Jerry Maguire – A Grande Virada (Jerry Maguire, 1996). Direção e roteiro: Cameron Crowe.
Jerry Maguire (Tom Cruise), um competente agente de atletas perde o emprego depois de um “ataque de ética” e tenta recomeçar agenciando o único jogador de futebol que manteve seus serviços, com a ajuda de uma funcionária da empresa em que trabalhava, Dorothy (Renée Zellweger), que largou tudo por acreditar nele. Eles se apaixonam e se casam, mas se separam quando as coisas não dão certo. Mas depois, ele consegue fazer de seu jogador novamente um sucesso e viaja em seguida até a casa dela. Dorothy está participando do grupo de autoajuda de sua irmã mais velha, para mulheres descasadas falarem mal dos homens. Jerry entra na sala no meio do debate.
JERRY – Olá. Olá. (Elas param a conversa) Estou procurando a minha esposa.
Dorothy, que estava recolhendo a comida, levanta lentamente de trás de um sofã, surpresa. Depois de se olharem por alguns instantes, ela se dirige para a cozinha.
JERRY – Espera.
Ela pára. Todas as mulheres da sala olham fixamente para ele, o inimigo.
JERRY – Ok. Ok… Ok… (Solta a mala) Se é aqui que tem que ser, então é aqui que vai ser. Não vou deixar que se livre de mim. Que tal essa?
Ela apenas observa, calada.
JERRY – Isso costumava ser minha especialidade. Eu era bom na sala de exposição. Me mandavam para lá… e eu me virava sozinho.
Ela continua calada.
JERRY – E agora eu só… (respira fundo) Não sei.
Ela apenas observa.
JERRY – Mas esta noite… nosso projeto, nossa empresa… teve uma grande noite. Uma noite muito, muito grande.
Ainda calada, ela dá só um pequenino sorriso de satisfação e estranhamento.
JERRY – Mas não foi completa. Não chegou nem perto de estar na vizinhança de ser completa porque eu não pude compartilhar com você.
Ela volta a olhar para ele, mas apenas isso.
JERRY – Não pude ouvir sua voz… nem rir com você. Sinto falta da minha… Sinto falta da minha esposa.
Ela continua calada. Ele e as mulheres na sala ficam na expectativa de alguma reação.
JERRY – Nós vivemos num mundo cínico. Um mundo… cínico. E trabalhamos num ramo de muita competição.
Ela continua calada.
JERRY – Eu te amo. Você… me completa. E eu…
DOROTHY – Cala a boca. Só cala a boca. Você me ganhou no “olá”. Você me ganhou no “olá”…
Ele atravessa a sala e eles se abraçam.
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3 comments
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21/06/2009 às 19:32
Minhas declarações de amor preferidas (XIV) « Boulevard do Crepúsculo
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30/06/2009 às 09:41
Aline
Esta também é uma das minhas preferidas!
14/07/2009 às 10:39
renatofelix
Renée Zellweger lindinha! Não é à toa que ficou em primeiro nas Musas de 1996…