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Minhas declarações de amor preferidas (I)
01/03/2009 in Cinema | Tags: Declarações de amor, Diálogos, Listas legais, Vídeos | 5 comentários
Em 2005-2006, eu publiquei uma série no Minha Vida de Cinéfilo chamada “Minhas declarações de amor preferidas”. Eu reproduzia os diálogos de algumas das cenas que mais gosto no gênero – quase sempre, coisas que vão além daquele “eu te amo” básico.
A partir de hoje, a série ganha uma “refilmagem”, digamos assim. Novas e antigas declarações, sempre que possível acompanhadas das respectivas cenas.
***
Harry & Sally, Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally…, 1989). Direção de Rob Reiner; roteiro de Nora Ephron.
Primeiro, eles se odiaram. Anos depois, se reencontraram e ele quase não lembrou dela. Mais alguns anos, um novo reencontro e eles se tornaram amigos. Harry (Billy Crystal) e Sally (Meg Ryan) foram amigos inseparáveis por anos. Mas um dia transaram e por isso brigaram e se afastaram. Na noite de ano novo, que eles haviam prometido passar juntos caso nenhum deles estivesse com alguém, Sally está solitária em meio à multidão de uma festa e Harry perambula pelas ruas. À medida em que se aproxima a meia-noite, eles vão ficando cada vez mais incomodados. Ela resolve ir embora, enquanto ele corre para encontrá-la. Ele chega segundos antes que ela saísse. Ela o vê chegar e ele, na porta, a vê no meio da multidão e vai até ela.
HARRY – Andei pensando um monte de coisas, e a verdade é que eu te amo.
SALLY – O quê?
HARRY – Eu te amo.
SALLY – E como você espera que eu responda?
HARRY – Que tal: “eu também te amo”?
SALLY – Que tal: “estou indo embora”?
E passa por ele para sair. Mas ele prossegue e ela pára.
HARRY – O que eu disse não significa nada pra você?
SALLY – Sinto muito, Harry. (Começa a contagem regressiva no salão) Sei que é noite de ano novo, sei que está solitário, mas você não pode aparecer aqui, dizer que me ama e esperar que fique tudo bem. Não é assim que funciona.
HARRY – Então, como funciona?
SALLY – Eu não sei, mas não é assim.
É ano novo. Todos no salão começam a cantar “Auld Lang Syne” (nossa popular “Valsa da despedida”).
HARRY – E que tal assim? Eu amo quando você diz que está com frio, mesmo quando está 22º lá fora. Eu amo quando você demora uma hora e meia para pedir um sanduíche. Amo quando você faz essa ruga na testa quando olha pra mim como se eu fosse doido.
É exatamente assim que ela está olhando para ele.
HARRY – Eu amo, depois depois de passar o dia com você, poder sentir o seu perfume nas minhas roupas. E eu amo que você seja a última pessoa com quem eu falo antes de ir dormir, de noite. E não é porque estou solitário, e não é porque é noite de ano novo. Eu vim aqui esta noite porque quando você acredita que quer passar o resto da sua vida com alguém, quer que o resto da sua vida comece o mais rápido possível!
Ela fica pasma por dois segundos, antes de conseguir esboçar uma reação.
SALLY – Está vendo? Isso é tão você, Harry! (Quase chorando) Você diz coisas como essa e faz ser impossível pra mim odiar você! E eu odeio você, Harry! Eu odeio mesmo você.
Ele olha para ela com um meio sorriso.
SALLY – (quase sem sair a voz) Eu odeio você.
E eles se beijam.




