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Está na rede o trailer legendado de 500 Dias com Ela, romance que parece cada vez mais legal, ainda mais por ser com a Zooey Deschanel!
- Coração Vagabundo: Rara oportunidade de conferir um documentário em João Pessoa – o tabu é quebrado por Michael Moore ou algum de temática musical, como este. Aqui, o personagem é Caetano Veloso, durante a turnê internacional do disco A Foreign Sound, com depoimentos de fãs chiques e a separação dele e Paula Lavigne acontecendo.
No Box Manaíra 3 (17h40, 19h30, 21h20).
- Tinha que Ser Você: Dustin Hoffman e Emma Thompson protagonizando um filme romântico adulto sobre pessoas reencontrando o caminho após desencantos da vida. É preciso mais? Talvez seja, mas é verdade que Tinha que Ser Você (outra pérola da titulação nacional – nada a ver com o original, Last Chance Harvey) começa bem, com aquele que provavelmente será o casal mais charmoso do ano. Pelo menos, poucos somarão quatro Oscars na estante. Na trama, Hoffman é Harvey, americano que de repente se vê na Inglaterra sem emprego e humilhado pela própria filhes prestes a casar. Emma é Kate, funcionária de um departamento de estatísticas, retraída e com uma mãe superprotetora. O filme é o encontro dos dois, escrito e dirigido por Joel Hopkins.
No Box Manaíra 6 (14h30, 16h40, 18h50, 21h).
E não é que a CBF finalmente admitiu que o Flamengo é campeão brasileiro de 1987?
O título é citado nesta matéria no site oficial da entidade. É assim: o fato é tão senso comum que quando a CBF esquece a pose acaba admitindo a realidade…
Um dos pioneiros da comédia stand up no Brasil, Diogo Portugal não imaginava há 15 anos que o humor seria hoje sua principal atividade. “Era um desejo, mas difícil de acreditar que seria possível”, contou por telefone, de Curitiba, o comediante que apresenta o solo Hã?! hoje e amanhã no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa, às 21h. Tudo mudou após o Prêmio Multishow do Bom Humor Brasileiro, que o canal pago promoveu entre 1996 e 1998.
Diogo Portugal foi finalista da primeira edição, em um grupo de humoristas onde também estava Cláudia Rodrigues (que venceu). “Na época, eu trabalhava com publicidade. Também já fui guia de excursão para a Disney”, contou Portugal. Depois do sucesso no prêmio, montou uma peça em Curitiba, com seis personagens.
“O stand up veio logo depois disso por uma conveniência: me apresentar em eventos fechados”, disse Portugal. “Depois comecei a abrir meus shows de personagens com o stand up”. Com isso, o humorista se tornou um dos primeiros de uma nova geração no país a trabalhar sistematicamente o gênero: e, com outros desses nomes (Rafinha Bastos, Oscar Filho, Marcelo Mansfield e Marcela Leal), se reuniu no Clube da Comédia, de São Paulo.
Portugal manteve sua base em Curitiba e criou lá o Risorama, um festival de humor que acontece paralelo ao Festival de Teatro de Curitiba, em março. Quando Diogo começou a apresentar uma noite de humor na cidade, estava sozinho. Mas hoje, já existem outros humoristas por lá – e a popularidade do stand up tem aumentado esse número. “Acho bacana a popularidade do estilo”, disse. “Acho que vai revelar muita gente legal. Tem muito de moda misturado, coisas legais com coisas não tão legais, mas acho que, com o tempo, elas vão se separar. Mas para o humor o crescimento do stand up é ótimo”.
Atuando nas duas vertentes do humor – é o office-boy Elvisley do Zorra Total -, ele vê diferenças nos dois estilos. “No humor de pers0nagem, eu procuro contar a história dele, tem mais de ficção”, explicou. “No stand up o que mais funciona é o cara falando das coisas com que sofre. O gordo fala de ser gordo, o baixo fala de ser baixo. Eu sou desligado, então falo disso. Tem um fundo de verdade grande no stand up. Mas claro que o objetivo é o mesmo: ser engraçado”.
Os shows em João Pessoa são a primeira vez em que ele se apresenta no Nordeste, sem ser em evento fechado. “O fato de eu levar um show daqui para João Pessoa é uma grande comquista”, disse. “Tem humoristas daí que eu adoro. O Shaolin é um cara que eu admiro pra caramba”.
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Plantão Rafinha Bastos: os ingressos para o show do Forrock, dia 9, já começaram a ser vendidos no Clube do Assinante do Jornal da Paraíba pela metade do preço da inteira. A inteira custa R$ 60 e a meia, R$ 30.
Testemunhas-chave
Mesmo com filosofias diferentes, O Plano do Cachorro, de Ely Marques e Arthur Lins, e Sonata, de Gian Orsini, tem uma semelhança curiosa: os dois curtas (que serão lançados hoje junto com Vazos Comunicantes, de David Sobel, e Súbito, de Breno César, no Teatro Lima Penante, às 20 horas) têm uma cena chave, violenta, que é testemunhada por um terceiro “personagem” não-humano. No primeiro caso, é o próprio cachorro do título; o segundo, é uma estátua.
As filosofias são diferentes porque O Plano do Cachorro não se preocupa em contar uma história com começo, meio e fim. Tampouco é abstrato. É um “cinema de situação”, em que ela é desenvolvida sem propriamente o propósito de chegar a um desenlace. No caso, a gratuidade das ações dos dois personagens – um encontra o outro caído na rua e tripudia dele – é isso mesmo: gratuito.
A chave está no cachorro que testemunha uma briga – e que indica o comentário inteligente sobre o quão irracionais os seres humanos podem ser. Deste ângulo, o título é puramente metalingüístico – para quem não sabe, “plano”, em cinema, é o nome que se dá ao ângulo de visão escolhido pela câmera.
Em Sonata, o testemunho da estátua está lá mais por uma questão de estilo, que não influi no significado do filme. O curta de Gian Orsini é mais tradicional, no sentido de que há uma história a ser contada – mesmo que o tempo não seja linear. Há um flashback e a chave que dá sentido ao curta não é a estátua, mas a trilha sonora que “vaza” de um tempo a outro e de volta, costurando as cenas – e ousa um desenlace sutil, que exige atenção do espectador.
O que se sobressai nos dois curtas é a busca pela qualidade visual e por uma narrativa que fuja do lugar comum. A direção de fotografia de João Carlos Beltrão em O Plano do Cachorro mostra porque ele é o principal artista desse setor no estado, aproveitando muito bem as locações urbanas (muito bem-vindas) do filme.
Só o uso de um rock pesado em um determinado momento é que se torna um elemento destoante demais. O contraste é intencional, claro, mas o recurso não chega a ser original a ponto de compensar o seu uso. A trilha de Sonata (de Thiago Sombra, que também é ator no curta) também parece over, em alguns momentos, mas seu uso narrativo é inteligente.
Dois meses depois de duas apresentações em João Pessoa, Marco Luque está de volta à Paraíba – mas, desta vez, seu solo de stand up Tamo Junto será apresentado em Campina Grande. O local é o centro de convenções do Garden Hotel, às 20 horas. Embora seja basicamente o mesmo repertório, o comediante afirma que tudo está ainda melhor. “Com certeza você vai ver mudanças”, disse, por telefone, de São Paulo. “A gente tá sempre evoluindo”.
Luque já passou por mais de 35 cidades com seu solo, que estreou este ano. Campina é apenas a segunda cidade do Nordeste a receber o espetáculo do humorista – a primeira foi justamente João Pessoa. Mas ele nem tem tempo de conhecer bem os lugares em que se apresenta. “Já cheguei a ir a Manaus umas quatro vezes e nunca tive tempo de fazer um passeio de barquinho”, lamenta.
O ritmo de viagens também é limitado pelas pautas dos teatros e pelas atividades de Luque no CQC, que exigem o humorista parte da semana em São Paulo – ele não faz apenas a apresentação do programa. “Eu recebo o roteiro no final de semana, faço as locuções na sexta ou na segunda”, conta. “Às vezes, participo de outros programas também”.
A convivência com os colegas do CQC que também fazem comédia stand up acaba criando uma rede em que uma piada criada por um acaba sendo mais adequada a outro. “A gente troca muita ideia”, conta Luque. “Não tem guerra de egos, disputa. Eu considero o Rafinha (Bastos, colega de apresentação do programa) talentosíssimo, um grande humorista”.
A tentação de contar no show as piadas criadas recentemente é grande, mas todo comediante stand up tem que guardar cartuchos para um novo solo, no futuro. “Eu tenho algumas piadas que venho guardando”, confirma. “Você não pode economizar a criação, mas tem que ter essa preocupação de organizar o trabalho”.
Pode-se dizer que Luque é um novato no stand up, mas não no humor. Ele já integrou o time do espetáculo Terça Insana e, antes, fez cinco anos de clown – o que ajuda no tipo cativante que tem conquistado o público.
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Os ingressos para o stand up de Marco Luque estão sendo vendidos na loja Autêntica, no Shopping Boulevard, e na Cultura Inglesa: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). O Clube do Assinante do Jornal da Paraíba sorteia ingressos e os assinantes pagam só a meia entrada (comprando nos mesmos pontos de venda). Eu fiz outra entrevista (maior) com Marco Luque na ocasião do show de João Pessoa e você lê aqui.
Deus estava contra

A tripulação da Enterprise se prepara para encontrar Deus - mas este não é o maior de seus problemas
Depois de um filme extremamente bem sucedido que flertou mais com a comédia, a série Jornada nas Estrelas caiu na tentação de repetir a fórmula. Mas essa decisão da Paramount entrou em choque com a idéia de William Shatner para dirigir o quinto filme, uma séria e pretensamente filosófica busca por Deus. O conflito de visões prejudicou seriamente Jornada nas Estrelas V – A Última Fronteira (Star Trek V – The Final Frontier, Estados Unidos, 1989), que tem que conviver até hoje com um estigma: o de ser o pior da série. Embora não seja o desastre que quase todo mundo aponta.
Aliado a um problema já de concepção, estava o orçamento apertado. Shatner teve que driblar a falta de recursos para os efeitos especiais do filme e, por mais micos que tenha pago, escapou por pouco do pior de todos: um homem de pedra criado para a seqüência final onde deveriam ser um bando deles. Os testes com a criatura (o resultado pode ser visto nos extras da edição especial do filme) lembram a cena do teste de figurino dos homens-gato de Assim Estava Escrito (1952).
Ainda bem que o ator-diretor decidiu não usá-lo, mesmo com o dinheiro gasto (a Industrial Light and Magic não foi a responsável pelos efeitos porque estava envolvida em outro projeto), e fez uma gambiarra na resolução do quinto filme da série. A resolução deveria ser bem mais longa, mas teve que ser abreviada, complicando ainda mais um filme já comprometido.
O começo do filme mostra um vulcano diferente do que costumamos conhecer – tão expansivo quanto fanático religioso. É Sybok (Laurence Luckinbill, no papel que originalmente seria de Sean Connery), que está firme na tentativa de chegar ao centro da galáxia e encontrar nada menos que Deus, que ele acredita estar lá. Para isso, seqüestra a Enterprise e graças a algum poder de sugestionar pessoas, acaba conseguindo aliados dentro da nave. Nada porém capaz de abalar a amizade entre Kirk (Shatner), Spock (Leonard Nimoy) e McCoy (DeForest Kelley).
Ao tratar do relacionamento entre os três protagonistas da série é que A Última Fronteira se sai melhor. A combinação de tolice e sinceridade quando reencontramos os três em um acampamento é um belo prelúdio para o momento de provação no qual Spock e McCoy são obrigados a encarar suas maiores dores interiores – ali, sim, uma grande cena e um dos melhores momentos dedicados ao personagem de McCoy em todos os filmes e séries de Jornada nas Estrelas.
O problema maior sem dúvida foi a obrigação de incluir piadas na trama. Em A Volta para Casa havia um elemento que provocava isso naturalmente – a inadequação da tripulação da Enterprise a 1986, para onde tinham voltado no tempo. Agora, não há nada. O que os fãs mais lembram são a dança seminua de uma Uhura de meia idade (Nichelle Nichols) e o engenheiro-chefe Scotty (James Doohan) batendo a cabeça e caindo desacordado logo após dizer que conhecia a Enterprise como a palma da mão (o que deveria ser verdade).
Para cada uma das duas cenas há uma explicação, mas é difícil perdoar. Shatner não deu mesmo sorte. Até pediu dinheiro à Paramount para uma reedição do material para o lançamento em DVD (como Robert Wise recebeu para sua “versão do diretor” do primeiro filme), mas nem isso conseguiu. Em tempo: mancada também da distribuidora brasileira que não percebeu a referência do título ao texto clássico de abertura da série e traduziu o familiar “fronteira final” como “última fronteira”.
Jornada nas Estrelas V – A Última Fronteira (Star Trek V – The Final Frontier). Estados Unidos, 1989. Direção: William Shatner. Elenco: William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, James Doohan, Walter Koenig, Nichelle Nichols, George Takei, Laurence Luckinbill, David Warner, Charles Cooper. Disponível em DVD no Brasil.
Assista ao Comic Show sobre o universo de Jornada nas Estrelas
Crítica de Jornada nas Estrelas – O Filme
Crítica de Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan
Crítica de Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock
Crítica de Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa
Crítica de Star Trek
- Halloween – O Início: A refilmagem de um dos primeiros filmes com um serial killer matando adolescentes um a um (que John Carpenter dirigiu em 1978, com uma trilha sonora clássica) estréia aqui dois anos depois do lançamento original e um mês antes que a continuação chegue aos cinemas americanos! Rob Zombie assumiu o reinício da franquia mostrando inclusive a infância de Michael Myers.
No Box Manaíra 4 (13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20).
- Inimigos Públicos: O diretor Michael Mann conta a história do gangster John Dillinger, que roubava bancos ousadamente nos anos 1930 e foi considerado uma espécie de Robin Hood da época. No papel, Johnny Depp. Christian Bale é o agente do FBI encarregado de caçá-lo e Marion Cotillard é a namorada de Dilliger, de papel fundamental na história. Mann faz essa releitura dos filmes de gangsters, certamente injetando uma dose da intensidade com que sempre gosta de contar suas histórias. Ás vezes dá muito certo (O Informante; O Último dos Moicanos; Fogo contra Fogo), às vezes nem tanto (Miami Vice) – mas neste estou apostando.
No Box Manaíra 3 (15h15, 18h15, 21h15) e no Tambiá Shopping 5 (14h40, 17h20, 20h10).
Chegou a hora dessa gente paraibana mostrar seu valor. O grupo Comédia de 4 faz uma apresentação de stand up nesta quinta, às 21 horas. O local é o restaurante Yassay mesmo local dos primeiros shows de stand up em João Pessoa. As coincidências não param aí: Alyson Vilela e Márcio Tadeu, que estavam naquelas apresentações com os vindo-de-Pernambuco Murilo Gun e Nil Agra, estão no Comédia de 4. Completam o time Paiva Casarotti e Vinícius Lyra, que estão começando no stand up. O ingresso custa 10 reais.
E em Campina, sexta, o gente boa Marco Luque faz sua segunda apresentação no Nordeste. A primeira, vocês lembram, foi em João Pessoa em maio (fiz uma bela entrevista com ele, antes; tem uma nova nesta sexta, no Jornal da Paraíba). Ele apresenta Tamo Junto no Garden Hotel, nesta sexta, às 20h. Os ingressos custam 50 (inteira) e 25 reais (meia). Assinantes do JP também pagam meia. Por enquanto, as informações são de que só haverá uma sessão.
E vem mais novidade por aí na área. Diogo Portugal , um dos pioneiros da comédia stand up no Brasil (desde a época de um festival no Multishow), estará em João Pessoa nos dias 30 e 31, com o solo Hã?!, no Teatro Paulo Pontes. E finalmente o Cláudio Torres Gonzaga vem à Paraíba e o Fábio Porchat volta. E eles não vem sozinhos: o show será de todo o Comédia em Pé: o grupo são os dois mais o Fernando Caruso, Paulo Carvalho e Léo Lins (só o Paulo Carvalho não tem um site ou blog? Bom, do jeito que ele faz o tipo mal humorado, deve achar tudo isso um saco, mesmo). Bom, o grupo se apresenta no dia 14, em João Pessoa (no Hotel Tambaú), e no dia 15, em Campina Grande (mais uma vez no centro de Convenções Raimundo Asfora, que é no Garden Hotel).
E, claro, não esqueçamos: Rafinha Bastos, dia 9, no Forrock.
Sandra está em casa
Ninguém espera que A Proposta (The Proposal, Estados Unidos, 2009) traga grandes novidades. É claramente um veículo para Sandra Bullock no gênero em que está em casa e no qual estrelou seu melhor filme até hoje – o adorável Enquanto Você Dormia (1995). Aqui, ela de novo faz o tipo durona, como em Miss Simpatia (2000). Mas mesmo sem inovar na fórmula, a cumpre bem e com carisma.
Sandra é Margaret, uma editora de modas que se vê numa enrascada: é canadense e, por descuido, está prestes a ser deportada. Precisa então casar urgentemente com um americano e acaba enredando nisso seu assistente, Andrew (o competente Ryan Reynolds), de quem sempre exigiu dedicação exclusiva com muito pouco em troca.
Porém, ele percebe sua importância na situação e vira o jogo, fazendo exigências e arrastando a chefe (e agora noiva) para um fim de semana com a família dele no Alasca, que é onde o filme se desenrola na maior parte do tempo. A série de constrangimentos e desconfortos que se sucedem para os personagens é divertida e, ainda bem, não apela para a grosseria. Chega perto na cena da dança erótica do garçom latino, mas passa longe na cena de nudez de Sandra, ousada (para os padrões da atriz) e discreta ao mesmo tempo.
Sandra Bullock está com 45 anos e, além de mostrar sua boa forma, está bastante confortável no filme. Na verdade, o elenco é o grande trunfo em uma história que não vai muito além do lugar-comum. Craig T. Nelson e Mary Steenburgen, grandes atores, são os pais de Andrew – felizmente mostrados sem caricatura alguma. E Betty White faz a avó do noivo, roubando as cenas que pode. Um filme simpático, sem cair no mau gosto e bem interpretado já é bem mais do que o gênero comédia romântica tem oferecido nos últimos tempos.
A Proposta (The Proposal). Estados Unidos, 2009. Direção: Anne Fletcher. Elenco: Sandra Bullock, Ryan Reynolds, Mary Steenburgen, Craig T. Nelson, Betty White. Atualmente em cartaz nos cinemas.
“Quero voltar a desenhar o Horácio e também tiras”
Não é nenhum segredo o fato de que Maurício de Sousa não escreve ou desenha as histórias da Turma da Mônica – a demanda do trabalho o levou a montar uma equipe para ajudá-lo, iniciando o que hoje é a Maurício de Sousa Produções. Mas ele supervisiona pessoalmente todos os roteiros. “Uma história da Turma da Mônica Jovem já voltou para os redatores três vezes”, conta ele. “É uma história de uma edição só. O começo estava bom, mas não estava ótimo; o meio da história estava devagar; e o final estava razoável”. Mas há um personagem em que só ele mexe.
“O Horácio é um território meu”, confirma. “Ele permite que eu coloque muito de mim ali. Acho que os fabulistas sempre usam animais para falar por eles e eu não fujo à regra”. Horácio sempre foi escrito e desenhado por Maurício, que também continuou fazendo o Chico Bento até os anos 1980. “Já houve algumas tentativas de passar para outros roteiristas, mas em geral eles não pegam bem. O Chico Bento, sim, eles já pegaram bem”.
Maurício acredita que as histórias do dinossaurinho e suas filosofias acabam curtidas mesmo é pelos adultos. “As crianças não gostam muito do Horácio”, afirma. “Pela proposta dele, ele tem três épocas de leitura: a criançada, que não pega bem; o jovem, que começa a perceber o conteúdo; e o adulto, que olha e diz: ‘Ah, então era isso!’”.
Ele ainda tenta equilibrar suas atividades de empresário com o desenho e os roteiros. “Quero voltar a fazer, assim que resolver uns problemas administrativos – não só o Horácio, mas também tiras, que é o que eu gosto de fazer”, revela. “As pessoas acham que eu vivo num mar de rosas, mas meu dia é cheio de reuniões de negócios, leituras de contratos, encontros com diretores financeiros, tentativas de buscar soluções para problemas intransponíveis. E, às vezes, os problemas parecem insolúveis, mas, no outro dia, como numa história em quadrinhos, aparece a solução ou o problema desaparece”.
A empresa também voltou com sucesso aos desenhos animados, com Cinegibi – O Filme (2005) e Uma Aventura no Tempo (2008). Mas os dois primeiros longas, As Aventuras da Turma da Mônica (1982) e A Princesa e o Robô (1983), ainda não saíram em DVD, embora muitas coletâneas de curtas da turma tenham sido lançadas. “Questão de direitos autorais”, aponta Maurício. “A administração de então não teve esse cuidado com os direitos na parte de som. É uma pena porque eu gostava muito daquela trilha. Talvez eu tenha que refazer uma parte da trilha, e isso também é caro. Vai sair, mas ainda não sei quando”.
Mas a produção está mesmo de volta. Os curtas animados de sete minutos (que foram exibidos pela Globo e estão no Cartoon Network) hoje estão em países como Itália, Indonésia e Coreia do Sul. “Estamos produzindo Penadinho e Astronauta em computação gráfica. E o Horácio vai ganhar um longa em computação gráfica. Será uma junção das primeiras histórias”. Os Napões estarão lá, então? “Estarão. Estarão, sim”, confirma.
A única vez em que ele esteve em João Pessoa foi há três anos. “De passeio”, conta. “Gostei muito, achei a cidade muito agradável”. Mas o que ninguém sabia é que Maurício Araújo de Sousa tem uma origem paraibana. “O meu Araújo é da Paraíba”, conta. “Meus avós maternos são da Paraíba. Só não sei exatamente de onde, acho que de perto de João Pessoa. Meu avô fugiu por problemas políticos, perseguido, nos anos 1910. Vieram para uma cidade chamada Igaratá. A viagem foi muito extenuante e meu avô morreu assim que chegou. E minha avó morreu logo após dar à luz a minha mãe”.
E, voltando aos tempos de repórter policial, em que se vestia como Dick Tracy, ele quer resolver esse mistério. “Como meu pai era militar, mamãe recebia uma pensão dele aqui em São Paulo. É ali que vou buscar os dados e já estou trabalhando nisso. Quem sabe não apareço por aí para descobrir essa origem?”.
Maurício de Sousa – Parte 1
Maurício de Sousa – Parte 2
Maurício de Sousa – Parte 3
Maurício de Sousa comemorou seus 50 anos de carreira este fim de semana e o Jornal da Paraíba publicou ontem a segunda parte da entrevista que fiz com ele, por telefone, em março. De novo, esta será, por sua vez, dividida em duas aqui.
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…E tudo começou com um cachorrinho azul
Com mais de um bilhão de revistas publicadas e mais de 200 personagens criados, é difícil encontrar um artista brasileiro cujo trabalho é tão familiar para o brasileiro de todas as regiões e classes sociais quanto Maurício de Sousa. Na arte do traço definitivamente não há nenhum. Com 50 anos de carreira completados ontem, Maurício comemora com a abertura de uma exposição no Museu Brasileiro da Escultura (inaugurada sexta) e um documentário inédito no Biography Channel (que estreou sexta, mas que será reprisado quarta, às 17h). A celebração acontece em uma grande fase, com um bum de publicações – incluindo o estrondoso sucesso da Turma da Mônica Jovem.
A “invasão” nas bancas é resultado direto de sua mudança para a Panini, em 2007, após 17 anos de Editora Abril e mais 20 de Editora Globo. “Eu queria era abrir o leque de produtos. Nas outras editoras, eu não podia crescer com livros, que é o que estou fazendo agora, porque os contratos eram de exclusividade. E nenhuma editora faz bem as duas coisas: quadrinhos e livros”, contou por telefone ao JORNAL DA PARAÍBA. “O contrato com a Panini diz respeito só às histórias em quadrinhos e me permite lançar muitos livros. E vamos lançar muitos livros”.
Além dos livros, há muito mais revistas em banca, entre almanaques temáticos, especiais e até a nova revista mensal da Tina. As edições especiais do cinquentenário, no entanto, ficaram para setembro, na Bienal Internacional do Livro, no Rio. Serão lançados o álbum MSP 50, em que 50 artistas brasileiros dão suas versões sobre os personagens de Maurício, e Bidu 50 Anos, que celebra também o aniversário do cãozinho azul que estrelou a primeira tira – incluindo um fac-símile da primeiríssima revista publicada por Maurício (Bidu, de 1960).
Trata-se de uma publicação voltada aos leitores adultos da Turma da Mônica, segmento que tem recebido cada vez mais atenção. “50% do nosso público é adulto e desde os anos 1970”, confirma Maurício. “Isso até foi bom pra mim, porque na primeira editora (a Abril) viviam sugerindo que as histórias deveriam ser mais infantizinhas. Aí, fizeram uma primeira pesquisa: deu 55% de leitores adultos. Não acreditaram. Fizeram uma segunda pesquisa, com outro instituto: deu 52%”.
Para eles, foram criadas a Coleção Histórica e a série Tiras Clássicas. “E vem aí um material totalmente inédito, que são as primeiras tiras da Folha, seriadas, antes de terem o formato de piadas diárias”, adianta. “Eu não tenho os originais desse material. Estamos escaneando da coleção da Folha. E vamos fazer isso também com as tiras do Piteco e do Astronauta”.
Maurício de Sousa: parte 1
Maurício de Sousa: parte 2
Maurício de Sousa: parte 4
O comediante faz show hoje em João Pessoa – apresentação única no Paulo Pontes, às 20 horas. Ele conversou comigo por telefone ontem à tarde.
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Ele poderia ser aquele personagem do Jô Soares que reclamava “Só porque eu sou pequenininho…”. Desde que o CQC entrou no ar, Oscar Filho recebeu o apelido de “Pequeno Pônei”. Mas quando o assunto é a comédia stand-up, ele é um veterano entre os colegas de programa, pois já está no ramo desde 2005 – o espetáculo solo Putz Grill estreou em junho de 2008 e é com ele que Oscar se apresenta em João Pessoa nesta sexta-feira, às 20 horas, no Teatro Paulo Pontes.
Mas ele começou pelo teatro “sério”: com direito a fazer Arthur Miller (As Bruxas de Salem) e Nélson Rodrigues (A Serpente) e a ser até indicado como melhor ator no Prêmio Coca-Cola Femsa de Teatro, em 2004. Mas depois optou pela comédia. “Na verdade, foi uma opção meio natural e que veio meio com a necessidade”, contou, ainda de São Paulo. “É interessante como o humor parece que aproxima mais as pessoas do teatro”.
Das peças cômicas e algumas participações no Terça Insana, os personagens foram trocados pela versão cara limpa da comédia stand-up. Oscar ajudou a fundar o Clube da Comédia – um dos primeiros grupos do gênero no Brasil.”É completamente diferente porque com o personagem você se ‘esconde’ atrás dele”, explicou. “No stand up, não tem nenhum apoio que te segure”.
Daí, estreou na TV – com uma participação em Hebe – e conquistou seu lugar no CQC desde o início do programa. A experiência nos palcos só ajudou. “O stand up se assemelha ao CQC: são piadas rápidas, curtas e carregadas de informação. Não posso passar um minuto contando uma piada – só aí já é 1/6 de uma matéria”, contou. “O stand up tem meio que uma obrigação de ter risos a todo momento. É o tipo de humor mais… condensado que tem. É tudo muito concentrado”.
A semelhança também está no fato de que na comédia stand up os temas da piada costumam ser o dia a dia e atualidades – o que casa perfeitamente com a proposta jornalístico-humorística do CQC. “Cara, no stand up eu tenho a possibilidade de falar sobre tudo”, afirmou Oscar Filho. “Posso falar até s0bre assunto que eu não entendo”. Oscar faz cerca de dez shows por mês. “Hoje eu tô fazendo menos porque o CQC pode me chamar a qualquer momento para uma matéria”, contou. “Mas tenho show marcado até o começo do ano que vem”.
Ele acredita que no palco possui um estilo mais físico, em contraste com os estilos mais conversados, como o de Cláudio Torres Gonzaga, por exemplo. “Eu acho que eu e o Fábio Porchat é que temos um estilo mais parecido”, disse ele. “O Danilo (Gentili) tem um estilo mais loser“.Para ele, também não há como ser um ator quando se faz esse tipo de comédia. “Você tem que seguir um estilo que é seu”, afirmou. “O stand up é você mesmo. É lógico que às vezes é um pouco mais exagerado…”.
E de onde veio o apelido de “Pequeno Pônei”, afinal? Oscar dá uma risada antes de responder. “O Pequeno Pônei é um personagem do Caco Galhardo, o cartunista”, contou, referindo-se à tira de Galhardo que não deixa de ser uma sátira aos bonequinhos e ao desenho animado da série Meu Querido Pônei. “Ele é meio roqueiro, fuma, bebe, vai na Galeria do Rock, e tudo fala pra ele: ‘Pequeno Pônei, você é tão pequenininho, tão bonitinho…’. E ele responde: ‘Eu não sou pequenininho! Não sou bonitinho! Sou roqueiro, pô!’. Mas no CQC, como todos são gigantes – o Rafinha, o Danilo, o Felipe não fica atrás -, eu pareço pequeno. Mas o Tas tem a minha altura. Mas como ele é o apresentador, sobrou pra mim”. Ainda bem que ele não se incomoda. “Eu acho engraçado”, disse. “Mas o pessoal na rua me chama é de CQC”.
Antes de mais nada: o Improvável não é comédia stand-up. Enquanto o stand-up faz uso de textos criados pelos próprios humoristas que se apresentam, o espetáculo da Barbixas Cia. de Humor simplesmente não tem texto algum: trata-se de um espetáculo de improviso. O público que admira um costuma admirar o outro, mas o espetáculo encenado por Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elídio Sanna tem vida própria – e como: os vídeos no YouTube têm uma média de 300 mil acessos por dia. É com esse cartaz que o espetáculo será apresentado em Campina Grande, no Garden Hotel, sexta, às 19 horas, e sábado, às 19 e às 21 horas.
A peça é inspirada no programa de TV Whose Line Is it Anyway?, que teve versões na Inglaterra e nos Estados Unidos. “Todos gostávamos do programa britânico”, contou Elídio, por telefone, de São Paulo. “Mas esses jogos de improvisação existem no mundo todo. No Brasil, é que nunca foram difundidos”. O Improvável é baseado nesses jogos, como o “Só perguntas”, em que um diálogo tem que ser construído exclusivamente assim, e o “Transforma”, no qual as situações definidas são repentinamente transformadas em outras.
Há um mestre-de-cerimônias que comanda o show e jogam quatro – de modo que há sempre dois convidados. Em Campina, as comediantes Marcela Leal e Cristiane Wersom completam o time – as duas já são habitués do espetáculo. Marcela faz parte do Clube da Comédia, de humoristas ligado ao stand up – vários humoristas do estilo são convidados recorrentes dos Barbixas, o que aumenta a unificação do público e a possibilidade de confusão por parte dos desavisados.
Rafinha Bastos, por exemplo, era o mestre-de-cerimônias fixo no começo. “Já éramos amigos do Rafinha, do Marco Luque e do pessoal do Melhores do Mundo”, contou Elídio. Também já passaram por lá Marianna Armellini, Oscar Filho, Márcio Ballas e Marcelo Tas, entre outros. A variedade nos jogos e situações torna difícil saber onde cada um é melhor. S0bre Marcela e Cristiane, que protagonizam quadros impagáveis disponíveis no YouTube, Elídio não sabe responder. “É muito difícil de dizer”, afirmou. “É incrível como dependendo do espetáculo um jogo acaba sendo o melhor do dia”.
Elídio, Anderson e Daniel se conhecem desde o segundo grau. “Uma vez Daniel e eu fomos pegar umas xerox e pegamos errado – e era do Anderson”, lembrou Elidio. “Era um texto de humor do Monty Python”. Como Elídio e Daniel já tinham feito um ou outro show com músicas humorísticas, o Monty Python acabou unindo o trio.Isso aconteceu entre 2001 e 2002. Em 2004, veio a primeira peça, com esquetes cômicos. “Era um ‘espetáculo cover’”, disse Elídio. “Eram esquetes do Rowan Atkinson, Monty Python…”. Em 2007, veio o Improvável.
O YouTube ajudou a tornar o espetáculo um sucesso em lugares onde nunca se apresentou, mas foi quase por acidente. “Na verdade, quando a gente colocou os vídeos lá pelo fato de termos gravado o piloto em DVD para divulgação”, lembrou Elídio. “Para não precisar distribuir os DVDs, colocamos no YouTube e mandávamos o link para os diretores artísticos dos teatros”.Como os vídeos foram tornando-se populares, eles continuaram gravando e postando – afinal, como todo espetáculo é completamente novo, não estão estragando nenhuma surpresa. Atualmente já ultrapassaram a marca de 65 milhões de acessos, com uma média de cerca de 300 mil por dia.
Os jogos são variados e podem não se repetir de uma espetáculo para o outro. O trio também não planeja com muita antecedência – não há nem mesmo os “grandes sucessos” que não podem faltar. “A gente evita não colocar o jogo do ‘Transforma’, por exemplo, ou o ‘Cenas improváveis’”, considerou. São, em média, oito ou nove jogos a cada apresentação, mas isso também não é fixo. “Como é tudo improvisado, a gente nao sabe quanto tempo vai ter cada jogo”.
Os Barbixas acabaram chegando à televisão, estrelando o Quinta Categoria, na MTV, ao lado de Marcos Mion. São também jogos de improvisação, mas não os mesmos que usam no palco. “Nosso objetivo é fazer um segundo produto”, contou. “O teatro é uma mídia, talvez a mais encantadora de todas, e na TV procuramos fazer quadros mais… televisivos. A gente respeita a mídia em que está e tenta aproveitá-la ao máximo”.
Não ter num texto pronto pode ser mais assustador do que ter um longo texto a ser decorado. “O improviso é muito diferente”, disse Elídio. “Mas a ansiedade era maior no começo. Na primeira vez, eu pensei: ‘Meu Deus, o que é que eu tô fazendo? Tô entrando em um espetáculo que não conheço o texto!’. Mas você começa a ganhar tanta segurança que parece que sabe o que vai falar – mas não sabe”.
Longe do original
Por essa ninguém esperava. O sucesso retumbante da Turma da Mônica Jovem rendeu um filhote surpreendente quando foi anunciado o lançamento de Luluzinha Teen e Sua Turma (Pixel, 100 páginas): as crianças da turma da Lulu também viraram adolescentes em histórias que também levam a marca “em estilo mangá”. Nada disso seria problema, se não fosse por um pequeno detalhe: de Luluzinha mesmo há algo próximo de nada.
Os principais personagens – Lulu, Bolinha, Glória, Alvinho e Aninha – aparecem com destaque no número de estréia, parecendo formar o núcleo central. Outros da turma original mal aparecem, como o Carequinha e o Plínio. Mas, na verdade, faz pouca diferença porque mesmo os protagonistas estão completamente descaracterizados – a ponto de precisarem segurar um foto da versão clássica, para que a ligação seja feita.
Fica a impressão que o interesse na Luluzinha estava só no nome famoso e a possibilidade do marketing que ele traria. Se os nomes dos personagens fossem outros, o leitor não reconheceria qualquer um deles. Toda a ambientação também mudou: de um subúrbio americano, eles passaram a viver em uma cidade litorânea chamada Liberta – que certamente fica no Brasil, tendo em vista que a cantora Pitty aparece na trama.
Bolinha, inclusive, nem gordo mais é. Lulu perdeu os cachos e não há nem sinal da rivalidade entre eles. Renato Fagundes (que escreve os roteiros, ilustrado pelo estúdio Labareda Design) defendeu as mudanças em uma carta ao blog Gibizada: “Eles são jovens, têm o direito de mudar”.
A justificativa maior é ter ouvido o público-alvo.
O enquadramento dos personagens em diferentes estereótipos adolescentes e a definição de “temporada” para os arcos de histórias, como na TV, reforça a vontade da comunicação com o jovem. Mas entregar todas as opções artísticas ao público é um erro, já comprovado antes. E a trama, em si, não ajuda nada, com um mistério sobre o vandalismo na escola e bruscamente cortada para um merchandising do blog da Lulu (que existe mesmo).
Os desenhos também são repetitivos – com algumas imagens nitidamente copiadas e coladas. A Ediouro (dona do selo Pixel) apostou em artistas nacionais e obteve os direitos da personagem para fazer as mudanças. Mas perdeu o foco – ou não se importou com ele – e reinventou a Luluzinha completamente – e não para melhor.


































