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90. Deborah Kerr

A dama, pronta para o beijo dos beijos

A dama, pronta para o beijo dos beijos

A imagem de grande dama de Deborah Kerr era tão forte que esse rompimento responde por boa parte do mito que se formou em torno da famosa cena do beijo na praia em A um Passo da Eternidade (1953). Um beijo ardente, molhado e, ainda por cima, superadúltero. E numa cena em que ela termina humilhada e de joelhos, aos pés do amante (que é Burt Lancaster). Mais esperado é o papel de freira em Narciso Negro (1947), da heroína sofrida de Tarde Demais para Esquecer (1957) ou ainda da amável, mas muito correta, professora de O Rei e Eu (1956). Nem é a voz dela nas canções (e, sim de Marni Nixon), mas a graça e a elegância são totalmente dela pelo filme todo.

Vá atrás: Narciso Negro (1947); As Minas do Rei Salomão (1950); Quo Vadis (1951); A um Passo da Eternidade (1953); O Rei e Eu (1956); Chá e Simpatia (1956); O Céu É Testemunha (1957); Tarde Demais para Esquecer (1957); Bom Dia, Tristeza (1958); Vida Separadas (1958); A Noite do Iguana (1964).

Cena: Deborah dança “Shall we dance” com Yul Brynner em O Rei e Eu

Atriz anterior: Laura Linney

Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill, 1997). Direção de Roger Michell. Roteiro de Richard Curtis.

"E se o senhor Thacker tiver se dado conta que que foi um... babaca idiota...?"

"E se o senhor Thacker tiver se dado conta que que foi um... babaca idiota...?"

William Thacker (Hugh Grant), um dono de livraria do bairro de Notting Hill, em Londres, conheceu por acaso uma estrela americana do cinema, Anna Scott (Julia Roberts). Eles se apaixonaram e a imprensa os flagrou juntos, no que se tornou um grande escândalo para ela, que namorava sem qualquer paixão um ator igualmente famoso. Anna procura por ele quando volta à Inglaterra, mas ele decide que eles são de mundos diferentes e a dispensa. Mas percebe a besteira que fez e, para falar com ela antes que vá embora do país, entra no meio dos jornalistas em uma coletiva de imprensa que ela concede antes de partir.

DOMINIC – Anna, quanto tempo vai ficar no Reino Unido, então?

ANNA – Tempo nenhum. Vou embora esta noite.

AGENTE – Por isso, temos coisas a preparar – então, últimas perguntas. Sim? A moça ali.

MOÇA – Sua decisão de tirar uns anos de folga tem a ver com os boatos sobre Jeff e sua namorada atual?

ANNA – De forma alguma.

MOÇA – Acredita nos boatos?

ANNA – Bem, já não é da minha conta, embora eu diga, por exeperiência própria, que boatos sobre Jeff tendem a ser reais.

Risadas entre os jornalistas.

REPÓRTER – Certo, hum… Em sua última visita, houve algumas fotos indiscretas tiradas de você com um jovem inglês. Então, ahn, o que aconteceu?

ANNA – Ele era só um amigo. Ainda somos amigos, eu acho.

AGENTE – Próxima questão? Certo, hum… (William levanta a mão) O rapaz de camisa rosa.

Anna vê William entre os jornalistas.

WILLIAM – Sim. Senhorita Scott, existe alguma possibilidade de que você e ele possam ser mais do que apenas amigos?

ANNA – Eu esperava que sim, mas não, eu… tenho certeza que não.

WILLIAM -Sim, mas o que você diria se…

AGENTE – Lamento, apenas uma pergunta, por favor.

ANNA – Não, tudo bem. Estava dizendo…?

WILLIAM – Eu só estava pensando se… ahn… acontecesse dessa pessoa…

REPÓRTER – Thacker. O nome dele é Thacker.

WILLIAM – Certo. Obrigado. Eu estava pensando… Se o senhor Thacker tiver se dado conta que foi um… babaca idiota…

Ela levemente se espanta.

WILLIAM – …E se ajoelhasse e… implorasse que você reconsiderasse… você iria… de fato, então… reconsiderar?

Os amigos que levaram William ao hotel e também já estavam na sala prendem a respiração, na expectativa.

ANNA – Sim, acredito que sim.

Começa um burburinho entre os repórteres e William respira aliviado.

WILLIAM – Estas são ótimas notícias.

Os dois trocam olhares cúmplices.

WILLIAM – Os leitores de Hípica e Caça ficarão maravilhados.

Risadas na sala, enquanto ela sussurra ao ouvido do agente ao seu lado.

AGENTE – Certo… Dominic, gostaria de fazer sua pergunta de novo?

DOMINIC – Certo. Anna, quanto tempo pensa em ficar aqui na Inglaterra?

Eles se olham. Silêncio na sala.

ANNA – Indefinidamente.

Começa o burburinho. Um fotógrafo ao lado de William percebe, enfim, que ele é o “Sr. Thacker” e começa a fotografá-lo, seguido por outros. A entrevista sai completamente do protocolo, mas William e Anna estão alheios a tudo. Apenas se olham, fixamente e sorrindo.

Declaração anterior: Pacto de Justiça

Helen Hunt em “Melhor É Impossível”

1 – HELEN HUNT, por Melhor É Impossível

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1996, por Twister. Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 2000, por Náufrago; 9ª em 2001, por O Escorpião de Jade.

Desde a série Mad about You Helen Hunt exibe uma beleza algo incomum – que o filme Melhor É Impossível soube captar maravilhosamente. É uma daquelas musas onde a inteligência é tão importante quanot a beleza em si – ou faz parte dela. E ela ficou à frente de concorrentes pesadas: Jennifer Tilly (em Ligadas pelo Desejo, no mais sexy de seus papéis sexy!), Julianne Moore, Jennifer Connelly e Kate Winslet. Primeira aparição: Heather Graham, Denise Richards. Última aparição: Teri Hatcher, Kim Basinger, Francesca Neri, Bridget Fonda. Única aparição: Jennifer Tilly, Michelle Yeoh, Elizabeth Hurley, Dina Meyer, Joey Lauren Adams, Gina Gershon. Brasileiras na lista: nenhuma.

2 - Jennifer Tilly ("Ligadas pelo Desejo")

Jennifer Tilly em “Ligadas pelo Desejo”

2 – JENNIFER TILLY, por Ligadas pelo Desejo

3 - Julianne Moore ("Boogie Nights - Prazer Sem Limites"

Julianne Moore em “Boogie Nights – Prazer Sem Limites”

3 – JULIANNE MOORE, por Boogie Nights – Prazer sem Limites

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1992, por Corpo em Evidência e por A Mão que Balança o Berço; 12ª em 1993, por Short Cuts – Cenas da Vida e por O Fugitivo. Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1998, por O Grande Lebowski e por Psicose; 1ª em 1999, por Fim de Caso e por Magnólia; 3ª em 2009, por O Preço da Traição e por Direito de Amar.

4 - Jennifer Connelly ("Círculo de Paixões")

Jennifer Connelly em “Círculo de Paixões”

4 – JENNIFER CONNELLY, por Círculo de Paixões

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1989, por Essas Garotas; 16ª em 1990, por The Hot Spot – Um Lugar Muito Quente; 14ª em 1991, por Rocketeer; 8ª em 1993, por De Amor e de Sombras; 2ª em 1996, por O Preço da Traição. Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 2000, por Réquiem para um Sonho e Amor Maior que a Vida; 3ª em 2001, por Uma Mente Brilhante; 1ª em 2003, por Hulk; 6ª em 2006, por Diamante de Sangue e por Pecados Íntimos.

5 - Kate Winslet ("Titanic")

Kate Winslet em “Titanic”

5 – KATE WINSLET, por Titanic

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1994, por Almas Gêmeas; 11ª em 1995, por Razão e Sensibilidade; 6ª em 1996, por Hamlet. Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 2000, por Contos Proibidos do Marquês de Sade; 2ª em 2004, por Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças; 1ª em 2006, por Pecados Íntimos e por O Amor Não Tira Férias; 4ª em 2008, por O Leitor e por Foi Apenas um Sonho.

6 - Charlize Theron ("Advogado do Diabo")

Charlize Theron em “Advogado do Diabo”

6 – CHARLIZE THERON, por Advogado do Diabo

Anteriormente em Musas retroativas19ª em 1996, por Contrato de Risco e por The Wonders – O Sonho Não AcabouPosteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1999, por Regras da Vida; 8ª em 2000, por Jogo Duro; 16ª em 2004, por Três Vidas e um Destino.

7 - Michelle Yeoh ("007 - O Amanhã Nunca Morre")

Michelle Yeoh em “007 – O Amanhã Nunca Morre”

7 – MICHELLE YEOH, por 007 – O Amanhã Nunca Morre

8 - Heather Graham ("Boogie Nights - Prazer Sem Limites")

Heather Graham em “Boogie Nights – Prazer Sem Limites”

8 – HEATHER GRAHAM, por Boogie Nights – Prazer sem Limites

Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 2002, por Mata-me de Prazer.

Patricia Arquette em “A Estrada Perdida”

9 – PATRICIA ARQUETTE, por A Estrada Perdida

Anteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1993, por Amor à Queima-Roupa. Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1999, por Stigmata.

Julia Roberts em "O Casamento do Meu Melhor Amigo"

Julia Roberts em “O Casamento do Meu Melhor Amigo”

Julia Roberts em "Teoria da Conspiração"

Julia Roberts em “Teoria da Conspiração”

10 – JULIA ROBERTS, por O Casamento do Meu Melhor Amigo e por Teoria da Conspiração

Anteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1990, por Uma Linda Mulher. Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1998, por Lado a Lado; 14ª em 1999, por Um Lugar Chamado Notting Hill e Noiva em Fuga; 12ª em 2000, por Erin Brockovich, uma Mulher de Talento.

Teri Hatcher em "007 - O Amanhã Nunca Morre"

Teri Hatcher em “007 – O Amanhã Nunca Morre”

11 – TERI HATCHER, por 007 – O Amanhã Nunca Morre

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1993, por Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman; 18ª em 1994, por Paixão Perigosa.

11 - Kim Basinger ("Los Angeles, Cidade Proibida")

Kim Basinger em “Los Angeles, Cidade Proibida”

12 – KIM BASINGER, por Los Angeles, Cidade Proibida

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1978, por Retrato de Modelo; 1ª em 1986, por 9½ Semanas de Amore por Sem Perdão; 4ªem 1989, por Batman e por Minha Noiva É uma Extraterrestre; 15ª em 1991, por Desejos e por Uma Loira em Minha Vida; 9ª em 1994, por A Fuga.

12 - Denise Richards ("Tropas Estelares")

Denise Richards em “Tropas Estelares”

13 – DENISE RICHARDS, por Tropas Estelares

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1998, por Garotas Selvagens; 20ª em 1999, por 007 – O Mundo Não É o Bastante.

13 - Francesca Neri ("Carne Trêmula")

Francesca Neri em “Carne Trêmula”

14 – FRANCESCA NERI, por Carne Trêmula

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1990, por As Idades de Lulu.

14 - Elizabeth Hurley ("Austin Powers - 000, um Agente Nada Discreto")

Elizabeth Hurley em “Austin Powers – 000, um Agente Nada Discreto”

15 – ELIZABETH HURLEY, por Austin Powers – 000, um Agente Nada Discreto

15 - Dina Meyer ("Tropas Estelares")

Dina Meyer em “Tropas Estelares”

16 – DINA MEYER, por Tropas Estelares

Joey Lauren Adams em “Procura-se Amy”

17 – JOEY LAUREN ADAMS, por Procura-se Amy

Bridget Fonda em “Jackie Brown”

18 – BRIDGET FONDA, por Jackie Brown

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1989, por Escândalo – A História que Abalou um Império; 16ª em 1992, por Vida de Solteiro e também por Mulher Solteira Procura; 17ª em 1993, por A Assassina.

Gina Gershon em “Ligadas pelo Desejo”

19 – GINA GERSHON, por Ligadas pelo Desejo

Cameron Diaz em “Por uma Vida Menos Ordinária”

Cameron Diaz em "O Casamento do Meu Melhor Amigo"

Cameron Diaz em “O Casamento do Meu Melhor Amigo”

20 – CAMERON DIAZ, por Por uma Vida Menor Ordinária e por O Casamento do Meu Melhor Amigo

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1994, por O Máskara. Posteriormente em Musas retroativas: 20ª em 2001, por Vanilla Sky; 16ª em 2005, por Em Seu Lugar.

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Ela mudou muito...

Ela mudou muito...

Se a Turma da Mônica teve sempre suas semelhanças com a da Luluzinha – você sabe: o vestidinho vermelho, o clima “meninos x meninas”… – agora é o inverso. A Ediouro, tentando reativar a Pixel, anuncia a Turma da Luluzinha Teen! Na esteira do sucesso da Turma da Mônica Jovem, é claro.

A nova série será produzida no Brasil, sob licença da editora americana que detém os direitos da personagem criada pela cartunista Marge em 1934. A nova Lulu terá 15 anos e também será apresentada numa versão meio mangá, como a versão adolescente da Turma da Mônica. Os outros perosnagens da turma estarão lá: Bolinha, Glória, Plínio, etc, em novas versões mantendo algumas características e mudando outras – o Bolinha, por exemplo, será magro.

O Blog dos Quadrinhos, que vem acompanhando a divulgação das notícias a respeito – que a Ediouro tem soltado a conta-gotas, certamente tentando recriar o oba-oba que cercou o lançamento da Turma da Mônica Jovem -, já adiantou que a cantora Pitty faz uma aparição no primeiro número. A primeira imagem da personagem foi divulgada hoje pelo jornal Valor Econômico, que trouxe uma entrevista com Luiz Fernando Pedroso, diretor-geral da Ediouro. É essa aí da imagem (clique nela e você poderá ler a matéria do Valor, que eu pesquei no Blog do Universo HQ).

Dá para ver que a versão adolescente lembra muito pouco (ou quase nada) da versão clássica infantil… Ao contrário do que aconteceu com a Mônica.

Luluzinha começou a ser publicada no Brasil em 1950, na revistaO Cruzeiro. Ela e Bolinha tiveram revistas próprias pela Abril de 1974 aos anos 1990. Recentemente, a Devir tem lançado álbuns da personagem com histórias dos anos 1940. A nova revista está prometida para junho.

Eu Te Amo, Cara: Às vezes a brodagem parece mais um romance sem sexo. E disso que trata essa comédia – talvez alinhada com Superbad e similares: um cara que está noivo e em busca de um grande amigo para ser seu padrinho. Quando o encontra, a identificação é tão grande que atrapalha até o noivado.
No Tambiá Shopping 1 (14h30, 16h30, 18h30, 20h30).

Heróis: O título brasileiro tenta tirar uma casquinha do seriado Heroes, mas não tem nada a ver, apesar do tema semelhante. Trata-se de um grupo de jovens com poderes mentais que foge de outro grupo com poderes semelhantes, na disputa por um objeto no qual o governo está muito de olho. No elenco, Dakota Fanning e Camilla Belle (americana de mãe brasileira, atriz de 10 000 a.C..), além de Djimon Hounsou e Chris Evans.
No Box Manaíra 8 (sex. a seg. e qua.: 13h40, 16h10, 18h40, 21h05; ter.e qui.: 16h10, 18h40, 21h05).

Recém-Chegada: Depois de três anos, Renée Zellweger volta a aparecer nas telas paraibanas (as animações Bee Movie e Monstros vs. Alienígenas não contam – até porque só passaram aqui dubladas em português). A história não é das mais originais: ela é uma executiva ambiciosa que vive numa metrópole (a ensolarada Miami) e aceita reestruturar uma fábrica numa cidadezinha friorenta de Minnesota. Aí vai descobrir as qualidades de uma vida simples e verdadeira do interior e tal…
No Box Manaíra 2 (sex. a seg. e qua.:  14h20, 16h40, 18h50, 21h10; ter. e qui.: 16h40, 18h50, 21h10) e no Tambiá Shopping 3 (14h25, 16h25, 18h25, 20h25).

91. Laura Linney

Uma mulher "de verdade", como em "A Lula e a Baleia"

Uma mulher "de verdade", como em "A Lula e a Baleia"

É de imaginar qual o grande problema que havia em viver com o personagem de Laura Linney em O Show de Truman – O Show da Vida (1998). Ela valeria a pena, como havia valido a pena assistir ao péssimo Congo (1995) só porque ela estava no elenco. Em O Show de Truman já dava para ver a grande atriz que ela era, o que foi se provando com o tempo – sua primeira indicação ao Oscar já veio com Conte Comigo (2000). Lembrando bastante a Helen Hunt (e, no estilo de papéis escolhidos e interpretação, Julianne Moore), ela também mostrava uma certa madurez mesmo quando em seus primeiros anos. Linda e “de verdade”, certamente Rodrigo Santoro teve seu grande momento no cinema internacional ao contracenar com ela, em Simplesmente Amor (2003). Duas outras indicações ao Oscar já vieram – qualquer dia desses, ela ganha.

Vá atrás: O Show de Truman – O Show da Vida (1998); Conte Comigo (2000); A Vida de David Gale (2003); Sobre Meninos e Lobos (2003); Simplesmente Amor (2003); Kinsey – Vamos Falar de Sexo (2004); A Lula e a Baleia (2005); A Família Savage (2007).

Cena: O final de Conte Comigo

Atriz anterior: Helena Bonham Carter

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Houve um tempo em que os comerciais da Coca-Cola tinham gente e não apenas efeitos especiais. A campanha do final dos anos 1980, “You can’t beat the feeling” (que aqui virou “Emoção pra valer”), mostrava apenas pessoas num momento de grande, imensa alegria, sob um tema musical fervilhante. Impossível não querer fazer parte. Enjoy.

ATUALIZAÇÃO (13/10/2017): Olha aí a versão brasileira:

 

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Mal afiado

Apesar dos esforços de Jackman e Schreiber, filme fica a desejar

Apesar dos esforços de Jackman e Schreiber, filme fica a desejar

A história de Wolverine foi por muito tempo um mistério nos quadrinhos e isso se repetiu na trilogia X-Men (1999/ 2003/ 2006). Com a necessidade de continuar a franquia, mas sem todos os atores famosos do elenco, chegamos ao filme “solo” do personagem mais popular: X-Men – Origens: Wolverine (X-Men Origins – Wolverine, Estados Unidos, 2009), de Gavin Hood. O solo está entre aspas porque são tantos os mutantes que aparecem que o filme é quase um outro X-Men.

O filme mostra como Logan descobriu que era mutante (seqüência saída diretamente da minissérie em quadrinhos Origem) e como recebeu seu esqueleto de adamantium (da minissérie Arma X). Temperando, temos a relação de confiança e depois de crescente hostilidade entre ele e o irmão, que se tornaria o vilão Dentes-de-Sabre. Em volta deles, vários outros mutantes que, nas HQs, são ou já foram X-Men ou vilões.

Se a trilogia original já enfureceu alguns fãs mais xiitas por causa das mudanças em alguns personagens, imagine agora quando a descaracterização é maior – principalmente quanto ao personagem Deadpool (Ryan Reynolds), que fez os conhecedores pularem das cadeiras quando faz sua aparição decisiva.

Para os leigos, nem é esse o problema. Os furos no roteiro se sobressaem e atrapalham as cenas de ação e os diálogos irônicos do protagonista. Jackman, à vontade no papel, tenta segurar o espetáculo, consegue em boa parte do filme e mostra que seria melhor se a trama focasse mais nele, com menos seres poderosos ao seu redor. Schreiber também está bem, evidenciando um Dentes-de-Sabre com muito mais densidade do que o brutamontes que aparece no primeiro X-Men.

O resultado é que X-Men – Origens: Wolverine mantém a atenção, possui um bom começo com aquela passagem pelas várias guerras e, em geral, não desaponta. Mas só até que começamos a lembrar dele e seus excessos e equívocos – alguns imperdoáveis – se tornam mais evidentes.

X-Men – Origens: Wolverine. (X-Men Origins – Wolverine). Estados Unidos, 2009. Direção: Gavin Hood. Elenco: Hugh Jackman, Ryan Reynolds, Liev Schreiber, Dominic Monaghan, Lynn Collins, Danny Huston, Will I Am. Atualmente em cartaz em João Pessoa e Campina Grande.

audreyselo

Este selo raro vai a leilão na Alemanha. A historinha dele está no G1.

E leia aqui minha homenagem aos 80 anos dela.

Lalá, Marco Luque e eu: gente boa

Lalá, Marco Luque e eu: gente boa

O roteiro do dia já está liberado lá no Marcelo Tas. Conta com uma matéria sobre Dez na Área, um na Banheira e Nenhum no Gol, alvo de uma polêmica desde que alguém na Secretaria de Educação de São Paulo inventou que poderia recomendar o livro para crianças da terceira série só porque era em quadrinho, assunto abordado por mim, pelo Paulo Ramos, pelo Telio Navega e pelo Universo HQ.

Mas esse post também é para comentar que Lalá e eu conhecemos o Marco Luque no dia em que ele fez duas apresentações de seu solo Tamo Junto aqui em João Pessoa. Muito engraçado, como era de se esperar. Nos conhecemos depois, no restaurante em que fomos jantar e encontramos a equipe de produção. Ele foi levado até nossa mesa com o produtor para agradecer a matéria do dia do show. Muito gente boa, ele.

Pra não ficar só no oba-oba, aqui vai o texto publicado no JP, na quinta passada.

***

Marco Luque e seu “beijo, me liga”

Boa parte de seus colegas já eram experientes na comédia stand up, mas Marco Luque chegou ao CQC vindo de outras escolas: o clown e o humor de personagens, que exercitou por três anos no Terça Insana. Este ano, no entanto, ele resolveu passear pela outra área e estreou Tamo Junto, seu solo stand up que chega pela primeira vez ao Nordeste com o show de hoje, na Sala Sérgio Bernardes do Hotel Tambaú, em João Pessoa. Serão duas sessões: às 20 e às 22 horas. “Eu saí da Terça Insana, resolvi continuar me apresentando e queria experimentar esse formato”, contou ao JORNAL DA PARAÍBA, de sua produtora em São Paulo, por telefone.

“A postura é mais ou menos a mesma”, avaliou. “A adrenalina  também, mas foi um desafio vencer a timidez. Quando você está com um personagem, está mais ‘protegido’”. O humor de cara limpa não é exatamente novidade para Luque desde que estreou na bancada do CQC, junto com o programa, no ano passado. “O stand up me ajudou muito no programa e o programa me ajudou muito no stand up”, disse.

A espantosa popularidade do CQC criou uma legião de seguidores dos sete integrantes do programa. Comunidades no orkut, blogs visitadíssimos e seguidores no twitter são reflexo disso, assim como os shows sempre lotados de Danilo Gentili, Rafinha Bastos e, agora, também de Marco Luque.

A prova é a segunda sessão que não estava prevista inicialmente em João Pessoa e surgiu quando os ingressos para a primeira esgotaram-se rapidamente. Hoje, ingressos para às 20 horas só podem ser encontrados no Clube do Assinante, pela metade do preço.

“Não vim de uma família rica. Fui garçom, animador de festas, e monitor de acampamento, o que me ajudou no entretenimento de plateias”, contou, enumerando alguns de seus muitos empregos. Nisso, fez cinco anos de clown com o grupo Galpão do Circo.

Também fez humor em bares, até que resolveu tentar o Terça Insana. “Enviei um DVD, surgiu uma vaga, me chamaram e deu supercerto”, recordou. Luque ficou três anos no espetáculo e tem números no DVD Terça Insana – Ventilador de Alegria, que registra a turnê do projeto entre 2006 e 2007.

Foi no Terça Insana que Diego Barredo, diretor do CQC, viu Marco Luque e o convidou. O comediante, assim, assumiu a bancada do programa, junto a Marcelo Tas e Rafinha Bastos. É o tipo que “desorganiza” o programa, de aspecto sempre avoado. Um reflexo de, dos sete integrantes, ele ser o único que não é jornalista? “Acho que o programa me tem como curinga”, afirmou. “Não há muita vantagem no pessoal da bancada fazer matéria, já que temos que estar toda segunda em São Paulo. Só o Rafinha, que tem o ‘Proteste Já’, que é um quadro que já tem a cara dele”.

Luque, no entanto, foi às ruas quando o CQC cobriu as eleições municipais e falou logo com o presidente Lula, gerando a piada recorrente no programa de que são grandes amigos. Ha várias outras, como quando a ex-BBB Jaqueline Khury o chamou de “Marcos” Luque em uma matéria e perguntaram se ele havia tirado um “s” do nome: “É, eu me chamava Marco ‘Lusque’”. Ou a famosa saudação “Beijo, me liga”.

Luque tem um engraçadíssimo personagem que é motoboy e já brincou muitos com os emos. “Mas eu me divirto sem usar preconceitos, sem pegar ninguém para Cristo”, disse. Mesmo seguindo um roteiro, é visível que o improviso muitas vezes domina a bancada. “Os roteiristas fazem um esqueleto, mas também temos espaço para criar”, explicou. Às vezes isso sai do controle? “Quando sai do controle é que fica legal”, respondeu.

O volume do sucesso não era esperado. “Fico agraciado e surpreso”, contou. “A gente não tinha muita noção desse barulho que está sendo”. Para ele, a equipe está afinada, mesmo sabendo que a cobrança fica cada vez maior, já que o programa não é mais uma novidade. “No elenco não tem estrela, é todo mundo amigo mesmo”.

A Set ressurgiu dos mortos?

O portal Comunique-se publicou matéria em que revela: a revista está de volta, com uma equipe toda nova: a mesma que forma o núcleo de entretenimento do Jornal do Brasil, no Rio. O sempre querido JB e a Editora Peixes, que publica a Set, fazem parte da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), que também controla a Gazeta Mercantil, a Forbes e a rede de TV CNT.

Nos comentários do Comunique-se, o cineasta e jornalista Alfredo Sternheim, colaborador da revista, expõe os problemas pelas quais não só a publicação, mas a editora vinha passando nos meses que antecedeu seu cancelamento, com atrasos de pagamento até a colaboradores. Ele diz, por exemplo, que não recebeu pelas últimas colaborações. Outras publicações da Peixes foram canceladas na virada no ano. A última edição tinha saído em abril.

Ou seja: voltou, mas mudou tudo. Vai melhorar? Vai piorar? Segue abaixo a matéria do Comunique-se:

Revista SET passa a ser feita por equipe do JB
Miriam Abreu, do Rio de Janeiro

A salvação da Set?

A salvação da Set?

O núcleo de entretenimento do Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, assumiu a tarefa de produzir a revista de cinema Set, da editora Peixes, também da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM). Dirigida pelo publisher do núcleo, Mario Marques, a publicação chega com textos da nova equipe já em junho. Em abril, as seis pessoas que faziam a publicação, de São Paulo, foram demitidas.

Marques coordena os editores Marco Antonio Barbosa, Robert Halfoun, Carlos Helí de Almeida e Nelson Gobbi.

Eles produzem a edição de junho, que terá a colaboração de três novos articulistas: Luiz Noronha, Pedro Butcher e Marcelo Cajueiro.

O filme O Exterminador do Futuro 4 ganha reportagem de capa da próxima edição.

Por pouco a revista não foi fechada. A demissão dos seis profissionais que a produziam, em abril, provocou uma série de boatos sobre o fim da publicação.

A demissão aconteceu após o fechamento da edição de abril. Os funcionários contratados como Pessoa Jurídica enfrentaram atraso de salários.

O Universo HQ, melhor site nacional de notícias sobre quadrinhos, publicou uma notinha legal sobre o Comic Show, convidando os leitores a conhecerem nosso videocast.

A qualquer momento, deve entrar no ar nosso especial no Cineport, com entrevistas com os cineastas Marcelo Lafitte e Vladimir Carvalho (falando sobre quadrinhos!). Enquanto isso, confiram o primeiro drops do Comic Show, com seis minutos de notícias. Entra no ar toda quarta-feira (nesta próxima já tem mais um):

E vejam os sete episódios do Comic Show que já estão no ar (sobre scans, Alan Moore, Watchmen, Wolverine, Jornada nas Estrelas e outros assuntos).

Che: O primeiro dos dois filmes que Steven Soderbergh dirigiu sobre Che Guevara e que passaram em Cannes do ano passado como um só. Soderbergh é sempre interessante de ver, mas os dois filmes foram criticados por se ater ao mito do guerrilheiro e pular seus momentos controversos pós-revolução. Benício del Toro faz Che, Rodrigo Santoro está no elenco e a colombiana Catalina Sandino Moreno (de Maria Cheia de Graça) também.
No Tambiá Shopping 3 (15h, 17h30, 20h).

Uma Noite no Museu 2: O primeiro filme foi, para mim, uma grande surpresa. Achei bastante engraçado e que brincava bem com os elementos históricos na trama do guarda-noturno que descobre que as estátuas do Museu de História Natural de Nova York ganhavam vida à noite. Agora, ele é chamado por seus amigos para ajudar a resolver um problema no Instituto Smithsoniano: um faraó que ganhou vida. Robin William e Owen Wilson voltam e Amy Adams também está no elenco. E mais personagens históricos participam.
Em João Pessoa – No Box Manaíra 2 (dub.: sex. a seg. e qua.: 13h10, 15h30, 18h, 20h20; ter. e qui.: 15h30, 18h, 20h20), no Box Manaíra 5 (leg.: sex. a seg. e qua.: 14h10, 16h30, 19h, 21h20; ter. e qui.: 16h30, 19h, 21h20) e no Tambiá Shopping 6 (dub.: 14h15, 16h15, 18h15, 20h15).
Em Campina Grande – No Shopping Boulevard 4 (14h40, 16h40, 18h40, 20h40).

A Montanha Enfeitiçada: Depois de passar por Campina Grande, chega a João Pessoa esta refilmagem Disney de um sucesso do estúdio nos anos 1970. Dwayne Johnson é um taxista que encontra um casal de adolescentes: só que eles vieram do espaço e estão em fuga. Ele terá que ajudá-los a encontrar a tal montanha do título. Faz tempo que eu digo que Johnson não é o ator de ação típico e descerebrado: ele sabe falar e tem bom timing cômico.
No Tambiá Shopping 2 (14h20, 16h20, 18h20).

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Jornada ecológica

A tripulação em plenos anos 1980

A tripulação em plenos anos 1980

As viagens no tempo sempre foram um tema muito querido a Jornada nas Estrelas – que o diga J.J. Abrams e seu novo Star Trek (2009), atualmente em cartaz nos cinemas. Durante a série clássica, os tripulantes da Enterprise já haviam voltado à época em que o programa era produzido – no caso, 1968. Quase 20 anos depois, havia chegado a vez de isso acontecer no cinema: em Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa (Star Trek IV – The Voyage Home, Estados Unidos, 1986), forte candidato a ser considerado o melhor filme da série.

A Volta para Casa começa pouco depois do fim de À Procura de Spock (1984), encerrando uma trilogia particular que começou em A Ira de Kahn (1982). Se o anterior era corajoso por deixar Spock de fora – por causa dos eventos do final do segundo filme -, neste é a nave Enterprise, sempre um personagem à parte, que mal dá as caras.

Na verdade, a tripulação está a bordo de uma nave klingon e retornando para a Terra quando descobre que uma espécie de sonda vai destruindo tudo pelo caminho porque seu chamado não está encontrando resposta. A aniquilação do planeta parece certa até a descoberta: o som esperado é o que as baleias jubarte emitem no fundo do mar.

Porém, no século 23 elas estão extintas. omo única solução, a nave volta a 1986 com a inusitada missão de “raptar” duas baleias e voltar com elas para aproximadamente 300 anos no futuro e fazê-las se comunicar com a sonda. O que o capitão Kirk (William Shatner), o Sr. Spock (Leonard Nimoy), o Dr. McCoy (DeForest Kelley) e cia. encontram é uma cultura mais estranha que as alienígenas com as quais eventualmente esbarram em suas viagens espaciais.

Em San Francisco, eles têm que lidar com computadores obsoletos (para o século 23), medicina antiquada, paranóia anticomunista e até punks. O resultado é uma série de piadas ótimas que tornaram este o filme mais engraçado da série, tendo como rival em momentos cômicos apenas o clássico episódio “Problemas aos pingos”, da segunda temporada.

A  equipe também estava afiada. Nimoy assumiu a direção pela segunda vez e com segurança suficiente para brincar à vontade com os personagens. Nicholas Meyer (que havia dirigido A Ira de Kahn e voltaria à função em A Terra Desconhecida, de 1991) colaborou no roteiro, escrito também pelo produtor Harve Bennett e por Steve Meerson  e Peter Krikes (a partir da história de Nimoy e Bennett).

O roteiro mostra mais uma vez uma das forças de Jornada nas Estrelas: a preocupação científica e se mostrar antenada com os problemas da época em que é prodzida, mesmo por baixo de muita ação e bom humor. Aqui, isso surge como o aviso ecológico contra a caça indiscriminada e perigo de extinção das baleias. Mas o filme sabiamente evita um tom moralista ou professoral e se concentra na química entre os personagens e no equilíbrio entre ação e comédia.

E deu mais do que certo: é um grande prazer, acima de tudo, assistir a Jornada nas Estrelas IV – A  Volta para Casa.

Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa. (Star Trek IV – The Voyage Home, Estados Unidos, 1986). Direção: Leonard Nimoy. Elenco: William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, Catherine Hicks, James Doohan, Nichelle Nichols, George Takei, Walter Koenig, Mark Lenard, Jane Wyatt, Robin Curtis, Grace Lee Whitney, Jane Wiedlin, Majel Barrett. Disponível em DVD pela Paramount.

Saiba mais:

Assista ao Comic Show sobre o universo de Jornada nas Estrelas

Crítica de Jornada nas Estrelas – O Filme
Crítica de Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan
Crítica de Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock
Crítica de Jornada nas Estrelas V – A Última Fronteira
Crítica de Star Trek

Monica Bellucci_Sophie Marceau

A atriz italiana, bicampeã das musas anuais aqui do blog (hehehe), e a atriz francesa estão juntas no filme Ne Te Retourne Pas (2009). Sophie é uma escritora que começa a notar que as coisas em sua casa estão diferentes e seu corpo também começa a mudar – embora ninguém à sua volta note nada. E ela começa a virar Monica! É meio complicado, mas o trailer está aí embaixo.

Ah, essa fotaça veio direto do E Deus Criou a Mulher.

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Científica de menos

A nova velha tripulação da Enterprise

A nova velha tripulação da Enterprise

Não é preciso ter intimidade alguma com o universo de Jornada nas Estrelas para curtir o novo Star Trek (Star Trek, Estados Unidos/ Alemanha, 2009). As referências a outros elementos do seriado estão lá, mas não são fundamentais para a compreensão da trama, que volta a um tempo antes ainda do que se passa no seriado original, que foi ao ar entre 1966 e 1969.

E olhe que Jornada nas Estrelas tem história. Além das três temporadas da série original, houve uma série animada e mais seis filmes com a tripulação clássica, além de mais quatro séries e quatro filmes com outras tripulações. Star Trek – a distribuidora brasileira fez a cretinice de manter o título original em detrimento do belo e consagrado título brasileiro – retoma aos primeiros personagens para contar seu começo na Forta Estelar.

O diretor J.J. Abrams (criador de Lost) e os roteiristas Roberto Orci e Alex Kurtzman (que erraram a mão em Transformers) armaram inteligentemente uma “pegadinha” para se blindarem da ira dos fãs sobre qualquer alteração que resolvessem fazer no “cânone” da série: um romulano rebelde, Nero (Eric Bana), volta no tempo e destrói uma nave estelar, mudando a História bem no dia do nascimento de James T. Kirk, o futuro capitão da Enterprise.

A partir daí, o filme mostra a tripulação original se conhecendo e em sua primeira missão, ainda jovens. Os novos Kirk, Sr. Spock e Dr. McCoy são, respectivamente, Chris Pine, Zachary Quinto e Karl Urban (este, ótimo). O velho Spock (Leonard Nimoy) também aparece fazendo o link entre a geração original e esta “geração alternativa”. Mudou tudo e não mudou nada ao mesmo tempo – porque as aventuras originais estão preservadas lá, naquela linha do tempo.

Com isso, os personagens têm semelhanças e também diferenças com relação àqueles que já conhecemos. Kirk cresce um rebelde sem causa, Spock dá mais vazão a seu lado humano, Uhura (Zoe Saldana) é mais impulsiva… Por outro lado, continuam ali o espírito de liderança aliado à malandragem de Kirk, a lógica acima de tudo de Spock, as explosões humanistas de McCoy. O filme também dá um generoso espaço ao humor, que vez por outra exagera, assim como a preocupação politicamente correta de dar a Uhura algo para fazer, para que ela não seja só uma telefonista.

Há muito mais ação e rapidez, também, mas isso acabou implicando no que é o calcanhar de Aquiles do filme, aquilo que o impede de se tornar um grande Jornada nas Estrelas: a falta de um mínimo da preocupação ético-científica que a série e os filmes originais tinham. Nisso, Star Trek fica devendo. Talvez Abrams e sua turma, preocupados em fazer o filme “pegar”, acreditem que o público atual não esteja muito interessado – e talvez eles estejam até certos -, mas isso não muda o fato de que o filme seria melhor (ou, pelo menos, mais Jornada nas Estrelas) se dedicasse alguma atenção a isso.

De resto, é um ótimo filme, com uma cena final arrepiante para os fãs, com direito à volta da narração “O espaço, a fronteira final”). Mas é inegável que tem muito de Guerra nas Estrelas nessa Jornada.

Star Trek. (Star Trek). Estados Unidos/ Alemanha, 2009. Direção: J.J. Abrams. Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Leonard Nimoy, Eric Bana, Zoe Saldana, Simon Pegg, Bruce Greenwood, John Cho, Anton Yelchin, Winona Ryder. Atualmente em cartaz em João Pessoa.

Leia mais:

Assista ao Comic Show sobre o universo de Jornada nas Estrelas

Crítica de Jornada nas Estrelas – O Filme
Crítica de Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan
Crítica de Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock
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Crítica de Jornada nas Estrelas V – A Última Fronteira

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Sem certezas

Meryl e Hoffman travam duelo

Meryl e Hoffman travam duelo

Nitidamente um filme de atores, Dúvida (Doubt, Estados Unidos, 2008) não fez por menos e teve quatro de seus atores indicados ao Oscar: Meryl Streep, como melhor atriz, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams e Viola Davis como coadjuvantes. Não é difícil descobrir os motivos no filme escrito e dirigido por John Patrick Shanley, adaptando sua própria peça – premiada com o Pulitzer e o Tony.

A trama se passa em uma escola católica novaiorquina, nos anos 1960. A jovem irmã James (Amy Adams) desconfia da atenção especial que o padre Flynn (Hoffman) dá ao único aluno negro do local. Quando conta para a irmã Aloysius (Meryl), que dirige o local, tem início uma pressão moral que ela exerce sobre ele baseada mais em suposições do que em fatos concretos.

O filme, no entanto, tira proveito dos subtextos. Não é à toa que o padre é um progressista, a irmã veterana é conservadora e autoritária e a jovem divide-se entre o idealismo e a obediência. Ha vários outros elementos simbólicos mais ou menos óbvios, como as aulas de história, o açúcar, a luz queimando.

Estes subtextos incluem o tratamento que o filme dá com relação a dúvidas e certezas. O padre diz que é inocente, mas será mesmo? A freira diz que tem certeza da culpa dele, mas só isso garante que ela esteja certa? O filme acerta e se torna maior ao não responder claramente essas questões.
É por isso que em filme assim os atores são tão importantes.

Meryl Streep mais uma vez confirma que é uma das maiores atrizes de todos os tempos (perdeu o Oscar, mas ganhou o Screen Actor’s Guild Awards), secundada por um grande time: Viola Davis conquistou sua indicação em cerca de dez contidos e emocionantes minutos, colocando mais elementos que só aumentam as dúvidas do espectador.

Dúvida. (Doubt). Estados Unidos, 2008. Direção: John Patrick Shanley. Elenco: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Viola Davis, Alice Drummond, Carrie Preston. Atualmente em cartaz em JP.

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…Estas são as viagens do Comic Show. A tripulação da Enterprise não contava com essa! O videocast chega ao sétimo episódio jogando seus feisers sobre a franquia Jornada nas Estrelas e o novo filme, Star Trek. A abertura está genial, garanto, e o programa teve até uma aparição alienígena (não, não estou falando do Wendell). Assistam. Agora! E depois, podem conferir as seis edições anteriores.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “Cyberespaço, a fronteira final…“, posted with vodpod

1 - Catherine Zeta-Jones ("A Máscara do Zorro")

Catherine Zeta-Jones em “A Máscara do Zorro”

1 – CATHERINE ZETA-JONES, por A Máscara do Zorro

Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1999, por Armadilha e por A Casa Amaldiçoada; 6ª em 2002, por Chicago; 13ª em 2004, por Doze Homens e Outro Segredo e por O Terminal.

02 - Denise Richards

Denise Richards em “Garotas Selvagens”

2 – DENISE RICHARDS, por Garotas Selvagens

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1997, por Tropas Estelares. Posteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1999, por 007 – O Mundo Não É o Bastante.

3 - Angelina Jolie ("Gia - Fama e Destruição")

Angelina Jolie em “Gia – Fama e Destruição”

3 – ANGELINA JOLIE, por Gia – Fama e Destruição

Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1999, por Garota, Interrompida; 7ª em 2001, por Pecado Original e por Lara Croft, Tomb Raider; 11ª em 2004, por Roubando Vidas.

Natascha McElhone ("Ronin")

Natascha McElhone (“Ronin”)

Natascha McElhone ("O Show de Truman - O Show da Vida")

Natascha McElhone (“O Show de Truman – O Show da Vida”)

4 – NATASHA MCELHONE, por Ronin e por O Show de Truman – O Show da Vida

Posteriormente em Musas retroattivas: 17ª em 2000, por Amores Perdidos.

5 - Mia Maestro ("Tango")

Mia Maestro em “Tango”

5 – MIA MAESTRO, por Tango

6 - Uma Thurman ("Os Vingadores")

Uma Thurman em “Os Vingadores”

6 – UMA THURMAN, por Os Vingadores

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1988, por As Aventuras do Barão Munchausen e por Ligações Perigosas; 1ª em 1990, por Henry & June; 13ª em 1994, por Pulp Fiction – Tempo de Violência; 12ª em 1996, por Feito Cães e Gatos. Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 2003, por Kill Bill – Vol. 1; 9ª em 2004, por Kill Bill – Vol. 2; 8ª em 2005, por Os Produtores e por Be Cool – O Outro Nome do Jogo.

7 - Gwyneth Paltrow ("Shakespeare Apaixonado")

Gwyneth Paltrow em “Shakespeare Apaixonado”

7 – GWYNETH PALTROW, por Shakespeare Apaixonado

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1996, por Emma. Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 2000, por Duets – Vem Dançar Comigo; 19ª em 2004, por Capitão Sky e o Mundo de Amanhã.

8 - Drica Moraes ("Traição")

Drica Moraes em “Traição”

8 – DRICA MORAES, por Traição

9 - Jennifer Lopez ("Irresistível Paixão")

Jennifer Lopez em “Irresistível Paixão”

9 – JENNIFER LOPEZ, por Irresistível Paixão

Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 2004, por Dance Comigo.

10 - Neve Campbell ("Garotas Selvagens")

Neve Campbell em “Garotas Selvagens”

10 – NEVE CAMPBELL, por Garotas Selvagens

11 - Marley Shelton ("A Vida em Preto-e-Branco")

Marley Shelton em “A Vida em Preto-e-Branco”

11 – MARLEY SHELTON, por A Vida em Preto-e-Branco

12 - Julianne Moore ("O Grande Lebowski" e, também, "Psicose")

Julianne Moore em “O Grande Lebowski”

Julianne Moore em "Psicose"

Julianne Moore em “Psicose”

12 – JULIANNE MOORE, por O Grande Lebowski e por Psicose

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1992, por Corpo em Evidência e por A Mão que Balança o Berço; 12ª em 1993, por Short Cuts – Cenas da Vida e por O Fugitivo; 3ª em 1997, por Boogie Nights – Prazer sem Limites. Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1999, por Fim de Caso e por Magnólia; 3ª em 2009, por O Preço da Traição e por Direito de Amar.

13 - Reese Whiterspoon ("A Vida em Preto-e-Branco")

Reese Witherspoon em “A Vida em Preto-e-Branco”

13 – REESE WITHERSPOON, por A Vida em Preto-e-Branco

Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 2005, por Johnny & June e E Se Fosse Verdade.

14 - Nicole Kidman ("Da Magia à Sedução")

Nicole Kidman em “Da Magia à Sedução”

14 – NICOLE KIDMAN, por Da Magia à Sedução

Anteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1991, por Billy Bathgate – O Mundo a Seus Pés; 11ª em 1993, por Malícia; 1ª em 1995, por Um Sonho sem Limites e por Batman Eternamente. Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1999, por De Olhos Bem Fechados; 8ª em 2001, por A Isca Perfeita, por Moulin Rouge – Amor em Vermelho e por Os Outros; 10ª em 2003, por Dogville, por Revelações e por Cold Mountain; 11ª em 2009, por Nine.

15 - Julia Roberts ("Lado a Lado")

Julia Roberts em “Lado a Lado”

15 – JULIA ROBERTS, por Lado a Lado

Anteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1990, por Uma Linda Mulher; 10ª em 1997, por O Casamento do Meu Melhor Amigo e Teoria da Conspiração. Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1999, por Um Lugar Chamado Notting Hill e Noiva em Fuga; 12ª em 2000, por Erin Brockovich, uma Mulher de Talento.

Cássia Linhares em “Como Ser Solteiro”

16 – CÁSSIA LINHARES, por Como Ser Solteiro

Nastassja Kinski em “Seus Amigos, Seus Vizinhos”

17 – NASTASSJA KINSKI, por Seus Amigos, Seus Vizinhos

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1978, por Tentação Proibida; 1ª em 1979, por Tess; 1ª em 1982, por A Marca da Pantera e por O Fundo do Coração; 1ª em 1984, por Os Amantes de Maria, por Paris, Texas, por Hotel Muito Louco e por Infielmente Tua; 16ª em 1985, por Harém e por Revolução.

Angelina Jolie e Elizabeth Mitchell em “Gia – Fama e Destruição”

18 – ELIZABETH MITCHELL, por Gia – Fama e Destruição

Christina Ricci em “O Oposto do Sexo”

19 – CHRISTINA RICCI, por O Oposto do Sexo

Posteriormente em Musas retroativas: 19ª em 2006, por Entre o Céu e o Inferno.

Tara Reid em O Grande Lebowski”

20 – TARA REID, por O Grande Lebowski

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Merten direto de Cannes. E comentand0 o novo filme da Pìxar!

– Você já ouviu falar no Homem-Água de Mato Grosso? Pedro explica no P de Pedro.

– Você acha Ronaldo um gato? O Guindaste mostra um que você vai achar.

– Ana Maria Bahiana conta uma novidade e tanto: Scorsese vai dirigir a cinebiografia de… Ah, só vendo no Hollywoodianas!

– Importantes lições pós-lua-de-mel no Meu Cabelo É Marrom de Véu e Grinalda.

– Magali fala de sexo e vovós no Flor Menina.

– Para quem ainda não viu, o Danilo Gentili explica a briga dele com o João Gordo pelo Twitter.

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