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Deu ‘Toy Story 3′ no ‘nosso Oscar’
14/03/2011 in Cinema | Tags: Listas legais, Melhores do ano, Retrospectiva 2010 | Deixe um comentário
Desde 2006, a comunidade Cinéfilos de João Pessoa, que eu criei e administro no Orkut, tem sua própria votação de melhores do ano. Esta semana, finalmente somei, dividi e saiu o resultado final referente aos filmes que passaram nos cinemas paraibanos em 2010.
O sistema é: cada membro dá notas de 0 a 5 para todos os filmes que assistiram. A soma é dividida pelo número de pessoas que assistiram cada filme (se 8 pessoas deram notas para um filme, a soma será dividida por 8).
Vejam os dez primeiros:
A Pixar já ganhou o coração da comunidade faz tempo. Ratat0uille ganhou a eleição de 2007, Wall-E ficou em segundo em 2008 e Up repetiu o segundo lugar em 2009. Este ano, porém, não houve concorrência: Toy Story 3 dominou a eleição recebendo, das suas 17 notas, dezesseis 5 e uma 4. A inacreditável média 4,941 pulverizou o recorde anterior da nossa eleição – que pertencia justamente a Ratatouille, com 4,65.
Se não houvesse Toy Story 3, todas as glórias seriam de Tropa de Elite 2. Com o mesmo número de notas recebidas, o filme de José Padilha recebeu um 5 a menos, o que fez a diferença na média. 4,823, no entanto, ainda é espantoso.
Christopher Nolan embasbacou meio mundo com os delírios oníricos de A Origem e a comunidade não ficou indiferente. Com a média que conseguiu, o filme dificilmente não seria o vencedor em qualquer outro ano.
A saudade do ídolo dominical levou o bom documentário inglês sobre Ayrton Senna ao top 5. Poucos entre os votantes viram, mas quem viu adorou.
Depois de uma animação, um policial, uma ficção científica e um documentário, o drama Direito de Amar completa o eclético top 5. Outro não tão visto, mas que encantou que foi ao cinema conferir.
Se a Pixar sempre freqüenta o topo desta eleição, o mesmo não se pode dizer a Dreamworks. Mas Como Treinar o Seu Dragão, segunda animação da lista, é a melhor colocação do estúdio nestes quatro anos.
Empate na sétima posição: A Bela Junie marcou a volta do Cine Bangüê às exibições normais (depois ele foi aposentado – até prova em contrário – e substituído pelo Espaço Cine Digital); já Quincas Berro d’Água surpreendeu e é mais um nacional no top 10.
Clint Eastwood apostou na emoção e no tom mais épico que o costumeiro do seu cinema em Invictus e conquistou a audiência.
Foi o filme mais visto do ano entre os eleitores desta votação, mas não só isso: teve notas altas o suficiente para ficar em alta desde o começo da eleição.
Resumo das eleições anteriores:
Em 2006, foi feita a primeira votação com regras na comunidade. De cada mês, os membros votavam em seus preferidos e saíam os finalistas. Depois, em uma final, foram decididos os vencedores:
1º – Boa Noite e Boa Sorte
2º – Os Infiltrados
3º – O Labirinto do Fauno
Em 2007, veio a primeira votação por notas, já no sistema atual:
1º – Rataouille – 4,65
2º – Morte no Funeral – 4,5
3º – Piaf – Um Hino ao Amor – 4,466
4º – Tropa de Elite – 4,375
5º – Saneamento Básico, o Filme – 4,3
Em 2008, um embate emocionante, nota a nota, até o desfecho…
1º – Batman, o Cavaleiro das Trevas – 4,58
2º – Wall-E – 4,535
3º – Estômago – 4,5
4º – Juno – 4,406
5º – Ensaio sobre a Cegueira – 4,421
Em 2009, outra votação emocionante, centésimo a centésimo:
1º – Quem Quer Ser um Milionário? – 4,583
2º – Up – Altas Aventuras – 4,476
3º – 500 Dias com Ela – 4,466
4º – A Onda – 4,454
5º – Gran Torino – 4,352
50 filmes que não foram exibidos em JP em 2010
25/02/2011 in Cinema | Tags: Listas legais, Retrospectiva 2010 | 4 comentários
Encerrando a série da retrospectiva do cinema em João Pessoa em 2010, os filmes que tiveram sua estreia no Brasil, mas não passaram comercialmente nas salas da cidade. Inclui alguns lançamentos de dezembro de 2009, que poderia ter passado nos primeiros meses de 2010.
Enquanto isso, tivemos aqui sessões de filmes como Premonição 4, Missão Quase Impossível, Marmaduke, Jackass 3D…
Um dos mais aclamados filmes dos últimos anos, Oscar de filme de língua não inglesa e indicado ao Bafta, foi o ápice do cinema argentino em uma década muito especial nesse quesito no país vizinho. Sintomaticamente, NENHUM filme argentino esteve em cartaz nas salas comerciais de João Pessoa.
Europeu, em preto-e-branco e com um tema tão desconfortável, o filme era candidatíssimo a não passar por aqui – e realmente não passou. Ser um dos grandes filmes da década fez pouca diferença. Palma de Ouro em Cannes e Globo de Ouro de filme de língua não inglesa (e indicado ao Oscar e ao Bafta da mesma categoria), ao César de filme não francês
Grande Prêmio do Júri em Cannes, vencedor do Bafta de filme de língua não inglesa e indicado na mesma categoria ao Oscar e ao Globo de Ouro, vencedor de nada menos que nove Césars. A trajetória do jovem que cresce em uma prisão também passou longe daqui.
Jeff Bridges ganhou o Oscar de melhor ator interpretando um músico country em decadência. Americano e oscarizado, mesmo assim não interessou ao circuitinho local.
A britânica Carey Mulligan encantou meio mundo nesse papel mezzo Audrey Hepburn, ganhando o Bafta de melhor atriz e sendo indicada ao Oscar.
A animação com bonecos não infantil, falando principalmente de solidão, ganhou o Urso de Cristal em Berlim.
O filme integra o rol dos vários trabalhos dos irmãos Coen que não passaram no cinema de João Pessoa – O Grande Lebowsky, O Homem que Não Estava Lá, Fargo…
Com esse, o Box Cinemas inventou a pré-estréia que não estréia: ficou umas três semanas em cartaz em um horário impossível (numa delas, ao meio-dia e pouco). E, no fim, não entrou pra valer em cartaz!
O mitológico diretor alemão Werner Herzog levando Nicolas Cage a uma atuação visceral – uma das poucas elogiadas que ele teve nos últimos anos.
Ótimo documentário sobre uma noite de ouro para a música brasileira. Mas documentário aqui… Este ainda passou no Fest Aruanda, pelo menos.
Adaptação de uma história em quadrinhos francesa, estrelada pela aventureira Adèle Blanc-Sec em uma série de álbuns de sucesso na França. Besson dirigiu Nikita, O Profissional e O Quinto Elemento, mas o circuito nem ligou.
Animação stop-motion com o interessante Anderson (de, por exemplo, Os Excêntricos Tenenbauns) na direção e George Clooney na voz do personagem principal.
Este é um dos filmes nacionais recentes que retrataram a juventude – mas se passa no interior no Rio Grande do Sul, focando na relação com a internet (e via internet). Foi o melhor filme brasileiro do Festival do Rio.
O último filme de Heath Ledger, que Terry Gilliam homenageou trazendo atores convidados para interpretarem o papel dele nas cenas que faltaram.
Baseado na história em quadrinhos, imagina – em parte – como seria se alguém resolvesse ser mesmo um super-herói. E ainda revelou a pequena Chloe Moretz.
Filme britânico sobre a fase menos lembrada de uma de suas monarcas mais importantes. E com Emily Blunt, que foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz/ drama.
Drama enfocando oficiais encarregados de comunicar às esposas que os maridos morreram em combate. A interpretação de Woody Harrelson, muito elogiada, foi indicada ao Oscar de coadjuvante.
Outra cinematografia ignorada por aqui, apesar de ser muito comentada: a sul-coreana. Aqui, uma mãe procura o assassinoque cometeu um crime pelo qual o filho dela foi acusado.
Tornatore, o diretor de Cinema Paradiso, faz um retrato nostálgico sobre a região onde nasceu, na Sicília. Foi indicado ao Globo de Ouro de filme de língua não inglesa.
Ang Lee mergulha no clima que marcou o mais emblemático festival de rock de todos os tempos, que cristalizou as mudanças comportamentais de uma geração.
A tijucana Praça Saens Peña é o cenário, onde uma família de classe média tem a rotina alterada a partir do momento em que um professor é convidado para escrever um livro sobre o bairro.
Não bastasse o diretor inglês ser responsável por títulos como A Rainha, Alta Fidelidade, Ligações Perigosas e Herói por Acidente, o filme adaptado da obra de Colette ainda tem Michelle Pfeiffer no elenco.
Muita gente comparou este filme à trilogia Bourne – principalmente porque o astro – Matt Damon – e o diretor dos dois últimos filmes da série são os mesmos deste. Mas não foi o suficiente para passar no nosso exigente circuito.
É do Polanski, um dos maiores cineastas vivos. Precisa mais? Ele venceu como melhor diretor no Festival de Berlim. No European Film Awards foram cinco prêmios, incluindo filme, diretor e ator (Ewan McGregor).
As mocinhas Kristen Stewart e Dakota Fanning vivem as rebeldes Joan Jett e Cherrie Currie da desbravadora banda The Runaways.
Documentário sobre os dois maiores cineastas franceses e sua história de amizade e brigas que fundamentaram um movimento revolucionário para o cinema. Passou no Fest Aruanda.

27 - "Contos da Era Dourada", de Hanno Höfer, Razvan Marculescu, Cristian Mungiu, Constantin Popescu e Ioana Uricaru
A produção romena aborda lendas urbanas do período em que o país ainda estava sob o regime comunista. O cinema romeno tem tido grande destaque internacional: Mungiu é o diretor de 4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias.
Baseado em um livro infantil de sucesso na França, o filme também se tornou muito popular.
A metade de Tarantino para o Grindhouse demorou três anos para chegar ao Brasil – depois até que seu filme seguinte, Bastardos Inglórios. Em João Pessoa, nem sinal.
A produção turco-alemã sobre um garoto cujo pai sai para coletar mel na floresta e não volta ganhou o Urso de Ouro em Berlim.
Antes de Toy Story 3 chegar aos cinemas, os dois primeiros filmes voltaram às salas para exibições em 3D. A primeira sala 3D da Paraíba foi inaugurada pouco depois, mas gostaríamos, é claro, de ter revisto os filmes mesmo em 2D.
A versão musical de Oito e Meio, de Fellini, levada às telas pelo diretor de Chicago, não foi nem de longe uma unanimidade. Mas há elementos suficientes para interessar: Daniel Day-Lewis, Penélope Cruz, Marion Cotillard…
Exibido aqui apenas em uma sessão da mostra sobre cinema e sexualidade, no Espaço Cine Digital, o filme se passa na Lapa carioca e tem – além de Maria Ribeiro – a argentina Luz Cipriota no elenco.
Se a moda é filmes de vampiro, este do sul-coreano Park (da Trilogia da Vingança) é um dos mais originais: o personagem principal é um padre infectado.
Mistura de documentário, drama e filme experimental da dupla que – juntos ou separados – já deu à luz filmes como Cinema, Aspirinas e Urubus, Madame Satã e O Céu de Suely. Dois prêmios no Festival do Rio (incluindo melhor diretor).
Ana Paula Arósio em interpretação elogiada como uma professora que entra em depressão depois que a companheira morre.
Com Paul Bettany e Jennifer Connelly, mostra Charles Darwin dividido entre suas revolucionárias teorias científicas e a religiosidade da esposa.
Um raro filme de aventura pra crianças e jovens feito no Brasil. Parece ter a linha de Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme, que é muito bom.
Mais uma trama tendo como pano de fundo a guerra no Iraque. Ter George Clooney, Ewan McGregor, Kevin Spacey e Jeff Bridges no elenco não fez diferença para nossos exibidores.
* A partir daqui, filmes que estrearam nacionalmente mais para o fim do ano, na altura da composição dessa lista, ainda poderiam passar nos cinemas daqui.
Baseado em uma HQ que teve boa repercussão no meio, o filme estrelado por Michael Cera conquistou os corações da geração videogame. Mas estreou no Brasil com raquíticas SEIS cópias.
A juventude de John Lennon: o relacionamento com a tia Mimi, com a mãe Julia, o encontro com Paul McCartney.
O documentário aborda a vida do autor português sob o prisma do amor entre ele e a esposa Pilar.
Novo destaque do cinema argentino, com Ricardo Darin no papel principal, chegou a ter uma sessão especial no Espaço Cine Digital. Mas só.
George Clooney como um assassino que está na Itália para um último serviço.
A brincadeira fílmica de Robert Rodriguez com os filmes de ação B, “esticado” do trailer falso que está em Grindhouse.
A comédia de Klotzel tem Selton Mello como a voz de um liquidificador que testemunha a vida de uma dona de casa.
* A partir daqui, filmes lançados em 2010 no Brasil e que acabaram chegando aos cinemas de João Pessoa em janeiro ou fevereiro de 2011 – todos no Cinespaço (não por acaso?).
Woody volta a Londres para narrar uma ciranda amorosa afetada pela influência de uma vidente sobre uma mulher abandonada pelo marido.
Coppola voltou a buscar um filme mais autoral, esta uma história de irmãos filmada em Buenos Aires.
Vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar, mostra uma família formada por um casal de lésbicas e seus filhos, desestabilizada quando o pai biológico das crianças entra em cena. (Em tempo: passou, mas passou pessimamente, em uma sessãozinha de nada, em uma semaninha de nada no Cinespaço)
50 filmes não exibidos em João Pessoa em 2009
Mais retrospectiva 2010:
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Os 10 títulos mais esdrúxulos de 2010
30/01/2011 in Cinema | Tags: Listas legais, Retrospectiva 2010, Títulos esdrúxulos | 3 comentários
Sempre considerando os 140 filmes que estiveram efetivamente em cartaz nos cinemas de João Pessoa.
1. Direito de Amar – Ok, “um homem solteiro” não é bom, mas poderia ser “um homem só” ou “um homem solitário”. Ao invés disso, a Paris Filmes resolveu tascar o mesmo título de uma telenovela de 1987! E se a trama gira em torno da depressão do protagonista após a morte de seu companheiro, qual o sentido?
2. O Golpista do Ano – Não foram poucos os que entraram no cinema ou levaram o DVD para casa achando que iam assistir a outro Ace Ventura ou alguma comédia trivial de Jim Carrey. A Imagem Filmes tentou mesmo esconder o aspecto gay do filme (embora a cena do cartaz não negue muito). “Originalíssimo”, O Golpista do Ano entra no clube de O Homem do Ano, O Vigarista do Ano e outros.
3. Guerra ao Terror – Como nem a distribuidora original apostava que The Hurt Locker fosse longe em alguma coisa, a Imagem Filmes não se esforçou nem um milímetro para ser criativa no título nacional, que ficou um primor de generalização e de nada a dizer sobre o filme. Para piorar, lançou direto em DVD (com uma capinha que não mostrava o ator principal e ostentava em letras garrafais o nome de três coadjuvantes famosos, como se fossem eles os protagonistas do filme) e teve que colocar o rabo entre as pernas para lançá-lo nos cinemas tupiniquins depois que ele foi indicado ao Oscar (que acabou ganhando).
4. Um Sonho Possível – Outra obra-prima dos péssimos títulos. “O lado cego” explicado já no começo do filme vira esse manjado título nacional. O pessoal da Warner deve ter achado muito criativo usar “possível” em vez de “impossível”. “Vamos surpreender todo mundo”, devem ter pensado.
5. Amor sem Escalas – O título original refere-se à condição do personagem de George Clooney – o fato de estar sempre viajando é uma metáfora para não “ter os pés no chão”, “criar raízes”. Mas claro que a UIP preferiu fazer todo mundo acreditar que se tratava de uma comédia romântica? Há um romance no filme? Então tem que ter “amor” no título.
6. Coincidências do Amor – De “a troca” para Coincidências do Amor. Já estava bastante ruim assim, mas piora quando você descobre que não há coincidência nenhuma na trama. O que aparentemente não é coincidência é a Imagem Filmes aparecer tanto nessa lista (ano passado foram três vezes; neste já vamos em outras três).
7. Atração Perigosa – O título original não é à toa: o filme tem uma relação muito próxima com Boston e, mais precisamente, com o bairro onde a história se passa. Mas é aquela história: tem um romance que pode colocar tudo a perder. Logo, pensa a Warner: Atração Perigosa, genérico até dizer chega.
8. Dupla Implacável – Pobre do filme policial que cai nas mãos da Playarte… Ano passado, eles já tinham conseguido transformar Pride and Glory no desinspiradíssimo Força Policial. Aqui, o título original é uma referência a um dos melhores filmes de James Bond, From Russia with Love, que, no Brasil, ganhou o título de Moscou contra 007 (plenamente elegível para uma lista daquele ano, 1963). Ok, ok, nesse sentido é praticamente impossível traduzir e manter a referência. Mas dava pra fazer melhor do que o genérico Dupla Implacável, não dava? Pelo menos alguma coisa a ver com Paris, Playarte!
9. Par Perfeito – Mulher descobre que o marido é um assassino profissional. Ele está sendo caçado e ela tem que entrar na dança: Killers. Ok, “assassinos” não seria bom, mas a trama está muito longe de Par Perfeito. Qualquer comédia romântica poderia ostentar esse título, mas isso não impediu a Imagem Filmes.
10. A Ressaca – Ano passado coloquei Se Beber Não Case na lista, cuja tradução do título original era simplesmente “a ressaca” (título que o filme efetivamente ganhou em Portugal). Pois não é que a tal “banheira máquina do tempo” virou aqui estrambolicamente A Ressaca? Com essa, a Imagem dominou a metade da nossa lista. Parabéns a todos os envolvidos.
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Cinema em JP/ Musas de 2010
28/01/2011 in Cinema | Tags: Belezuras, Listas legais, Musas, Retrospectiva 2010 | 5 comentários
Esta lista refere-se apenas aos filmes que foram exibidos no cinema em JP em 2010.
Anteriormente em Musas/ Cinema em JP: 17ª em 2008, por Mamma Mia! – O Filme; 9ª em 2009, por Garota Infernal.
Muito mais do que pelo água com açucar Cartas para Julieta, é por O Preço da Traição que Amanda Seyfried está no topo da lista de musas de 2010. Ela vinha em ascenção, de maiô em Mamma Mia! ou no beijaço com Megan Fox em Garota Infernal. Ela vai muito além em O Preço da Traição: para uma atriz que tinha cara de namoradinha da América, há generosa nudez e uma cena erótica antológica com uma das preferidas de todos os tempos neste blog, Julianne Moore (não por acaso, também no pódio deste ano – e pela primeira vez na lista nesta categoria Cinema em JP, que contabiliza musas desde 2005). Outras favoritas estão por aí: Pe, Scarlett, Emily Blunt, Natalie, Maria Flor. Rebecca Hall, Tina Fey e Mariana Ximenes são sempre bem-vindas. E uma novidade muito promissora: a inglesa Gemma Arterton, a melhor coisa de dois filmes bem fraquinhos.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 3ª em 2006, por Volver; 5ª em 2008, por Vicky Cristina Barcelona; 4ª em 2009, por Fatal.
Posteriormente em Musas/ cinema em JP: 4ª em 2011, por Minhas Mães e Meu Pai e por Amor à Toda Prova.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 12ª em 2007, por Um Bom Ano; 6ª em 2009, por Inimigos Públicos.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 1ª em 2006, por Ponto Final – Match Point, por O Grande Truque e por Dália Negra; 2ª em 2007, por Scoop – O Grande Furo; 7ª em 2008, por Vicky Cristina Barcelona.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 16ª em 2006, por O Diabo Veste Prada; 12ª em 2008, por Jogos do Poder.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 5ª em 2005, por Closer – Perto Demais; 14ª em 2008, por Um Beijo Roubado e por A Outra. Posteriormente em Musas/ cinema em JP: 1ª em 2011, por Cisne Negro, Sexo sem Compromisso e Thor.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 19ª em 2007, por Podecrer!; 18ª em 2008, por Chega de Saudade.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 9ª em 2008, por Vicky Cristina Barcelona.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 15ª em 2006, por A Máquina e por Muito Gelo e Dois Dedos d’Água.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 10ª em 2008, por Juno.
Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 14ª em 2007, por Harry Potter e a Ordem da Fênix; 19ª em 2009, por Harry Potter e o Enigma do Príncipe.
Cinema em JP/ Musas de 2009 <<
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O cinema da década
18/01/2011 in Cinema | Tags: Listas legais, Melhores do ano, Retrospectiva 2010 | 8 comentários
Foi a década da tecnologia? Com a Pixar fazendo obras-primas a granel em animação por computador, o 3D de Avatar quebrando recordes de bilheteria e efeitos criando personagens digitais, a tentação é dizer que sim.
Mas aí vem o cinema argentino, vem Clint Eastwood e o preto-e-branco de A Fita Branca e mostram que a década foi muito mais rica que isso. Relembre aqui fatos marcantes da década e confira uma lista com 15 filmes fundamentais do século (até agora).
A INFALÍVEL PIXAR
A Pixar começou a década com Monstros S.A. (2001) e terminou com Toy Story 3 (2010). Foram oito filmes, quase todos extraordinários: como Procurando Nemo (2003), Rataouille (2007), Wall-E (foto, 2008) e Up (2009). Foi a maior combinação de arte e entretenimento da décadas – por isso, foi comprada pela Disney e John Lasseter, seu fundador, agora comanda o setor de animação da nave-mãe.
ERA DOS SUPER-HERÓIS
No final da década passada, com X-Men – O Filme (2000), os estúdios redescobriram o filão das HQs. Vários heróis ganharam as telas desde então, cada um na tentativa de dar início a uma série de sucesso: entre tantos, Homem-Aranha (2002/ 04/ 07) e Homem de Ferro (2008/ 10) se deram melhor. Mas o destaque foi, claro, para Batman Begins (2005) e, principalmente, Batman, o Cavaleiro das Trevas (2008), que deu o Oscar de coadjuvante a Heath Ledger, como o Coringa.
SAINDO DA TELA
Cinema em 3-D existe desde os anos 1950, mas novas tecnologias geraram uma nova geração de filmes que apostam no efeito. O advento de Avatar (2009) causou furor a respeito de uma nova era no cinema. O filme fez grande sucesso, mas um ano e vários filmes ruins depois bastaram para que víssemos que não é bem assim. Mas essa terceira dimensão artificial (existe aquela que a gente simplesmente forma na nossa mente) se tornou ao menos mais uma ferramente a ser usada. A questão é: até onde o efeito deve se sobrepor ao filme?
CINEMA NA TV
Com Hollywood em crise, sem espaço para projetos arrojados, foi a TV que acabou trazendo novidades, como as séries 24 Horas (2001-10), Lost (2004-10), Roma (2005-07) e Mad Men (2007-ainda em exibição). Com ousadias formal e temática nas quais os estúdios de Hollywood pouco se atreveram a arriscar – preferindo os êxitos certos de bilheteria – a TV ganhou importância.
NÃO ESTÁ LÁ, MAS EXISTE
A trilogia O Senhor dos Anéis (2001/ 02/ 03) causou furor com o Gollum, personagem digital, mas que parecia tão real quanto os demais atores (ao contrário do Jar-Jar Binks de A Ameaça Fantasma, 1999). Depois dele, ficou comum os atores contracenarem com o nada (como em King Kong, 2005) para dizer tudo.
O MUNDO DE MEIRELLES
Cidade de Deus (2002) mexeu com o cinema brasileiro como não acontecia há tempos. Mostrou que relevância temática e excelência narrativa e de produção podem andar juntas. Dele descendem os dois Tropa de Elite (2007/ 10), cuja parte 2 quebrou o recorde de bilheteria do cinema nacional. Meirelles passou bem às produções internacionais, com O Jardineiro Fiel (2005) e Ensaio sobre a Cegueira (2007). É o grande nome do cinema brasileiro da década.
QUINZE FILMES QUE MARCARAM A DÉCADA
Os recursos visuais criam uma Paris de sonho para a fábula de Amélie e sua missão de felicidade.
O início da trilogia mostrou que, sim, era possível recriar a Terra-Média no cinema.
No auge da animação por computador, quando até a Disney chegou a abandonar o processo tradicional, Miyazaki continuou fazendo obras-primas desenhadas à mão.
Sucesso mundial, mostrou que é possível unir temas importantes e narrativa empolgante no Brasil.
O grande momento de uma nova onda do cinema sul-coreano que chegou ao Ocidente.
O roteiro de Charlie Kaufman mistura memória e imaginação na história de amor da década.
Ponto alto da década para o maduro diretor desfilou um filme antológico após o outro, sempre tirando grande força da simplicidade.
O cinema independente americano foi responsável por várias pérolas. Essa foi uma das maiores, com um elenco redondo revelando dois grandes atores jovens: Abigail Breslin e Paul Dano.
Na década dos filmes de super-heróis, o subgênero foi elevado aqui a um outro nível, denso e complexo.
Vários filmes da Pixar poderiam estar nesta lista, mas este extrapola os limites da ousadia com um começo quase mudo, previsões sombrias para a humanidade e um pequeno homem de lata com um grande coração.
O filme que anunciou uma nova era do 3-D – que não se concretizou totalmente – e se tornou a maior bilheteria da história.
Em tempos de 3-D, um filme em preto-e-branco mostrou que não precisava de efeitos especiais para ser ainda mais poderoso.
O cinema argentino brilhou com uma fase de histórias sensíveis e intimistas e chegou ao auge com este filme, elogiado por todos.
* Publicado no Correio da Paraíba, em 31 de dezembro de 2010.
Mais retrospectiva 2010:
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Os melhores filmes de 2010
13/01/2011 in Cinema | Tags: Críticas, Listas legais, Melhores do ano, Retrospectiva 2010 | 4 comentários
O ano do circuitão em João Pessoa e Campina Grande seguiu a média dos anos anteriores. 140 filmes entraram em cartaz nas 13 salas de João Pessoa (vários, também nas quatro de Campina).
São dois a menos que em 2009, mas números bem abaixo do registrado entre 2006 e 2008 (161, em 2006; 165, em 2007; e 162, em 2008), anos em que o cinema do MAG Shopping ainda funcionava. O número pode voltar a melhorar se as novas salas de lá com a inauguração das novas salas de lá nesta sexta. No ano que vem, a gente conversa.
Foram 18 filmes nacionais em 2010 (14,28% do total), mantendo a tendência de queda em números absolutos (foram 24, em 2007; 22, em 2008; 20 em 2009). O ano também marcou a discreta aposentadoria do Cine Bangüê para exibições regulares – no Espaço Cultural, elas passaram a acontecer no Espaço Cine Digital. Isso melhorou o quadro de filmes não falados em inglês ou português: de um, no ano passado, para nove.
Aí vai a lista dos melhores filmes exibidos nos cinemas paraibanos em 2010 (publicada no dia 2 de janeiro de 2011, no Correio da Paraíba):
Se o cinema é como um sonho, nenhum filme foi mais cinema que este em 2010. Ele levou o espectador ao mundo do insconsciente em uma trama intrincadíssima, uma complexidade ilusória, visual delirante e realista ao mesmo tempo e ainda criou um antológico clímax de mais de meia hora de duração. Critica no Boulevard
A Pixar fecha a década com outra obra-prima, transitando entre filmes de prisão, de horror, e arrancando lágrimas de quem se identificou com o rapaz que se despede de seus brinquedos. Crítica no Boulevard
Poucas continuações são tão lógicas e menos repetitivas do que a trajetória do Capitão nascimento. O filme político do ano. Crítica no Boulevard
Viver no ar é viver sem amarras para o personagem de George Clooney. Brilhante metáfora sobre as bagagens de cada um e ainda um comentário sobre a crise americana. Crítica no Boulevard
A história da criação do Facebook não só mostra como surgiu nossa mania por redes sociais. É também um belíssimo trabalho sobre a solidão crônica e como alguém pode sabotar suas próprias relações não virtuais. Crítica no Boulevard
Em tom de documentário, uma classe é mostrada como o microcosmo francês, com todos os seus dilemas étnicos.
Se aproveitando do modelo do filme noir, Scorsese faz uma investigação sobre a mente humana e um exercício de estilo que remete até ao cinema mudo. Crítica no Boulevard
Na reta final, a franquia ganhou ares de filme de guerra, usa metáforas nazistas para falar de intolerância e experimenta ousadias temáticas e narrativas. Crítica no Boulevard
Desacreditado por todos, revelou-se o melhor filme a tratar da Guerra do Iraque em tons psicológicos: o vício pela adrenalina empurrando um detonador de bombas para cada vez mais perto da morte. Crítica no Boulevard
O mundo dos adolescentes, mostrado com uma sensibilidade toda especial pela diretora. Crítica no Boulevard
Mais dez de 2010:
11 – Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar
12 – Invictus – Crítica no Boulevard
13 – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
14 – Como Treinar o Seu Dragão
15 – Homem de Ferro 2 – Crítica no Boulevard
16 – Tudo Pode Dar Certo – Crítica no Boulevard
17 – Atração Perigosa
18 – Julie & Julia
19 – Abraços Partidos
20 – 5x Favela – Agora por Nós Mesmos
Mais retrospectiva 2010:
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