Rafinha, Tas e Luque: final das gravações em Buenos Aires
Chegou a hora! Depois de mais de dois meses de uma dura abstinência, o CQC finalmente estréia sua segunda temporada nesta segunda-feira, às 22h e pouquinho. Nada de última sessão para o cinema das segundas. A foto deste post é originalmente do Blog do Tas, que você encontra na lista de blogs aí do lado.
Para comemorar, vamos lembrar um dos dias em quase passei mal de tanto rir. Ok, é uma piada interna para os paraibanos, mas ainda assim é engraçado se você não for daqui. Trata-se do Top Five de junho do ano passado, que foi encabeçado…
Bom, se você não lembra, assiste. Só vou dizer que é uma vitória para a televisão paraibana, considerando que o fato aconteceu antes mesmo do CQC estrear e, mesmo sendo dedicado aos fatos da semana, o Top Five abriu o espaço para um primeiro colocado retroativo, graças à cena antológica.
Ainda acho incrível o Tas explicando que o programa resistiu por muito tempo à pressão dos espectadores para mostrarem o vídeo, mas acabaram capitulando. Gente, quando eu vi, quase caí do sofá da sala! Porque, afinal, eu trabalho no mesmo grupo de empresas!
Casablanca (Casablanca, 1942). Direção de Michael Curtiz; roteiro de Julius J. Epstein, Philip G. Epstein e Howard Koch, baseado na peça Everybody Comes to Rick’s, de Murray Burnett e Joan Alison.
"Nós sempre teremos Paris"
Em Casablanca, Rick Blaine (Humphrey Bogart) reencontra sua antiga paixão, Ilsa Lund (Ingrid Bergman), com quem foi feliz em Paris, antes da II Guerra, mas o abandonou. Ela aparece casada com Victor Lazlo (Paul Henreid), líder da resistência contra os nazistas. Eles estão em busca de salvos-condutos que garantiriam uma fuga segura e que foram parar nas mãos de Rick. O amor renasce e Rick e Ilsa planejam contar de sua paixão a Lazlo no aerporto antes dele partir. Perseguidos, eles levam o capitão Renault (Claude Rains) sob a mira de uma arma e Lazlo sai para acompanhar um guarda que embarca a bagagem.
RICK – (para Renault) Se não se importa, você escreve os nomes. Isto vai deixar mais oficial.
RENAULT – Você pensa em tudo, não é?
RICK – Os nomes são Sr. e Sra. Victor Lazlo.
Ilsa e Renault olham para Rick, atônitos.
ILSA – Por que meu nome, Richard?
RICK – Porque você vai pegar aquele avião.
ILSA – Eu não entendo. E você?
RICK – Eu fico aqui com ele até o avião estar a salvo.
ILSA – Não, Richard, não. O que aconteceu com você? A noite passada você disse…
RICK – …A noite passada nós dissemos muita coisa. Você disse que eu deveria pensar por nós dois. Bem, eu fiz isso desde então e tudo leva a uma coisa: você pegando aquele avião com Victor, a quem você pertence.
ILSA – Mas Richard, não, eu, eu…
RICK – …Você tem que me ouvir. Tem idéia do que espera você se ficar aqui? Nove chances em dez de irmos para um campo de concentração. Não é verdade, Louis?
RENAULT – (assinando os papéis) Temo que o Major Strasser insistiria.
ILSA – Você está dizendo isso apenas para me fazer ir.
RICK – Estou dizendo porque é verdade. Dentro de nós, ambos sabemos que você pertence ao Victor. Você é parte da vida dele, o que faz ele prosseguir. Se o avião partir e você não estiver nele, você vai se arrepender.
ILSA – Não.
RICK – Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas breve, e pelo resto da sua vida.
ILSA – Mas e quanto a nós?
RICK – Nós sempre teremos Paris. Nós não a tínhamos, a tínhamos perdido até você vir a Casablanca. A recuperamos a noite passada.
ILSA – E eu disse que nunca deixaria você…
RICK – E nunca deixará. Mas eu tenho um trabalho a fazer também. Para onde eu vou, você não pode seguir. Do que eu vou fazer, você não pode tomar parte. Ilsa, não sou bom em ser nobre, mas não é difícil ver que os problemas de três pessoas não são mais que um monte de feijões neste mundo louco. Algum dia você vai entender isso. Agora, agora…
Os olhos de Ilsa estão cheios de lágrimas. Rick põe sua mão no rosto dela.