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Mudo, em preto-e-branco, francês e com a mão no Oscar

Pra começar, ainda não vi O Artista. O filme não entrou em cartaz em João Pessoa e estou indo a Recife neste domingo para conferi-lo na tela grande, como acho que tem que ser.

Mas eu não preciso assisti-lo para saber que ele é provavelmente o vencedor do Oscar na noite de hoje. Escrevo logo após saber que ele ganhou mais um: o César de melhor filme e outros cinco, incluindo diretor e atriz. O César, como sabemos, é o Oscar francês (nacionalidade do filme).

E ganhou também, na mesma noite, o Independent Spirit Awards, para os filmes independentes. O Bafta, que é o Oscar britânico, também se rendeu a O Artista no dia 12. Foram sete prêmios. E assim foi nos DGA, onde Michel Hazanavicius superou Martin Scorsese, e nos SAG, onde Jean Dujardin deixou George Clooney para trás. No Producers Guild Awards, deu O Artista também.

A essa altura, importa cada vez menos se o filme é francês – e será o primeiro francês a ganhar um Oscar de melhor filme. Curiosamente, isso reafirma que – como acontecia no cinema pré-som – o cinema mudo é uma linguagem universal.

Mas, se tudo parece bem claro no que diz respeito a melhor filme, será que Hazanavicius ganha como diretor? Ele parece ser o favorito a esta altura. Ganhou o DGA (prêmio do sindicato dos diretores), que só não coincidiu com o Oscar da categoria seis vezes na história.

A última foi em 2001, premiando Ang Lee por O Tigre e o Dragão, e o Oscar indo para Steven Soderbergh, por Traffic. Será o ano de acontecer de novo? Eu acho que Scorsese não está fora da briga por sua brilhante declaração de amor ao cinema em A Invenção de Hugo Cabret.

Tem gente que acha que George Clooney ainda é o favorito para melhor ator por Os Descendentes. Não é o meu caso. Jean Dujardin tem ganho cada vez mais prêmios por sua interpretação em O Artista. Começou em Cannes, no ano passado, e chegou até o SAG e o Spirit. Curiosamente, perdeu o César, em casa, mas não foi para Clooney.

Para melhor atriz, uma boa briga. Num ano de grandes interpretações femininas, Meryl Streep chegou à sua 17ª indicação e faz tempo que não tem tanta chance de vencer quanto agora. Ela simplesmente desaparece por baixo de sua atuação como Margaret Tatcher em A Dama de Ferro. Pode ser que pese o fato de que, na prática, ela não ganha um Oscar há quase 30 anos – o segundo e até agora último foi o por A Escolha de Sofia, em 1983. Dois é pouco para Meryl, uma das melhores atrizes da história. E três não é demais.

Mas Viola Davis, na interpretação forte e contida de Histórias Cruzadas, é tida como favorita por muita gente. Meryl ganhou o Globo de Ouro, mas Viola levou o prêmio do Sindicato dos Atores (votada por muita gente que também vota no Oscar). Meryl levou o Bafta, Viola o Critics’ Choice Awards. Ou seja, o páreo está duro. Eu aposto em Meryl, mas é bem mais um torcida que qualquer outra coisa.

Nos coadjuvantes, ao contrário, será uma grande surpresa se Christopher Plummer e Octavia Spencer não vencerem.

Woody Allen é favorito para a categoria de roteiro original, por Meia-Noite em Paris, mesmo com O Artista no páreo também aí. Em roteiro adaptado, pode vir aí a única indicação para Os Descendentes, derrotando Hugo Cabret. Os filmes independentes costumam ganhar aí, como Preciosa, em 2009, Onde os Fracos Não Têm Vez, em 2008, e Sideways, do mesmo Alexander Payne, em 2004.

Assim como Guerra ao Terror, em 2009, Juno, em 2007, e Pequena Miss Sunshine, em 2006, levaram o de roteiro original. Os Descendentes não é bem um filme independente, mas é de Alexander Payne.

Eu diria que A Separação é favorito absoluto em filme de lígua não inglesa. Mas não dá pra confiar. A comissão que escolhe os vencedores desta categoria é imprevisível. Já tivemos francos favoritos que perderam: em 2006, quando todo mundo esperava a consagração de O Labirinto do Fauno, deu A Vida dos Outros; em 2008, A Partida ficou com o prêmio que todos esperavam ir ou para O Complexo Baader-Meinhof ou Valsa com Bashir; e em 2001, Terra de Ninguém ficou com o Oscar em vez de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Este ano, Ana Maria Bahiana chama a atenção para In Darkness, de Agnieska Holland, mais uma incursão da diretora polonesa pelos dramas do Holocausto (tema tão caro à Academia). Ela já concorreu em 1985, por Colheita Amarga e por roteiro adaptado em 1991, por Filhos da Guerra.

E no prêmio de Filme de animação, ainda não refeitos do choque de ter As Aventuras de Tintim e Rio fora da lista enquanto bobagens como Kung Fu Panda 2, Gato de Botas e Rango foram indicadas, é meu dever dizer que as fichas estão todas indo para Rango.

Não sei dizer o motivo, visto que não achei lá essas coisas quando o assisti e muitos dos elogios foram surpresa para mim. Meu coração está com os dois indicados europeus: Um Gato em Paris e o espanhol Chico y Rita, que ainda não assisti, mas que tem um trailer e tanto.

Bom, é isso, no que diz respeito às categorias principais. O Correio deste domingo traz um guia completo que preparei sobre o prêmio, com todos os indicados. E não deixem de participar do bolão aqui do blog. A gente acerta as contas depois do prêmio.

Já realizado há alguns anos na comunidade Cinéfilos de João Pessoa, o nosso bolão do Oscar passa a ser estendido (como o Melhores do Ano) para o blog e o Facebook. O vencedor leva um presente simbólico: um DVD original e usado (por mim), podendo escolher em uma lista que vou divulgar nos próximos dias aqui mesmo neste post (ATUALIZAÇÃO: a lista dos filmes está no final do post).

As categorias tem a seguinte pontuação:

Curta-metragem, Curta-metragem de animação, Documentário em curta-metragem – 1 ponto
Canção, Efeitos visuais, Mixagem de som, Edição de som, Figurino, Maquiagem – 3 pontos
Roteiro original, Roteiro adaptado, Fotografia, Montagem, Trilha sonora, Direção de arte – 5 pontos
Filme de animação, Documentário, Filme de língua não inglesa – 7 pontos
Ator coadjuvante, Atriz coadjuvante – 10 pontos
Direção, Ator, Atriz – 15 pontos
Filme – 20 pontos

Não tem mistério: é postar aqui nos comentários deste post, ou do post semelhante no Facebook ou no tópico correspondente na comunidade do Orkut os seus resultados para cada categoria. O prazo é o domingo do Oscar (26 de fevereiro), às 20 horas. Até lá, pode publicar sua lista e depois publicar uma atualizada (o que vai valer é a última). Depois, contabilizo os pontos e dou aqui os resultados.

– OS INDICADOS –

FILME
O Artista
Os Descendentes
Tão Forte e Tão Perto
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Meia-Noite em Paris
O Homem que Mudou o Jogo
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

DIREÇÃO
Woody Allen (Meia-Noite em Paris)
Michel Hazanavicius (O Artista)
Terrence Malick (A Árvore da Vida)
Alexander Payne (Os Descendentes)
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)

ATOR
Demián Bichir (Uma Vida Melhor)
George Clooney (Os Descendentes)
Jean Dujardin (O Artista)
Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)
Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo)

ATRIZ
Glenn Close (Albert Nobbs)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)
Rooney Mara (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)

ATOR COADJUVANTE
Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)
Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo)
Nick Nolte (Guerreiro)
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)

ATRIZ COADJUVANTE
Bérénice Bejo (O Artista)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

FILME DE ANIMAÇÃO
Um Gato em Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda 2
Gato de Botas
Rango

FILME DE LÍNGUA NÃO INGLESA
Rundskop (Bélgica)
Hearat Shulayim (Israel)
In Darkness (Polônia)
Monsieur Lazhar (Canadá)
A Separação (Irã)

DOCUMENTÁRIO
Hell and Back Again
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Paradise Lost 3 – Purgatory
Pina
Undefeated

ROTEIRO ORIGINAL
O Artista
Missão Madrinha de Casamento
Margin Call – O Dia Antes do Fim
Meia-Noite em Paris
A Separação

ROTEIRO ADAPTADO
Os Descendentes
A Invenção de Hugo Cabret
Tudo pelo Poder
O Homem que Mudou o Jogo
O Espião que Sabia Demais

FOTOGRAFIA
O Artista
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

MONTAGEM
O Artista
Os Descendentes
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem que Mudou o Jogo

TRILHA SONORA
As Aventuras de Tintim
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
O Espião que Sabia Demais
Cavalo de Guerra

DIREÇÃO DE ARTE
O Artista
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
A Invenção de Hugo Cabret
Meia-Noite em Paris
Cavalo de Guerra

CANÇÃO ORIGINAL
“Man or Muppet” (Os Muppets)
“Real in Rio” (Rio)

FIGURINO
Anonymous
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
Jane Eyre
W.E. – O Romance do Século

MAQUIAGEM
Albert Nobbs
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
A Dama de Ferro

MIXAGEM DE SOM
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem que Mudou o Jogo
Transformers – O Lado Oculto da Lua
Cavalo de Guerra

EDIÇÃO DE SOM
Drive
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
Transformers – O Lado Oculto da Lua
Cavalo de Guerra

EFEITOS VISUAIS
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
A Invenção de Hugo Cabret
Gigantes de Aço
Planeta dos Macacos – A Origem
Transformers – O Lado Oculto da Lua

CURTA-METRAGEM
Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic

CURTA/ DOCUMENTÁRIO
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
God Is the Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry Blossom

CURTA/ ANIMAÇÃO
Dimanche
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life

O VENCEDOR ESCOLHE UM ENTRE OS SEGUINTES FILMES:

Melodia da Broadway de 1940 (1940), de Norman Taurog. Musical com músicas de Cole Porter e estrelado por dois dos melhores dançarinos da história do cinema: Fred Astaire e Eleanor Powell.

Dumbo (1942), de Ben Sharpsteen. Uma das mais clássicas animações dos estúdios Disney, mostra o elefantinho desprezado por suas orelhas grandes, mas que descobre que pode ir mais alto do que pensava.

Uma Cruz à Beira do Abismo (1959), de Fred Zinnemann. Audrey Hepburn é a moça que resolve encarar o dificílimo desafio de ser freira. Ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz pelo papel.

Bullitt (1968), de Peter Yates. Steve McQueen é um ivestigador resolvendo um crime em San Francisco em um filme que tem Jacqueline Bisset e uma das grandes perseguições de carro do cinema.

Superman II (1981), de Richard Lester. O Super-Homem enfrenta três supervilões kryptonianos e seus sentimentos por Lois Lane. Ação e humor com o imortal Christopher Reeve no papel principal.

RoboCop, o Policial do Futuro (1987), de Paul Verhoeven. Uma melhores ficções científicas dos anos 1980 mostra um policial que é transformado em um ciborgue e precisa reencontrar sua humanidade.

Sempre considerando os 158 filmes que entraram comercialmente em cartaz nos cinemas de João Pessoa. Só lembrando, adaptar o título de um filme para a cultura nacional não é um crime, às vezes é realmente necessário, e pode ser feito com inteligência. E não como estes aqui.

1. Namorados para Sempre - Não dá para pensar nesse título sem achar que é caso para Procon. Blue Valentine poderia ser “triste namoro” ou “tristes namorados” o que, ok, não é um título muito atrativo. Mas é bem diferente – para não dizer o oposto – de Namorados para Sempre, com o qual a Paris Filmes tentou enganar os espectadores.  Poderíamos até achar que o título nacional fosse uma muito rara aposta das distribuidoras na inteligência do público quando o assunto é batizar um filme. Mas o slogan no cartaz não deixa dúvidas: “Quando o amor estava se perdendo, a paixão voltou para atraí-los”. Quem viu, sabe que isso não tem absolutamente nada a ver com o que acontece no filme. Com essa a Paris Filmes, teve pelo segundo ano consecutivo, o pior título brasileiro do ano.

2. Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família - Esse aqui é uma bola de neve. O primeiro da série, Meet the Parents (“conheça o pais”) foi traduzido como o inócuo Entrando numa Fria. Mas veio o segundo, Meet the Fockers (“conheça os Fockers”). O que fazer? A Paramount brasileira não se deu por vencida: tascou um Entrando numa Fria Maior Ainda e o caso estaria resolvido. Mas aí veio o terceiro: Little Fockers. E a distribuidora não se fez de rogada: Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família. O que acontecerá no caso de um quarto filme? Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família e os Cachorros? Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família e os Vizinhos? Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família e os Colegas da Escola?

3. Minhas Mães e Meu Pai – Como já dissemos em edições anteriores, as distribuidoras brasileiras muitas vezes pensam que os espectadores nacionais são idiotas e precisam ter tudo muito bem explicadinho nos seus míííííínimos detalhes logo no título. Só pode ser essa a razão de The Kids Are Alright (“as crianças estão bem”) ter virado o tatibitate Minhas Mães e Meu Pai. “Ah, é porque elas são lésbicas e tem filhos, né? E aí tem um pai, né? Aaaaaaahhhh, entendi…”. Obrigado, Swen Filmes!

4. O Noivo da Minha Melhor Amiga - Poderia ser uma série. O Casamento do Meu Melhor Amigo é um ótimo filme, que inclusive tem seu título original traduzido literalmente. O problema é que os tituladores brasileiros se afeiçoaram a essa muleta e passaram a imitá-lo sem descanso. Já tivemos O Ex-Namorado da Minha Mulher, O Melhor Amigo da Noiva e, agora, O Noivo da Minha Melhor Amiga, cortesia da PlayArte, distribuidora que nunca falta em nossa lista. O título original, “algo emprestado”, se refere àquela tradição das noivas americanas de usar algo emprestado na cerimônia.

5 – Potiche – Esposa Troféu - Os filmes franceses, em geral, escapam de traduções esdrúxulas. Não é o que aconteceu com este filme estrelado por Catherine Deneuve. Pra começar, “potiche” permaneceu no título e, com o subtítulo, fica até parecendo o nome da personagem, que não é o caso. Segundo o contexto do filme, a palavra está mais para “jarro”: ela não faz nada, só embeleza a casa. “Esposa troféu”, portanbto, não faz o menor sentido. Mas a verdade é que o título brasileiro da Imovision seguiu o americano, a esquisitice fez escala lá desta vez.

6. Larry Crowne – O Amor Está de Volta – O filme dirigido por Tom Hanks fala de um homem recomeçando na vida após uma série de infortúnios. O romance é um ingrediente importante, mas não o único e nem o principal. A Paris Filmes adicionou o subtítulo O Amor Está de Volta ao título original (que tem apenas o nome do protagonista) apelando justamente para esse fator e deixa o público esperando por cenas que não aparecem em tanta quantidade assim.

7. Esposa de Mentirinha – Qual a faixa etária de público a Sony estava esperando batizando Just Go with It como Esposa de Mentirinha? Espectadores de seis anos?

8. Missão Madrinha de Casamento – Para a Universal, “Madrinhas” ou “Damas de honra” não era o suficiente para que o público brasileiro entendesse que se trata de uma comédia. E tascou lá o “Missão”, dando ao filme ares mais idiotas do que ele tem.

9. Animais Unidos Jamais Serão Vencidos - Não tem jeito. Animações europeias são vítimas dos piores tituladores de todos os tempos. Este aqui, da PlayArte,  ainda é síndrome da gracinha com um ditado popular, que acomete nossos marqueteiros faz tempo (e nos deu o brilhante – ao contrário – O Tiro que Não Saiu pela Culatra, lembram?). O título americano até é Animals United, mas o original alemão é “conferência dos animais”.

10. Jogo de Poder – Espera, já não ouvimos esse título antes…? Ah, sim, tivemos um Jogos do Poder em 2007, aquele com Tom Hanks e Julia Roberts. Ah, mas não é “jogos” (e, sim, “jogo”), e não é “do” (e, sim, “de”), o que faz desse um título totalmente diferente. Isso não impediu a Paris Filmes de batizar com um título quase igual o que originalmente era “jogo limpo” (título com que o filme foi batizado em Portugal, inclusive). Com três títulos esdrúxulos na lista este ano, a Paris foi a distribuidora que mais apareceu.

Os títulos mais esdrúxulos de 2010 <<

Mais Retrospectiva 2011:

- Meus Melhores filmes de 2011
- Eleição Melhores do Ano 2011
- 50 filmes não exibidos nos cinemas de João Pessoa

Saiu o resultado do “nosso Oscar” e Woody Allen mostra que quando é bom, é insuperável. Acertou em cheio com Meia-Noite em Paris eleito o melhor filme que esteve em cartaz nos cinemas de João Pessoa em 2011. Veja aqui a lista completa e mais estatísticas, como o filme mais visto do ano e até aquele que recebeu mais notas zero…

41 eleitores participaram da eleição, que foi realizada através de postagens no Orkut, no Facebook e aqui no blog. Destes, 24 declararam suas notas em todos os meses e estão aptos ao nosso sorteio de um DVD original e usadinho (por mim). Quer dizer, 23 (porque um sou eu mesmo).

Como nos anos anteriores, o sorteio será feito através da Loteria Federal. Cada um dos 24 eleitores recebe um número. O que sair primeiro nos bilhetes sorteados – do primeiro ao quinto prêmio -, ganha.

Exemplo (considerando os 23 “sorteáveis”) do último sorteio:

1º – 12.825
2º – 18.949
3º – 27.934
4º – 72.261
5º – 18.880

O vencedor seria o número 12. Se não houver nenhum vencedor, tudo será adiado para o sorteio seguinte.

O sorteio será na extração do próximo sábado, 19/2/2012, extração 04633. Cheque o seu número e boa sorte! Os concorrentes terão as seguintes dezenas:

01 – Alana Agra (votou pelo blog e pelo Facebook)
02 – Alysson (votou pelo Orkut)
03 – Ana Carla (votou pelo Facebook)
04 – André Cananéa (votou pelo Facebook)
05 – Andrey (votou pelo Orkut)
06 – Angélica Marinho (votou pelo blog e pelo Facebook)
07 – Beto Menezes (votou pelo blog)
08 – Celiana (votou pelo Orkut)
09 – Edckson Félix (votou pelo blog)
10 – Fernanda Paiva (votou pelo blog)
11 – Fernando Van Woensel (votou pelo blog)
12 – Francisco Alves (votou pelo Facebook)
13 – Gregório (votou pelo blog)
14 – Humberto Medeiros (votou pelo blog)
15 – João Thiago (votou pelo blog e pelo Facebook)
16 – Manasses Alves (votou pelo Facebook)
17 – Maurício Immisch (votou pelo blog)
18 – Bruno “Pato Quiack” Vinelli (votou pelo Orkut)
19 – Paulo Amado (votou pelo Facebook)
20 – Rodrigo Laurentino (votou pelo Orkut)
21 – Tiago Germano (votou por e-mail)
22 – Valeschka Guerra (votou pelo Facebook)
23 – Karoline Zilah (votou pelo Facebook)

Confira o resultado aqui!

FILME

Razão e Sensibilidade, de Ang Lee

As outras indicações: As Pontes de Madison, de Clint Eastwood; Coração Valente, de Mel Gibson; Toy Story, de John Lasseter; O Carteiro e o Poeta, de Michael Radford.

DIREÇÃO

Ang Lee (Razão e Sensibilidade)

As outras indicações: David Fincher (Seven – Os Sete Crimes Capitais); Mel Gibson (Coração Valente); Clint Eastwood (As Pontes de Madison); Bryan Singer (Os Suspeitos)

ATOR

Massimo Troisi (O Carteiro e o Poeta)

As outras idnicações: Morgan Freeman (Seven – Os Sete Crimes Capitais); Mel Gibson (Coração Valente); Clint Eastwood (As Pontes de Madison); Sean Penn (Os Últimos Passos de um Homem)

ATRIZ

Emma Thompson (Razão e Sensibilidade)

As outras indicações: Meryl Streep (As Pontes de Madison); Sharon Stone (Cassino); Susan Sarandon (Os Últimos Passos de um Homem); Nicole Kidman (Um Sonho Sem Limites)

ATOR COADJUVANTE

Kevin Spacey (Os Suspeitos)

As outras indicações: Alan Rickman (Razão e Sensibilidade); Kenneth Branagh (Othello); Nathan Lane (The Birdcage – A Gaiola das Loucas); Philippe Noiret (O Carteiro e o Poeta)

ATRIZ COADJUVANTE

Mira Sorvino (Poderosa Afrodite)

As outras indicações: Sophie Marceau (Coração Valente); Julie Walters (Entre Elas); Irene Jacob (Othello); Kate Winslet (Razão e Sensibilidade)

FILME BRASILEIRO DO ANO

Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas

As outras indicações: Menino Maluquinho – O Filme, de Murilo Salles; O Quatrilho, de Fábio Barreto; Todos os Corações do Mundo, de Murilo Salles; Carlota Joaquina, Princeza do Brasil, de Carla Camurati.

FILME

Golpe de Mestre, de George Roy Hill

As outras indicações: Os Três Mosqueteiros, de Richard Lester; Loucuras de Verão, de George Lucas; A Noite Americana, de François Truffaut; O Exorcista, de William Friedkin

DIRETOR

George Roy Hill (Golpe de Mestre)

As outras indicações: Richard Lester (Os Três Mosqueteiros); George Lucas (Loucuras de Verão); François Truffaut (A Noite Americana); William Friedkin (O Exorcista)

ATOR

Paul Newman (Golpe de Mestre)

As outras indicações: Oliver Reed (Os Três Mosqueteiros); Woody Allen (Dorminhoco); Richard Dreyfuss (Loucuras de Verão); Robert Redford (Golpe de Mestre)

ATRIZ

Linda Blair (O Exorcista)

As outras indicações: Liv Ullman (Cenas de um Casamento); Margot Kidder (Irmãs Diabólicas); Ellen Burstyn (O Exorcista); Glenda Jackson (Um Toque de Classe)

ATOR COADJUVANTE

Jean-Pierre Aumont (A Noite Americana)

As outras indicações: Charlton Heston (Os Três Mosqueteiros); Paulo César Pereio (Toda Nudez Será Castigada); Max von Sydow (O Exorcista); Charles Durning (Golpe de Mestre)

ATRIZ COADJUVANTE

Valentina Cortese (A Noite Americana)

As outras indicações: Faye Dunaway (Os Três Mosqueteiros); Eileen Brennan (Golpe de Mestre); Nathalie Baye (A Noite Americana); Britt Ekland (O Homem de Palha)

FILME BRASILEIRO DO ANO

Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor

Enquanto estavam em cartaz nos cinemas de João Pessoa filmes de qualidade artística inegável e infalíveis sucessos de bilheteria como Mistério na Rua 7, Dylan Dog e as Criaturas da Noite e Winter, o Golfinho, outros filmes que tiveram sua estreia no Brasi não passaram comercialmente nas salas da cidade.

Ou seja: a lista a seguir é de filmes que efetivamente poderiam passar nos cinemas locais se os exibidores – a saber, Cinespaço, Box Cinemas e Sercla – se interessassem. Inclui alguns lançamentos de dezembro de 2010, que poderiam ter passado nos primeiros meses de 2011, mas nem isso. E tem de tudo: de filme iraniano feito com celular a produções com astros de Hollywood, passando por filmes europeus e latinos.

1 - "Melancolia", de Lars von Trier

Anticristo inacreditavelmente passou no Box Cinemas há alguns anos, mas Melancolia, do mesmo Lars von Trier, não teve vez. Mesmo sendo um dos filmes mais comentados do ano, tendo uma atriz hollywoodiana no papel principal (Kirsten Dunst, melhor atriz em Cannes), melhor filme europeu no European Film Awards e segundo lugar entre os melhores do ano para o Círculo de Críticos de Nova York. Estreia nacional: 5/8/2011, mesmo dia de Quero Matar Meu Chefe, que, claro, passou aqui com todas as honras.

2 - "A Pele que Habito", de Pedro Almodóvar

Em um lance digno de episódio de Além da Imaginação, o novo filme de Almodóvar foi exibido durante uma semana no Cinesercla de Campina Grande, mas não passou em João Pessoa. Pode ser que ainda passe, mas já está ficando difícil – a estreia nacional foi em 4 de novembro e os filmes do Oscar estão começando a tomar o circuito. Se não passar, será o primeiro Almodóvar desdeNem lembro. Me ajudem: A Flor do Meu Segredo (1995) passou em João Pessoa? Porque de Carne Trêmula (1997) para a frente, TODOS passaram. A Pele que Habito, elogiadíssimo e frequente nas listas de melhores de 2011 concorre ao Globo de Ouro de filme de língua não inglesa.

3 - "Cópia Fiel", de Abbas Kiarostami

Cópia Fiel estreou no Brasil em 18 de março, mas -  sem o Cine Bangüê – é pedir demais ter um filme iraniano nos cinemas. Mesmo que tenha Juliette Binoche no elenco – e premiada como melhor atriz em Cannes, em 2010. Passado na Itália, o filme mostra o encontro entre um escritor inglês e uma francesa discutindo, entre outras coisas, a arte.

4 - "Todo Mundo Tem Problemas Sexuais", de Domingos Oliveira

O Brasil não merece o Brasil. Domingos Oliveira, diretor do fundamental Todas as Mulheres do Mundo (1967), coloca Pedro Cardoso e Cláudia Abreu em seu novo filme e nem assim consegue uma vaga no circuito pessoense. Sabe qual foi o último filme dele a passar nos cinemas daqui? Amores, em 2001, e mesmo assim no Bangüê. Todo Mundo Tem Problemas Sexuais estreou em 13 de maio, mesmo dia do horroroso O Noivo da Minha Melhor Amiga, que, claro, não faltou na programação local.

5 - "Elvis & Madona", de Marcelo Laffitte

A inusitada comédia romântica com a história de amor entre um travesti e uma lésbica tinha tudo para agradar o público – ganhou prêmios de júri popular em festivais por aí. Mas as exibidoras simplesmente não apostaram. Mas Premonição 5, que estreou nacionalmente no mesmo 23 de setembro e é o quinto exemplar de uma série de filmes que conta praticamente a mesma história sempre, não faltou.

6 - "Em um Mundo Melhor", de Susanne Bier

O filme dinamarquês, contando a história de um relacionamento que surge quando as vidas de duas famílias se cruzam, ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de filme de língua não inglesa. Não foi o suficiente para ser programado para cá, claro. Estreia no Brasil: 11/3/2011.

7 - "O Mágico", de Sylvain Chomet

Do mesmo diretor de As Bicicletas de Belleville (2003), que também não passou nos cinemas locais. Se inspira em Georges Méliés para contar a história de um velho ilusionista que viaja para a Escócia para encontrar uma jovem mulher.

8 - "Lixo Extraordinário", de Lucy Walker

A repulsa do cinema local ao documentário até que deu uma melhoradinha na segunda metade do ano. Azar do público, que não teve exibido aqui o filme sobre como a arte ajudou a vida dos catadores do lixão de Jardim Gramacho, no Rio – filme que foi até indicado ao Oscar. Estreia nacional: 21/1/2011.

9 - "127 Horas", de Danny Boyle

O engarrafamento na época dos Oscars é cruel: muitos indicados interessantes ficam de fora. Caso do impressionante 127 Horas, do mesmo diretor de Quem Quer Ser um Milionário (2009), que estreou no Brasil em 18 de fevereiro. Mas O Besouro Verde estreou no mesmo dia e passou aqui. Será fez tanto público assim a mais?

10 - "Abutres", de Pablo Trapero

Qual foi o último filme argentino a passar comercialmente nos cinemas de João Pessoa? Resposta certa: nunca passou um filme argentino nos cinemas de João Pessoa (atualização: na verdade, O Passado,de Hector Babenco, co-produção argentino-brasileira, passou em 2007, como foi lembrado nos comentários deste post). Com isso, ficamos privados de ver no cinema um dos melhores atores da atualidade, que é Ricardo Darín. O que eu posso dizer, a não ser “que vergonha”? Abutres estreou no Brasil em 3 de dezembro de 2010 (atualização: aqui, só passou numa sessão do Tintin Cineclube, sem entrar efetivamente em cartaz nos cinemas).

11 - "Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas", de Apichatpong Weerasethakul

O comentadíssimo filme tailandês, Palma de Ouro em Cannes em 2010, tem uma linguagem ousada – bem do tipo que os exibidores costumam evitar. Estreou no Brasil em 21 de janeiro de 2011.

12 - "Um Lugar Qualquer", de Sofia Coppola

Sofia dirigiu Encontros e Desencontros e Maria Antonieta, que passaram aqui. mas Um Lugar Qualquer, drama sobre um roqueiro e sua filha pré-adolescente que se conhecem e precisam aprender a conviver, passou em um lugar qualquer – menos aqui. Mesmo tendo ganho o Leão de Ouro em Veneza. Estreia no Brasil: 28 de janeiro de 2011.

13 - "Trabalho Interno", de Charles Ferguson

Fundamental documentário sobre as falcatruas financeiras na economia americana que detonaram uma crise mundial. Aqui, em brancas nuvens, mas a estreia nacional foi em 18 de fevereiro, há quase um ano.

14 - "Diario de uma Busca", de Flávia Castro

Na linha dos documentários em primeira pessoa, o filme conta a história da diretora tentando descobrir as razões para o desaparecimento de seu pai, um militante de esquerda nos anos 1970. Passou aqui na só Mostra de Cinema e Direitos Humanos, mas no Brasil esteve em cartaz desde 26 de agosto.

15 - "O Garoto de Bicicleta", de Jean Pierre Dardenne e Luc Dardenne

A atriz principal é Cecile de France, do Além da Vida do Eastwood. O filme dos irmãos Dardenne, sobre um garoto abandonado pelos pais em uma fazenda, ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes. Para o mercado pessoense, parece pouco porque o filme estreou em 18 de novembro e até agora nada.

16 - "Um Quarto em Roma", de Julio Medem

A noite de amor e confissões entre uma russa e uma espanhola que se conhecem em Roma esquentou os cinemas nacionais desde 17/12/2010. É do mesmo diretor de Lucía e o Sexo, que aliás, também passou longe dos cinemas daqui. A espanhola é Elena Anaya, nova musa de Almodóvar em A Pele que Habito.

17 - "Os Nomes do Amor", de Michel Leclerc

Aqui, ainda chegou a passar no Festival Varilux de Cinema Francês, o qual agradecemos de joelhos. Mas a história do romance entre um cara certinho e uma doidavanas politicamente engajada (que transa com direitistas para convertê-los) depois entrou em cartaz normalmente no Brasil (em 2 de dezembro)  e até agora nem sinal por aqui. A gracinha da Sara Forestier – melhor atriz no César (o Oscar francês) de 2011 – só na telinha.

18 - "Violência e Paixão", de Luchino Visconti

O penúltimo filme de Luchino Visconti foi relançado nos cinemas brasileiros em 17 de junho, mas nosso mercado de alergia a clássicos. Nem sombra.

19 - "Bróder", de Jeferson De

Muito comentado ao longo do ano (a estreia foi em 21 de abril), o filme foi o melhor segundo a Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

20 - "Uma Doce Mentira", de Pierre Salvadori

Outro que passou no Festival Varilux de Cinema Francês, mas entrou depois em cartaz nos cinemas brasileiros e não aqui – mesmo sendo uma comédia e com a Amélie Poulain (Audrey Tautou) no papel principal.

21 - "Scott Pilgrim contra o Mundo", de Edgar Wright

Não teve jeito. Mesmo com toda a algazarra nerd, o filme baseado na história em quadrinhos homônima teve uma estreia nacional ridícula (três cópias, se não estou enganado) em 24/12/2010 e não esteve nem perto de estrear aqui.

22 - "Singularidades de uma Rapariga Loura", de Manoel de Oliveira

Manoel de Oliveira já vai nos 103 anos e em plena atividade, mas parece que nem que vivesse outros 103 um filme seu estrearia em João Pessoa. É o caso deste, com a lindinha Catarina Wallenstein, melhor atriz no Globo de Ouro português. Mas ele entrou em cartaz no Brasil em 13 de maio.

23 - "Não Me Abandone Jamais", de Mark Romanek

Baseado no romance de Kazuo Ishiguro, o filme trata de amor e clonagem com um elenco de nomes novos interessantes: Carey Mulligan (de Educação), Andrew Garfield (o novo Homem-Aranha) e Keira Knightley. Estreou no Brasil em 18 de março.

24 - "Malu de Bicicleta", de Flavio R. Tambellini

Marcelo Serrado e Fernanda Rodrigues estrelam essa adaptação do romance de Marcelo Rubens Paiva, que estreou nos cinemas brasileiros em 18 de março.

25 - "Inverno da Alma", de Debra Ganik

Indicado a melhor filme e com a revelação Jennifer Lawrence indicada à melhor atriz, Inverno da Alma estreou no Brasil em 28 de janeiro. mas nem o apelo do Oscar e dois prêmios no Festival de Berlim serviram para que fosse lançado aqui.

26 - "Um Dia", de Lone Scherfig

Baseado num dos best sellers de maior sucesso do momento, e com um das estrelas do momento no papel principal (Anne Hathaway), qual a explicação para que Um Dia não tenha sido lançado em João Pessoa? Estreou em 2 de dezembro

27 - "Adeus, Primeiro Amor", de Mia Hansen-Løve

No dia 16 de dezembro também estreou esta produção francoalemã. A crônica de um amor jovem que passa por problemas quando o rapaz precisa ir para a América do Sul.

28 - "Margin Call - O Dia Antes do Fim", de J.C. Chandor

Outro comentado filme sobre a crise econômica e as exibidoras não querem nem saber. Este também é da safra recente de dezembro, do dia 9, e está indicado ao Oscar de roteiro original.

29 - "Copacabana", de Marc Fitoussi

Mais um filme que passou aqui no Festival Varilux, depois estreou nos cinemas brasileiros (em 21/10) e não entrou efetivamente em cartaz aqui. E este tem a grande Isabelle Huppert no elenco e o Brasil meio como assunto.

30 - "Tudo pelo Poder", de George Clooney

Clooney dirige e atua neste filme sobre os bastidores de uma campanha para definir um candidato à presidência. Indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado, o filme estreou no dia 23 de dezembro. Pode ser que ainda passe.

31 - "Reencontrando a Felicidade", de John Cameron Mitchell

Outra vítima do “engarramento do Oscar”, os filmes que acabam sobrando dos vários que estreiam no Brasil de janeiro a março aproveitando o oba-oba dos indicados. Para este, foi pior ainda: mesmo com Nicole Kidman, atriz do primeiro time, indicada a melhor atriz, só foi estrear no Brasil em 6 de maio. Aqui, ainda estamos esperando.

32 - "Isto Não É um Filme", de Mojtaba Mirtahmasb e Jafar Panahi

O filme iraniano causou comoção nos festivais europeus: o cineasta Jafar Panahi filmou a própria prisão domiciliar com um celular e o filme foi literalmente contrabandeado para o exterior. Estreou no Brasil no dia 2 de dezembro, mas sua mensagem de liberdade não teve vez no circuito pessoense.

33 - "Um Conto Chinês", de Sebastián Borensztein

Mais um filme argentino, mais um filme com Ricardo Darín, mais uma ausência nos cinemas pessoenses. Aqui, ele é um homem solitário precisando lidar com um inesperado chinês em sua vida. Estreou no Brasil em 2 de setembro. Atualização: o Cinespaço MAG anunciou a estreia para a próxima sexta!

34 - "O Garoto de Liverpool", de Sam Taylor-Wood

A juventude de John Lennon deveria, por si só, já ser interessante. Mas foi indicado a quatro Baftas, incluindo melhor filme britânico. O filme estreou no Brasil em 3 de dezembro de 2010.

35 - "Um Novo Despertar", de Jodie Foster

A desgraça em que Mel Gibson caiu certamente contribuiu para que esse filme fosse ignorado no nosso circuitinho. E a estranheza da história, de um homem que encontra um companheiro num fantoche de castor. Não pode ser porque Jodie Foster dirige, não é? A estreia brasileira foi em 27 de maio.

36 - "Uma Manhã Gloriosa", de Roger Michell

Mesmo comédias com rostos conhecidos acabam, por alguma razão misteriosa, sobrando. É o caso de Uma Manhã Gloriosa, com a lindinha Rachel McAdams, e ninguém menos que Harrison Ford e Diane Keaton.  E é do diretor de Um Lugar Chamado Notting Hill. A estreia brasileira foi em 1º de abril.

37 - "A Última Estação", de Michael Hoffman

Com Helen Mirren e Christopher Plummer no elenco, também não passou pelas telas pessoenses o filme sobre os últimos dias de Tolstói – apesar das indicações aos Oscars de atriz e ator coadjuvante. A estreia brasileira foi em 28 de janeiro de 2011.

38 - "Machete", de Robert Rodriguez

Ver a brincadeira com o cinema de ação trash dos anos 1970 era a vontade de muita gente, que acabou tendo que recorrer aos downloads e piratas. A estreia nacional foi 10 de dezembro de 2010.

39 - "Lope", de Andrucha Waddington

O diretor brasileiro filmou esse na Espanha, com a Leonor Watling (atriz de Fale com Ela). Indicado a sete Goyas (o Oscar espanhol), ganhou dois. Estreou no Brasil em 4 de março e até teve banner expoosto no Box Cinemas. Mas nada.

40 - "A Minha Versão do Amor", de Richard J. Lewis

Paul Giammatti e Dustin Hoffman já são motivos para se ver qualquer filme. Eles estão aqui neste drama sobre um homem politicamente incorreto e irascível, refletindo sobre sua vida de gafes e fracassos. Estreia brasileira: 21/4.

41 - "Riscado", de Gustavo Pizzi

O filme nacional segue a história de uma atriz que ganha a ida trabalhando cm divulgação de eventos, até dar um golpe de sorte. Chegou a passar em João Pessoa no Cineport, mas não entrou efetivamente em cartaz. A estreia nacional foi em 9 de setembro.

42 - "Redenção", de Marc Foster

Gerard Butler é um traficante que se torna um defensor das crianças sudanesas, obrigadas a se tornar soldados. Baseado em uma história real, estreou em 16 de dezembro.

43 - "Potiche - Esposa Troféu", de François Ozon

A comédia francesa que se passa nos anos 1970 abriu o Festival Varilux.  Como outros filmes desta lista, entrou em cartaz pra valer nos cinemas nacionais (em 24 de junho), mas foi ignorado aqui.

44 - "A Chave de Sarah", de Gilles Paquet-Brenner

Mais um filme que Kristin Scott Thomas fez na França. Aqui ela é uma jornalista que prepara uma matéria sobre a ocupação nazista e descobre que sua família tem uma ligação com a história de uma família judia expulsa de seu apartamento e levada para um campo de concentração naquela época.  Kristin foi indicada ao César de melhor atriz e o filme estreou no Brasil em 18/11.

45 - "Restrepo", de Tim Hetherington e Sebastian Junger

O docuimentário sobre um dos mais perigosos postos americanos no Afeganistão estreou no Brasil em 11 de março de 2011.

46 - "Amanhã Nunca Mais", de Tadeu Jungle

Enquanto as comédias nacionais da pior qualidade têm espaço garantido nos nossos cinemas, Amanhã Nunca Mais – com Lázaro Ramos, Maria Luiza Mendonça e Fernanda Machado – foi ignorado. O filme estreou em 11 de novembro.

47 - "Entre Segredos e Mentiras"

Ryan Gosling teve um grande ano, mas Entre Segredos e Mentiras foi um filme do ator que não passou em João Pessoa. Ele é o homem suspeito, mas nnca julgado pelo assassinato da esposa (Kirsten Dunst). O filme estreou em 21 de outubro.

48 - "Gainsbourg, o Homem que Amava as Mulheres"

A história do cantor e compositor Serge Gainsbourg, o feio mais galã de todos os tempos. Uma das personagens é Brigitte Bardot (interpretada por Laetitia Casta), o que já deveria ser suficiente para o filme ser exibido com honras. Mas não foi o que aconteceu, embora a estreia nacional tenha sido em 8 de julho.

49 - "Trabalho Sujo", de Christine Jeffs

Mais um exemplo de que filmes com um elenco na ordem do dia também podem ser solenemente ignorados pelo nosso circuitinho. Este tem nada menos que  Amy Adams e Emily Blunt no elenco, como irmãs que arrumam o emprego de limpar a cena dos piores crimes. A estreia nacional foi em 31/12/2010.

50 - "Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual", de Gustavo Taretto

Mais um argentino ignorado. É spbre um calsa que começa um relacionamento virtual, sem saber que moram na mesma quadra. Estreou no Brasil em 2 de setembro. Mas, como os 49 filmes anteriores desta lista, não passou em João Pessoa.

- Retrospectiva 2011
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- 50 filmes que não foram exibidos em João Pessoa em 2010

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