Faltando quatro dias para o Oscar, Guerra ao Terror tem enfrentando adversários ainda maiores que Avatar para chegar na frente no Oscar.

Pra começar, um dos produtores do filme, o francês Nicolas Chartier resolveu dar uma forcinha extra e mandar e-mail pra um monte de acadêmicos pedindo votos e detonando a superprodução de James Cameron. Só a deselegância já seria um crime, mas o fato quebra importante regras anti-vale tudo da Academia. Resultado, o camarada foi elegantemente desconvidado da festa, mas nem todos os votos tinham sido entregues (o prazo final terminou terça). Terá isso influenciado negativamente a performance de Guerra ao Terror?

Ana Maria Bahiana conta toda a história aqui, aqui e aqui.

Como se não bastasse essa, agora um sargento do exército americano veio a público dizer que entrou com um processo multimilionário contra os produtores porque o personagem protagonista teria sido baseado na vida dele e que até criou a expressão que é o título original do filme (The Hurt Locker, “o armário da dor”).

O roteirista Mark Boal acompanhou, como jornalista, um esquadrão que desarmava bombas no Iraque e escreveu um conto a respeito para a revista Playboy, e depois o roteiro, focando em um soldado – o personagem de Jeremy Renner.

O filme entrou em cartaz no meio do ano passado nos States. Não é interessante que só agora, às vésperas do Oscar, o sargento Jeffrey S. Sarver tenha resolvido processar o filme dizendo que é o verdadeiro Will James? Não se pode mais, então, fazer filmes inspirados em pessoas reais mudando os nomes e alterando as situações?

De qualquer forma, a inspiração certamente não foi tanta assim, porque acho que Will James não faria o que Jeffrey S. Sarver está fazendo.

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