Foi festa em São Paulo.

Foi festa em Belém e na tribo dos Kariri-Xocó.

Foi festa no Rio, claro.

Foi festa no Brasil inteiro.

O Brasil ficou feliz!

Porque o Flamengo não é só um clube carioca. É um clube de dimensões continentais. Com uma torcida maior que a população de vários países, como disse Ruy Castro, flamengo de altíssima estirpe e autor de O Vermelho e o Negro – Pequena Grande História do Flamengo. O Brasil comemorou este hexacampeonato, que se avizinhava há três anos – depois de um terceiro e de um quinto lugares. O título veio, e não sem sofrimento – e venceu o melhor, coisa que um campeonato de pontos corridos nunca põe em dúvida.

Um sexto título que coroou Petkovic, gênio da bola, que o próprio Flamengo não queria quando ele insistiu em ser contratado como negociação da astronômica dívida do clube com ele. Agora, o clube deve mais essa, porque Pet foi nome fundamental da conquista. E Adriano, outro desacreditado? E Ronaldo Angelim, que encarnou Rondinelli para marcar de cabeça o gol do título?

E Andrade, o grande Andrade? Um dos maiores bastiões éticos do futebol brasileiro, tão querido que a torcida flamenga perdoou seu campeonato brasileiro vencido no Vasco em 1989, depois de ter participado das quatro conquistas rubro-negras até então: 1980, 1982, 1983 e 1987. Sem a confiança do próprio clube, também teve que conquistá-la na marra, pegando um time cambaleante e  orientando-o para o caminho das vitórias.

E, de novo, o Flamengo mostrou que é um time de chegada. Outra reta final de tirar o fôlego, assumindo a liderança só na penúltima rodada.

Uma reta final emocionante desse brasileiro de pontos corridos, para calar a boca dos imbecis que ainda defendem a volta do mata-mata, que premia o melhor de dois jogos, e não o melhor do campeonato inteiro.

Um hexa pra entrar para a história. Comemorado em todo o Brasil, para calar a boca até de quem ousou contestar nosso status de mais querido do Brasil. Que outro clube comove tantos, em tantos lugares? Até na Antártida, cara!

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