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81. Carrie Fisher
Ela é, claro, a Princesa Léia da trilogia Guerra nas Estrelas. Filha de Debbie Reynolds (estrelinha de Cantando na Chuva, 1952) e do cantor Eddie Fisher, ela nunca decolou além do papel na saga galática de George Lucas. Teve até boas aparições como coadjuvante em filmes posteriores – principalmente em Hannah e Suas Irmãs (1986) e Harry e Sally, Feitos um para o Outro (1989). Ou, antes, em Os Irmãos Cara de Pau (1980), do mesmo ano em que O Império Contra-Ataca. Talvez as drogas no começo dos anos 1980, tenham atrapalhado sua carreira. Carrie acabou fazendo sucesso como escritora, com alguns romances, sobretudo o autobiográfico Postcards from the Edge (que chegou ao cinema como Lembranças de Hollywood, onde seu papel era interpretado por Meryl Streep). Outra de suas memórias, Wishful Drinking, virou peça na Broadway em 2009. Mas, que diabo, como esquecê-la naquele biquíni estilizado de O Retorno de Jedi (1983)?
Vá atrás: Shampoo (1975); Guerra nas Estrelas (1977); O Império Contra-Ataca (1980); Os Irmãos Cara de Pau (1980); O Retorno de Jedi (1983); O Homem do Sapato Vermelho (1985); Hannah e Suas Irmãs (1986); Harry e Sally, Feitos um para o Outro (1989); Fanboys (2008).
Cena abaixo: todo mundo já a conhece como a Princesa Léia, então vamos a uma cena anterior a Guerra nas Estrelas, em Shampoo.
Atriz anterior: Maggie Smith
87. Julia-Louis Dreyfus
No cinema, ela esteve em dois filmes de Woody Allen – mas não era um dos principais nomes. A razão de Julia estar aqui é pela parceria com outro gênio da comédia: Jerry Seinfeld. Na TV, ela criou a adorável, irritante, doce, egoísta, alegre, obcecada, frágil e sabe-tudo Elaine Benes – um dos pilares do quarteto do seriado Seinfeld. Difícil imaginar alguém melhor que Julia para o papel: ela tem a irreverência necessária para ser “um dos rapazes”, sem perder o ar sexy e atraente. São incontáveis os momentos antológicos de Julia: dança dos chutinhos, o duelo com o “nazista da sopa”, a negociação do sexo para não estragar a amizade, a confissão de que fingia orgasmos com o ex-namorado, seus chefes estranhos e até suas risadas nos erros de gravação…
Vá atrás: Hannah e Suas Irmãs (1986); Desconstruindo Harry (1997); Seinfeld (1988-1998); The New Adventures of Old Christine (2006-ainda em produção).
Cena: Elaine conta que fingiu orgasmos com Jerry em um dos episódios de Seinfeld
Atriz anterior: Zooey Deschanel
Este selo raro vai a leilão na Alemanha. A historinha dele está no G1.
E leia aqui minha homenagem aos 80 anos dela.
Audrey Hepburn completaria 80 anos hoje, se estivesse viva. É a mais bela atriz de todos os tempos – sou eu quem digo, mas também votações e mais votações entre especialistas em estética, moda e até na internet onde o imediatismo das angelinas jolies sempre costumam levar a melhor.
Audrey é a mais bela por uma série gigante e diversa de fatores que passa por sua beleza física, claro, mas também por seu ar de quem precisava de proteção.
Passa pelo talento inegavel como atriz e também pela postura profissional que tinha – era amada tanto pelos colegas como pelos diretores.
Passa por uma extrema beleza interior, que a levou a assumir com destreza e coragem a posição de embaixadora da Unicef, quando isso ainda não era comum, e viajar pelos países africanos chamando a atenção do mundo para o drama para o qual ainda hoje viramos os olhos para o outro lado.
De vez em quando alguém pergunta quem seria a substituta hoje. Pior: há quem aponte uma sucessora. Besteira. Audrey é única. Como disse Billy Wilder, que a dirigiu duas vezes, “a qualidade de estrela é algo que nasce com você. Não se pode aprender. Deus beijou o rosto de Audrey Hepburn e ali estava ela”.
A seguir, filmes e frases da querida Audrey e sobre ela:
“Lembre-se, se você precisa de uma mão amiga, ela está no fim de seu braço. Enquanto envelhece, lembre-se que você tem outra mão: a primeira é para ajudar você mesmo, a outra é para ajudar os outros”.
“Eu nasci com uma enorme necessidade de afeição, e uma terrível necessidade de dá-la”.
“Minha própria vida tem sido muito mais que um conto de fadas. Tive minha cota de momentos difíceis, mas para quaisquer dificuldades que eu tenha tido, sempre recebi um prêmio no final”.
“Para mim, as únicas coisas que interessam são aquelas ligadas ao coração”.
“Provavelmente, tenho a distinção de ser uma estrela de cinema que, por todas as leis da lógica, nunca deveria ter sido. Em cada um dos passos da minha carreira, me faltava experiência”.
“Você deve olhar para si mesmo como objetividade. Analise a si mesmo como um instrumento. Você tem que ser absolutamente franco consigo mesmo. Encare suas limitações, não tente escondê-las. Em vez disso, desenvolva algo mais”.
“O sucesso é como atingir um importante aniversário e descobrir que você é exatamente a mesma”.
“Tudo o que eu quero para o Natal é outro filme com Audrey Hepburn”.
Cary Grant, que filmou com ela em Charada
“Eu nunca pensei em mim mesma como um ícone. O que está na cabeça das outras pessoas não está na minha. Eu só faço do meu jeito”.
“Eu sei que tenho mais sex appeal na ponta do meu nariz do que muitas mulheres em seus corpos inteiros. Não se sustenta por uma milha, mas está lá”.
“As pessoas me associam com um tempo em que os filmes eram agradáveis, quando mulheres usavam bonitos vestidos e você ouvia bela música. Eu sempre adoro quando pessoas me escrevem e dizem ‘Eu estava passando por um momento difícil, e andei até um cinema e assisti a um de seus filmes, e isso fez toda a diferença’”.
“Meu visual é atingível. As mulheres podem parecer com Audrey Hepburn bagunçando os cabelos, comprando óculos escuros enormes e vestidinhos sem mangas”.
“O que quer que aconteça, a coisa mais importante é envelhecer com graça. E você não pode fazer isso na capa de uma revista de fãs”.
“Deus tem agora o mais belo novo anjo, que saberá o que há para fazer no céu”.
Elizabeth Taylor, sobre a morte de Audrey, em 1993





































