Kathryn Bigelow, vencendo no DGA

Kathryn Bigelow, ex-mulher de James Cameron, faturou o Directors Guild of America, o prêmio do sindicato dos diretores, e se colocou forte na briga pelo Oscar da categoria, por Guerra ao Terror. A coisa parecia certa para Avatar depois dos Globos de Ouro, mas os prêmios dos sindicatos – formados por muita gente que efetivamente vota no Oscar – tem equilibrado de novo o jogo.

Guerra ao Terror ganhou também o Producers Guild Awards. Com o que Avatar conta, a esta altura do campeonato? Bom, com todos os outros acadêmicos.

O que acontece é que na hora de votar para definir as indicações, cada setor vota em seu próprio setor (atores em atores, diretores em diretores, etc). Assim, muito provável que os indicados dos respectivos sindicatos estejam na lista do Oscar. Mas no segundo turno, para definir os prêmios, é diferente: todos votam em todos.

E aí o sucesso de bilheteria de Avatar pode se refletir. Não porque a Academia “vai premiar o filme que dá mais dinheiro”, nada dessa besteira. Acontece que quem vota também é público e é de esperar que o filme de Cameron tenha encantado muita gente dentro da Academia, como encantou fora. Os indicados saem amanhã e aí entramos no mês decisivo.

Outro ponto de destaque do DGA: Kathryn Bigelow é a primeira mulher a ganhar o prêmio em seus 62 anos de existência. E nesse tempo todo apenas em seis anos o vencedor do Oscar não foi o mesmo do DGA – a última em 2002. Se ganhar o Oscar, também será a primeira vitoriosa da categoria.

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