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20. Jennifer Connelly (Ele Não Está Tão a Fim de Você; O Dia em que a Terra Parou)

Com ela, "O Dia em que a Terra Parou" não é tão perda de tempo

Jennifer Connelly tem espaço cativo nesta lista. Este ano, ela aparevceu nas telas locais em uma boa comédia romântica, no papel inacreditável de uma mulher traída pelo marido (tudo bem, ela a traiu com Scarlett Johansson, mas mesmo assim!) e na absolutamente desneecssária refilmagem de O Dia em que a Terra Parou. Mas suas aparições nesses filmes os melhoram – no primeiro caso – ou evitam que se tornem completas perdas de tempo – no segundo).

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As complicações do amor

O rosto enigmático de Léa remete à Nouvelle Vague

O cartaz já nos adianta o rosto enigmático da protagonista em A Bela Junie (La Belle Personne, França, 2008), personagem que vai ser o epicentro de conflitos amorosos assim que começa sua jornada em uma nova escola. Em torno dela, jovens e adultos amam, sofrem, brigam, chantageiam – mas o que ela quer, mesmo, nunca fica muito claro.

O olhar meio de tédio da atriz Léa Seydoux a aproxima de musas da Nouvelle Vague (Anna Karina, principalmente) e o tom da direção e roteiro de Christophe Honoré também remetem ao movimento, e mais especificamente a Truffaut: o amor como tema central, motivando todas as ações, um aspecto cotidiano e um olhar carinhoso para a juventude.

A chegada repentina de Junie à nova escola parece que é o detonador de todas as impulsividades amorosas que não existiam ou estavam escondidas. Ela é alvo do interesse de um colega tímido, mas também de um professor – que, por sua vez, é amado por um colega e outra aluna. O primo de Junie se relaciona com duas meninas, mas há mais alguém em segredo. E por aí vai.

O amor está sempre presente como um animal estranho, temeroso e que deve ser decifrado. É um aspecto presente também  em dois filmes anteriores de Honoré: Em Paris (2006) e Canções de Amor (2007). Em A Bela Junie, a narrativa é marcada pela simplicidade que ressalta o cotidiano, apenas em alguns momentos buscando planos mais rebuscados: como abrir o filme com a abertura dos portões da escola, e seu fechamento perto do fim ou uma cena quase musical estranha que antecede uma morte.

Honoré e Gilles Taurand fazem uma adaptação livre de uma obra de Madame de La Fayette, do século 17, amores jovens e arrebatadores não são novidade, mas são sempre atuais.

A Bela Junie. (La Belle Personne). França, 2008. Direção: Christophe Honoré. Elenco: Léa Seydoux, Louis Garrel, Esteban Carvajal-Alegría, Grégoire Leprince-Ringuet, Simon Truxillo, Agathe Bonitzer.

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