You are currently browsing the monthly archive for janeiro 2012.

Afinal, o que é isso?

Ferris Bueller 25 anos depois, perguntando: “Como alguém pode ir ao trabalho num dia como esse?”. “Oh yeah”, de Yello, na trilha, e uma data: 5 de fevereiro.

Rápidamente já surgiram informações na internet: trata-se de algo que vai acontecer no intervalo do Superbowl, um dos espaços comerciais mais valorizados da TV americana no ano. A pergunta que todos se fazem em uníssono é será mesmo uma continuação de Curtindo a Vida Adoidado?

Muito já se falou sobre uma continuação, um roteiro transitando por Hollywood, mas nunca li nada a respeito de um projeto em andamento. Pode ser – e deve ser – só uma onda. Mas esperemos…

Copie e cole a lista nos comentários e coloque sua nota de 0 a 5 para cada filme. Não valem notas quebradas. Se não tiver visto o filme, coloque “não vi”.

- Os Muppets –
- Operação Presente –
- Os Especialistas –
- Crítico –
- Noite de Ano Novo –
- Gato de Botas –
- As Canções –
- Roubo nas Alturas –
- O Último Dançarino de Mão –
- Compramos um Zoológico –
- Missão Impossível – Protocolo Fantasma –
- A Fera –
- Imortais –

* Filmes que estrearam de 1º a 31 de dezembro de 2011 nos cinemas de João Pessoa.

- Dê suas notas:

- Filmes de janeiro

- Filmes de fevereiro

- Filmes de março

- Filmes de abril

- Filmes de maio

- Filmes de junho

- Filmes de julho

- Filmes de agosto

- Filmes de setembro

- Filmes de outubro

- Filmes de novembro

- Regras da votação

– Top 25 do ano (de janeiro a novembro) –

- Meia-Noite em Paris – 4,5
- Os Nomes do Amor – 4,5
- O Discurso do Rei – 4,448
- Cisne Negro – 4,437
- O Palhaço – 4,357

- O Concerto – 4,21
- Bravura Indômita – 4,178
- Planeta dos Macacos – A Origem – 4,166
- X-Men – Primeira Classe – 4,083
- Namorados para Sempre – 4,076

- Tetro – 4
- Super 8 – 3,952
- Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 – 3,894
- A Árvore da Vida – 3,888
- Pearl Jam Twenty – 3,875

- Rango – 3,833
- O Vencedor – 3,761
- Uma Doce Mentira – 3,75
- Potiche: Esposa Troféu – 3,75

- Amor à Toda Prova – 3,666
- Um Gato em Paris – 3,666
- Homens e Deuses – 3,666
- O Homem do Futuro – 3,636
- Rock Brasília – 3,583
- Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos – 3,529

– COMENTÁRIOS: –

- Estes são os 25 filmes com melhores médias, entre os lançados em João Pessoa entre janeiro e novembro de 2011.

- Entraram no Top 25: ‘Os Nomes do Amor’ (em 1º); ‘Uma Doce Mentira’ (18º); ‘Potiche – Esposa Troféu’ (18º).

- Saíram do Top 25: ‘Enrolados’; ‘Rio’; ‘Deixe-me Entrar’.

- Os três filmes novos na lista entraram graças a votos retroativos. E os três são do Festival Varilux de Cinema Francês. Agora, são cinco filmes franceses no Top 25.

- Um deles, ‘Os Nomes do Amor’, já estreia empatado com ‘Meia-Noite em Paris’ no 1º lugar, faltando só duas semanas para terminar a votação (se você não conhece, veja aqui o trailer).

- ‘Cisne Negro’ não só perdeu a segunda posição, como também a terceira, pois foi ultrapassado por ‘O Discurso do Rei’, o que todos já considerávamos improvável. E a diferença entre os dois líderes e o terceiro colocado é de 0,052. ‘Cisne Negro’ está a 0,063 dos líderes.

- Os piores do ano, até agora: ‘As Mães de Chico Xavier’ (média 1,285); ‘O Besouro Verde’ (1,307); ‘Conan, o Bárbaro’ e ‘Fúria sobre Rodas’ (1,4); e ‘Transformers – O Lado Oculto da Lua’ (1,461).

- O mês de novembro tem, até agora, os piores registros do ano. Talvez pelos feriados de começo de ano, férias ou sei lá, pouca gente votou – e quem votou não viu nada. Só UM filme alcançou o quórum mínimo.

TODAS AS MÉDIAS DE NOVEMBRO

- O Preço do Amanhã – 2,5

– NÃO ATINGIRAM O QUÓRUM MÍNIMO: –
- O Terror na Água –
- O Jardim das Folhas Sagradas –
- 11-11-11 –
- Pacific –
- Reféns –
- Reidy – A Construção de uma Utopia –
- A Fuga da Mulher Gorila –
- Amanhecer – Parte 1 –
- Os Monstros –
- Happy Feet 2 – O Pinguim –
- Não Sei como Ela Consegue –
- Os 3 –
- A Alegria –
- Os Residentes –

DÊ SUAS NOTAS:

- Dê suas notas:

- Filmes de janeiro

- Filmes de fevereiro

- Filmes de março

- Filmes de abril

- Filmes de maio

- Filmes de junho

- Filmes de julho

- Filmes de agosto

- Filmes de setembro

- Filmes de outubro

- Filmes de novembro

- Regras da votação

½

Recomeço entre os bichos

A vigília pelo tigre doente é a despedida simbólica da esposa morta

Cameron Crowe sempre foi um sentimental, mas vem colocando uma colher a mais de açúcar em seus filmes desde, pelo menos, Tudo Acontece em Elizabethtown (2005). Para quem tem Billy Wilder como ídolo parece estranho, mas ainda bem que isso não chega a prejudicar seriamente Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo, EUA, 2011).

Diretor do brilhante Quase Famosos (2000) e do ótimo Jerry Maguire, a Grande Virada (1996), Crowe dirige e co-escreve a adaptação do livro autobiográfico de Benjamin Mee, jornalista que, meses depois que a mulher morre, resolve tentar uma nova vida e acaba comprando e se mudando com os dois filhos para um zoológico desativado. Junto com os funcionários, ele tenta reabrir o local, à custa de muito trabalho, dinheiro, problemas familiares e imprevistos.

O filme é sustentado pela ótima escolha do elenco – dos astros, Matt Damon e Scarlett Johansson – aos coadjuvantes, como Angus Macfayden (que garante as melhores risadas), a irresistível menininha Maggie Elizabeth Jones, o jovenzinhos Colin Ford e Elle Fanning descobrindo o amor e até John Michael Higgins, que faz o temido inspetor de parques.

Quando é sutil, Crowe se sai melhor. Pai e filho sentados, em vigília pelo tigre doente, no que ao mesmo tempo é uma despedida da esposa/mãe falecida é melhor do que o ajuste de contas aos gritos entre eles na casa, por exemplo.

O filme altera a ordem dos acontecimentos para atribuir maior significado à compra do zoo. Na verdade, a esposa de Benjamin trabalhou pela aquisição e reabertura do lugar. Mas isso é mérito do roteiro: sublinhar ou atribuir significado às coisas. Outra qualidade: não transformar a história em um romance entre Damon e Scarlett, embora a fagulha seja perceptível. São coisas que fazem o filme de Crowe valer a pena: o amor eterno (que supera a morte), o novo amor, o primeiro amor.

Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo, EUA, 2011). Direção: Cameron Crowe. Elenco: Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Colin Ford, Maggie Elkizabeth Jones, Angus Macfayden, Elle Fanning, Patrick Fugit, John Michael Higgins.

Copie e cole a lista nos comentários e coloque sua nota de 0 a 5 para cada filme. Não valem notas quebradas. Se não tiver visto o filme, coloque “não vi”.

- O Preço do Amanhã –
- O Terror na Água –
- O Jardim das Folhas Sagradas –
- 11-11-11 –
- Pacific –
- Reféns –
- Reidy – A Construção de uma Utopia –
- A Fuga da Mulher Gorila –
- Amanhecer – Parte 1 –
- Os Monstros –
- Happy Feet 2 – O Pinguim –
- Não Sei como Ela Consegue –
- Os 3 –
- A Alegria –
- Os Residentes –

* Filmes que estrearam de 1º a 30 de novembro de 2011 nos cinemas de João Pessoa.

- Dê suas notas:

- Filmes de janeiro

- Filmes de fevereiro

- Filmes de março

- Filmes de abril

- Filmes de maio

- Filmes de junho

- Filmes de julho

- Filmes de agosto

- Filmes de setembro

- Filmes de outubro

- Regras da votação

– TOP 25 (de janeiro a outubro): –

- Meia-Noite em Paris – 4,454
- Cisne Negro – 4,433
- O Discurso do Rei – 4,423
- O Palhaço – 4,363
- O Concerto – 4,222

- Bravura Indômita – 4,153
- X-Men – Primeira Classe – 4,09
- Namorados para Sempre – 4,083
- Planeta dos Macacos – A Origem – 4,066
- Tetro – 3,933

- Super 8 – 3,888
- Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 – 3,882
- A Árvore da Vida – 3,875
- Rango – 3,823
- Um Gato em Paris – 3,8
- Homens e Deuses – 3,8

- O Vencedor – 3,736
- O Homem do Futuro – 3,7
- Pearl Jam Twenty – 3,666
- Amor à Toda Prova – 3,625

- Rock Brasília – 3,5
- Enrolados – 3,473
- Rio – 3,444
- Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos – 3,437
- Deixe-me Entrar – 3,416

– COMENTÁRIOS: –

- Estes são os 25 filmes com melhores médias entre os lançados de janeiro a outubro nos cinemas em João Pessoa.

- Entraram no Top 25: ‘O Palhaço’ (em 4º); ‘Um Gato em Paris’ (14º); ‘Rock Brasília’ (21º).

- Saíram no Top 25: ‘Desenrola’; ‘Capitão América, o Primeiro Vingador’; ‘Além da Vida’.

- Na briga pelo título, ‘Meia Noite em Paris’ voltou à liderança. A diferença entre os líderes, que era de 0,027 na rodada passada, quando ‘Cisne Negro’ era o líder, agora é de 0,021.

- Os piores do ano, até agora: ‘Fúria sobre Rodas’ (média 1,25); ‘O Besouro Verde’ e ‘A Viagens de Gulliver’ (1,272); ‘As Mães de Chico Xavier’ (1,333); ‘Padre’ (1,428). ‘Cilada.com’, que era o pior até a rodada passada, teve sua média aumentada de 1,222 para 1,454, e agora é o sexto de baixo para cima.

- O mês de outubro trouxe um filme que já se colocou no top 5: ‘O Palhaço’:

 

TODAS AS MÉDIAS DE OUTUBRO

- O Palhaço – 4,363
- Rock Brasília – 3,5
- Não Tenha Medo do Escuro – 3,25
- Gigantes de Aço – 3,2
- Contágio – 3,083
- Amizade Colorida – 3
- Atividade Paranormal 3 – 2,75
- A Hora do Espanto – 2,6
- Os Três Mosqueteiros –1,5

– NÃO ATINGIRAM O QUÓRUM MÍNIMO: –
- O Filme dos Espíritos –
- Eu Queria Ter a Sua Vida –
- O Zelador Animal –
- Capitães de Areia –
- Winter, o Golfinho –
- O Retorno de Johnny English –

 

DÊ SUAS NOTAS:

- Dê suas notas:

- Filmes de janeiro

- Filmes de fevereiro

- Filmes de março

- Filmes de abril

- Filmes de maio

- Filmes de junho

- Filmes de julho

- Filmes de agosto

- Filmes de setembro

- Filmes de outubro

- Regras da votação

O que foi 2011 pra você, que mora em João Pessoa e vai ao cinema? Aqui temos um vislumbre a partir dos números do DataFélix. Para começar, tivemos um aumento no número de filmes em cartaz: o número subiu de 140 para 158. Chegamos a um número próximos aos registrados entre 2006 e 2008 (respectivamente, 161, 165 e 162 – em 2009, o número caiu para 142).

A razão desse aumento é clara: as quatro salas a mais do Cinespaço, no MAG Shopping, que abriram em janeiro. A queda em 2007 havia acontecido justamente porque o cinema do MAG havia fechado.

A programação do Cinespaço ainda deixou a desejar na programação off-Hollywood, mas o cinema brasileiro esteve sempre presente – o que elevou a participação dos filmes nacionais de 14,28% para 18,3%.

Os números absolutos interromperam uma trajetória de queda que vinha desde 2007: 24 em 2007, 22 em 2008, 20 em 2009 e apenas 18 em 2010. Este ano, foram 29 produções tupiniquins nas telas da cidade.

Os filmes em lígua inglesa, claro, “passaram o cerol”: 115, ou 72,8%. Embora conte-se aí alguma produção inglesa ou australiana, a grande maioria é mesmo de filmes americanos – incluídos aí, os que acabaram sendo exibidos dublados por aqui. O domínio alarmante de sempre.

O Festival Varilux ajudou a performance de filmes em outras línguas a não ser o traço de sempre. Foram 14 filmes, ou 8,9% do total. Sem o festival, o número cairia para meros cinco filmes – menos ainda que os 9 do ano passado.

Ainda assim, persiste o problema crônico da programação local, que muitas vezes escolhe filmes sem qualquer qualidade e perspectiva de público medíocre (O Terror na Água não nasceu pra ser nenhum sucesso de bilheteria, convenhamos) ao invés de produções que são ousadas (e, por isso, um risco), mas comentadíssimas na imprensa e entre os cinéfilos gerando um interesse por elas que pode ser traduzir em algum público(como Melancolia), por que não? Fica a dica.

Aí vai a lista dos melhores filmes exibidos nos cinemas pessoenses em 2011 (publicada no dia 1º de janeiro de 2011, no Correio da Paraíba):

1 - "Meia-Noite em Paris", de Woody Allen

Woody Allen em um filme com ecos de Manhattan e A Rosa Púrpura do Cairo – como resistir? O cineasta desfila classe, carinho por Paris e pela cena cultural da capital francesa dos anos 1920 e humor de primeira. Brilhante e, além disso, uma delícia. Grande cena: o personagem de Owen Wilson dando a dica para Luís Buñuel fazer, anos depois, O Anjo Exterminador - e o cineasta espanhol age como o mais simplório dos espectadores. Crítica no Boulevard.

2 - "O Palhaço", de Sélton Mello

Sélton também atua como o palhaço em crise de identidade e cansado da vida nômade do circo que parte em busca de uma vida mais tradicional. Um filme brilhante, enriquecido com pequenos símbolos e com um Moacyr Franco arrasador em sua única cena. Grande cena: a do Moacyr Franco, arrasando enquadrado em um mesmo plano, como o delegado sobre quem “podemos imaginar como ele está chateado de não tá lá” em companhia de seu gato, o Lincoln. Crítica no Boulevard.

3 - "Cisne Negro", de Darren Aronofsky

O féerico delírio de Aronofsky mostra uma bailarina que enlouquece sob a pressão de ser perfeita e o terror de alcançar seu lado negro. O filme impressiona, e a atuação de Natalie Portman – essa, sim, perfeita – é fundamental. Grande cena: quase em transe, Natalie Portman finalmente deixa o cisne negro tomar conta de seu ser. Crítica no Boulevard.

4 - "O Discurso do Rei", de Tom Hooper

O vencedor do Oscar de melhor filme é inteligentíssimo ao contar a história  – quase uma fábula – do rei gago e sua importância na luta contra Hitler. E Colin Firth está soberbo. Grande cena: o clímax em que o Rei George VI precisa superar todas as suas limitações segundo a segundo para transmitir a força e liderança necessárias ao povo britânico. Crítica no Boulevard.

5 - "O Concerto", de Radu Mihaileanu

A meia hora final – o concerto em si – é um momento sublime. Mas o filme, como um todo, consegue temperar muito bem humor e cenas comoventes no universo da música clássica. Grande cena: o concerto propriamente dito, com inúmeros sentimentos acontecendo – uma cena tão incrível que o filme até antecipa seu real desfecho para terminar com ela. Crítica no Boulevard.

6 - "Bravura Indômita", de Joel e Ethan Coen

Os irmãos Coen souberam aproveitar um Jeff Bridges em grande forma e a talentosíssima novata Hailee Steinfeld para compor uma fascinante odisseia, entre o deslumbre pelo gênero e a descrença dos mitos. Grande cena: a jovem Mattie Ross não se intimida com o rio e o atravessa a cavalo, disposta a não perder de vista o pouco confiável xerife Rooster Coburn. Crítica no Boulevard.

7 - "X-Men - Primeira Classe", de Matthew Vaughn

Depois do malfadado X-Men – Origens: Wolverine, o novo filme dos mutantes conseguiu acertar em cheio. Ótimos atores, trama esperta e a sedutora ambientação anos 1960, que se reflete até mesmo na trilha sonora e montagem. Grande cena: Magneto faz uma moeda atravessar a cabeça de um infeliz e Charles Xavier pode sentir – duas cenas que se passam em simetria perfeita. Crítica no Boulevard.

8 - "Namorados para Sempre", de Derek Cianfrance

Com um título brasileiro desonesto (para dizer o mínimo), o filme mostra, em pararelo, o nascimento do romance e a crise no casamento entre Ryan Gosling e Michelle Williams. Duro e triste. Grande cena: a resistência doída de Michelle quando o marido tenta desajeitadamente levá-la a uma noite romântica em um motel.

9 - "A Árvore da Vida", de Terrence Malick

Uma conversa com Deus, o nascimento do universo, a luta interna de cada um entre o desejo de ser bom e o desejo de violência. Lento, profundo, muito bonito e Palma de Ouro em Cannes. Grande cena: o garoto observa o pai embaixo do carro, consertando o veículo e está sentindo aquela terrível tentação de derrubar o apoio… Crítica no Boulevard.

10 - "Rock Brasília - Era de Ouro", de Vladimir Carvalho

Alguém pode achar que há pouca música no documentário do cinesta paraibano Vladimir Carvalho, mas ele estava menos preocupado com o esétáculo e mais em entender e dar um sentido à trajetória dos jovens de Brasília e sue rock criado nos últimos anos da ditadura militar. E fez isso exemplarmente. Grande cena: a descrição por Dado Villa-Lobos do show do Legião em Brasília, que terminou em confusão e muitos feridos. Crítica no Boulevard.

Mais dez filmes:

11 – Planeta dos Macacos – A Origem – Crítica no Boulevard
12 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 – Crítica no Boulevard
13 – Tetro
14 – Enrolados
15 – O Vencedor
16 – Minhas Mães e Meu Pai – Crítica no Boulevard
17 – Um Gato em Paris
18 – Os Muppets
19 – Como Esquecer
20 – Rio – Crítica no Boulevard

***

- Retrospectiva 2011
- 50 filmes que não foram exibidos em João Pessoa

- Meus melhores do ano: 2010

Entrevistei Rita Lee pela segunda vez na semana anterior ao show que ela fez hoje de madrugada. Foi por e-mail como há anos ela costuma responder às entrevistas, mas parece que ela está falando com você ao vivo. Confira abaixo o texto publicado no CORREIO de ontem.

***

"Acho terapêutico escrever o que dá na telha"

“Eu achava muito chato fazer aniversário no ano novo, até que comecei a fazer shows”, diz a cantora Rita Lee, que faz o principal show do réveillon em João Pessoa. Ela, que nasceu em um 31 de dezembro, se apresenta após os fogos da virada do ano. A noite começa com grupo de cultura popular que se apresentam a partir das 18 horas. Por volta das 22 horas, Antônio Nóbrega sobe ao palco. Depois do show de Rita, a Orquestra Sanhauá continua animando o público com seu frevo até o amanhecer. A cantora conversou com o CORREIO por e-mail, como costuma dar entrevistas. “Descobri uma maneira super divertida de passar a data”, conta ela. “Tenho entrado todos os anos fazendo shows, cada vez num canto do Brasil”.

Sem lançar um disco de inéditas desde 2003, com o Balacobaco, Rita não tem, no show ETC…, a “obrigação” de divulgar um novo trabalho. O público pode esperar, principalmente, os grandes hits da, como uma vez chamou João Gilberto, “roqueira com voz de bossa nova”. “Quando saio pra estrada numa turnê, não há nada fixo: músicas, luz, figurino, tudo muda”, diz a cantora. “Temos muita bagagem musical e, de repente, me dá na telha de mudar o repertório, tiro e ponho músicas conforme o humor do dia, mas sei que o público que vai me ver espera ouvir os hits mais populares”.

A animação já começou no twitter, onde Rita pediu aos fãs pessoenses que escolhessem entre duas músicas para o show: “Atlãntida” ou “Amor e sexo” – aparentemente, deu a segunda. Também perguntou se era certeza que ela não precisaria trazer casaco na mala, caso o frio de São Paulo aportasse aqui. Casaco em João Pessoa, onde já se viu?

Rita é assídua no twitter (onde assina como @LitaRee_real), onde dá vazão a suas opiniões e delírios e conversa com os fãs – mas sem tratá-los com qualquer tipo de condescendência. Já teve aborrecimentos que a fizeram abandonar temporariamente a rede social – principalmente quando criticou o futuro estádio do Corinthians, no afastado bairro paulista de Itaquera. Mas ela acabou voltando. “Eu me vicio fácil, fácil… E acho terapêutico escrever o que dá na telha”, diz.

Ela afirma que não tem qualquer preferência no seu repertório. “Música é que nem filho, não tenho preferência”, conta. “Não sou saudosista e, depois que gravo um disco, nunca mais escuto”. Curiosamente, ela anda sem paciência para música cantada. “Quando não estou na estrada, no meio da loucura, vivo enfurnada em casa e só tenho saco para escutar música instrumental, das clássicas às eletrônicas”, revela. “Ando cansada da palavra falada e cantada, dos discursos, portanto não posso dizer que tenho acompanhado o que está rolando de mais atual. Só sei que o rock dança conforme os tempos e que tem muita meninada bacana no pedaço, é bom ficarmos antenados”.

Mas a intimidade de Rita Lee não está só nas canções. Nos anos 1980, ela escreveu uma série de livros infantis, Dr. Alex, uma face que muita gente desconhece. “Quando meus meninos eram pequenos escrevi quatro livrinhos sobre as aventuras do Dr. Alex, um ratinho que fugiu do laboratório para defender o direito dos animais”, lembra. A série há muito tempo não ganha um novo volume. Em tempos em que até Madonna está escrevendo livros infantis, ela não pensa em retomar a literatura? “Talvez ele volte a dar as caras agora, com minha neta Ziza”.

Um disco novo de inéditas é mais certo de aparecer em 2012. Rita vem trabalhando em dois projetos simultâneos: este, ainda sem nome, que terá a participação de Igor Cavalera; e Bossa’n’Movies, com regravações de canções que marcaram o cinema. “Estamos finalizando, vamos lançar no próximo ano”, confirma. Ela também pediu sugestões no twitter sobre o que cantar, mas não adianta o repertório. “Por enquanto, surpresa”.

Para o show da madrugada, a surpresa não é tanta: o público pode esperar sucessos como “Ovelha negra” e “Lança perfume” entre tantos outros. O reencontro com o público pessoense depois de dez anos – o último show dela por aqui foi em 2001, no Espaço Cultural – tem tudo para ser um presente de aniversário para ela e um belo começo de ano para os pessoenses.

Sigam-me os bons (no Twitter)

  • Pessoas que estão reclamando de Wagner Moura no tributo ao Legião: vão assistir a um DVD da banda e pronto.Publicado há 10 hours ago
  • urioso. Ontem, enquanto Wagner Moura fazia seu tributo à Legião Urbana na MTV, eu estava assistindo... 'Tropa de Elite'!Publicado há 16 hours ago
  • Não, é da Agência Ensaio. RT: @haryanne: É rave, é? RT @revasconcellos1: O amistoso da Seleção é às 21h07! Nove horas e SETE minutos, ok?Publicado há 17 hours ago

 

janeiro 2012
D S T Q Q S S
« dez   fev »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

Cenas da Vida

Você lembra dos meus cabelos?

Cineport 2011

Cineport 2011

More Photos

Estatísticas

  • 711,845 hits
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.