90. Deborah Kerr

A dama, pronta para o beijo dos beijos

A dama, pronta para o beijo dos beijos

A imagem de grande dama de Deborah Kerr era tão forte que esse rompimento responde por boa parte do mito que se formou em torno da famosa cena do beijo na praia em A um Passo da Eternidade (1953). Um beijo ardente, molhado e, ainda por cima, superadúltero. E numa cena em que ela termina humilhada e de joelhos, aos pés do amante (que é Burt Lancaster). Mais esperado é o papel de freira em Narciso Negro (1947), da heroína sofrida de Tarde Demais para Esquecer (1957) ou ainda da amável, mas muito correta, professora de O Rei e Eu (1956). Nem é a voz dela nas canções (e, sim de Marni Nixon), mas a graça e a elegância são totalmente dela pelo filme todo.

Vá atrás: Narciso Negro (1947); As Minas do Rei Salomão (1950); Quo Vadis (1951); A um Passo da Eternidade (1953); O Rei e Eu (1956); Chá e Simpatia (1956); O Céu É Testemunha (1957); Tarde Demais para Esquecer (1957); Bom Dia, Tristeza (1958); Vida Separadas (1958); A Noite do Iguana (1964).

Cena: Deborah dança “Shall we dance” com Yul Brynner em O Rei e Eu

Atriz anterior: Laura Linney