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O Boulevard do Crepúsculo promoveu mais um bolão do Oscar e 38 pessoas participaram, aqui e no Facebook. Com um desempenho notável, Valeschka Guerra conseguiu 132 pontos dos 143 possíveis – previu contra a maré as vitórias de Ang Lee e Christoph Waltz e confiou na Pixar, em ‘Os Miseráveis’ e em James Bond – e levou o título. Bruno “Pato Quack” Vinelli, campeão do ano passado, ficou em segundo.

Ela vai poder escolher dois dos três DVDs que são os prêmios deste ano: Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, Marcado pela Sarjeta, de Robert Wise, e A Ilusão Viaja de Trem, de Buñuel.

A seguir, o resultado final:

132: Valeschka Guerra (F)
127: Bruno “Pato Quack” Vinelli (F)
122: Weslley Markus (B)
118: Ângelo Cordeiro (B)
114: Marília Cunha (B)
112: Leonardo (B); Rodrigo Motta (B)
111: Vladimir Batista (F)
110: Davi Vilela (B)
107: Vinícius P. (B)
106: Ayla (B)
105: Bruno Caetano (B); Renebb Araújo (B)
102: Marcela Oliveira (B); Marília Portilla (B); Alisson Lomanto (B); Pedro Victor (B)
97: Vinnie Queiroga (B)
96: Eduardo Harger (B); Davi Mello (B)
95: Lilia dos Anjos (B)
94: Paulo Soares (B); Renato Félix
93: Edckson Felix (B)
92: Erick Galdino (B)
91: Gabriel Manes (B); Alana Agra (F); Diego Musse (B)
90: Rodrigo Laurentino (B)
87: Vieira Neto (B); Alfredo Neto (F)
85: Juliana Oliveira (B)
83: Emerson (B)
76: Tiago Germano (B)
75: Herculano (B); Sergio Tsuchida (B)
61: Elysio Junior (F)
57: João Paulo Sette (F)
 

132: Valeschka Guerra (F)

127: Bruno “Pato Quack” Vinelli (F)

122: Weslley Markus (B)

118: Ângelo Cordeiro (B)

114: Marília Cunha (B)

112: Leonardo (B); Rodrigo Motta (B)

111: Vladimir Batista (F)

110: Davi Vilela (B)

107: Vinícius P. (B)

106: Ayla (B)

105: Bruno Caetano (B); Renebb Araújo (B)

102: Marcela Oliveira (B); Marília Portilla (B); Alisson Lomanto (B); Pedro Victor (B)

97: Vinnie Queiroga (B)

96: Eduardo Harger (B); Davi Mello (B)

95: Lilia dos Anjos (B)

94: Paulo Soares (B); Renato Félix

93: Edckson Felix (B)

92: Erick Galdino (B)

91: Gabriel Manes (B); Alana Agra (F); Diego Musse (B)

90: Rodrigo Laurentino (B)

87: Vieira Neto (B); Alfredo Neto (F)

85: Juliana Oliveira (B)

83: Emerson (B)

76: Tiago Germano (B)

75: Herculano (B); Sergio Tsuchida (B)

61: Elysio Junior (F)

57: João Paulo Sette (F)

 

Portanto, Val é a vencedora do Bolão do Oscar 2013, com uma perfomance invejável de 132 pontos dos 143 possíveis! Bruno Vinelli, campeão do ano passado, ficou em segundo lugar. Val escolhe dois dos três DVDs que a Videostore do Fabiano Nóbrega nos presentou e o PatoQuack fica com o terceiro.

O maravilhoso discurso de Jodie Foster, ontem, no Globo de Ouro. Ela brinca com sua idade (“meu andador não combinava com meu decote”), fala pela primeira vez abertamente sobre sua sexualidade (“eu saí do armário há uns mil anos”), homenageia os amigos (como Mel Gibson: “você sabe que me salvou também”), sua ex-companheira e filhos (“tenho orgulho da nossa família moderna”), sobre a mãe que sofre de demência (“eu te amo, eu te amo, eu te amo. E espero que se eu disser três vezes isso vai entrar magicamente e perfeitamente em sua alma”) e sobre o futuro (“Vai ser minha escrita na parede: ‘Jodie Foster esteve aqui’”).

DISCURSO DE JODIE FOSTER
Prêmio Cecil B. De Mille no Globo de Ouro 2013

Bem, para todos vocês fãs do Saturday Night Live, estou com 50! Estou com 50! Sabe, eu preciso fazer isso sem esse vestido, mas, sabe, talvez mais tarde, no Trader Vic’s, meninos e meninas. O que me dizem? Estou com 50! Sabe, eu ia trazer meu andador esta noite, mas ele simplesmente não combinou com o decote.

Robert [Downey Jr], eu quero te agradecer por tudo: por sua batida louca, mente rápida, a doce introdução. Eu te amo e a Susan e eu sou tão grata que você continuamente me fale de fora do abismo quando sigo para lá e, babando, digo: “Eu cheia de atuar, eu estou cheia de atuar, estou realmente cheia, acabou, acabou”.

Acreditem, 47 anos no negócio de filmes é um longo tempo. Vocês querem esses Globos de Ouro, porque vocês, seus loucos, vocês estiveram aqui sempre. Você sabe, Phil, você é louco, Aida, Scott – Obrigada por esta honra esta noite. É a festa mais divertida do ano, e hoje eu me sinto como a rainha do baile”.

(aplausos)

“Obrigada. Olhando para todos os clipes, sabe, os penteados e os sapatos de plataforma esquisitos, é como um pesadelo de filmes caseiros que não acaba nunca, e todas essas pessoas que se sentam aqui nestas mesas, eles são como a minha família. Pais, principalmente. Executivos, produtores, diretores, meus companheiros atores aí fora, nós rimos nas cenas de amor, temos socado e gritado e cuspido e vomitado e golpeado pessoas más uma atrás da outra – e esses são apenas os colegas de elenco de que eu gostava.

Mas vocês sabem mais do que ninguém que eu compartilho minhas lembranças mais especiais com os membros da equipe. Amizades de sangue, irmãos e irmãs. Fizemos filmes juntos, e você não pode ficar mais íntimo do que isso.

Então, enquanto eu estou aqui sendo toda confessional, acho que tenho uma súbita vontade de dizer algo que eu realmente nunca fui capaz de pôr pra fora em público. Assim, uma declaração sobre a qual estou um pouco nervosa, mas talvez não tão nervosa como a minha agente agora, hein, Jennifer? Ahn… mas eu só vou colocar pra fora, certo? Alto e com orgulho, certo? Então, eu vou precisar do apoio de vocês nisto.

Eu sou uma… solteira”.

(espanto e risadas na plateia)

“Sim, eu sou, eu sou solteira. Não, eu estou brincando – mas, quero dizer, eu não sou realmente brincando, mas eu estou tipo brincando. Quer dizer, obrigado pelo entusiasmo. Posso ter um assobio ou algo assim?”

(gritos e assobios)

“Espero que não se decepcionem por não fazer um grande discurso de saída do armário esta noite, porque eu já fiz a minha saída uns mil anos atrás, na Idade da Pedra”.

(aplausos)

“Naqueles dias muito singulares em que uma menina jovem e frágil se abria para amigos confiáveis e familiares e colegas de trabalho e, em seguida gradualmente, com orgulho, para todos que a conheciam, para todos que ela realmente conheceu.

Mas agora me disseram, aparentemente, que de cada celebridade é esperado exaltar os detalhes de sua vida privada em uma conferência de imprensa, um perfume e um reality show em horário nobre”.

(risadas)

“Sabe, vocês podem se surpreender, mas eu não sou a Honey Boo Boo!”

(referência à estrela mirim de um reality show e participante de concursos de beleza infantil: mais risadas).

“Não, me desculpem, isso não é pra mim. Nunca foi e nunca será. Por favor, não lamentem, porque o meu reality show seria muito chato. Eu teria que transar com Marion Cotillard ou teria que bater no bumbum do Daniel Craig, apenas para permanecer no ar. Não é um mau trabalho se você o conseguir, mesmo assim.

Mas, falando sério, se você tivesse sido uma figura pública desde que era criança, se tivesse que lutar por uma vida que parecesse real, honesta e normal contra todas as probabilidades, então talvez você também valorizasse a privacidade acima de tudo. Privacidade”.

(aplausos)

“Algum dia, no futuro, as pessoas vão olhar para trás e lembrar o quão bonita ela era.

Eu tenho dado tudo de mim desde que tinha três anos de idade. Já é um reality show o suficiente, não acham?”

(aplausos)

“Existem alguns segredos quem mantém sua psiquê intacta em uma carreira tão longa. Primeiro, amar as pessoas e ficar ao lado delas. Naquela mesa ali, a 222, saída para Idaho, Paris, Estocolmo, aquela, ao lado do banheiro com todos os rostos não-famosos, os mesmos rostos de todos estes anos. Meu agente de atuação, Joe Funicello – Joe, você acredita que estamos trabalhando juntos há 38 anos? Mesmo que ele não conte os oito primeiros.

Matt Saver, Pat Kingsley, Jennifer Allen, Grant Niman e seu tio Jerry Borack, que descanse em paz. Lifers. Minha família e amigos aqui esta noite e em casa, e, claro, Mel Gibson. Você sabe que você me salvou também.

Não há nenhuma maneira de eu poder ficar aqui sem reconhecer um dos mais profundos amores da minha vida, a minha heróica co-pai, minha ex-companheira no amor, mas justa irmã de alma na vida, minha confessora, amiga de esqui, consigliere, BFF mais amada por 20 anos, Cydney Bernard. Obrigada, Cyd”.

(muitos aplausos)

“Estou tão orgulhosa da nossa família moderna. Nossos filhos incríveis, Charlie e Kit, que são a minha razão de respirar e evoluir, meu sangue e alma. E, meninos, caso vocês não saibam disso, esta canção, tudo isso, essa música é para vocês.

Isso me leva à maior influência de minha vida, minha mãe maravilhosa, Evelyn. Mãe, eu sei que você está dentro desses olhos azuis em algum lugar e que há muitas coisas você não vai entender hoje. Mas esta é a única coisa importante: eu te amo, eu te amo, eu te amo. E eu espero que se disser isso três vezes, isso vai entrar magicamente e perfeitamente em sua alma, enchê-la com a graça e a alegria de saber que você fez o bem nesta vida. Você é uma ótima mãe. Por favor, tenha isso com você quando você finalmente estiver ok para ir”.

(muitos aplausos)

“Vejam, Charlie e Kit, às vezes, sua mãe também perde. Eu não posso ajudar, sabe, só ficar sonhadora. Este parece o fim de uma era e o começo de outra coisa. Assustadora e excitante – e agora? Bem, eu posso nunca estar neste palco de novo, ou em qualquer palco dessa importância. Mudança, você tem que amá-la. Vou continuar a contar histórias, para comover as pessoas, para ser comovida, o melhor trabalho do mundo. É que a partir de agora, eu posso estar segurando um bastão falante diferente. E talvez ele não seja tão brilhante, talvez não abra em 3000 telas, talvez seja tão silencioso e delicado que só os cães podem ouvi-lo assobiar.

Mas vai ser a minha escrita na parede: “Jodie Foster esteve aqui”. Eu ainda sou, e eu quero ser vista, para ser compreendida profundamente e não ser tão solitária.

Obrigada, a todos vocês, pela companhia. Isto é pelos próximos 50 anos”.

Acaba de ser divulgada a premiação do Bolão Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Do lanterna para o primeiro:

João Tcn - 75 pontos
Elysio Júnior - 79 pontos
Thamara Duarte - 80 pontos
Bruno Vinelli - 86 pontos
Renato Félix – 97 pontos
Karoline Zilah - 101 pontos
Rodrigo Laurentino - 108 pontos

E o grande vencedor:
Carlos Aranha – 113 pontos

Tão certo que estava de sua vitória, o nobre Spider já havia anunciado o DVD que queria lá no Boulevard: “A Malvada”, clássico com Bette Davis! Parabéns, Charles!

Veja aqui um preview do que vai rolar no Trilha Sonora de hoje. Às 20h na Tabajara FM (105.5, em João Pessoa) ou pelo site da rádio.

Um registro íntimo e pessoal

O documentário em primeiríssima pessoa – relatos tão pessoais que se permitem claramente fugir da objetividade – estão cada vez mais comuns. Curiosamente três retornam ao anos de chumbo. Diário de uma Busca, de Flávia Castro, foi muito comentado e o Fest Aruanda exibe outros dois: Uma Longa Viagem, de Lúcia Murat, e este Marighella (Brasil, 2012; exibido sábado), de Isa Ferraz.
Isa é sobrinha de Carlos Marighella, o lendário líder da luta armada brasileira contra a ditadura. Sua narração em primeira pessoa centra o foco na caminhada política da figura pública, mas dá espaço generoso também para as memórias afetivas do tio que de vez em quando desaparecia.
O lado humano do guerrilheiro é sempre ressaltado, com o filme mostra muito suas poesias e sendo pontuado por uma prova de física feita por ele em versos.
É uma abordagem de um lado só (só há comunistas dando depoimentos, alem da viúva e do filho de Marighella), mas isso é compensado pelo registro íntimo e pessoal, algo sempre muito distante das narrativas envolvendo documentários sobre a ditadura. Mas, como vemos pelo número de docs nesse estilo, cada vez mais recorrente.

Nunca vou esquecer o dia em que eu assisti pela primeira vez a Cidade de Deus – felizmente, no cinema, como deve ser. E também a cena em que eu realmente me convenci de que estava vendo algo grande, definitivo. A história da “boca dos apês” me deixou de boca aberta: uma passagem de tempo em flashback absolutamente brilhante, com a câmera parada e as cenas se desenrolando em vários locais da sala, uma se misturando às outras. E termina justamente com o emblemático “Dadinho é o caralho! Meu nome agora é Zé Pequeno, porra!”.

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Cecilia, em "A Rosa Púrpura do Cairo": por que o cinema faz o que faz com a gente?

Por que gostamos de um filme e não de outro? Por que algumas cenas ficam impregnadas em nossa mente? São engraçadas? São comoventes? Tiram o fôlego? Certo, mas por que elas são assim?

Nesta segunda, começa mais uma edição do meu curso Linguagem do Cinema. A idéia é fazer um passeio pela “gramática” dos filmes, entender o processo básico da linguagem, desde o posicionamento da câmera até os efeitos psicológicos da montagem, passando pelo uso dos elementos como cenário e figurino. Tudo bem ilustradinho com cenas de filmes.

No fim, haverá análises de cenas em conjunto e de um filme inteiro, escolhido pela turma a partir de opções dadas por mim. E assim vamos, em dez encontros: do plano para a seqüência, da seqüência para o filme.

Mais informações no site do Zarinha Centro de Cultura.

½

Tai chi vistoso – e só

Noah Ringer não se destaca e é sufocado pelos efeitos

Há muito tempo existe uma animosidade entre a crítica americana e o diretor M. Night Shyamalan. O cineasta se acha gênio um incompreendido e simplesmente não aceita opiniões negativas sobre seu trabalho, com reações até infantis. Os críticos, por sua vez, detonam um filme após o outro e um ou outro até exagera (embora Shyamalan realmente não tenha acertado uma desde Sinais, 2002). O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, Estados Unidos, 2010), então, foi apedrejado e estabeleceu um recorde de críticas negativas para o próprio diretor.

Tamanha rejeição pode até fazer o filme parecer não tão ruim. De fato, o desastre poderia ser maior, mas ainda assim o filme é um equívoco total. Desta vez, nem se pode dizer que Shyamalan foi ousado na temática, porque O Último Mestre do Ar, baseado na bem conceituada série animada Avatar – A Lenda da Aang, é um compêndio de tudo o que dá errado em fantasias de ação como essas: afunda nos diálogos clichês e se perde na vontade de ser um épico.

O problema começa na adaptação: a trama contínua de 20 episódios da primeira temporada de Avatar é resumida atabalhoadamente, sem fluidez, quase como um “melhores momentos”. Como tal, o tom é grandiloqüente o tempo inteiro (apoiado nisso pela péssima trilha de James Newton Howard, tentando sublinhar cada segundo como “muito importante”) – e qualquer bom diretor deveria saber que, quando o tom é acima o tempo todo, o filme torna-se monocórdio e o que é para ser realmente importante acaba não tendo importância alguma.

Gostando-se ou não do cinema de Shyamalan nos anos recentes, a verdade é que ele não conseguiu nem ser ele mesmo desta vez. Ficou deslumbrado pelos efeitos especiais, exagerando muito na dose, e tentou combinar isso com uma certa filosofia zen que o filme tenta transmitir, de autoaceitação e busca pelo equilíbrio. Combinado com as sonolentas coreografias, o resultado é pouco mais que um tai chi chuan vistoso.

O Último Mestre do Ar. (The Last Airbender, Estados Unidos, 2010). Direção: M. Night Shyamalan. Elenco: Noah Ringer, Dev Patel, Nicola Peltz, Jackson Rathbone, Shaun Toub, Aasi Mandvi, Cliff Curtis.

82. Maggie Smith

Maggie em "California Suíte", pelo qual ganhou seu segundo Oscar

Hoje em dia, ela é  mais conhecida como a Professora Minerva da série Harry Potter, mas antes disso Dame Maggie Smith já havia se tornado uma das maiores atrizes britânicas de tdos os tempos. Ganhou Oscar com Primavera de uma Solteirona (1969) e teve atuações celebradas em Assassinato por Morte (1976), California Suite (1978),  Fúria de Titãs (1981), Uma Janela para o Amor (1985), Mudança de Hábito (1992), O Jardim Secreto (1993). Em dramas ou comédias, sua imagem altiva e aristocrática sempre rendeu o máximo, razão pela qual ela foi e é extremamente requisitada. Quem não iria querer Maggie engrandecendo seu filme?

Vá atrás: Primavera de uma Solteirona (1969); Oh, que Bela Guerra! (1969); Assassinato por Morte (1976); Morte sobre o Nilo (1978); California Suite (1978); Fúria de Titãs (1981); Uma Janela para o Amor (1985); Hook – A Volta do Capitão Gancho (1991); Mudança de Hábito (1992); O Jardim Secreto (1993); Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001); Assassinato em Gosford Park (2001).

Cena abaixo: cenas de Primavera para uma Solteirona

Atriz anterior: Dianne Wiest

Do lado de quem você fica?

Helena Ignez, musa do cinema marginal, em "O Bandido da Luz Vermelha"

Helena Ignez, musa do cinema marginal, em "O Bandido da Luz Vermelha"

Pessoal, este seu criado estará participando de um debate amanhã, no II Encontro de Cineclubes da Paraíba, que faz parte do Cineport 2009. Será às 16 horas, no Hotel Imperial (Av. Almirante Tamandaré, Tambaú) e o tema é “Que tal um cineminha? – O raio-X da cinefilia paraibana” e também participa Ramon Porto, editor do A Margem, de Campina Grande. A mediação é do meu amigo Lula, mais conhecido nos meios universitários como Luís Antônio Mousinho.

Antes, o amigo Ricardo Oliveira debate com o também amigo Luís Fernando Marques e com Guido Lemos sobre “Os cinéfilos na era da internet e das tecnologias portáteis”. A mediação é do jornalista e cineasta Arthur Lins. No mesmo local, só que às 14 horas.

E para quem vai ao Cineport hoje,  lembrem-se: além do site oficial, o Diversitá e o Meu Blog na Web trazem a programação completa. E os destaques comentados do primeiro fim de semana, com trailers, você vê aqui mesmo, neste post.

Hoje, tem a primeira sessão de curtas paraibanos (não perca Amanda & Monick, se você ainda não viu); a homenagem a Helena Ignez, a musa maior do cinema marginal, com o primeiro filme dirigido por ela, A Canção de Baal; e o filme português Goodnight Irene. A gente se vê lá!

Simplesmente Amor (Love Actually, 2003). Direção e roteiro de Richard Curtis.

"Meu coração arrasado amará você"

"Meu coração arrasado amará você"

Juliet (Keira Knightley) e Peter (Chiwetel Ejiofor) são recém-casados. Apesar de ajudar no que pode, durante a cerimônia de casamento e os dias que se seguem, o melhor amigo de Peter, Mark (Andrew Lincoln), parece ter muitas reservas com relação à noiva. Até o dia em que ela descobre que Mark, na verdade, é apaixonado por ela e é por isso que ele vem tentando evitar a todo custo um maior contato com ela. Na noite de Natal, Peter e Juliet estão em casa assistindo TV, quando a campainha toca. Juliet vai atender. Quando abre a porta, Mark está lá.

JULIET (primeiro surpresa, e depois sorrindo) – Oh. Oi!

PETER (lá da sala) – Quem é?

Com um aparelho de som portátil numa mão e um monte de cartazes na outra, ele faz sinal de silêncio. E mostra um cartaz.

“Diga ‘côro de Natal’”.

Curiosa, sem entender bem o que está havendo, ela obedece.

JULIET – É um côro de Natal!

PETER (lá da sala) – Dá uma libra pra eles e os mande embora!

Mark põe o aparelho de som no chão e liga. A música é um côro cantando “Silent night” (ou “Noite feliz”). Ela aguarda para ver o que acontece. Ele tira o cartaz da frente e mostra outro, que está atrás. E faz isso sucessivamente.

“Com sorte, no ano que vem…”

“…estarei saindo com uma dessas garotas…”

O cartaz seguinte mostra fotos de supermodelos. Ela dá uma risadinha, mas segura o riso e espera o que vem a seguir.

“Mas, por enquanto, me deixe dizer…”

“…sem esperanças nem planos…”

Ela agora, mais séria, apenas aguarda.

“…só porque é Natal…”

“…(e no Natal se fala a verdade)…”

“…que, para mim, você é perfeita”

Ela olha para ele, algo desconcertada. Ele, ao contrário, está calmo e seguro de si.

“…E meu coração arrasado amará você…”

“…até que você fique assim…”

O cartaz seguinte mostra uma múmia egípcia. Juliet dá outra risadinha.

“Feliz Natal”

Ela sussura de volta.

JULIET – Feliz Natal…

Era o último cartaz. Mark faz apenas um sinal de positivo com as mãos, recolhe tudo rápido e vai embora pela rua. Não demora, Juliet corre atrás dele. E o beija levemente. E, sem palavras, agradece tanto amor.

Depois, ela corre de volta para casa. E ele segue seu caminho.

MARK – Chega. Agora chega.

Declaração anterior: Bonequinha de Luxo

14. Natalie Portman (O Beijo Roubado; A Outra)

Jogando com a beleza

Jogando com a beleza

Natalie Portman cresceu e – sorte nossa – continuou aparecendo. Incrível pensar que sua imagem deslumbrante em Um Beijo Roubado e no curta que antecede Viagem a Darjeeling (que não passou aqui nos cinemas) vem da garotinha de O Profissional (1993). Natalie, agora, é uma mulher que sabe ser insinuante. Em O Beijo Roubado, joga com sua beleza para ganhar no poquer.

Jogando com o sexo

Jogando com o sexo

E, em A Outra, é a Ana Bolena que desconcerta o Rei Henrique VIII. Contrastando a imagem de inocência e uma atitude ardilosa, ela joga sexualmente com ele quando resiste a seus avanços e o faz simplesmente romper com o Vaticano e criar uma nova religião. E quem o censuraria? É pela Natalie Portman, oras!

Anteriormente na lista: , em 2005, por Closer – Perto Demais.

Para ver também: O Profissional; Paris, Te Amo; Viagem a Darjeeling.

Musa anterior: Letícia Sabatella

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