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87. Julia-Louis Dreyfus

Julia_Seinfeld

A esfuziante Julia, a mulher que é um dos rapazes em "Seinfeld"

No cinema, ela esteve em dois filmes de Woody Allen – mas não era um dos principais nomes. A razão de Julia estar aqui é pela parceria com outro gênio da comédia: Jerry Seinfeld. Na TV, ela criou a adorável, irritante, doce, egoísta, alegre, obcecada, frágil e sabe-tudo Elaine Benes – um dos pilares do quarteto do seriado Seinfeld. Difícil imaginar alguém melhor que Julia para o papel: ela tem a irreverência necessária para ser “um dos rapazes”, sem perder o ar sexy e atraente. São incontáveis os momentos antológicos de Julia:  dança dos chutinhos, o duelo com o “nazista da sopa”, a negociação do sexo para não estragar a amizade, a confissão de que fingia orgasmos com o ex-namorado, seus chefes estranhos e até suas risadas nos erros de gravação…

Vá atrás: Hannah e Suas Irmãs (1986); Desconstruindo Harry (1997); Seinfeld (1988-1998); The New Adventures of Old Christine (2006-ainda em produção).

Cena: Elaine conta que fingiu orgasmos com Jerry em um dos episódios de Seinfeld

Atriz anterior: Zooey Deschanel

Arranhando o Céu (Building a Building)
Direção: David Hand. Produção: Walt Disney.
Indicado ao Oscar de 1932-33

Segunda indicação do Mickey Mouse, em um ambiente comum nas animações da primeira metade do século 20: o esqueleto de um edifício em construção, um possível reflexo da recuperação da economia americana na saída da grande depressão. Enquanto o camundongo (com voz original de Walt Disney) comanda uma escavadeira que possui rosto e expressões, Minnie aparece como vendedora de lanches para os operários. Bafo é o capataz. O curta segue a linha dos demais do ratinho: uma profusão de gags, uma atrás da outra, com a música ditando o ritmo e ainda em preto-e-branco.

Anterior: Os Três Porquinhos, vencedor do Oscar no mesmo ano

19. Will & Grace (Will & Grace, 1998-2006)

Hayes, McCormack, Debra e Megan: a química é tudo

Hayes, McCormack, Debra e Megan: a química é tudo

Quando começaram a ser contadas as desventuras dos ex-namorados Grace e Will, vizinhos e amigos e ele, agora, gay, mostrar homossexuais com franqueza ainda era uma novidade na televisão. Nesse ponto, a série Will & Grace ajudou a abrir portas importantes, mas o forte é a química perfeita entre os personagens e seus dois coadjuvantes absolutamente impagáveis. Enquanto o advogado Will (Eric McCormack) é, digamos, contido, seu amigo Jack (Sean Hayes) solta a franga 100% do tempo. Por outro lado, a designer de interiores Grace (Debra Messing, linda e sempre ótima) tem que aturar a rica, irritante e sem medo algum de ser incoveniente Karen (Megan Mullally). Equilibrando as risadas, está a incomum, mas doce – e algumas vezes até comovente – história de amor platônico entre um casal que já namorou, terminaram porque o rapaz é gay, mas continuam se amando platonicamente.

Série número 20: Sex and the City/ Sexo e a Cidade

20. Sex and the City/ Sexo e a Cidade (Sex and the City, 1998 – 2004)

Um quarteto que se completa

Um quarteto que se completa

Os homens costumam torcer o nariz para essa série – e quem irá culpá-los? São muitas vezes mostrados como eles realmente são, por uma ótica feminina. Um tanto maniqueísta, é verdade, mas um dos méritos da série é mostrar que muitos dos problemas femininos vem da cabecinha das próprias mulheres. Há vários outros, começando pela inteligência do enredo e dos diálogos, a franqueza dos temas tratados, o bom humor que funciona quase sempre e a capacidade de cativar pelas quatro personagens, que são diferentes entre si e se completam em suas idiossincrasias. As atrizes que as interpretam são todas ótimas, mas principalmente Cynthia Nixon, como Miranda Hobbes.

Série número 21: Chips

21. Chips (Chips, 1977-1983)

Jon e Ponch, vivendo na estrada

Jon e Ponch, vivendo na estrada

Uma das musiquinhas de abertura mais vivas na minha mente desde sempre é da de Chips. As aventuras dos oficiais motoqueiros Jon Baker (Larry Wilcox) e Frank Pocherello (Erik Estrada) eram acompanhadas por mim nas noites do SBT (e tive até uma moto a pilha dos Chips). O título da série é a sigla para California Highway Patrol e mostrava a dupla e seu dia-a-dia nas autoestradas de Los Angeles, tendo desde aventuras puxadas para a comédia até investigações criminais e apoio a paramédicos em graves acidentes de trânsito. Jon era o sério e Ponch, o descolado. Wilcox saiu da série em 1982 e foi substituído por Tom Reilly como Bobby Nelson, na sexta e última temporada.

Série número 22: Mulher-Maravilha

22. Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 1976-1979)

Lynda Carter como a princesa Diana

Lynda Carter como a princesa Diana

Fazer uma série com a Mulher-Maravilha era algo muito corajoso com todas as limitações técnicas que haviam nos anos 1970. Haviam coisas difíceis de engolir, como o avião invisível que parecia (e devia ser mesmo) de plástico, mas o seriado marcou época e tudo partiu da escalação de uma atriz ideal para o papel: a ex-Miss América Lynda Carter, até hoje identificada com a princesa amazona. Isso fica ainda mais claro quando se descobre que foi produzido um primeiro piloto em que a Mulher-Maravilha era… loira! Não deu certo, claro, os produtores caíram em si e não só voltaram ao cânone dos quadrinhos como ainda situaram os episódios durante a Segunda Guerra, época original em que a Princesa Diana surgiu nos gibis. Na segunda e terceira temporadas, as aventuras se desenrolavam nos próprios anos 1970 – mas com Lynda Carter ainda desfilando aquele charme. E ainda tinha aquela transformação tão legal que o desenho da Liga da Justiça acabou trazendo de volta.

Série número 23: Arquivo X.

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  • Pessoas que estão reclamando de Wagner Moura no tributo ao Legião: vão assistir a um DVD da banda e pronto.Publicado há 10 hours ago
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