela manhã e uma ou outra exclusiva.

No sábado, vimos o documentário Orgulho de Ser Brasileiro, muito ambicioso, que rendeu uma acalorada discussão na manhã seguinte. A proposta de discutir o tema, e com ele todos os principais problemas do Brasil, parece grande demais para um filme. A escolha dos entrevistados para discutir esses problemas também entrou na berlinda. O diretor Adalberto Piotto justificou dizendo que convidou cerca de 30 pessoas e quem aceitou está no filme, e esta seria a razão para que Fernando Henrique esteja lá e Lula ou Dilma não. A gente pode, a partir daí, discutir longamente sobre o poder que o diretor tem ou não de editar seu filme para que certos pontos de vista apareçam mais ou menos e o que a decisão de  evitar essa edição prejudica ou não o filme. Ou as razões para que não haja pessoas do povo mesmo dando suas opiniões – já que o filme é basicamente um festival de opiniões – e se perca tempo, por exemplo, com uma socialite corretora de imóveis que disse ter testemunhado a depressão de seu vizinho Collor em Miami, arrancando gargalhadas da plateia.

Ainda no sábado, tivemos a divertida comédia de Betse de Paula: Vendo ou Alugo. É uma comédia rasgada, liderada por Marieta Severo no papel principal, com um elenco que tem ainda Nathalia Timberg, Sílvia Buarque e Marcos Palmeira. Funciona bastante bem a maior parte do tempo: é uma família de quatro mulheres de gerações diferentes que precisam vender a grande casa onde moram. A família já foi rica, mas já está há anos na decadência. Se não venderem a casa, ela vai a leilão no dia seguinte. O problema é que ela está bem mal conservada e fica na entrada de uma favela.

A partir daí, a trama se desenrola em vários personagens e núcleos, quase sempre dentro da casa e no espaço de um dia. A cenografia – o filme foi realmente rodado dentro de uma casa, me disse a diretora – é um personagem à parte. E o núcleo das senhoras do poquer é um arraso: um show de Nathalia, Carmem Verônica, Ilka Soares e Daisy Lúcide. Também é o dia da pacificação do morro, aumentando a confusão e reumindo um pouco o Rio de Janeiro naquela casa: o encontro de morro e asfalto, tudo junto e misturado. O filme tem data de estreia para agosto.

Marieta foi homenageado pelo festival e, na manhã seguinte, mostrou sua mágica na coletiva. Elegante, à vontade, bem humorada. Os colegas parecem ter se divertido muito com o filme, os comentários foram positivos o tempo todo. E fez nascer um debate sobre a comédia nacional, e seu comprometimento ou não com uma reflexão sobre a vida no país. Debate que voltou na coletiva sobre o documentário Mazzaropi, agora pela manhã, e que a Abraccine já anunciou aqui que pretende levar além.

Kate Pierson-02

Se nos anos 1980 “as garotas só queriam se divertir”, como diz a canção da Cyndi Lauper, nenhuma parecia se divertir mais do que a americana Kate Pierson, uma das vocalistas da banda The B-52′s. Ela nasceu em 1948, está completando 65 anos hoje! Kate continua na ativa com o grupo, que retomou os trabalhos e até esteve no Brasil recentemente. Kate é tão bacana que de vez em quando ela é convidada para alguma participação especial: como em “Shiny happy people”, com o REM, e “Candy”, dueto com Iggy Pop. Ela toca guitarra, baixo e teclado e está trabalhando num álbum solo.

Major Strasser

Em 1933, há 80 anos, uma das páginas mais negras da história começou: foi criada a Gestapo, a polícia política nazista.  No começo, era uma espécie de FBI da Alemanha, mas no ano seguinte já começou a atuar como polícia política. No cinema, foi retratada como uma das maiores organizações-vilãs, em filmes tão diferentes como Casablanca (1942 – o Major Strasser, na foto, era da Gestapo), Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) e O Pianista (2005).

1 - Elizabeth Taylor ("Gata em Teto de Zinco Quente")

1 – Elizabeth Taylor (“Gata em Teto de Zinco Quente”)

Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1959, por De Repente, no Último Verão; 2ª em 1961, por Disque Butterfield 8; 3ª em 1963, por Cleópatra; 15ª em 1965, por Adeus às Ilusões;  18ª em 1970, por Jogo de Paixões.

Ela queria, Paul Newman não estava muito a fim. Ronronando através de Gata em Teto de Zinco Quente, Liz Taylor era tensão sexual em uma época na qual Hollywood tentava abafar qualquer chamazinha do tipo. Como Maggie, a gata, Liz era um incêndio só. Liz conseguiu o difícil feito de alcançar duas vezes o primeiro lugar e o feito único de fazê-lo em dois anos seguidos. Foi um ano e tanto. Kim Novak foi loura de Hitchcock no enigmático papel duplo de Um Corpo que Cai, Bardot sempre sedutora em com pouca roupa em dois filmes, Jeanne Moreau na antológica cena de sexo de Os Amantes

2 - Kim Novak ("Um Corpo que Cai" e...)

2 – Kim Novak (“Um Corpo que Cai” e…)

2 - Kim Novak (...também por "Sortilégio do Amor")

2 – Kim Novak (…também por “Sortilégio do Amor”)

Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1960, por O Nono Mandamento; 15ª em 1964, por Beija-me, Idiota e por Servidão Humana.

2 - Brigitte Bardot ("Amar É Minha Profissão" e...)

3 – Brigitte Bardot (“Amar É Minha Profissão” e…)

2 - Brigitte Bardot (...também por "Vingança de Mulher")

3 – Brigitte Bardot (…também por “Vingança de Mulher”)

Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1960, por A Verdade; 2ª em 1963, por O Desprezo; 6ª em 1965, por Viva Maria!; 11ª em 1968, por Shalako; 10ª em 1973, por Se Don Juan Fosse Mulher.

4 - Jeanne Moreau ("Os Amantes" e...)

4 – Jeanne Moreau (“Os Amantes” e…)

4 - Jeanne Moreau (...também por Ascensor para o Cadafalso")

4 – Jeanne Moreau (…também por “Ascensor para o Cadafalso”)

Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1959, por As Ligações Perigosas; 8ª em 1961, por A Noite; 4ª em 1962, por Jules e Jim – Uma Mulher para Dois; 18ª em 1964, por Diário de uma Camareira; 10ª em 1965, por Viva Maria! e por Falstaff – O Toque da Meia-Noite.

4 - Cyd Charisse ("A Bela do Bas-Fond")

5 – Cyd Charisse (“A Bela do Bas-Fond”)

7 - Janet Leigh ("A Marca da Maldade")

6 – Janet Leigh (“A Marca da Maldade”)

Posteriormente em Musas retroativas11ª em 1960, por Psicose.

7 - Leslie Caron ("Gigi")

7 – Leslie Caron (“Gigi”)

8 - Jean Simmons ("Da Terra Nascem os Homens")

8 – Jean Simmons (“Da Terra Nascem os Homens”)

Posteriormente em Musas retroativas7ª em 1960, por Spartacus e por Entre Deus e o Pecado.

8 - Julie London ("O Homem do Oeste")

9 – Julie London (“O Homem do Oeste”)

10 - Natalie Wood ("Até o Último Alento")

10 – Natalie Wood (“Até o Último Alento”)

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1961, por Clamor do Sexo e por Amor, Sublime Amor; 10ª em 1962, por Em Busca de um Sonho; 3ª em 1964, por Médica, Bonita e Solteira;4ª em 1965, por A Corrida do Século; 13ª em 1966, por Esta Mulher É Proibida; 3ª em 1969, por Bob & Carol & Ted & Alice.

9 - Ava Gardner ("A Maja Desnuda")

11 – Ava Gardner (“A Maja Desnuda”)

10 - Maria Schell ("Os Irmãos Karamazov")

12 – Maria Schell (“Os Irmãos Karamazov”)

Posteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1959, por A Árvore dos Enforcados.

11 - Jean Seberg ("Bom Dia, Tristeza")

13 – Jean Seberg (“Bom Dia, Tristeza”)

Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1960, por Acossado.

12 - Pier Angeli ("Viva o Palhaço!")

14 – Pier Angeli (“Viva o Palhaço!”)

Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1962, por Sodoma e Gomorra.

13 - Doris Day ("Um Amor de Professora" e...)

15 – Doris Day (“Um Amor de Professora” e…)

13 - Doris Day (...também por "O Túnel do Amor")

15 – Doris Day (…também por “O Túnel do Amor”)

Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1959, por Confidências à Meia-Noite e por A Viuvinha Indomável; 18ª em 1961, por Volta, Meu Amor.

16 - Carroll Baker ("Da Terra Nascem os Homens")

16 – Carroll Baker (“Da Terra Nascem os Homens”)

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1965, por Harlow, a Vênus Platinada.

18 - Ingrid Bergman ("Indiscreta" e...)

17 – Ingrid Bergman (“Indiscreta” e…)

18 - Ingrid Bergman (...também por "A Morada da Sexta Felicidade")

17 – Ingrid Bergman (…também por “A Morada da Sexta Felicidade”)

Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1969, por Flor de Cacto.

19 - Shirley MacLaine ("Deus Sabe Quanto Amei e...)

18 – Shirley MacLaine (“Deus Sabe Quanto Amei e…)

19 - Shirley MacLaine (...também por "Irresistível Forasteiro"...)

18 – Shirley MacLaine (…também por “Irresistível Forasteiro”…)

19 - Shirley MacLaine (...e por "A Mercadora da Felicidade")

18 – Shirley MacLaine (…e por “A Mercadora da Felicidade”)

Anteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1960, por Se Meu Apartamento Falasse e por Can Can; 12ª em 1961, por Infâmia; 11ª em 1963, por Irma la Douce; 10ª em 1969, por Charity, Meu Amor; 19ª em 1970, por Os Abutres Têm Fome.

20 - Sophia Loren ("Tantação Morena" e...)

19 – Sophia Loren (“Tantação Morena” e…)

20 - Sophia Loren (...e também por "A Orquídea Negra"...)

19 – Sophia Loren (…e também por “A Orquídea Negra”…)

20 - Sophia Loren (...por "Desejo"...)

19 – Sophia Loren (…por “Desejo”…)

20 - Sophia Loren (...e por "A Chave")

19 – Sophia Loren (…e por “A Chave”)

Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1960, por Duas Mulheres, por Começou em Nápoles e por The Millionairess; 14ª em 1961, por El Cid; 6ª em 1962, por Boccaccio ’70; 4ª em 1963, por Ontem, Hoje e Amanhã; 8ª em 1964, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano; 14ª em 1966, por Arabesque; 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong; 5ª em 1972, por O Homem de La Mancha.

20 - Sylva Koscina ("As Façanhas de Hércules")

20 – Sylva Koscina (“As Façanhas de Hércules”)

Posteriormente em Musas retroativas20ª em 1965, por Julieta dos Espíritos.

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A Flecha do Amor (Who Killed Cock Robin?, 1935)
Direção: David Hand. Produção: Walt Disney.
Indicado ao Oscar de curta de animação de 1936

Mais um título da série Sinfonias Ingênuas que, junto às similares dos outros estúdios, dominaram a premiação nesses primeiros anos da categoria no Oscar. No DVD da série, o próprio Walt Disney aparece explicando que a animação se baseia em versos infantis muito antigos e que acabaram perdendo um pouco o sentido. Aqui, vira um “desenho de tribunal musical”, onde os pássaros tentam descobrir quem matou Cock Robin com uma flechada. A parte mais divertida é a caricatura de Mae West.

Indicado ao Oscar 1936: O Dragão de Chita <<
>> Vencedor do Oscar 1937: Primo da Roça

A. Bazin

Um dos mais influentes críticos de cinema de todos os tempos, André Bazin faria 95 anos hoje – ele nasceu em 1918.  Co-fundador e editor da Cahiers du Cinema, ele foi simplesmente o mentor dos meninos que fizeram a Nouvelle Vague no cinema. Ele acolheu o jovem cineclubista (e quase delinquente) François Truffaut e o ajudou a se tornar um crítico respeitado – de onde ele partiu para ser tornar cineasta. Ele morreu em 1958, um dia após o começo das gravações de Os Incompreendidos, primeiro filme de Truffaut, que dedicou o filme a Bazin. Alguns textos do crítico saíram no Brasil em O Cinema – Ensaios, pela Brasiliense.

Traufaut fala de Bazin em 1983:

Linda McCartney

Linda McCartney, fotógrafa e esposa do ex-Beatle Paul McCartney, morreu há 15 anos, em 1998. A nova-iorquina já tinha alguma notoriedade como fotógrafa de astros do rock (para a Rolling Stone) quando conheceu Paul, no fim dos anos 1960. Eles se casaram em 1969 e Linda passou, também, a fazer parte da vida musical do marido – não só inspirando canções como “Maybe I’m amazed”, como fazendo fazendo parte da banda de Paul após os Beatles, os Wings, e de sua carreira solo. Ela morreu de câncer.

Meu Amigo Totoro

Hayao Miyazaki é um gênio da animação japonesa e um de seus trabalhos mais marcantes, Meu Amigo Totoro, foi lançado em 1988, há 25 anos. A história das duas filhas de um professor, no Japão do anos 1950, que fazem amizade com espíritos da floresta possui o quociente de ternura e beleza que seriam as marcas consagradas de Miyzazaki, um gênio da animação japonesa – admirado, entre outros pelo pessoa da Pixar.

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Livros sobre o oceano

Anne Bancroft, como Helene Hanff: o presente de aniversário rendeu um Bafta de melhor atriz

Anne Bancroft, como Helene Hanff: o presente de aniversário rendeu um Bafta de melhor atriz

Fazer um filme ancorado uns 90% em trocas de cartas não deve ser fácil. É o que acontece em Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road, Reino Unido/ Estados Unidos, 1987) – aliás, um dos piores títulos nacionais já vistos num cartaz de cinema ou home video (por ser o que hoje chama-se de spoiler e, ao mesmo tempo, induzir o espectador numa direção no mínimo questionável). Enfim, o filme é sobre a troca de correspondências entre uma atrevida aspirante a escritora nova-iorquina e um fleumático gerente de livraria londrina.

Ela procura edições antigas de livros que não encontra em Nova York – e por um precinho razoável. Ele manda os livros e a troca de cartas e pacotes se desenvolve em uma amizade que atravessa os anos e envolve aqueles à volta dos dois. O filme contorna o que poderia ser um festival de cenas de gente escrevendo e lendo (e há muitas) com as situações cotidianas dos personagens. Muitas vezes, há uma dupla narrativa: o que se conta nas cartas é uma coisa e o que se vê na tela é outra, sem uma relação imediata.

Outro recurso interessante é o uso da câmera como interlocutor. Mais interessante ainda é como esse uso aparece em uma progressão. Durante quase todo o filme, só Helene (Anne Bancroft, que ganhou do marido Mel Brooks os direitos de filmagem do livro de presente de aniversário – e levou o Bafta de melhor atriz) tem o direito de olhar para a tela e falar com ela como se falasse com Fred (Anthony Hopkins), seu correspondente.

É um mecanismo curioso, que não “substitui” a carta sendo escrita. Começa aparecendo como uma ou outra frase no final de uma carta – como se sublinhasse um recado especifico de Helene para Fred. Há um outro momento em que a leitura da carta de Helene para Fred está em off, enquanto ela cuida de um bebê – mas em um momento muito específico do áudio, ela dá uma olhadela para a câmera, um curioso momento em que as duas narrativas se cruzam.

Só perto do final, há uma sequência em que Helene e Fred dialogam pela mágica da montagem. É quando o filme concede a ele, também, o “direito” de falar para a câmera. E aí, os dois falando “ao vivo” suas cartas e intercalando comentários, o espectador tem o gostinho de ver os dois conversando – coisa que a distância e um oceano no meio tem impedido.

A história começa nos anos 1940, com a Inglaterra ainda passando privações após a II Guerra, e vai até o fim dos anos 1960, e a turbulência da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Através destes anos, fala-se muito de literatura e da vida cotidiana. Os créditos finais mostram que é uma história real, elemento de que o filme não faz alarde. O livro de Helene Hanff virou uma peça e, daí, o roteiro de Hugh Whitemore.

Será amor a forte ligação entre Helene Hanff e Fred? Bom, o filme não avança sobre isso e não há traço de qualquer arroubo romântico do qual o título nacional tenta nos convencer (“criatividade” motivada, certamente, pelo intraduzível título original, que é o endereço da livraria em Londres).

Não se fala abertamente em amor e Fred (com toda sua fleuma britânica – ou o que os americanos esperam dos britânicos, sem esquecer que o ponto de vista do filme é o de Helene) até parece feliz no casamento – sua esposa é vivida por Judi Dench. O filme parece tomar a posição de deixar que o espectador tire suas próprias conclusões – quem quiser ver amor, verá; quem quiser ver “apenas” uma grande amizade transcontinental, também o verá.

O “apenas” vai entre aspas porque uma grande amizade não será nunca um “apenas”. E isso justifica também essa visão do filme.

Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road, Reino Unido/ Estados Unidos, 1987). Direção: David Hugh Jones. Elenco: Anne Bancroft, Anthony Hopkins, Judi Dench, Jean De Baer, Eleanor David, Mercedes Ruehl.

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“What a feeling! Bein’s believing! I can have it all, now I’m dancing for my life!”. Uma das mais empolgante canções já feitas, “Flashdance… What a feeling” é a grande arma de Flashdance – Em Ritmo de Embalo, filme que foi lançado há 30 anos, em 1983. Dirigido por Adrian Lyne, com uma estética publicitária que ele repetiria em 9½  Semanas de Amor (1986), e uma dança totalmente construída na montagem, à base de dublês de corpos e especialistas para cada parte mais difícil (o break, o salto sobre a câmera, etc). A história da soldadora que quer ser bailarina, mas até lá usa o talento em uma boate em danças sensuais, é banal. Mas, enfim, tem a música – essa, sim, um clássico imortal.

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