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Cantando na Chuva foi o filme que mudou a minha vida, sem exagero. Eu já gostava de cinema um pouco, graças a um guia de vídeo da Nova Cultural (quem lembra?), que me fisgou e comecei na ler, mesmo sem conhecer 10% dos filmes ali. Aí, no reveillón de 1987 para 1988 (ou de 1986 para 1987, não lembro bem), minha família foi a uma festa e resolvi ficar em casa.

Sozinho, acabei assistindo ao primeiro filme quie a Globo exibiu naquele ano, logo após a meia-noite: justamente Cantando na Chuva. Lembram que, naquela época, a Globo sempre programava um filmaço como primeiro do ano? O Mágico de Oz, A Noviça Rebelde… Em 2001, foi 2001 – Uma Odisséia no Espaço.

Enfim, foi uma revelação. De repente, percebi que poderia haver um mundo de filmes como aquele: empolgantes, divertidos, inteligentes, engraçados, charmosos e, crucial, não imp0rtando a época em que foram feitos. Pelo contrário, os anos a mais poderiam até aumentar seu charme.

Nem terminei de ver o filme aquela madrugada. Meus pais chegaram antes de acabar e me fizeram desligar a TV e ir dormir. Eram outros tempos, você sabe: mesmo que você tivesse um video cassete (não era tão comum assim naquela época e nós não tínhamos), simplesmente não se tinha o filme em casa como se tem hoje com o DVD, o blu-ray e os arquivos digitais. A gente dependia da sorte do filme passar na TV ou ir a uma locadora (e, no meu caso, contar com a boa vontade de algum amigo que tivesse um vídeo).

Não lembro em que condições eu vi o filme por inteiro a primeira vez. Sei que vi muitas vezes depois. Lembro que em 1997 eu ainda contava e já tinha visto mais de 20 vezes.

Ainda hoje, Cantando na Chuva é meu filme preferido. Para isso, basta o filme em si, com seus números musicais deliciosos, seu elenco incrível, seus diálogos engraçadíssimos, a super Jean Hagen como Lina Lamont, as brincadeiras com o mundo do cinema (e, particularmente, nesse momento definitivo que foi a passagem do cinema mudo para o sonoro), Gene Kelly e Donald O’Connor no auge e a em-bas-ba-can-te Cyd Charisse.

Por causa dele, descobri os clássicos de Hollywood, que me abriram as portas e apontaram os caminhos a outros estilos e procedências: europeus, asiáticos, novos, mudos, coloridos e em preto-e-branco. Com ele, aprendi a arriscar com inteligência: saber que o desconhecido pode esconder uma pérola, mas também que aqueles que fazem um filme têm uma história que, se conhecermos, nos levam a apostar ou não neles.

Minha matéria no Correio (e o adendo dos 10 anos sem Billy Wilder)

Bom, o filme fez, dia 27 passado, 60 anos de sua pré-estreia em Nova York. Fiz uma matéria que saiu no Correio da Paraíba e convidei amigos críticos, além do escritor Ruy Castro, a comentar o filme, dizer o que faz ele ser tão especial. A matéria, em versão estendida, segue abaixo. Comentam os amigos Carlos Alberto Mattos, do Rio, José Geraldo Couto, de Florianópolis, Marcelo Miranda, de Belo Horizonte, e João Batista de Brito, aqui de João Pessoa.

Em tempo, o blog do Estado de S. Paulo publicou um post sobre o filme e o resgate de uma capa do Caderno 2 de 1990, em que Ruy Castro comentou 29 curiosidades sobre o filme.

Ruy Castro escreveu sobre o filme para o Estadão em 1990

Segue a matéria do Correio, em versão entendida.

***

Nos elogios a O Artista (2011), vencedor do Oscar deste ano, sempre é lembrado as semelhanças com Cantando na Chuva (1952). Isso mostra como o musical dirigido por Gene Kelly e Stanley Donen continua sendo uma referência. Integrando muitas listas sérias dos melhores de todos os tempos, o filme teve sua primeira pré-estreia há exatos 60 anos, em Nova York.

“É curioso que, 60 anos depois, esse filme ainda inspire outro como O Artista”, diz o crítico de cinema Carlos Alberto Mattos, que, do Rio, escreve, entre outras, para a revista Filme Cultura. “As situações básicas são muito semelhantes, o que prova que o filme tocou num ponto nevrálgico da história do cinema”.

Tudo começa quando o produtor Arthur Freed resolve resgatar suas composições em parceria com Nacio Herb Brown, lançadas nos anos 1920. Convoca Adolph Green e Betty Comden para escrever um roteiro que encadeasse essas canções e o casal pensou em situar a trama na época em que as músicas foram produzidas. Daí, chegaram a 1927, ano em que O Cantor de Jazz inaugurou a era do cinema falado.

A equipe colheu histórias e lembranças de muita gente do estúdio que viveu aquela fase turbulenta (que, então, havia sido 25 anos antes). E Cantando na Chuva se tornou uma bem-humorada reconstituição de como Hollywood teve que se adequar ao som.

“É um dos grandes filmes em que o cinema – em particular o cinema industrial – pensa sobre si mesmo”, diz José Geraldo Couto que, de Florianópolis, escreve sobre cinema para a Carta Capital. “Um caso raro em que a técnica em seu mais alto grau (da dança, da cenografia, da música, da montagem, da atuação) está organicamente a serviço da emoção e da inteligência”.

Cantando na Chuva continua sendo, ao lado de Crepúsculo dos Deuses, o melhor ‘produto’ que Hollywood criou para falar de si mesma”, concorda Marcelo Miranda, crítico do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. “Sempre me chamou a atenção o fato de se tratar de um filme tão feliz, colorido e quase literalmente sorridente para falar de um momento tão delicado da indústria, quando artistas perderam o emprego e os estúdios estavam em desespero. O filme fala disso sob um viés muito otimista, ao mesmo tempo em que mantém um certo tempero agridoce em meio às danças e coreografias”.

As danças têm tanta importância que o astro Gene Kelly assina as coreografias e a direção, ao lado de Donen. Muito números ficaram célebres. “Além da batidíssima sequência do Gene Kelly com o guarda-chuva, eu gosto em particular daquela em que Donald O’Connor canta e dança ‘Make’em laugh’ no estúdio, contracenando com operários, cenários, móveis, escadas etc. Essa levanta até defunto”, diz Couto. “As músicas são inesquecíveis, Gene Kelly é um fenômeno de comunicação e a cena da chuva é como água para a sede dos cinéfilos”, complementa Mattos.

Mas nem sempre o filme teve o status que ostenta hoje – é o 5º melhor pela lista do American Film Institute (e o 1º entre os musicais, “Singin’ in the rain” foi a 3ª melhor canção…) 10º pela Entertainment Weekly, 8º pela inglesa Empire, 10º pela última eleição da também britânica Sight and Sound. Apesar do bom público, foi retirado de cartaz pouco depois do lançamento para dar lugar a uma reprise de Sinfonia de Paris (1951), que havia acabado de ganhar o Oscar. A Academia só o indicou em duas categorias: atriz coadjuvante (para Jean Hagen) e trilha sonora para musical. Donald O’Connor, pelo menos, ainda ganhou o Globo de Ouro de ator em comédia ou musical.

“Até os anos 1970, nenhum crítico ou historiador dizia que Cantando na Chuva era uma obra de arte”, lembra o escritor Ruy Castro, que não exerce a crítica de cinema, mas escreve muitos artigos sobre o assunto – um longo ensaio sobre o filme está em seu livro Um Filme É para Sempre. “Um dos motivos era o fato de que, desde os anos 1950, o filme não era reprisado. O outro é que a idéia de musicais ‘artísticos’ se referia a Sinfonia de Paris, que tinha Gershwin na trilha sonora e grandes pintores no cenário. Por sorte, essa visão ‘artistizante’ foi corrigida”.

Felizmente, isso mudou. A glória do filme pode ser conferida com toda justiça aos talentos que o produziram em DVD – e espera-se que a Warner lance a primeira edição em blu-ray ainda este ano.

Algumas curiosidades do melhor musical de Hollywood

- O sapateado de Gene Kelly, que estava com febre, aconteceu sob uma chuva artificial de água misturada com leite, para que fosse melhor captada pela câmera:

- A tórrida participação da até então coadjuvante Cyd Charisse no número “Broadway melody ballet” – usando uma peruca que evoca Louise Brooks e sem dizer uma palavra – a transformou em uma estrela da Metro:

- Jean Hagen é a inesquecível e engraçadíssima loura burra Lina Lamont, estrela do cinema mudo que tem sua carreira ameaçada pela própria voz esganiçada – na verdade, a atriz tinha uma bela voz: quando Debbie Reynolds dubla Jean Hagen no filme, ela está, na verdade, sendo dublada pela própria Jean Hagen! A atriz foi indicada ao Oscar de coadjuvante:

- Donald O’Connor arrasa dançando até com um boneco em “Make’em laugh”, música nova que Arthur Freed “chupou” de “Be a clown”, de Cole Porter – o número, em que o ator (fumante) usou todos os seus truques de vaudeville, o levou a ficar de cama por três dias,  exausto:

- Debbie Reynolds, 19 anos na época, sofreu para acompanhar Kelly e O’Connor – chorando, após Kelly ralhar com ela certa vez, acabou recebendo a simpatia de Fred Astaire, que a ajudou com as danças (eram dureza mesmo: reparem que são tomadas muito longas sem cortes):

- O’Connor e Kelly dividem o excelente número “Moses supposes”, um dos melhores momentos do sapateado na história do cinema. É o exemplo máximo do estilo Gene Kelly de dançar: atlético e brincalhão:

1 - Claudia Cardinale ("8½" e...)

1 - Claudia Cardinale (... também por "O Leopardo"...)

1 - Claudia Cardinale (...e por "A Pantera Cor-de-Rosa")

Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1966, por Os Profissionais; 2ª em 1968, por Era uma Vez no Oeste.

Três vezes Claudia Cardinale. Uma das mais deslumbrantes atrizes italianas de todos os tempos (na verdade, tunisiana de nascimento) teve seu grande ano em 1963: foi musa de Fellini como a etérea Claudia de , de Visconti, como a Angélica de O Leopardo e até de Blake Edwards, como uma princesa indiana em A Pantera Cor-de-Rosa. Talvez só assim, em dose tripla, para derrubar Brigitte Bardot, inesquecível musa de Godard em O Desprezo, de peruca preta ou perguntando na cama se Michel Piccoli gosta de cada uma das partes de seu corpo. Mas esse foi um dos grandes anos para as musas: ainda teve Liz Taylor como uma monumental Cleópatra e o antológico striptease de Sophia Loren em Ontem, Hoje e Amanhã (recriando décadas depois por Robert Altman, e com os mesmos Sophia e Marcello Mastroianni em Pret-a-Porter) – ambas possíveis vencedoras em outros anos. O ano ainda teve Ann-Margret, uma das melhores bondgirls (Daniela Bianchi), Audrey, Hitchcock descobrindo Tippi Hedren…

2 - Brigitte Bardot ("O Desprezo")

Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1965, por Viva Maria!; 11ª em 1968, por Shalako; 10ª em 1973, por Se Don Juan Fosse Mulher.

3 - Elizabeth Taylor ("Cleópatra")

Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1965, por Adeus às Ilusões; 18ª em 1970, por Jogo de Paixões.

4 - Sophia Loren ("Ontem, Hoje e Amanhã")

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1962, por Boccaccio ’70. Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1964, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano; 14ª em 1966, por Arabesque; 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong; 5ª em 1972, por O Homem de La Mancha.

5 - Ann-Margret ("Adeus, Amor")

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1964, por Amor à Toda Velocidade; 3ª em 1971, por Ânsia de Amar.

6 - Daniela Bianchi ("Moscou contra 007")

7 - Audrey Hepburn ("Charada")

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1964, por My Fair Lady e por Quando Paris Alucina; 3ª, em 1966, por Como Roubar um Milhão de Dólares; 8ª em 1967, por Um Caminho para Dois e por Um Clarão nas Trevas.

8 - Tippi Hedren ("Os Pássaros")

Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1964, por Marnie – Confissões de uma Ladra.

9 - Susannah York ("As Aventuras de Tom Jones")

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 10ª em 1978, por Superman – O Filme.

10 - Ursula Andress ("O Seresteiro de Acapulco")

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1962, por 007 contra o Satânico Dr. No. Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1965, por A Deusa da Cidade Perdida e por O que É que Há, Gatinha?; 18ª em 1966, por Crepúsculo das Águias; 12ª em 1967, por Cassino Royale.

11 - Shirley MacLaine ("Irma la Douce")

Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1969, por Charity, Meu Amor; 19ª em 1970, por Os Abutres Têm Fome.

12 - Nancy Kovack ("Jasão e os Argonautas")

13 - Suzanne Pleshette e 8 - Tippi Hedren ("Os Pássaros")

Anteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1962, por Candelabro Italiano.

14 - Odete Lara ("Boca de Ouro" e...)

14 - Odete Lara (... também por "Bonitinha, mas Ordinária")

Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1964, por Noite Vazia.

15 - Anouk Aimée ("8½")

Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1966, por Um Homem, uma Mulher.

16 - Capucine ("A Pantera Cor-de-Rosa")

Posteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1965, por O que É que Há, Gatinha?.

17 - Madeleine LeBeau ("8½")

18 - Stella Stevens ("O Professor Aloprado")

19 - Gunnel Lindblom ("O Silêncio")

20 - Sarah Miles ("O Criado")

Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1966, por Blow Up – Depois Daquele Beijo.

Musas de 1962 <<
>> Musas de 1964

1 - Julie Christie ("Doutor Jivago" e...)

1 - Julie Christie (...também por "Darling, a que Amou Demais")

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1966, por Fahrenheit 451; 10ª em 1971, por Jogos & Trapaças – Onde os Homens São Homens; 3ª em 1973, por Inverno de Sangue em Veneza; 2ª em 1975, por Shampoo.

Julie Christie é daquelas atrizes que, quando aparecem, estão quase sempre nas primeiras posições dessa lista. Em 1965, ela poderia fazer isso não com um filme, mas com dois: foi a coisa mais linda como Lara em Doutor Jivago e ganhou um Oscar por Darling, a que Amou Demais, com um strip-tease dramático que deve ter valido a estatueta.  Julie, nascida na Índia, era uma atriz de personalidade forte, que não estava nem aí para o estrelato e fazia o que queria. Foi uma das atrizes mais interessantes e sexies dos anos 1960 e 1970 e ainda está na ativa, uma bela senhora. Não venceu em um ano fácil, afinal qualquer ano em que Catherine Deneuve esteja elegível, ela é séria concorrente ao título. Em 1965, ela aperece como a atormentada garota de Repulsa ao Sexo. Outras sempre favoritas – Jane Fonda, Brigitte Bardot, Natalie Wood, Elizabeth Taylor – dividem espaço com destaques do ano, como a bondgirl da vez, a francesa Claudine Auger, que havia sido Miss França (duvido que injustamente). A segunda bondgirl de 007 contra a Chantagem Atômica, a italiana Luciana Paluzzi, também está na lista.

2 - Catherine Deneuve ("Repulsa ao Sexo")

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1964, por Os Guarda-Chuvas do Amor; Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1967, por A Bela da Tarde e por Duas Garotas Românticas; 4ª em 1969, por A Sereia do Mississipi; 1ª em 1970, por Tristana – Uma Paixão Mórbida; 3ª em 1980, por O Últim0 Metrô; 1ª em 1983, por Fome de Viver.

3 - Claudine Auger ("007 contra a Chantagem Atômica")

4 - Natalie Wood ("A Corrida do Século")

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1962, por Em Busca de um Sonho; 3ª em 1964, por Médica, Bonita e Solteira. Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1966, por Esta Mulher É Proibida; 3ª em 1969, por Bob & Carol & Ted & Alice.

5 - Jane Fonda ("Dívida de Sangue")

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque; 1ª em 1968, por Barbarella; 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena; 19ª em 1972, por Tout Va Bien; 7ª em 1977, por Julia; 2ª em 1978, em Amargo Regresso ; 11ª em 1979, por Síndrome da China; 15ª em 1980, em Como Eliminar Seu Chefe.

6 - Brigitte Bardot ("Viva Maria!")

Anteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1963, por O Desprezo. Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1968, por Shalako; 10ª em 1973, por Se Don Juan Fosse Mulher.

7 - Julie Andrews ("A Noviça Rebelde")

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1964, por Mary Poppins e por Não Podes Comprar o Meu Amor. Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1968, por A Estrela; 8ª em 1970, por Lili, Minha Adorável Espiã; 13ª em 1982, por Victor ou Victoria.

8 - Carroll Baker ("Harlow, a Vênus Platinada)

9 - Anna Karina ("O Demônio das Onze Horas" e...)

9 - Anna Karina (...também por "Alphaville")

Anteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1962, por Viver a Vida; 20ª em 1964, por Bande a Part.

10 - Jeanne Moreau e 6 - Brigitte Bardot ("Viva Maria!" e...)

10 - Jeanne Moreau (...também por "Falstaff - O Toque da Meia-Noite")

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1962, por Jules e Jim – Uma Mulher para Dois; 18ª em 1964, por Diário de uma Camareira.

11 - Michèle Mercier ("Maravilhosa Angélica")

Anteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1964, por Angélica, a Marquesa dos Anjos. Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1966, por Angélica e o Rei; 11ª em 1967, por Indomável Angélica.

12 - Luciana Paluzzi ("007 contra a Chantagem Atômica" e também por "E Agora Falamos de Homens")

13 - Virna Lisi ("Casanova '70")

14 - Charmian Carr ("A Noviça Rebelde")

15 - Elizabeth Taylor ("Adeus às Ilusões")

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1963, por Cleópatra. Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1970, por Jogo de Paixões.

16 - Romy Schneider ("O que É que Há, Gatinha?")

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1962, por Boccaccio ’70; Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1972, por Ludwig, o Último Rei da Bavária.

17 - Paula Prentiss ("O que É que Há, Gatinha?")

18 - Ursula Andress ("A Deusa da Cidade Perdida" e...)

18 - Ursula Andress (...também por "O que É que Há, Gatinha?")

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1962, por 007 contra o Satânico Dr. No; 10ª em 1963, por O Seresteiro de Acapulco. Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1966, por Crepúsculo das Águias; 12ª em 1967, por Cassino Royale.

19 - Capucine ("O que É que Há, Gatinha?")

Anteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1963, por A Pantera Cor-de-Rosa.

20 - Sylva Koscina ("Julieta dos Espíritos")

Musas de 1964 <<
>> Musas de 1966

15 - "Em Busca do Ouro" (1925), de Charles Chaplin

14 - "Os Saltimbancos Trapalhões" (1981), de J.B. Tanko

13 - "O Magico de Oz", de Victor Fleming (1939)

12 - "Toy Story 3", de Lee Unkrich

11 - "Perdidos na Noite" (1969), de John Schlesinger

10 - "Ratatouille" (2007), de Brad Bird

8 - "Butch Cassidy" (1969), de George Roy Hill

 

7 - "Cinema Paradiso" (1988), de Giuseppe Tornatore

 

6 - "Conta Comigo" (1960), de Rob Reiner

5 - "Forrest Gump, o Contador de Histórias" (1994), de Robert Zemeckis

 

4 - "E.T., o Extraterrestre" (1982), de Steven Spielberg

3 - "Um Sonho de Liberdade" (1994), de Frank Darabont

 

2 - "Thelma & Louise" (1991), de Ridley Scott

 

1 - "A Felicidade Não Se Compra" (1946), de Frank Capra

* Apenas filmes de ficção.

15 – Pink Floyd – The Wall (The Wall, 1982), de Alan Parker

14 – This Is Spinal Tap (This Is Spinal Tap, 1984), de Rob Reiner

13 – A Fera do Rock (Great Balls of Fire!, 1989), de Jim McBride

12 – Backbeat – Os Cinco Rapazes de Liverpool (Backbeat, 1994), de Iain Softley

11 – Alta Fidelidade (High Fidelity, 2000), de Stephen Frears

10 – The Doors (The Doors, 1991), de Oliver Stone

9 – Submarino Amarelo (Yellow Submarine, 1968), de George Dunning

8 – Footloose – Ritmo Louco (Footloose, 1984), de Herbert Ross

7 – The Wonders – O Sonho Não Acabou (That Thing You Do!, 1996), de Tom Hanks

6 – Escola de Rock (The School of Rock, 2003), de Richard Linklater

5 – Grease – Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978), de Randal Kleiser

4 – Ruas de Fogo (Streets of Fire, 1984), de Walter Hill

3 – Top Secret! – Superconfidencial (Top Secret!, 1984), de Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker

2 – A Hard Day’s Night – Os Reis do Iê-Iê-Iê (A Hard Day’s Night, 1964), de Richard Lester

1 – Quase Famosos (Almost Famous, 2000). de Cameron Crowe

1 - Raquel Welch ("Um Milhão de Anos Antes de Cristo" e...)

1 - Raquel Welch (... também por "Viagem Fantástica")

Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1967, por O Diabo É Meu Sócio; 7ª em 1973, por Os Três Mosqueteiros; 6ª em 1974, por A Vingança de Milady; 5ª em 1977, por O Príncipe e o Mendigo.

A passagem do tempo, no filme Um Sonho de Liberdade (1994), é marcada por três posters colocado na parede da cela de prisão de Tim Robbins: Rita Hayworth, em Gilda (os anos 1940); Marilyn Monroe, em O Pecado Mora ao Lado (os anos 1950); e… Raquel Welch, em Um Milhão de Anos Antes de Cristo. A despeito dos outros dois também serem grandes filmes, este último… Bem, Raquel Welch estava acima disso, e se foi preciso um filme que colocou homens e dinossauros contracenando para colocá-la vestindo aquele biquíni pré-histórico, então ainda bem que ele foi feito. No mesmo ano, ela também fez Viagem Fantástica, cobertíssima (mas em um uniforme justíssimo). Julie Christie ficou em segundo com o papel duplo de Fahrenheit 451 e Audrey Hepburn fechou o pódio. As italianas Claudia Cardinale e Monica Vitti vieram logo atrás. O filme que mais rendeu musas foi Blow Up – Depois Daquele Beijo: quatro.

2 - Julie Christie ("Fahrenheit 451")

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1965, por Doutor Jivago e também por Darling, a que Amou Demais. Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1971, por Jogos & Trapaças – Onde os Homens São Homens; 3ª em 1973, por Inverno de Sangue em Veneza; 2ª em 1975, por Shampoo.

3 - Audrey Hepburn ("Como Roubar um Milhão de Dólares")

Anteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1963, por Charada; 9ª em 1964, por My Fair Lady e por Quando Paris Alucina. Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1967, por Um Caminho para Dois e por Um Clarão nas Trevas; 16ª em 1976, por Robin e Marian.

4 - Claudia Cardinale ("Os Profissionais")

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1963, por , por O Leopardo e por A Pantera Cor-de-Rosa. Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1968, por Era uma Vez no Oeste.

5 - Monica Vitti ("Modesty Blaise")

Anteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1962, por Eclipse; 14ª em 1964, por O Deserto Vermelho.

6 - Michèle Mercier ("Angélica e o Rei")

Anteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1964, por Angélica, a Marquesa dos Anjos; 11ª em 1965, por Maravilhosa Angélica. Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1967, por Indomável Angélica.

7 - Veruschka Von Lehndorff ("Blow Up - Depois Daquele Beijo")

8 - Jane Fonda ("Caçada Humana")

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1965, por Dívida de Sangue. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1967, por Descalços no Parque; 1ª em 1968, por Barbarella; 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena; 19ª em 1972, por Tout Va Bien; 7ª em 1977, por Julia; 2ª em 1978, em Amargo Regresso ; 11ª em 1979, por Síndrome da China.

9 - Bibi Andersson ("Persona - Quando Duas Mulheres Pecam")

10 - Anouk Aimée ("Um Homem, uma Mulher")

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1963, por .

11 - Vanessa Redgrave ("Blow Up - Depois Daquele Beijo")

Posteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1967, por Camelot; 12ª em 1968, por Isadora.

12 - Lee Meriwether ("Batman, o Homem-Morcego")

13 - Natalie Wood ("Esta Mulher É Proibida")

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1962, por Em Busca de um Sonho; 3ª em 1964, por Médica, Bonita e Solteira; 4ª em 1965, por A Corrida do Século. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1969, por Bob & Carol & Ted & Alice.

14 - Sophia Loren ("Arabesque")

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1962, por Boccaccio ’70; 4ª em 1963, por Ontem, Hoje e Amanhã; 8ª em 1964, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano. Posteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong; 5ª em 1972, por O Homem de La Mancha.

15 - Angie Dickinson ("Caçada Humana")

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1962, por Candelabro Italiano. Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1967, por À Queima-Roupa; 10ª em 1980, por Vestida para Matar.

16 - Candice Bergen ("O Canhoneiro do Yang-Tsé")

17 - Sarah Miles ("Blow Up - Depois Daquele Beijo")

Anteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1963, por O Criado.

18 - Ursula Andress ("Crepúsculo das Águias")

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1962, por 007 contra o Satânico Dr. No; 10ª em 1963, por O Seresteiro de Acapulco; 18ª em 1965, por A Deusa da Cidade Perdida e por O que É que Há, Gatinha?. Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1967, por Cassino Royale.

19 - Barbara Shelley ("Drácula, o Príncipe das Trevas")

20 - Jane Birkin ("Blow Up - Depois Daquele Beijo")

Posteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1966, por Blow Up – Depois Daquele Beijo; 12ª em 1976, por Paixão Selvagem.

Musas de 1965 <<
>> Musas de 1967

Nefretiti (Anne Baxter), a tentação de Moisés (Charlton Heston)

Acho que a maioria das pessoas que têm muito filme em casa deve passar pelo que eu passo: a indecisão na hora de escolher o que assistir. Periga sempre acabar fazendo ou pot-pourri de melhores cenas de várias coisas. Por isso, eu tento aproveitar certas datas para rever certos filmes. Foi o que aconteceu nesta Páscoa, com o ultraclássico Os Dez Mandamentos (1956).

Infelizmente, não consegui assisti-lo de uma vez só. Um almoço na casa da minha mãe interrompeu a sessão – pelo menos, consegui assistir até o intervalo que o filme realmente tem (só foi bem mais longo que o entreato normal).

Continua um belo filme. Solene, é claro: o tom é bem bíblico. Mas a história prende a atenção por suas 3h40. Curioso é o Cecil B. DeMille aparecendo antes dos créditos para apresentar o filme pessoalmente. E ainda tem Anne Baxter (que havia feito A Malvada seis anos antes), linda e sem vergonha, Yul Brynner sempre marcante, o exército de figurantes (que hoje seriam feitos por computador) e os efeitos que ainda impressionam (como a separação das águas do Mar Vermelho).

Infelizmente, não deu pra ver Desfile de Páscoa, com a Judy Garland e o Fred Astaire, que era meu programa para o feriado, de início. Mas na Sexta-Feira Santa eu vi “O beagle da Páscoa”, especial dos Peanuts, com minha sobrinha. E acabou que não fui ao cinema nem uma vez.

1 - Jane Fonda ("Barbarella")

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1965, por Dívida de Sangue; 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque. Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena; 19ª em 1972, por Tout Va Bien; 7ª em 1977, por Julia; 2ª em 1978, em Amargo Regresso ; 11ª em 1979, por Síndrome da China; 15ª em 1980, por Como Eliminar Seu Chefe.

O strip-tease na gravidade zero nos créditos iniciais de Barbarella é um dos maiores momentos eróticos do cinema. O filme não acerta tanto o tom da comédia de ficção científica, mas quem se importa? Jane Fonda estava no auge da beleza e essa abertura se tornou antológica (no decorrer do filme, ela vai tendo as roupas rasgadas a cada aventura e leva ao curto-circuito uma máquina de orgasmos!). Não foi fácil, no entanto, definir o primeiro lugar em 1968. Durante boa parte do processo de confecção da lista, o topo do pódio estava ocupado por Claudia Cardinale, como a exuberante mocinha nada inocente de Era uma Vez no Oeste. A Julieta do filme de Zeffirelli fecha o pódio e vale o destaque para a francesinha Claudine Longet, encantadora em Um Convidado Bem Trapalhão e para a musa nacional Leila Diniz, que aparece em sétimo.

2 - Claudia Cardinale ("Era uma Vez no Oeste")

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1963, por , por O Leopardo e por A Pantera Cor-de-Rosa; 4ª em 1966, por Os Profissionais.

3 - Olivia Hussey ("Romeu & Julieta")

Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1977, por Jesus de Nazaré.

4 - Claudine Longet ("Um Convidado Bem Trapalhão")

5 - Linda Harrison ("O Planeta dos Macacos")

Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1970, por De Volta ao Planeta dos Macacos.

6 - Jacqueline Bisset ("Bullitt")

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em Cassino Royale. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1970, por Aeroporto; 7ª em 1972, por Roy Bean, o Homem da Lei; 1ª em 1973, por A Noite Americana; 8ª em 1974, por Assassinato no Orient Express.

7 - Leila Diniz ("Edu, Coração de Ouro")

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1967, por Todas as Mulheres do Mundo.

8 - Lee Meredith ("Primavera para Hitler")

9 - Julie Andrews ("A Estrela")

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1964, por Mary Poppins e por Não Podes Comprar o Meu Amor; 7ª em 1965, por A Noviça Rebelde. Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1970, por Lili, Minha Adorável Espiã; 13ª em 1982, por Victor ou Victoria.

10 - Faye Dunaway ("Crown, o Magnífico")

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1967, por Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas. Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1970, por Pequeno Grande Homem; 14ª em 1973, por Os Três Mosqueteiros; 10ª em 1974, por A Vingança de Milady, por Chinatown e por Inferno na Torre; 5ª em 1975, por Três Dias do Condor; 5ª em 1976, por Rede de Intrigas.

11 - Brigitte Bardot ("Shalako")

Anteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1963, por O Desprezo; 6ª em 1965, por Viva Maria!. Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1973, por Se Don Juan Fosse Mulher.

12 - Vanessa Redgrave ("Isadora")

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1966, por Blow Up – Depois Daquele Beijo; 19ª em 1967, por Camelot.

13 - Claude Jade ("Beijos Proibidos")

Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1970, por Domicílio Conjugal.

14 - Christine Noonan ("Se...")

15 - Helena Ignez ("O Bandido da Luz Vermelha")

Posteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1969, por A Mulher de Todos; 20ª em 1970, por Copacabana, Mon Amour.

16 - Regina Duarte ("Lance Maior")

17 - Barbra Streisand ("Funny Girl - A Garota Genial")

Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1969, por Alô, Dolly!; 16ª em 1973, por Nosso Amor de Ontem; 15ª em 1975, por Funny Lady.

18 - Joanne Woodward ("Rachel, Rachel")

19 - Liv Ullman ("A Hora do Lobo" e...)

19 - Liv Ullman (... também "Vergonha")

Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1972, por Gritos e Sussurros.

20 - Nancy Sinatra ("O Bacana do Volante")

Musas de 1967 <<
>> Musas de 1969

Woody Allen tem admiradores fiéis (entre os quais me incluo, claro). Por isso, perguntei aos tuíters quais os três favoritos de cada um. 11 responderam, com a minha resposta a seguir, somos 12. Aqui vão os três da maioria – na verdade, quatro, já que houve empate.

- Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e Manhattan (6 votos): Os dois filmes empataram na liderança com folga dos terceiros lugares. São, na prática, até parecidos: com um espaço de dois anos entre eles, têm Woody e Diane Keaton em complicações românticas, Nova York sempre eloqüente, referências culturais… Noivo Neurótico foi o filme que mudou tudo na carreira de Woody, em 1977. Aqui, ele migrou para um cinema de referências culturais e intelectuais inédito até então – e ganhou o Oscar. Manhattan é em preto-e-branco e tem a música de Gershwin na trilha sonora. Woody fez, em 1979, o filme definitivo com Nova York como personagem. O final, depois que o personagem de Allen enumera as razões pelas quais a vida vale a pena, é brilhante.

- Match Point e A Rosa Púrpura do Cairo (3 votos): Novo empate no terceiro lugar, agora entre filmes bem diferentes. Match Point (1986) é um drama criminal que foge ao estilo em que Allen se consagrou. A Rosa Púrpura do Cairo (1985) é um dos melhores filmes sobre cinema já feitos. Ambos com suas musas de cada momento: Scarlett Johansson, nos anos 2000; Mia Farrow, nos anos 1980.

- Os outros citados:

Tudo o que Você Gostaria de Saber sobre Sexo, mas Tinha Medo de Perguntar (1972), A Era do Rádio (1987), Todos Dizem Eu Te Amo (1996), Zelig (1983), Poderosa Afrodite (1995), Hannah e Suas Irmãs (1986): 2

Dirigindo no Escuro (2002), A Última Noite de Boris Gruschenko (1975), Maridos e Esposas (1993), Melinda e Melinda (2005), Desconstruindo Harry (1997), Vicky Cristina Barcelona (2008)

- Quem votou:

@FlavioMSP Dirigindo no Escuro, A Última Noite de Boris Gruschenko, Tudo o que Você Gostaria de Saber sobre Sexo, mas Tinha Medo de Perguntar

@selmaviana Todos Dizem Eu Te Amo, Poderosa Afrodite, Match Point

@allanray1979 Maridos e Esposas, Manhattan, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

@GianOrsini Manhattan, A Rosa Púrpura do Cairo, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

@fellini_76 Manhattan, Zelig, Match Point

@RodLaurentino A Era do Rádio, Hannah e Suas Irmãs, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

@Daslei Tudo o que Você Sempre Quis Saber sobre Sexo, mas Tinha Medo de Perguntar, Manhattan, Match Point

@betomenezes Manhattan, Melinda e Melinda, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

@AmadeusEduardo A Rosa Púrpura do Cairo, A Era do Rádio, Todos Dizem Eu Te Amo

@karolzilah Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Zelig, A Rosa Púrpura do Cairo

@evelinealvarez Desconstruindo Harry, Vicky Cristina Barcelona, Poderosa Afrodite

@renatofelix Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Hannah e Suas Irmãs, Manhattan

1 – Katharine Ross (“Butch Cassidy”)

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1967, por A Primeira Noite de um Homem.

Em um filme onde dois bandidos simpáticos – ambos entre os maiores galãs da história do cinema – são as estrelas, ela conseguiu brilhar como um sol. Katharine Ross é a Etta Place que namorava Sundance Kid (Robert Redford), mas tinha sua cena mais romântica com Butch Cassidy (Paul Newman), levada por ele em um grande invento daqueles tempos do velho oeste: a bicicleta. Lembrando que esta lista é feita de trás para a frente, portanto é a primeira aparição das três musas que ocupam o pódio: Katherine, Diana Rigg (estrela da série Os Vingadores que aparece como a única bondgirl que levou 007 ao altar) e Natalie Wood, que aparecerá várias vezes ainda.

2 – Diana Rigg (“007 a Serviço Secreto de Sua Majestade”)

3 – Natalie Wood (“Bob & Carol & Ted & Alice”)

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1962, por Em Busca de um Sonho; 3ª em 1964, por Médica, Bonita e Solteira; 4ª em 1965, por A Corrida do Século; 13ª em 1966, por Esta Mulher É Proibida.

4 – Catherine Deneuve (“A Sereia do Mississipi”)

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1964, por Os Guarda-Chuvas do Amor; 2ª em 1965, por Repulsa ao Sexo; 2ª em 1967, por A Bela da Tarde e por Duas Garotas Românticas. Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1970, por Tristana – Uma Paixão Mórbida; 3ª em 1980, por O Último Metrô; 1ª em 1983, por Fome de Viver.

5 – Jane Fonda (“A Noite dos Desesperados”)

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1965, por Dívida de Sangue; 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque; 1ª em 1968, por Barbarella. Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena; 19ª em 1972, por Tout Va Bien; 7ª em 1977, por Júlia; 2ª em 1978, por Amargo Regresso; 11ª em 1979, por Síndrome da China; 15ª em 1980, por Como Eliminar Seu Chefe.

6 – Senta Berger (“O Insaciável Marquês de Sade”)

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1972, por A Moral de Ruth Halbfass.

7 – Susannah York (“A Noite dos Desesperados”)

Anteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1963, por As Aventuras de Tom Jones. Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1978, por Superman – O Filme.

8 – Dyan Cannon (“Bob & Carol & Ted & Alice”)

Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1978, por A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa.

9 – Glenda Jackson (“Mulheres Apaixonadas”)

Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1973, por Um Toque de Classe.

10 – Shirley MacLaine (“Charity, Meu Amor”)

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1963, por Irma la Douce. Posteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1970, por Os Abutres Têm Fome.

11 – Marie-Christine Barrault (“Minha Noite com Ela”)

Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1975, por Primo, Prima.

12 – Goldie Hawn (“Flor de Cacto”)

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1974, por Louca Escapada; 3ª em 1975, por Shampoo; 7ª em 1976, por O Corujão e a Gatinha; 13ª em 1978, p0r Golpe Sujo.

13 – Genevieve Bujold (“Ana dos Mil Dias”)

Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1974, por Terremoto.

14 – Marianne Faithfull (“Hamlet”)

12 – Goldie Hawn e 15 – Ingrid Bergman (“Flor de Cacto”)

16 – Márcia Rodrigues (“Matou a Família e Foi ao Cinema”)

17 – Barbra Streisand (“Alô, Dolly!”)

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1968, por Funny Girl – A Garota Genial. Posteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1973, por Nosso Amor de Ontem; 15ª em 1975, por Funny Lady.

18 – Barbara Hershey (“Last Summer”)

Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1986, por Hannah e Suas Irmãs; 14ª em 1988, por A Última Tentação de Cristo e por Amigas para Sempre.

19 – Helena Ignez (“A Mulher de Todos”)

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1968, por O Bandido da Luz Vermelha. Posteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1970, por Copacabana, Mon Amour.

20 – Jennifer Salt (“Perdidos na Noite”)

Musas de 1968 <<
>> Musas de 1970

1 - Catherine Deneuve ("Tristana - Uma Paixão Mórbida")

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1964, por Os Guarda-Chuvas do Amor; 2ª em 1965, por Repulsa ao Sexo; 2ª em 1967, por A Bela da Tarde e por Duas Garotas Românticas; 4ª em 1969, por A Sereia do Mississipi. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1980, por O Último Metrô; 1ª em 1983, por Fome de Viver.

Quando Catherine Deneuve está na briga, a concorrência sofre. Ela foi, para Buñuel, a mulher que desencadeava o desejo de seu protetor e se submetia a ele em Tristana. Nele, supera a mocinha do romance jovem daquele ano: Ali MacGraw, por Love Story. Jacqueline Bisset, de aeromoça em Aeroporto, fecha o pódio. A lista tem vários nomes pouco usuais em filmes de grandes diretores: Claude Jade, em Domicílio Conjugal, de Truffaut; e a californiana Daria Halprin, que fez o esquisito Zabriskie Point para Antonioni, e depois só fez mais um filme. Dois diretores brasileiros emplacaram duas musas cada: Walter Hugo Khouri, com a francesa Genevieve Grad (de rosto belíssimo) e Rossana Ghessa, em O Palácio dos Anjos; e Júlio Bressane, com Helena Ignez e Líllian Lemmertz, em Copacabana Mon Amour. Florinda Bolkan também é brasileira, mas de carreira internacional:  chegou à lista pelo italiano Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita.

2 - Ali MacGraw ("Love Story - Uma História de Amor")

Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1972, por Os Implacáveis.

3 - Jacqueline Bisset ("Aeroporto")

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em Cassino Royale; 5ª em 1968, por Bullitt. Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1972, por Roy Bean, o Homem da Lei; 1ª em 1973, por A Noite Americana; 8ª em 1974, por Assassinato no Orient Express.

4 - Genevieve Grad ("O Palácio dos Anjos")

5 - Ingrid Pitt ("Carmilla, a Vampira de Karnstein")

Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1971, por Condessa Drácula; 13ª em 1973, por O Homem de Palha.

6 - Sally Kellerman ("M.A.S.H.")

7 - Florinda Bolkan ("Investigação sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita")

8 - Julie Andrews ("Lili, Minha Adorável Espiã")

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1964, por Mary Poppins e por Não Podes Comprar o Meu Amor; 7ª em 1965, por A Noviça Rebelde; 9ª em 1968, por A Estrela. Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1982, por Victor ou Victoria.

9 - Stefania Sandrelli ("O Conformista")

Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1974, por Nós que Nos Amávamos Tanto.

10 - Daria Halprin ("Zabriskie Point")

11 - Claude Jade ("Domicílio Conjugal")

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1968, por Beijos Proibidos.

12 - Jennifer O'Neill ("Rio Lobo")

Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1971, por Verão de 42.

13 - Líllian Lemmertz ("Copacabana Mon Amour")

Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1975, por Lição de Amor.

14 - Suzy Kendall ("O Pássaro das Plumas de Cristal")

Anteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1967, por Ao Mestre, com Carinho.

15 - Linda Harrison ("De Volta ao Planeta dos Macacos")

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1968, por O Planeta dos Macacos.

16 - Rossana Ghessa ("O Palácio dos Anjos")

17 - Faye Dunaway ("Pequeno Grande Homem")

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1967, por Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas; 10ª em 1968, por Crown, o Magnífico. Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1973, por Os Três Mosqueteiros; 10ª em 1974, por A Vingança de Milady, por Chinatown e por Inferno na Torre; 5ª em 1975, por Três Dias do Condor; 5ª em 1976, por Rede de Intrigas.

18 - Elizabeth Taylor ("Jogo de Paixões")

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1963, por Cleópatra; 15ª em 1965, por Adeus às Ilusões.

19 - Shirley MacLaine ("Os Abutres Têm Fome")

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1963, por Irma la Douce; 10ª em 1969, por Charity, Meu Amor.

20 - Helena Ignez e 13 - Lílian Lemmertz ("Copacabana Mon Amour")

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1968, por O Bandido da Luz Vermelha; 19ª em 1969, por A Mulher de Todos.

Musas de 1969 <<
>> Musas de 1971

Minha querida amiga Katiuscia me mandou o link para este comercial. Imagina se eu não ia querer essa fantasia quando criança!

Adendo: Começando por este, o blog Nerdices, do site da Superinteressante, elencou os dez melhores comerciais estrelados por Darth Vader. A Força está com ele!

Este ano publico minha 11ª lista de melhores filmes do ano exibidos nos cinemas de João Pessoa. É uma amostragem que, de maneira nenhuma, reflete o melhor que o cinema produziu em cada ano. Por várias razões:

- o circuitinho pessoense é pródigo em ficar devendo grandes filmes off-Hollywood;

- sou humano e não consigo assistir tudo, logo posso perder alguma coisa importante (já aconteceu mais de uma vez);

- a impressão que temos dos filmes muitas vezes mudam (uns sobem na conta, outros descem). Nem eu concordo completamente com as listas passadas.

Mas, como curiosidade, e como estamos no final da década – a primeira do século 21 – vou republicar aqui essas listinhas enquanto não chega o dia da lista deste ano. Serve ao menos para lembrar alguns filmes interessantes dos últimos anos.

Os melhores de 2000

Publicada no dia 31 de dezembro de 2000, em A União

1 - "O Auto da Compadecida", de Guel Arraes

“A peça genial de Ariano Suassuna (…) ganhou uma atmosfera mambembe extremamente adequada”.

 

2- "Filhos do Paraíso", de Majid Majidi

“Enfoca uma história com crianças, onde o mundo é visto através dos olhos delas e, por isso, faz de um argumento simples, um conto cheio de emoção verdadeira e suspense”.

3 – “A Fuga das Galinhas”, de Nick Park e Peter Lord

“Um infantil que não trata as crianças como débeis mentais e vai na contramão dos efeitos especiais ao fazer animação com bonecos”.

4 - "O Mundo de Andy", de Milos Forman

“Habilmente, o filme (…) confunde a plateia e a surpreende a todo momento”.

5 - "Por Trás do Pano", de Luiz Villaça

“Um belo e divertido trabalho sobre o teatro”.

6 - "À Espera de um Milagre", de Frank Darabont

“Darabont surpreendeu com uma tocante história, com elementos sobrenaturais”.

7 - "Buena Vista Social Club", de Wim Wenders

“Sensível e com uma música ótima”.

8 - "Castelo Rá-Tim-Bum - O Filme", de Cao Hamburger

“Prova que um filme infantil também pode ser um programa para gente grande ver”.

9 - "Beleza Americana", de Sam Mendes

“O filme pode ser um tanto exagerado, mas ainda assim é um trabalho de primeira, com performances magníficas de todo o elenco”.

10 - "Fantasia 2000", vários diretores

“Esta nova versão é mais leve, mas ainda traz momentos antológicos”

***

Apesar de continuar adorando O Auto, dificilmente eu o colocaria em primeiro hoje. O iraniano Filhos do Paraíso é que ocuparia o posto, acho. E Por Trás do Pano entrou na lista por ter sido exibido no Fenart, critério que não considero mais hoje em dia – apenas considero os filmes que estiveram efetivamente em cartaz na cidade. Curioso também como O Mundo de Andy hoje é meio esquecido. Filmão.

1 - Cybill Shepherd ("A Última Sessão de Cinema")

Posteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1972, por O Rapaz que Partia Corações; 2ª em 1976, por Taxi Driver; 20ª em 1989, por O Céu Se Enganou.

Alguma coisa aconteceu em 1971 que faz as mulheres vampiras saírem do caixão. Foi o ápice de um fenômeno muito curioso: quatro filmes com vampiras lésbicas e/ ou sensuais neste mesmo ano – Vampyros Lesbos, de Jess Franco, Lúxúria de Vampiros e Condessa Drácula emplacaram quatro musas ao todo (o ano ainda teve Filhas de Drácula ou Gêmeas de Drácula, cujas atrizes não entraram na lista). A vitória, no entanto, coube a Cybill Shepherd em brasas e em preto-e-branco de A Última Sessão de Cinema. Musa mesmo: ela e o diretor Peter Bogdanovich se apaixonaram e fizeram alguns fimes depois (embora isso não tenha feito bem para a carreira de nenhum dos dois). A disputa pelo primeiro lugar foi equilibrada: Susan George, Ann-Margret, Jane Fonda ou Jennifer O’Neill – todas estão memoráveis em seus filmes e qualquer uma delas poderia ter vencido.

2 - Susan George ("Sob o Domínio do Medo")

3 - Ann-Margret ("Ânsia de Amar")

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1963, por Adeus, Amor; 2ª em 1964, por Amor à Toda Velocidade.

4 - Jane Fonda ("Klute - O Passado Condena")

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1965, por Dívida de Sangue; 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque; 1ª em 1968, por Barbarella; 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados. Posteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1972, por Tout Va Bien; 7ª em 1977, por Júlia; 2ª em 1978, por Amargo Regresso; 11ª em 1979, por Síndrome da China; 15ª em 1980, por Como Eliminar Seu Chefe.

5 - Jennifer O'Neill ("Verão de 42")

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1970, por Rio Lobo.

6 - Adrienne Corri ("Laranja Mecânica")

7 - Soledad Miranda ("Vampyros Lesbos")

8 - Britt Ekland ("Carter, o Vingador")

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1973, por O Homem de Palha; 5ª em 1974, por 007 contra o Homem com a Pistola de Ouro; 15ª em 1976, por Casanova & Company.

9 - Yutte Stensgaard ("Luxúria de Vampiros")

10 - Julie Christie ("Jogos & Trapaças - Onde os Homens São Homens")

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1965, por Doutor Jivago e também por Darling, a que Amou Demais; 2ª em 1966, por Fahrenheit 451. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1973, por Inverno de Sangue em Veneza; 2ª em 1975, por Shampoo.

11 - Lea Massari ("Um Sopro no Coração")

12 - Ingrid Pitt ("Condessa Drácula")

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1970, por Carmilla, a Vampira de Karstein. Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1973, por O Homem de Palha.

13 - Virginia North ("O Abominável Dr. Phibes")

14 - Gina Lollobrigida ("A Quadrilha da Fronteira")

15 - Stacey Tendeter ("As Duas Inglesas e o Amor")

16 - Adriana Prieto ("Lúcia McCartney" e também por "Soninha Toda Pura")

Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1974, por Ainda Agarro Esta Vizinha.

17 - Jill St. John ("007 - Os Diamantes São Eternos")

18 - Lana Wood ("007 - Os Diamantes São Eternos")

19 - Ewa Stromberg e 7 - Soledad Miranda ("Vampyros Lesbos")

20 - Kika Markham ("As Duas Inglesas e o Amor")

Musas de 1970 <<
>> Musas de 1972

1 - Marilyn Chambers ("Atrás da Porta Verde")

Uma atriz pornô nas musas retroativas – e em primeiro lugar?! Bem, esta é diferente. Ou, aparentemente, deixou de ser com o tempo (não acompanho o mercado, apenas leio as notícias), mas era quando estrelou Atrás da Porta Verde, um clássico absoluto do gênero. No começo dos anos 1970, a pornografia era algo ainda mais de submundo do que é hoje. Então, imaginemos o choque que deve ter sido quando uma garota bonita e delicada, típica de comercial de sabonete – e que realmente era a estrela de um comercial de sabonete chamado Ivory Snow (não por acaso, o cartaz do filme a chamava de all-american girl) – de repente apareceu em um filme sendo sequestrada e forçada a participar de pesados jogos eróticos em cima de um palco. Tudo explícito, incluindo cenas com um negro (lembremos que o racismo naquele tempo era ainda mais forte do que hoje). Este faz parte da tríade de filmes pornôs que jogaram luz sobre o gênero: os outros são Garganta Profunda, 1972, e O Diabo na Carne de Miss Jones, 1973; nenhum deles, no entanto, tinha uma protagonista tão bonita quanto Marilyn Chambers. Nas outras posições, atenção para a primeira aparição de uma deusa na lista: Sophia Loren. Além do destaque para um filme-mito do cinema erótico-cabeça: Maria Schneider em Último Tango em Paris. Houve espaço até para uma diva soviética!

2 - Maria Schneider ("Último Tango em Paris")

Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1975, por Profissão: Repórter.

3 - Diane Keaton ("Sonhos de um Sedutor" e...)

3 - Diane Keaton (...também por "O Poderoso Chefão")

Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1973, por Dorminhoco; 3ª em 1974, por O Poderoso Chefão – Parte II; 1ª em 1975, por A Última Noite de Boris Gruschenko; 1ª em 1977, por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e por À Procura de Mr. Goodbar; 6ª em 1979, por Manhattan; 20ª em 1988, por O Preço de uma Paixão.

4 - Ali MacGraw ("Os Implacáveis")

Anteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1970, por Love Story – Uma História de Amor.

5 - Sophia Loren ("O Homem de La Mancha")

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1962, por Boccaccio ’70; 4ª em 1963, por Ontem, Hoje e Amanhã; 8ª em 1964, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano; 14ª em 1966, por Arabesque; 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong.

6 - Simonetta Stefanelli ("O Poderoso Chefão")

7 - Jacqueline Bisset ("Roy Bean, o Homem da Lei")

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em Cassino Royale; 5ª em 1968, por Bullitt; 3ª em 1970, por Aeroporto. Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1973, por A Noite Americana; 8ª em 1974, por Assassinato no Orient Express.

8 - Senta Berger ("A Moral de Ruth Halbfass")

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1969, por O Insaciável Marquês de Sade.

9 - Liv Ullman ("Gritos e Sussurros")

Anteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1968, por A Hora do Lobo e por Vergonha.

10-Liza Minnelli ("Cabaret")

11 - Romy Schneider ("Ludwig, o Último Rei da Bavária")

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1962, por Boccaccio ’70; 16ª em 1965, por O que É que Há, Gatinha?.

12 - Judy Bowker ("Irmão Sol, Irmã Lua")

13 - Françoise Verley ("Amor à Tarde")

14 - Carol Lynley ("O Destino do Poseidon")

15 - Charlotte Rampling ("Henrique VIII e Suas Seis Esposas")

Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1974, por O Porteiro da Noite; 20ª em 1977, por Orca, a Baleia Assassina.

16 - Cybill Shepherd ("O Rapaz que Partia Corações")

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1971, por A Última Sessão de Cinema. Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1976, por Taxi Driver; 20ª em 1989, por O Céu Se Enganou.

17 - Ana Maria Magalhães ("Quando o Carnaval Chegar")

18 - Natalya Bondarchuks ("Solaris")

19 - Jane Fonda ("Tout Va Bien")

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1965, por Dívida de Sangue; 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque; 1ª em 1968, por Barbarella; 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena. Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1977, por Júlia; 2ª em 1978, por Amargo Regresso; 11ª em 1979, por Síndrome da China; 15ª em 1980, por Como Eliminar Seu Chefe.

20 - Hanna Schygulla ("As Lágrimas Amargas de Petra von Kant")

Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1981, por Lili Marlene.

Musas de 1971 <<
>> Musas de 1973

Primeiro foram as novelas. Agora, perguntei aos amigos tuíterrrrssss quais os seus três temas musicais de aberturas de desenho animado preferidos! 15 responderam e, se com as novelas favoritas se destacaram logo, desta vez o equilíbrio foi imenso. O que se refletiu em um empate no primeiro lugar e quase um empate triplo no terceiro.

Da larga nuvem onde choveu memórias afetivas de todo mundo, houve de tudo: desenhos dos anos 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000, aventuras e infantis, desenhos “de menino” e “de menina”. Fomos do Pica-Pau a Jem e as Hologramas, de Jonny Quest a Ben 10.

Bom, vamos começar com o meu top 3, depois o top 3 do twitter e a lista de quem votou em quê. O meus três:

- Jonny Quest: Pra mim, é o melhor tema de um desenho animado em todos os tempos. Se um dia tivessem a coragem de fazer um filme de Jonny Quest como deveria ser feito (com todos os tiros e crianças na mesma cena), poderiam usar esse tema sensacional sem alterações. A série teve uma única temporada em 1964-65, uma segunda série em 1986-1987 e um terceira, com os personagens mais velhos, chamada The Real Adventures of Jonny Quest, em 1996-97.

- Os Flintstones: Os Simpsons que me desculpem, mas tudo começou mesmo foi com os Flintstones. Foi ali que a animação já mostrou que poderia satirizar a classe média americana como qualquer série com atores em carne-e-osso. Tanto é que a criação da Hanna-Barbera foi exibida em horário nobre na TV americana – e foi, por exemplo, o primeiro desenho animado a mostrar um casal dormindo na mesma cama. A canção “Meet the Flintstones” está na memória de muita gente, chegou até a receber uma versão do The B-52′s quando o filme com atores foi lançado, em 1994. Mas muita gente vai se surpreender ao saber que a canção não é a abertura original da série. Trata-se, na verdade, de uma segunda abertura, que só foi ao ar a partir da terceira temporada. Mas é a que ficou na memória daí para a frente: originalmente Os Flintstones foi exibido originalmente de 1960 a 1966, e teve diversos derivados e longas.

- Pole Position: O desenho está mais para uma cópia banal de Speed Racer, é com aquela animação japonesa que tenta vender muito gastando pouco e eu nunca o colocaria entre as animações mais memoráveis da história. Mas que música de abertura! A série só teve uma temporada: 1984-85.

- Agora o top3 dos tuíters:

- Cavalo de Fogo e Os Flintstones (5 votos): “No meu sonho eu já vivi um lindo mundo infantil…”. A música da abertura do desenho animado de 1986 continua vivíssima na mente de muita gente. Mas empatou com o clássico absoluto Os Flintst0nes, do qual já falamos lá em cima. Mas aqui vai a versão em português da abertura (menos lembrada que a original).

- Duck Tales – Os Caçadores de Aventuras (4 votos): Os quadrinhos clássicos de Carl Barks inspiraram essa série ótima da Disney, que só não foi a primeira vez que Tio Patinhas apareceu em um desenho animado por causa do curta A Canção de Natal do Mickey, em 1983. A animação (de 1987 a 1990) abriu as portas para outras séries disneyanas no final dos anos 1980 e marcou por um tema que, no Brasil, foi cantado pelo Luiz Ricardo (afinal, a série começou passando no SBT). Mesmo com uma letra…

- As outras citadas:

Dragon Ball Z (1989-2003) e A Nossa Turma (1984-86): 3

Cavaleiros do Zodíaco (1986-89), Os Jetsons (1962-63 e 1985-88), Jonny Quest (1964-65 e 1986-87), Muppet Babies (1984-91) e O Fantástico Mundo de Bobby (1990-98): 2

A Pantera Cor-de-Rosa (1964-76), Homem-Aranha (1967-70), Tiny Toons (1990-92), He-Man e os Defensores do Universo (1983-85), Jem e as Hologramas (1985-88), Os Simpsons (1989-ainda em produção), Uma Família da Pesada (1999-ainda em produção), Louie (1995-98), Corrida Maluca (1968-69), Tom & Jerry (1940-72), Os Smurfs (1981-90), Doug (1991-94), Pica-Pau (1941-1964), Ben 10 (2005-07), Cowboy Bebop (1998-99), Thudercats (1985-87), Speed Racer (1967-68) e Pole Position (1984-85): 1

- Quem votou:

@andre_ricardo Os Flintstones, A Pantera Cor-de-Rosa, Homem-Aranha (1967)

@fabiomporto Tiny Toons, Cavaleiros do Zodíaco, He-Man

@renataferreira Jem e as Hologramas, Cavalo de Fogo, Duck Tales

@tatyanavaleria Os Simpsons, Uma Família da Pesada, Louie

@anarteixeira Duck Tales, A Nossa Turma, Muppet Babies

@Neidedonato Corrida Maluca, Tom & Jerry, Os Flintstones

@francis_wether A Nossa Turma, Os Smurfs, Cavalo de Fogo

@valeschka2303 Os Flintstones, Cavalo de Fogo, Os Jetsons

@RodLaurentino Doug, Pica-Pau, Dragon Ball Z

@Daslei Cavalo de Fogo, Ben 10, Cowboy Bebop

@jackherbert Cavaleiros do Zodíaco, Thundercats, Dragon Ball Z

@luibond Jonny Quest, Dragon Ball Z, Speed Racer

@manassesFilhoo Os Flintstones, Os Jetsons, Duck Tales

@biacagliani O Fantástico Mundo de Bobby, A Nossa Turma, Cavalo de Fogo

@evelinealvarez Duck Tales, O Fantástico Mundo de Bobby, Muppet Babies

@renatofelix Jonny Quest, Os Flintstones, Pole Position

Eu perguntei ontem no twitter quais as três novelas preferidas do pessoal. Apesar de apenas uma resistência com o conceito ultrapassado de que “novela é tudo igual”, a grande maioria mostrou que não, não são todas iguais. E há algumas extraordinárias.

Curioso também foi ver a preferência muito particular de alguns. Houve quem dissesse que Suave Veneno foi subestimada, houve quem votasse em Carrossel e jurasse que o voto era sério, foi bonito ver que alguém lembrou de A Gata Comeu e me surpreendi com três votos para Fera Ferida. Até pela faixa etária que está aí no twitter, é compreensível que clássicos dos anos 1970, como Selva de Pedra, Pecado Capital ou O Bem-Amado não tenham aparecido.

Bem, vejam aqui o meu top 3 e, depois, o resultado final:

- Vale Tudo: Gilberto Braga define sua novela de 1988-89 como uma discussão da ética. E o tempo todo nós víamos o confronto, mesmo de longe, entre os ideais de Raquel Accioly (Regina Duarte), para quem a honestidade era tudo, e sua filha, Maria de Fátima (Glória Pires), para quem valia tudo para deixar de ser pobre – até vender a casa da própria mãe e fugir com a grana, deixando-a sem nada (o que acontece no começo da novela). No fim, uma coisa até então rara: vilões se dando bem, com direito ao magnata escroque vivido por Reginaldo Farias fugindo para o exterior e dando uma banana para o Brasil. Ah, e teve Odete Roitman (Beatriz Segall), claro…

- Guerra dos Sexos: Sílvio de Abreu tranformou o horário da sete no habitat natural das comédias nas telenovelas. E Guerra dos Sexos (1983-84) foi a melhor delas. Ele teve a saudável audácia de juntar dois medalhões do teatro brasileiro como protagonistas, fazendo-os atuar em cenas de puro pastelão: Paulo Autran e Fernanda Montenegro. Eles eram Otávio e Charlô, dois primos que se odiavam, mas que acabavam herdando a casa e a empresa de um tio milionário – e, para ficar com a herança, eram obrigados a morar e trabalhar juntos. A rivalidade acaba fazendo surgir aliados de cada lado e leva a uma disputa aberta entre homens e mulheres na empresa, cheia de traições e lances sujos. Um Tarcísio Meira atrapalhado, personagens falando com o espectador e muitas referências a filmes fizeram essa novela ser inesquecível para quem assistiu – mas nada como o combate no café da manhã entre Bimbo e Cumbuca, os horrorosos apelidos dos personagens de Autran e Fernanda.

- Irmãos Coragem: Essa lista poderia ter a Ti Ti Ti original ou Que Rei Sou Eu? ou Por Amor, mas eu prefiro citar a antológica Irmãos Coragem (1970-71), um clássico de Janete Clair, a rainha das teledramaturgas. Eu não tenho idade para tê-la visto quando exibida pela primeira vez, mas vi um compacto em 1990, no Festival 25 Anos da Globo. Sensacional. Praticamente um faroeste brasileiro, com os três irmãos Coragem (Tarcísio Meira, Cláudio Cavalcanti e Cláudio Marzo) enfrentando um coronel depois que um deles, João (Tarcísio) encontra um valioso diamante, que logo é roubado. Havia a mocinha com tripla personalidade (Glória Menezes), a denúncia do coronelismo e da corrupção eleitoral e o final antológico com a cidade incendiada e . Houve um remake em 1995 que prometia, mas teve o clima “afrouxado” e não teve o mesmo impacto.

- E o top 3 dos amigos do twitter (23 votaram):

- Roque Santeiro (11 votos): Considerada o maior clássico do gênero na TV brasileira e a primeira (e até agora única) lançada em DVD, a obra de Dias Gomes e Aguinaldo Silva tinha um desfile de personagens antológicos: a viúva Porcina (“a que foi sem nunca ter sido”), o Sinhozinho Malta, o professor que diziam virar lobisomem (no final, virava mesmo), Beato Salu, o ceguinho cantador… A trama era um primor: partia de uma cidade que vivia ás custas da reverência a um herói que enfrentou um bandidão em praça pública e morreu, tornando-se milagreiro. Muita gente faturava com isso: essa viúva suspeita (Regina Duarte), o coronel Sinhozinho (Lima Duarte), que era amante dela, o comerciante Zé das Medalhas (Armando Bógus), o prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura), etc. Acompanhávamos vários capítulos da novela e suas intrigas, até a virada surpreendente: Roque (José Wilker) não só estava vivo como reaparecia incógnito na cidade. Os interesses entram em conflito até o desfecho da trama, evocando O Homem que Matou o Facínora e Casablanca. A versão de 1985-86 era a segunda da novela: uma primeira deveria ter ido ao ar em 1975, mas foi censurada pela ditadura. O elenco todo foi um grande destaque, mas ver a outrora namoradinha do Brasil Regina Duarte em um tipo altamente histriônico foi um deleite só.

- Vale Tudo (9 votos): A trama de Gilberto Braga está sendo atualmente reprisada pelo canal pago Viva, mas seu cartaz entre os tuíters se deve certamente à memória de quem a assistiu e recebeu todo o seu impacto.

- Que Rei Sou Eu? (6 votos): No começo da televisão, o comum eram novelas que se passavam na França ou na Arábia. Depois, a realidade brasileira imperou (ainda bem). Mas Que Rei Sou Eu?, de Cassiano Gabus Mendes, foi um caso especial: uniu esse ambiente de fantasia, o Reino de Avillan de 1786, e a narrativa capa-e-espada para traçar um comentário ferino sobre o Brasil. O país sofria com a miséria, a corrupção dos governantes que criavam um plano econômico atrás do outro, e nada funcionava. Misturando aventura e comédia, girava em torno de Jean Pierre (Edson Celulari), filho bastardo do rei que morreu. Ele é o sucessor legítimo ao trono, mas a nobreza forja outro filho do rei através de Pichot (Tato Gabus), um mendigo. Inesquecíveis foram a histriônica rainha Valentine (Tereza Rachel), o bruxo Ravengar (Antônio Abujamra) e o bobo da corte Corcoran (Stênio Garcia). E Giulia Gam estava tão linda…

- As outras citadas:

O Cravo e a Rosa (2000-01): 5

Renascer (1993): 4

Fera Ferida (1993-94), Tieta (1989-90), Pantanal (1990-91) e Guerra dos Sexos (1983-84): 3

A Viagem (1994), Sinhá Moça (1986), A Próxima Vítima (1995) e O Rei do Gado (1996-97): 2

Pai Herói (1979), Pedra sobre Pedra (1992), Sinhá Moça (2006), Suave Veneno (1999), Vereda Tropical (1984-85), A Indomada (1997), Chocolate com Pimenta (2003-04), Carrossel (1989-90), Top Model (1989-90), A Gata Comeu (1985), Andando nas Nuvens (1999), Por Amor (1997-98), Escrava Isaura (1976-77) e Irmãos Coragem (1970-71): 1

- Quem votou:

@renataferreira Roque Santeiro, Que Rei Sou Eu? e Pedra sobre Pedra

@Neidedonato Roque Santeiro, Vale Tudo e Sinhá Moça (1986)

@andre_ricardo Roque Santeiro, O Cravo e a Rosa, Vale Tudo

@alinevivajp Vale Tudo, Sinhá Moça (2006), Renascer

@betomenezes Fera Ferida, Suave Veneno, Que Rei Sou Eu?

@anarteixeira Renascer, O Cravo e a Rosa e Tieta

@tatyanavaleria Vale Tudo, Roque Santeiro e A Viagem

@linaldoguedes Vale Tudo, Roque Santeiro e Pai Herói

@andreia_barros A Viagem, Vale Tudo e Roque Santeiro

@Nat_Mars Renascer, Fera Ferida e O Rei do Gado

@astier Vereda Tropical, Guerra dos Sexos e Fera Ferida

@valeschka2303 Pantanal, O Cravo e a Rosa e Que Rei Sou Eu?

@andrezzam O Cravo e a Rosa, A Indomada e Chocolate com Pimenta

@tdgermano A Próxima Vítima, Que Rei Sou Eu? e Carrossel

@sheilalinha Sinhá Moça (1986), Roque Santeiro e Tieta

@PhCaldas Que Rei Sou Eu?, Pantanal e A Próxima Vítima

@elyfly Renascer, O Rei do Gado e Roque Santeiro

@francis_werther Top Model, A Gata Comeu e Tieta

@lanaklado Andando nas Nuvens, Vale Tudo e Roque Santeiro

@patoquack O Cravo e a Rosa, Que Rei Sou Eu? e Roque Santeiro

@elysiojr Guerra dos Sexos, Por Amor e Escrava Isaura (1976-77)

@WendellMaximo Roque Santeiro, Pantanal e Vale Tudo

@renatofelix Vale Tudo, Guerra dos Sexos e Irmãos Coragem (1970-71)

Velhinho, agora, é ele: 70 anos de Pernalonga

Um caçador é surpreendido por um coelho bem mais esperto do que ele e nasceu daí uma das maiores personalidades da história do cinema – mesmo que seja um desenho animado. The Wild Hare, curta dirigido por Tex Avery e lançado em 27 de julho de 1940, foi a estreia do Pernalonga, com a aparência que o consagrou e já em dupla com Hortelino Trocaletras. Foi nele, também, que o coelho disse pela primeira vez a frase “What’s up, doc?” (traduzida aqui como “O que é que há, velhinho?”). Aos 70 anos, o coelho continua em alta, como um verdadeiro símbolo da Warner Bros. (como o Mickey é para a Disney) e prestes a estrelar uma nova série de animação.

Ele rapidamente roubou o lugar de Gaguinho e Patolino, que eram as estrelas das séries Merrie Melodies e Looney Tunes. Antes da estreia “oficial”, ainda em formação, o coelho apareceu em quatro desenhos, como Happy Rabbit e branco. O coelho também pode ter sido inspirado na lebre que aparece em A Tartaruga e a Lebre, da série Silly Symphonies, da Disney. De qualquer forma, foi em The Wild Hare que ele firmou sua aparência (incluindo a cor cinza), trejeitos e até situações que seriam recorrentes.

O design definitivo foi de Robert McKimson e a voz do genial dublador Mel Blanc (alérgico a cenouras, mas que precisava mastigá-las porque só cenouras soavam com cenouras). Blanc envergou um sotaque que misturava os bairros nova-iorquinos do Brooklyn e do Bronx – e, por isso, ficou determinado que o coelho nasceu mesmo no Brooklyn.

No sistema de produção da Warner, os diretores podiam se dedicar a séries próprias, mas precisam cumprir um certo número de desenhos do Pernalonga. Por essa razão, é visível o estilo dos principais animadores do estúdio à frente do coelho. Os principais foram Robert Clampett (até 1946), Isadore “Friz” Freleng (que desenvolveu a série de Frajola e Piu-Piu e Ligeirinho e os desenhos do Pernalonga com Eufrazino), Robert McKimson (que criou o Frangolino e fazia os do Pernalonga em que aparecia o Diabo da Tasmânia) e, claro, Chuck Jones (que desenvolvia também o Papa-Léguas e o Coiote, curtas sem personagem fixo, como One Froggy Evening, com aquele sapo cantor, além de criar grandes momentos da dupla Gaguinho-Patolino nos anos 1950).

Com Chuck Jones, o Pernalonga chegou ao máximo. É dele o antológico What’s Opera, Doc? (1957), votado em 1994 por profissionais da área como o primeiro entre os 50 maiores desenhos animados de todos os tempos. E é dele também a trilogia em que o coelho duela freneticamente com Patolino para convencer Hortelino de que estão na temporada de caça ao coelho ou caça ao pato: Rabbit Fire (1950), Rabbit Seasoning (1952) e Duck! Rabbit! Duck! (1953).

O contraste entre o coelho, no máximo da tranqüilidade, com o exasperado Patolino mostra como os dois personagens evoluíram em dez anos e ganharam em sofisticação de suas personalidades – no começo, ambos eram pouco mais do que dois malucos caóticos. Vários desses desenhos estão disponíveis em DVD no Brasil, através da Coleção Looney Tunes, que lançou três caixas, com 11 discos ao todo e cerca de 15 episódios em cada. Infelizmente, a Warner brasileira há anos não lança novos volumes da coleção.

Após o fim dos curtas para o cinema, em 1964, Pernalonga voltou em especiais para a televisão – como Um Coelho na Corte do Rei Artur (1981) -, com participações na série Tiny Toon (1990-1992), com uma ponta memorável – contracenando com o rival Mickey – em Uma Cilada para Roger Rabbit (1988) e estrelando seus próprios filmes, com o sucesso Space Jam – O Jogo do Século (1996), ao lado de Michael Jordan, e o não tão bem sucedido Looney Tunes – De Volta à Ação (2003). A mais recente notícia sobre o coelho setentão é que uma nova série de animação está sendo produzida reunindo toda a turma: The Looney Tunes Show, com visual mais rebuscado e colocando Pernalonga e Patolino como colegas de quarto em um subúrbio. Estreia no Cartoon Network ainda no segundo semestre.

1 - Jacqueline Bisset ("A Noite Americana")

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em Cassino Royale; 5ª em 1968, por Bullitt; 3ª em 1970, por Aeroporto; 7ª em 1972, por Roy Bean, o Homem da Lei. Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1974, por Assassinato no Orient Express.

As musas britânicas dominaram o pódio do ano de 1973, de uma maneira enviezada. Embora A Noite Americana seja um filme francês, Truffaut importou Jacqueline Bisset na terra da rainha. Julie Christie, terceira colocada, nasceu, na verdade, na Índia, mas é de ascendência inglesa. E Britt Ekland, a medalha de prata, apesar do trocadilhoso nome “Britt” e de ter feito filmes na Inglaterra, é, na verdade, sueca. Bisset foi uma das mulheres mais lindas do final dos anos 1960 e dos anos 1970. Em condições normais de temperatura e pressão, seria batida com dificuldade. Por isso, Truffaut nem teve que fazer muito esforço para emplacá-la como campeã do ano. Como nossa lista anda do fim para o começo, é preciso registrar a primeira aparição de uma das maiores musas de todos os tempos: Brigitte Bardot, por seu último filme.

2 - Britt Ekland ("O Homem de Palha")

Anteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1971, por Carter, o Vingador. Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1974, por 007 contra o Homem com a Pistola de Ouro; 15ª em 1976, por Casanova & Company.

3 - Julie Christie ("Inverno de Sangue em Veneza")

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1965, por Doutor Jivago e também por Darling, a que Amou Demais; 2ª em 1966, por Fahrenheit 451; 10ª em 1971, por Jogos & Trapaças – Onde os Homens São Homens. Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1975, por Shampoo.

4 - Diane Keaton ("Dorminhoco")

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1972, por Sonhos de um Sedutor e por O Poderoso Chefão. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1974, por O Poderoso Chefão – Parte II; 1ª em 1975, por A Última Noite de Boris Gruschenko; 1ª em 1977, por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e por À Procura de Mr. Goodbar; 6ª em 1979, por Manhattan; 20ª em 1988, por O Preço de uma Paixão.

5 - Jane Seymour ("Com 007 Viva e Deixe Morrer")

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1980, por Em Algum Lugar do Passado.

6 - Sydne Rome ("Quê?")

7 - Raquel Welch ("Os Três Mosqueteiros")

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1966, por Um Milhão de Anos Antes de Cristo e por Viagem Fantástica; 13ª em 1967, por O Diabo É Meu Sócio. Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1974, por A Vingança de Milady; 5ª em 1977, por O Príncipe e o Mendigo.

8 - Monique van der Ven ("Louca Paixão")

9 - Laura Antonelli ("Malícia")

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1977, por Esposamante.

10 - Brigitte Bardot e 12 - Jane Birkin ("Se Don Juan Fosse Mulher")

Anteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1963, por O Desprezo; 6ª em 1965, por Viva Maria!; 11ª em 1968, por Shalako.

11 - Margot Kidder ("Irmãs Diabólicas")

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1978, por Superman – O Filme; 7ª em 1979, por Terror em Amityville; 6ª em 1980, por Superman II.

12 - Jane Birkin ("Se Don Juan Fosse Mulher")

Anteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1966, por Blow Up – Depois Daquele Beijo. Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1976, por Paixão Selvagem.

13 - Ingrid Pitt ("O Homem de Palha")

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1970, por Carmilla, a Vampira de Karstein; 12ª em 1971, por Condessa Drácula.

14 - Faye Dunaway ("Os Três Mosqueteiros")

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1967, por Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas; 10ª em 1968, por Crown, o Magnífico; 17ª em 1970, por Pequeno Grande Homem. Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1974, por A Vingança de Milady, por Chinatown e por Inferno na Torre; 5ª em 1975, por Três Dias do Condor; 5ª em 1976, por Rede de Intrigas.

15 - Vera Fischer ("A Super Fêmea")

Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1974, por As Delícias da Vida e As Mulheres que Fazem Diferente; 12ª em 1981, por Eu Te Amo e Bonitinha, mas Ordinária; 6ª em 1982, por Amor, Estranho Amor; 13ª em 1989, por Doida Demais.

16 - Barbra Streisand ("Nosso Amor de Ontem")

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1968, por Funny Girl – A Garota Genial; 17ª em 1969, por Alô, Dolly!. Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1975, por Funny Lady.

17 - Nathalie Baye ("A Noite Americana")

18 - Glenda Jackson ("Um Toque de Classe")

Anteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1969, por Mulheres Apaixonadas.

19 - Cindy Williams ("Loucuras de Verão")

20 - Darlene Glória ("Toda Nudez Será Castigada")

Musas de 1972 <<
>> Musas de 1974

Quando se fala em Intriga Internacional, todo mundo lembra… da cena do avião, é claro. A seqüência é genial, mas esta também é o máximo: Hitchcock coloca Cary Grant e Eva Marie Saint em fuga pelos rostos dos presidentes no Monte Rushmore. O cineasta sempre adorou as cenas de impacto em pontos turísticos e, aqui, tira o melhor proveito possível do cenário, criando imagens puramente expressionistas – e ainda tem o reforço da magnífica trilha de Bernard Hermann (e isso a cena do avião, sem música, não tem…).

Intriga Internacional (1959), dirigido por Alfred Hitchcock.

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