95. Nastassja Kinski

A musa cult em seu grande ano, 1984, em "Os Amantes de Maria"

A musa cult em seu grande ano, 1984, em "Os Amantes de Maria"

Houve um tempo em que se dizia: “Qualquer filme com Nastassja Kinski merece ser visto”. Nunca antes na história desta arte uma frase foi tão posta à prova. A belíssima atriz alemã encantou os cinéfilos em vários filmes nos anos 1970 e 1980, mas há cerca de 15 anos sua filmografia prima por produções inacreditavelmente de terceira. Suspenses fajutos, filmes de ação que parecem feitos direto para vídeo… Nada que em condições normais chamaria qualquer atenção – mas confesso que o nome de Natassja no elenco já dá vontade de dar uma olhada. Ainda não arrisquei, mas um dia, quem sabe?… Porque os filmes que Nastassja estrelou em seu tempo áureo, primeiro como ninfeta filmando com Wim Wenders (em Movimento em Falso, 1975) e Polanski (em Tess, 1978), quando ainda era pouco mais do que a filha de Klaus Kinski (com quem teve uma relação conturbada). Depois, virou a musa cult, com um dos rostos mais lindos que o cinema já viu: dirigida por Coppola (em O Fundo do Coração, 1982), os irmãos Taviani (Noites com Sol, 1990), Mike Figgis (Por uma Noite Apenas, 1997), de novo Wim Wenders (em Paris, Texas, 1984, e Tão Longe, Tão Perto, 1993), Tony Richardson (em Hotel Muito Louco, 1984), Andrei Konchalovsky (Os Amantes de Maria, 1984) – 1984 foi seu grande ano. E, claro, não a esquecemos de patinhas amarradas na cama na cena antológica de A Marca da Pantera (1982).

Nasceu em: Berlim, Alemanha Ocidental (hoje, Alemanha), 1959 (outras fontes dizem 1961).
Vá atrás: Uma Filha para o Diabo (1976); Tentação Proibida (1978); Tess (1979); O Fundo do Coração (1982); A Marca da Pantera (1982); Hotel Muito Louco (1984); Infielmente Tua (1984); Paris, Texas (1984); Os Amantes de Maria (1984); Noites com Sol (1990); Por uma Noite Apenas (1997); Seus Amigos, Seus Vizinhos (1998).

Cena abaixo: a cena da cabine em Paris, Texas


Atriz anterior: Audrey Tautou