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Danilo, implacável: "Nunca fiz teatro, sou hetero"

O capeta em forma de guri, o Barnabé de Santo André ou outro epíteto qualquer criado pelo Marcelo Tas no CQC. Danilo Gentili foi, desde o começo, um dos destaques do programa, arrebatando prêmios de melhor humorista e revelação do ano na comédia no fim daquele ano de 2007.

Ele quase veio a João Pessoa em julho do ano passado,  mas o show foi adiado por causa de compromissos com o CQC. Agora, não só o show no Teatro Paulo Pontes foi confirmado para domingo, às 19 horas, como uma segunda sessão foi aberta às 21 horas. E, ocupadíssimo, entre uma gravação e outra para o programa, ele conseguiu um tempinho para responder rapidinho umas perguntinhas por e-mail.

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Olá, Danilo! Ao contrário de outros colegas do CQC como Marco Luque, o Andreoli e o Rafael Cortez, você chegou ao programa já com uma estrada no stand up (assim como o Rafinha e o Oscar). A experiência como repórter do programa te ajudou em alguma coisa no palco, além da popularidade?

No palco, não. Acho que o palco e a comédia e a inexperiência em TV ajudaram! A popularidade ajuda nas platéias! Já enchia teatros, hoje muito mais! Hoje consigo levar minha comédia para muito mais gente.

Já li você dizendo que faz humor desde criança, mas chegou a fazer teatro antes de se arriscar sozinho ao microfone?

Nunca fiz teatro, sou hetero! Eu sempre gostei de humor e fui atrás do que eu queria. Tive sorte de encontrar parceiros que me ajudaram no começo.

Outros humoristas falam que o stand up é particularmente difícil porque não se usa “máscaras”, é você encarando o público sozinho. Foi especialmente difícil no começo ou tirou de letra?

Sempre é difícil! Hoje é difícil. Temos de nos esforçar muito pra manter o corpo em forma, usar roupas sensuais e técnicas de sedução.

Quem são seus ídolos no stand up? Tem alguém que você admira especialmente?

Vários humoristas, entre eles George Carlin, Seinfeld, Bill Cosby, Chico Anysio, entre outros.

Você fez muito sucesso logo no começo do CQC. Aquele boom de popularidade te incomodou de alguma forma, você estranhou aquilo ou o saldo foi tão positivo que nem teve problema nenhum?

Não tive problema nenhum. Apenas vantagens, hoje não preciso mais pagar pra sair com mulheres.

Você sempre deixou claro que segue uma visão bem definida da comédia, e tem lidado com confusões nos últimos tempos por causa disso. Você acha que não há limites pra tentar fazer rir? O que você pensa a respeito?

Eu sou humorista! Faço piadas. As pessoas é que fazem confusão, as pessoas levam para outros lados. Mas o que faço é piada!

Você acha que o brasileiro, de maneira geral, ainda precisa aprender a lidar bem com o humor? Sei que você tem posições bem críticas sobre como o brasileiro lida com seus interesses – ao dar pouca importância à política, por exemplo. Acha que isso tem ligação?

No Brasil as pessoas querem dar uma de politicamente corretas o tempo todo. Isso afeta a inteligência e o senso crítico.

Por último: sempre que leio entrevistas suas em jornais e revistas, fica uma certa impressão de que você está tirando a maior onda. Você procura ser engraçado também nessas horas ou fala sério e é só impressão?

Acho que ninguém deve se levar tão a sério.

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Leia outras entrevistas com repórteres do CQC:

Marco Luque
Marco Luque (2)
Oscar Filho
Rafinha Bastos
Felipe Andreoli
Rafael Cortez

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Presença de espírito

Christiane Torloni e Nelson Xavier: interpretações intensas

Chico Xavier é um mistério que provavelmente nunca será desvendado. Quem tem fé no médium mais famoso do Brasil tem, e quem não tem continuará não tendo – o que não impede de qualquer um se mostrar intrigado com sua história. O filme Chico Xavier (Brasil, 2010) não tem a menor intenção de questionar o mito, mas é um retrato elegante e bem contado. Consegue mostrar bem por que essa história impressiona tanto.

O fio que liga a trama é a histórica entrevista de Chico Xavier (Nélson Xavier) ao programa Pinga-Fogo, da TV Tupi, em 1971. Ao vivo e previsto para durar 60 minutos, acabou se estendendo por 3 horas, graças à polêmica e – com o perdão do trocadilho – presença de espírito do entrevistado. Dali, o filme parte para os flashbacks da infância do médium (vivido por Matheus Souza) e sua vida adulta (Ângelo Antônio), seus primeiros contatos com espíritos e a descoberta do dom da psicografia.

Outro foco da trama é o casal formado pelo cético diretor do programa (Tony Ramos) e sua esposa (Christiane Torloni), que não conseguiu se recuperar da morte trágica de um filho. A trama adapta um caso real, acontecido em Goiânia, em 1979, em que um depoimento psicografado por Chico foi usado como prova em um tribunal.

É visível que Daniel Filho faz o que pode para se ater aos fatos (ou, pelo menos, ao que Chico Xavier narrava). Emmanuel (André Dias), o espírito-guia do médium, é mostrado conforme ele o descrevia e muitas histórias que parecem fantásticas demais ou absurdas demais foram contadas por ele em entrevistas – que aparecem nos créditos finais. Mas nesse momento, o público já deve ter sido conquistado pelo retrato sem provocações, mas humanizado de um dos líderes religiosos mais importantes do Brasil.

Chico Xavier. Brasil, 2010. Direção: Daniel Filho. Elenco: Nélson Xavier, Ângelo Antônio, Matheus Costa, Tony Ramos, Christiane Torloni, Giulia Gam, Letícia Sabatella, Luís Melo, Pedro Paulo Rangel, Giovanna Antonelli, André Dias, Paulo Goulart, Cássia Kiss, Cássio Gabus Mendes, Rosi Campos, Carla Daniel, Aílton Graça, Anselmo Vasconcelos, Ana Rosa, Gregório Duvivier.

Diane Keaton em "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa"

Diane Keaton em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”

Diane Keaton em "À Procura de Mr. Goodbar"

Diane Keaton em “À Procura de Mr. Goodbar”

1 – DIANE KEATON, por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e por À Procura de Mr. Goodbar

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1972, por Sonhos de um Sedutor e por O Poderoso Chefão; 4ª em 1973, por Dorminhoco; 3ª em 1974, por O Poderoso Chefão – Parte II; 1ª em 1975, por A Última Noite de Boris Gruschenko. Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1979, por Manhattan; 19ª em 1981, por Reds.

Musa, musa mesmo foi Diane Keaton em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa: Woody Allen até batizou o filme com o sobrenome real da atriz (Diane Hall virou Annie Hall). Com seu visual superparticular que ditou moda na época e bom humor, ela teve uma interpretação que conquistou a Academia e rendeu um Oscar. Mas deve ter ajudado a atuação dramática e ousada de À procura de Mr. Goodbar. Nas outras posições da lista, o domínio de estreantes (lembre-se que a lista corre de trás para a frente): nada menos que 15 musas nunca tinham aparecido nas listas. Apesar da ausência de brasileiras, há uma variedade grande de nacionalidades: americanas, uma italiana, duas inglesas, uma francesa e até uma atriz nascida nas Filipinas (Cristina Raines) e duas suecas (Agnetha e Anni-Frid, do grupo Abba, que estrelou um filme em 1977).

Laura Antonelli em “Esposamante”

2 – LAURA ANTONELLI, por Esposamante

Anteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1973, por Malícia.

Barbara Bach em “007, o Espião que Me Amava”

3 – BARBARA BACH, por 007, o Espião que Me Amava

Agnetha Falkstog e Anni-Frid Lyngstad em “Abba – the Movie”

4 – AGNETHA FALKSTOG, por Abba – The Movie

Raquel Welch em “O Príncipe e o Mendigo”

5 – RAQUEL WELCH, por O Príncipe e o Mendigo

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1966, por Um Milhão de Anos Antes de Cristo e por Viagem Fantástica; 13ª em 1967, por O Diabo É Meu Sócio; 7ª em 1973, por Os Três Mosqueteiros; 6ª em 1974, por A Vingança de Milady.

Carole Bouquet em “Esse Obscuro Objeto do Desejo”

6 – CAROLE BOUQUET, por Esse Obscuro objeto do Desejo

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1981, por 007 – Somente para Seus Olhos.

Jane Fonda em “Julia”

7 – JANE FONDA, por Julia

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1965, por Dívida de Sangue; 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque; 1ª em 1968, por Barbarella; 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena; 19ª em 1972, por Tout Va Bien. Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1978, por Amargo Regresso; 15ª em 1979, por Síndrome da China e por O Cavaleiro Elétrico; 13ª em 1981, por Num Lago Dourado e por Amantes & Finanças.

Teri Garr em “Alguém Lá em Cima Gosta de Mim”

Teri Garr em "Contatos Imediatos do Terceiro Grau"

Teri Garr em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”

8 – TERI GARR, por Alguém Lá em Cima Gosta de Mim e por Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Anteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1974, por O Jovem Frankenstein.

Anni-Frid Lyngstad em “Abba – The Movie”

9 – ANNI-FRID LYNGSTAD, por Abba – The Movie

Cristina Raines em “Os Duelistas”

10 – CRISTINA RAINES, por Os Duelistas

Angela Molina em “Esse Obscuro Objeto do Desejo”

11 – ANGELA MOLINA, por Esse Obscuro Objeto do Desejo

Leslie Browne em “Momento de Decisão”

12 – LESLIE BROWNE, por Momento de Decisão

Olivia Hussey em “Jesus de Nazaré”

13 – OLIVIA HUSSEY, por Jesus de Nazaré

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1968, por Romeu & Julieta.

Karen Lynn Gorney em “Os Embalos de Sábado à Noite”

14 – KAREN LYNN GORNEY, por Os Embalos de Sábado à Noite

Melinda Dillon em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”

15 – MELINDA DILLON, por Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Meryl Streep em “Julia”

16 – MERYL STREEP, por Julia

Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1978, por O Franco-Atirador; 17ª em 1979, por Manhattan e por Kramer vs. Kramer; 10ª em 1982, por A Escolha de Sofia.

Sally Field em “Agarra-me se Puderes”

17 – SALLY FIELD, por Agarra-me Se Puderes

Sarah Douglas em “O Mundo que o Tempo Esqueceu”

18 – SARAH DOUGLAS, por O Mundo que o Tempo Esqueceu

Posteriormente em Musas retroativas20ª em 1978, por Superman – O Filme.

Carrie Fisher em “Guerra nas Estrelas”

19 – CARRIE FISHER, por Guerra nas Estrelas

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1975, por Shampoo. Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1980, por O Império Contra-Ataca e por Os Irmãos Cara de Pau; 2ª em 1983, por O Retorno de Jedi.

Charlotte Rampling em “Orca, a Baleia Assassina”

20 – CHARLOTTE RAMPLING, por Orca, a Baleia Assassina

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1972, por Henrique VIII e Suas Seis Mulheres; 12ª em 1974, por O Porteiro da NoitePosteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1980, por Memórias.

Musas de 1976 <<
>> Musas de 1978

Parecia natural que uma das maiores empresas de entretenimento do país, a Maurício de Sousa Produções, tivesse como plataforma para seus produtos audiovisuais a principal emissora de TV do país, a Rede Globo. E por um breve tempo, isso foi verdade, quando pequenas novas animações da turminha eram apresentadas diariamente no, se não me falha a memória, Bambuluá. Depois, a coisa parou e Maurício levou suas animações para o Cartoon Network.

Mas as duas empresas se aproximaram de novo: um comunicado hoje anuncia que vem por aí uma nova parceria. Mas não diz do que se trata – apenas que uma coletiva com Maurício e José Luiz Bartolo, diretor de licenciamento da Globo, está marcada para segunda, às 16 horas.

Só resta ficar na expectativa. Será que a Globo vai exibir as novas séries do Ronaldinho Gaúcho, Penadinho e Astronauta, que andam sendo produzidas?

Esse namoro, na verdade, é bem antigo. Vem desde a animação de fim de ano exibida pela emissora lááááá no meio dos anos 1970, lembra?

Ele já é bem conhecido do que assiste o Comédia MTV e assistia ao Furfles, também da MTV: Fábio Rabin apresenta amanhã em João Pessoa seu solo de stand up O Sem Noção. Ele é um dos nomes de destaque dessa onda e vai fazer um show em João Pessoa amanhã.

O show é no Teatro Paulo Pontes, às 20 horas. Os ingressos custam R$ 50 (inteira) e R$ 20 (meia). A abertura será de Vinícius Lyra, do grupo local Comédia de 4.

“Por mais abstrato que você faça o filme, por mais que você disfarce e modernize, é que nem o jazz. No jaz existe uma melodia e você quer voltar a ela. Mesmo as pessoas que fizeram jazz moderno, como o Charlie Parker, têm um respeito enorme pela melodia. Podem pirar, mas têm a melodia ali. E quando os músicos acabam abstraindo tanto que não se percebe mais a melodia, as pessoas perderam o interesse pelo jazz, em grande medida.

A mesma coisa é verdade no cinema ou no teatro. É ótimo ser novo e original na estrutura, mas você sempre precisa voltar para o que acontece depois, porque é isso que os espectadores querem saber”.

Woody Allen, em Conversas com Woody Allen, de Eric Lax.

Os americanos vão ter o privilégio de conferir no cinema uma das obras seminais do cinema: para comemorar os 50 anos de Acossado, uma cópia restaurada vai passar pelos cinemas de lá. Se vai chegar ao Brasil, é uma incógnita. A João Pessoa, então, é um sonho tãããão distante… O filme de Godard é um daqueles definitivos de qualquer lista que se preze, revolucionário no espírito e na forma de tantas maneiras que praticamente abriu uma nova janela sobre como fazer cinema (que, com o tempo, foi assimilado até por Hollywood). Enfim, quem viu, viu e quem sabe, sabe.

Por aqui, pelo menos dá para ver o novo trailer, superbonitinho, pela internet, direto do site do New York Times.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “‘Acossado’ de volta aos cinemas“, posted with vodpod

Audaci, um amor de pessoa

Há um bom tempo, Audaci Jr. – meu colega no aparentemente adormecido Comic Show – mantém o blog Eu! Odeio! Isso! Aqui! Lá, ele resenha algumas HQs, publica tiras de seus personagens (como o Capitão Capitalista, o Tony Jampada e Niño, o Italianinho) e solta os cachorros quando dá vontade. Mas, praticamente de uma hora para outra, ele desandou a se espalhar pela internet como os tentáculos do Dr. Octopus.

Mimetizando "Fracasso de Público": trabalhinho

Primeiro e principalmente com o Quadrinhos em Quadrinhos, um blog em que faz críticas de HQs também no formato de história em quadrinhos (e cujo nome deveria virar logo HQ em HQ). Ele “mimetiza” o traço da HQ em questão para analisá-la. A da semana é Fracasso de Público, de Alex Robinson, mas ele também já abordou Jimmy Corrigan, Aya de Youpougon , Copacabana e O Chinês Americano, além de ter feito uma homenagem ao Glauco.

Não bastasse esse trabalhinho, agora ele também escreve a coluna Isso Aqui Não É Gotham City, no Quadrinho.com. Começou abordando os quadrinhos-reportagem, como os de Joe Sacco.

E, claro, sempre há a esperança de que possamos vê-lo, sempre uma flor de pessoa, em novos epísódios do Comic Show.

82. Maggie Smith

Maggie em "California Suíte", pelo qual ganhou seu segundo Oscar

Hoje em dia, ela é  mais conhecida como a Professora Minerva da série Harry Potter, mas antes disso Dame Maggie Smith já havia se tornado uma das maiores atrizes britânicas de tdos os tempos. Ganhou Oscar com Primavera de uma Solteirona (1969) e teve atuações celebradas em Assassinato por Morte (1976), California Suite (1978),  Fúria de Titãs (1981), Uma Janela para o Amor (1985), Mudança de Hábito (1992), O Jardim Secreto (1993). Em dramas ou comédias, sua imagem altiva e aristocrática sempre rendeu o máximo, razão pela qual ela foi e é extremamente requisitada. Quem não iria querer Maggie engrandecendo seu filme?

Vá atrás: Primavera de uma Solteirona (1969); Oh, que Bela Guerra! (1969); Assassinato por Morte (1976); Morte sobre o Nilo (1978); California Suite (1978); Fúria de Titãs (1981); Uma Janela para o Amor (1985); Hook – A Volta do Capitão Gancho (1991); Mudança de Hábito (1992); O Jardim Secreto (1993); Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001); Assassinato em Gosford Park (2001).

Cena abaixo: cenas de Primavera para uma Solteirona

Atriz anterior: Dianne Wiest

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Deslocamento ideal

Tina e Carell: na temperatura exata

Originalidade não é um objetivo que Uma Noite Fora de Série (Date Night, Estados Unidos, 2010) tenta cumprir. Como muitos filmes antes dele, mostra-se personagens que levam uma vida calma e/ ou entediada e que são sugados pelo turbilhão de acontecimentos de uma história policial ou de espionagem. Mas, pelo menos, o filme de Shawn Levy se esforça em fazer bem o que propõe – e começa com acerto notável, a escalação de Steve Carrell e Tina Fey para os papeis principais.

Carrell é ator da série The Office e de filmes como O Virgem de 40 Anos (2005), Pequena Miss Sunshine (2006) e Agente 86 (2008). Tina é criadora, produtora, roteirista e atriz da premiadíssima 30 Rock. São nomes importantes da comédia americana atual e não decepcionam, exibindo uma química perfeita entre eles e atuações na temperatura certa: sem estar no piloto automático, mas também sem exagerar.

Os dois formam esse casal, os Foster, que resolve dar um gás no casamento com uma noite em Manhattan. Acabam fingindo outra identidade, os Tripplehorn, para pegar uma reserva em um restaurante da moda e passam a ser perseguidos por bandidos que, por alguma razão, estão caçando este casal. O resto da noite vira uma correria, com tiroteios, perseguições de carro, mergulhos forçados no East River, boates de strip-tease…

E a participação ótima de vários atores como Mark Wahlberg, Ray Liotta e James Franco. E também ajuda o fato de que o roteiro de Josh Klausner organiza com inteligência o andamento da trama, concatenando cada detalhe.

Mas Carrell e Tina são a chave do sucesso do filme. Eles sabem onde está a graça e sabem que, para isso, o equilíbrio é fundamental. Em vários momentos do filme, eles fazem tipo, deixam aflorar a loucura, falam palavrões, entram destemidamente em momentos de vergonha alheia – mas, como escreveu o crítico americano Roger Ebert, eles se comportam como personagens que não fariam parte de uma comédia maluca, e isso é o que torna tudo realmente muito engraçado.

Uma Noite Fora de Série. (Date Night). Estados Unidos, 2010. Direção: Shwan Levy. Elenco: Steve Carrell, Tina Fey, Mark Wahlberg, Taraji P. Henson, Jimmi Simpson, Common, Mark Ruffalo, James Franco, Mila Kunis, Ray Liotta, William Fichtner, Will.I.Am.

* Versão estendida da crítica publicada dia 17/4, no Jornal da Paraíba.

Sônia Braga em "A Dama do Lotação"

Sônia Braga em “A Dama do Lotação”

1 – SÔNIA BRAGA, por A Dama do Lotação

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1976, por Dona Flor e Seus Dois Maridos. Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1981, por Eu Te Amo; 8ª em 1983, por Gabriela; 15ª em 1985, por O Beijo da Mulher-Aranha; 15ª em 1988, por Luar sobre Parador e por Rebelião em Milagro.

Quem poderia competir com a Sônia interpretando uma personagem de Nélson Rodrigues? Ela levou o primeiro lugar com louvor, encabeçando um ano com quatro brasileiras (salve as pornochanchadas existenciais!) – uma delas, a grande Sandra Bréa em terceiro; outra, uma americana de nascimento, mas – que diabo! – fez sua carreira toda no Brasil, Kate Lyra (afinal, “brasileiro é tão bonzinho”, não é mesmo?). Jane Fonda quase venceu – cheguei a colocá-la em primeiro e depois mudar de ideia. O ano ainda teve três futuras campeãs dando seus passinhos iniciais: Nancy Allen (primeira na lista de 1980), Nastassja Kinski (que venceu já em 1979) e Kim Basinger (que ganharia em 1986).

Jane Fonda em “Amargo Regresso”

2 – JANE FONDA, por Amargo Regresso

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1965, por Dívida de Sangue; 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque; 1ª em 1968, por Barbarella; 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena; 19ª em 1972, por Tout Va Bien; 7ª em 1977, por Julia. Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1979, por Síndrome da China e por O Cavaleiro Elétrico; 13ª em 1981, por Num Lago Dourado e por Amantes & Finanças.

Nancy Allen em “Febre de Juventude”

3 – NANCY ALLEN, por Febre da Juventude

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1976, por Carrie, a Estranha. Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1980, por Vestida para Matar; 14ª em 1981, por Um Tiro na Noite.

Olivia Newton-John em "Grease - Nos Tempos da Brilhantina"

Olivia Newton-John em “Grease – Nos Tempos da Brilhantina”

4 – OLIVIA NEWTON-JOHN, por Grease – Nos Tempos da Brilhantina

Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1980, por Xanadu.

Valerie Perrine em "Superman - O Filme"

Valerie Perrine em “Superman – O Filme”

5 – VALERIE PERRINE, por Superman – O Filme

Nastassja Kinski em “Tentação Proibida”

6 – NASTASSJA KINSKI, por Tentação Proibida

Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1979, por Tess; 1ª em 1982, por A Marca da Pantera e por O Fundo do Coração; 1ª em 1984, por Os Amantes de Maria, por Paris, Texas, por Hotel Muito Louco e por Infielmente Tua; 16ª em 1985, por Harém e por Revolução; 17ª em 1998, por Seus Amigos, Seus Vizinhos.

Margot Kidder em “Superman – O Filme”

7 – MARGOT KIDDER, por Superman – O Filme

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1973, por Irmãs Diabólicas. Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1979, por Terror em Amityville; 7ª em 1980, por Superman II.

Susan Sarandon em “Menina Bonita”

8 – SUSAN SARANDON, por Menina Bonita

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1974, por A Primeira Página; 8ª em 1975, por Rocky Horror Show. Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1980, por Atlantic City; 19ª em 1983, por Fome de Viver; 18ª em 1988, por Sorte no Amor; 12ª em 1990, por Loucos de Paixão; 9ª em 1991, por Thelma & Louise.

Susannah York em "Superman - O Filme"

Susannah York em “Superman – O Filme”

9 – SUSANNAH YORK, por Superman – O Filme

Anteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1963, por As Aventuras de Tom Jones; 7ª em 1969, por A Noite dos Desesperados.

Sandra Bréa em "Amada Amante"

Sandra Bréa em “Amada Amante”

10 – SANDRA BRÉA, por Amada Amante

Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1979, por O Prisioneiro do Sexo, por República dos Assassinos, por Os Imorais, por Sede de Amar – Capuzes Negros e por Sábado Alucinante; 19ª em 1980, por Herança dos Devassos e por Convite ao Prazer.

Goldie Hawn em “Golpe Sujo”

11 – GOLDIE HAWN, por Golpe Sujo

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1969, por Flor de Cacto; 7ª em 1974, por Louca Escapada; 3ª em 1975, por Shampoo; 7ª em 1976, por O Corujão e a Gatinha.

Meryl Streep em “O Franco-Atirador”

12 – MERYL STREEP, por O Franco-Atirador

Anteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1977, por Julia. Posteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1979, por Manhattan e por Kramer Vs. Kramer; 10ª em 1982, por A Escolha de Sofia.

Aldine Muller em "Ninfas Diabólicas"

Aldine Muller em “Ninfas Diabólicas”

Aldine Muller em "O Estripador de Mulheres"

Aldine Muller em “O Estripador de Mulheres”

Aldine Muller em "Os Galhos do Casamento"

Aldine Muller em “Os Galhos do Casamento”

13 – ALDINE MULLER, por Ninfas Diabólicas, por O Estripador de Mulheres e por Os Galhos do Casamento

Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1979, por O Prisioneiro do Sexo, por Uma Cama para Sete Noivas, por Nos Tempos da Vaselina e por Os Imorais; 1ª em 1980, por A Força do Destino, por A Mulher que Inventou o Amor, por A Fêmea do Mar, por Convite ao Prazer e por Império do Desejo; 17ª em 1983, por Força Estranha; 16ª em 1984, por Elite Devassa.

Jamie Lee Curtis em “Halloween – A Noite do Terror”

14 – JAMIE LEE CURTIS, por Halloween – A Noite do Terror

Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1988, por Um Peixe Chamado Wanda; 17ª em 1994, por True Lies.

Kazuko Yoshiyuki em "Império da Paixão"

Kazuko Yoshiyuki em “Império da Paixão”

15 – KAZUKO YOSHIYUKI, por Império da Paixão

Dyan Cannon em “A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa”

16 – DYAN CANNON, por A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa 

Anteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1969, por Bob & Carol & Ted & Alice.

Marthe Keller em “Fedora”

17 – MARTHE KELLER, por Fedora

Kim Basinger em "Retrato de Modelo"

Kim Basinger em “Retrato de Modelo”

18 – KIM BASINGER, por Retrato de Modelo 

Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1986, por Semanas de Amor e por Sem Perdão; 4ª em 1989, por Batman e por Minha Noiva É uma Extraterrestre; 15ª em 1991, por Desejos e por Uma Loira em Minha Vida; 9ª em 1994, por A Fuga; 12ª, por Los Angeles, Cidade Proibida.

Karen Allen em “Clube dos Cafajestes”

19 – KAREN ALLEN, por Clube dos Cafajestes 

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1981, por Os Caçadores da Arca Perdida.

Sarah Douglas em "Superman - O Filme"

Sarah Douglas em “Superman – O Filme”

20 – SARAH DOUGLAS, por Superman – O Filme

Anteriormente em Musas retroativas18ª em 1977, por O Mundo que o Tempo Esqueceu.

Musas de 1977 <<
>> Musas de 1979

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A pequena gigante

Atrevida, a personagem de Sandra domina todos à sua volta e o filme inteiro

Um Sonho Possível (The Blind Side, Estados Unidos, 2009) não é um filme de Sandra Bullock, mas um filme com Sandra Bullock. Esse entedimento se faz necessário para que se entenda porque a performance da atriz conquistou tanta gente até arrebatar o Globo de Ouro, o SAG e, finalmente, o Oscar. Na prova dos 9, ela nem teve a melhor atuação do ano, nem a mais difícil. Mas o prêmio foi um reconhecimento à profissional que mostrou que podia, sim, ser bem mais que uma estrela.

Ela é Leigh Anne Tuohy, uma perua que tem uma boa vida ao lado do marido (Tim McGraw) e dos dois filhos (Lily Collins e Jae Head). Um dia, ela tem contato com o adolescente Michael Oher, o Big Mike (Quinton Aaron): negro, enorme, muito introspectivo, com dificuldades de aprendizado e, por causa da mãe viciada em drogas, pulando de um lar adotivo para outro.

Quando o mais provável seria olhar para o outro lado e seguir adiante, Leigh simplesmente leva Big Mike para sua casa e começa a procurar meios de fazê-lo se abrir e crescer. Não é surpresa que um desses meios seja o futebol americano – o termo “o lado cego” no esporte é explicado pela própria personagem em off, logo no início.

É uma história real e uma trama edificante. Mas muito por causa da personagem de Sandra Bullock, o melodrama é sabiamente evitado. Leigh, real, durona e atrevida, lembra muito o que Erin Brokovich foi para Julia Roberts – Oscar de melhor atriz incluído. A pequena Sandra se agiganta frente a Big Mike e a todos os que a cercam. A atriz inteligentemente soube evitar o histrionismo e dosar a peruice para não cair no caricato. A cena em que dá ordens da arquibancada para o treinador do time de futebol da escola é ótima.

Parece que a personagem intimidou até o diretor John Lee Hancock, que deixa que ela leve o filme e não se esforça muito no resto. Mas Um Sonho Possível não desagrada e conta bem sua história de superação, com alguns momentos cômicos de efeito (muitos deles a cargo da relação entre Aaron e o pequenino e carismático Head). E termina com um final a 2 Filhos de Francisco, com imagens dos personagens reais.

A essa altura, o espectador já foi conquistado pelo carisma de Sandra e pela coragem do filme em mostrar de modo positivo uma família republicana e conservadora e por mostrar brnacos simpáticos e salvadores em um cenário onde a questão racial se faz presente. Acredite, em pleno 2010 houve quem criticasse o filme por essas duas razões. Um Sonho Possível defende o “aceitra o bem sem se importar de quem”.

Um Sonho Possível. (The Blind Side). Estados Unidos, 2009. Direção: John Lee Hancock. Elenco: Sandra Bullock, Quinton Aaron, Tim McGraw, Jae Head, Lily Collins, Ray McKinnon, Kathy Bates.

Juliana, Malta, Dussek, Inez, Beatriz e Del Penho: "Sassaricando" em Natal

Eu tenho o DVD e já fui ver em Recife. Mas eles estão de volta, desta vez em Natal, e lá vou eu pegar a “ponte terrestre” de novo: Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha, delicioso espetáculo criado por Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo, com direção cênica de Cláudio Botelho e coreografia de Renato Vieira, estará em cartaz nesta sexta e sábado no Teatro Alberto Maranhão, às 21 horas.

No palco, Eduardo Dussek, Inez Viana (no lugar que já foi de Soraya Ravenle), Alfredo Del Penho, Pedro Paulo Malta, Juliana Diniz e Beatriz Faria (substituindo Ivana Domenico, que já havia substituído Sandra Kogut) interpretam marchinhas imortais de Braguinha, Lamartine Babo, Mário Lago,  João Roberto Kelly, Noel Rosa, Haroldo Lobo…

Você conhece um monte delas, pode apostar: “Aurora”, “Ala-la-ô”, “Marcha do Cordão do Bola Preta”, “Grau dez”, “Tomara que chova”, “Yes, nós temos banana”, “O teu cabelo não nega”… E tem dezenas ótimas a descobrir. E são interpretadas mesmo, já que tudo tem um acento cênico muito forte. O espetáculo estreou no Rio em 2007 e segue firme até hoje.

Os ingressos custam 30 reais (com meia entrada para estudantes e idosos). Veja abaixo uns trechinhos em uma matéria do Ziriguidum.com que está no YouTube (são do DVD, ou seja, ainda com a Soraya):

Kubrick, um dos maiores diretores do mundo, em ação

Só um lembrete: uma nova edição do meu curso de História do Cinema começa sábado (a data mudou para segunda, dia 19, às 19 horas), no Zarinha Centro de Cultura. 115 anos de sonhos, idéias, avanços técnicos, polêmicas e arte serão passados em revista em 10 encontros que serão verdadeiros passeios: tudo é ilustrado com cenas dos principais filmes, autores e movimentos cinematográficos.

O objetivo, além de ser uma boa introdução em si mesma, é abrir horizontes. Mostrar que há sempre um pouco mais além do que se conhece e que se arriscar pode render boas surpresas. Desde que uma câmera dos irmãos Lumière filmou trabalhadores saindo de uma fábrica e um trem chegando a uma estação, o cinema não parou de avançar e se diversificar.

Mais informações no site do Zarinha.

Programa

– O impacto da invenção do cinematógrafo;

– David W. Grifftih e o nascimento da linguagem – e sua aplicação através dos tempos: os planos, do geral ao close; os movimentos de câmera; o roteiro; a fotografia; a montagem.

– O cinema mudo após Griffith.

– A reinvenção da montagem no cinema soviético: Sergei M. Eisenstein.

– O desenvolvimento da comédia: Charles Chaplin.

– O expressionismo alemão: F.W. Murnau e Fritz Lang.

– A difícil adaptação aos novos tempos: o cinema aprende a falar.

– O surgimento da tradição verbal clássica americana: Howard Hawks, Billy Wilder.

– A revolução de Cidadão Kane, de Orson Welles.

– O neorealismo italiano: Roberto Rossellinni, Vittorio De Sica.

– A nouvelle vague francesa: François Truffaut, Jean-Luc Godard.

– O existencialismo sueco: Ingmar Bergman.

– O revisionismo dos anos 1960 e 1970 nos Estados Unidos: de Hitchcock a Scorsese e Spielberg.

– Os novos cinemas fora de Hollywood: China, Irã, América Latina.

– O documentário.

– O cinema de animação e a evolução dos efeitos especiais.

– Uma breve história do cinema brasileiro.

Rapidinho, só para lembrar que Rogério Morgado participa do show do Comédia de 4, hoje, em João Pessoa. O comediante quase virou um dos CQCs: chegou à semifinal da escolha do oitavo elemento, e teve muita gente que achou que ele ia ganhar o emprego. Bem, o concurso serviu para torná-lo um rosto familiar para quem gosta de stand-up.

Hoje Rogério é um convidado do grupo local formado por Alysson Vilela, Paiva Cassarotti, Vinícius Lyra e o importado Nil Agra (cuja base é em Recife). Outro convidado é o gente boa Murilo Gun, que, com Agra e Vilela, introduziu os shows de stand up em João Pessoa, naquelas apresentações no restaurante Yassay do MAG Shopping, em 2007. Murilo tem se dividido entre o Tripé da Comédia, em Recife, e os shows que tem feito com grupos o Rio e de São Paulo.

O show é no Teatro Ednaldo do Egypto, às 20 horas. Os ingressos custam 30 (inteira) e 15 reais (meia). Será o maior show de stand up da Paraíba – pelo menos em número de comediantes dividindo o palco…

E atualizando: anunciaram há alguns dias que a data de Marco Luque em João Pessoa mudou de 22 para 21 de maio, hein? Ainda não tenho informações se o show em Campina Grande, que seria dia 21, mudou de data ou não vai mais acontecer. Já Danilo Gentili segue confirmado para dia 2 de maio.

"À Deriva": 9 indicações

Saíram as indicações para o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, a premiação da Academia Brasileira de Cinema. Os moldes são os mesmos do Oscar: os profissionais da área fazem seu reconhecimento aos colegas que se destacaram no ano. O prêmio ainda está galgando reconhecimento, mas está aí na estrada há algum tempo – começou como Grande Prêmio Cinema Brasil, organizado pelo Ministério da Cultura.

Bom, saíram terça os indicados para a premiação, que é em junho, no Rio. Dá para prever alguma coisa, a academia brasileira já tem uma “cara”?

Não dá para dizer muito. Em comparação com a irmã mais velha americana, onde os comediantes são infinitas vezes ignorados nas premiações, percebe-se que aqui eles têm um cartaz bem alto. Os filmes do gênero, por leves que sejam, competem em pé de igualdade com os “ambiciosamente artísticos”.

"Divã": 5 indicações

Assim, onde cabe À Deriva, cabe também Se Eu Fosse Você 2 e A Mulher Invisível. Em termos de interpretação, então, nem se fala. Oito atores foram indicados em interpretações cômicas nas quatro categorias de atuação. Sabe quantos foram indicados no último Oscar? Cinco e forçando um pouco a barra – incluindo nesse pacote Amor sem Escalas e Bastardos Inglórios.

Interessante também como há multiindicados. A turma de Se Eu Fosse Você 2 emplacou uma segunda indicação nas mesmas categorias: Daniel Filho concorre a melhor diretor também por Tempos de Paz, Tony Ramos a ator também por esse filme e Glória Pires a atriz por É Proibido Fumar.

"É Proibido Fumar": 6 indicações

Sélton Mello também concorre duas vezes a melhor ator. Mas nada que se compare à recordista do ano, a montadora mineira Diana Vasconcellos, que concorre por três filmes diferentes a melhor montagem de ficção e com mais um a montagem de documentário. Marcelo Siqueira também foi quatro vezes indicado a efeito visual.

Para o pessoal daqui da Paraíba, há o que comemorar. O curta local Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos, concorre a melhor curta documentário. E Walter Carvalho não só concorre a melhor fotografia – com A Erva do Rato – como viu o filme que dirigiu, Budapeste, indicado a seis categorias. Uma delas, melhor fotografia, a cargo de seu filho, Lula.

Confiram aí as indicações.

"A Mulher Invisível": 9 indicações

Filme – À Deriva, de Heitor Dhalia; Divã, de José Alvarenga Jr; É Proibido Fumar, de Anna Muylaert; A Mulher Invisível, de Claudio Torres; Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho.

Direção – Anna Muylaert (É Proibido Fumar); Cláudio Torres (A Mulher Invisível); Daniel Filho (Se Eu Fosse Você 2); Daniel Filho (Tempos de Paz); Heitor Dhalia (À Deriva).

Ator – Dan Stulbach (Tempos de Paz); Daniel de Oliveira (A Festa da Menina Morta); Sélton Mello (Jean Charles); Sélton Mello (A Mulher Invisível); Tony Ramos (Se Eu Fosse Você 2); Tony Ramos (Tempos de Paz).

Atriz – Andréa Beltrão (Verônica); Débora Bloch (À Deriva); Glória Pires (É Proibido Fumar); Glória Pires (Se Eu Fosse Você 2); Lília Cabral (Divã).

Ator coadjuvante – Ary Fontoura (Se Eu Fosse Você 2); Cássio Gabus Mendes (Se Eu Fosse Você 2); Chico Diaz (O Contador de Histórias); Gero Camilo (Hotel Atlântico); Vladimir Brichta (A Mulher Invisível).

Atriz coadjuvante – Denise Weinberg (Salve Geral); Dira Paes (A Festa da Menina Morta); Drica Moraes (Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas); Fernanda Torres (A Mulher Invisível); Leandra Leal (Se Nada Mais Der Certo).

Documentário – Alô, Alô, Terezinha, de Nelson Hoineff; Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski; Loki – Arnaldo Baptista, de Paulo Henrique Fontenelle; Palavra (En)cantada, de Helena Solberg; Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer; Waldick, Sempre no Meu Coração, de Patrícia Pillar.

Filme infantil – O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas; O Mistério de Feiurinha, de Tizuka Yamazaki.

Filme de animação – O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas.

Filme estrangeiro – Avatar, de James Cameron; Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino; Gran Torino, de Clint Eastwood; Milk – A Voz da Igualdade, de Gus Van Sant; Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle.

"Se Eu Fosse Você 2": 9 indicações

Roteiro original – A Mulher Invisível, por Adriana Falcão, Cláudio Paiva, Cláudio Torres e Maria Luísa Mendonça; Se Eu Fosse Você 2, por Adriana Falcão, Euclydes Marinho e René Belmonte; É Proibido Fumar, por Anna Muylaert; A Festa da Menina Morta, por Hilton Lacerda e Matheus Nachtergaele; O Contador de Histórias, por José Roberto Torero, Luiz Villaça, Mariana Veríssimo e Maurício Arruda.

Roteiro adaptado – Bela Noite para Voar, por Augusto Boal, Chico Anysio e Zelito Viana, adaptado de Bela Noite para Voar, de Pedro Rogério Moreira; Tempos de Paz, por Bosco Brasil, adaptado de Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil; Divã, por Marcelo Saback, adaptado de Divã, de Martha Medeiros; Budapeste, por Rita Buzzar, adaptado de Budapeste, de Chico Buarque; Hotel Atlântico, por Suzana Amaral, adaptado de Hotel Atlântico, de João Gilberto Noll.

Fotografia – O Contador de Histórias, por Lauro Escorel; Budapeste, por Lula Carvalho; À Deriva, por Ricardo della Rosa; Tempos de Paz, por Tuca Moraes; A Erva do Rato, por Walter Carvalho.

Montagem/ ficção – Divã, por Diana Vasconcellos; Se Eu Fosse Você 2, por Diana Vasconcellos; Tempos de Paz, por Diana Vasconcellos; À Deriva, por Gustavo Giani; Besouro, por Gustavo Giani; É Proibido Fumar, por Paulo Sacramento; A Mulher Invisível, por Sergio Mekler.

Montagem/ documentário – Titãs – A Vida até Parece uma Festa, por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves; Palavra (En)cantada, por Diana Vasconcellos; Garapa, por Felipe Lacerda; Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, por Karen Akerman e Pedro Duran; Loki – Arnaldo Baptista por Paulo Henrique Fontenelle.

Direção de arte – Besouro, por Cláudio Amaral Peixoto; À Deriva, por Guta Carvalho; Budapeste, por Marcos Flaksman; Tempos de Paz, por Marcos Flaksman; Salve Geral, por Vera Hamburger.

Trilha sonora original – O Contador de Histórias, por André Abujamra e Márcio Nigro; Loki – Arnaldo Baptista, por Arnaldo Baptista; Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, por Berna Ceppas; Tempos de Paz, por Egberto Gismonti; Budapeste, por Leo Gandelman.

Trilha sonora – Coração Vagabundo, por Caetano Veloso; Divã, por Guto Graça Mello; É Proibido Fumar, por Márcio Nigro; Herbert de Perto, por Os Paralamas do Sucesso; Titãs – A Vida Até Parece uma Festa, por Titãs.

Som – Besouro, por Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e José Moreau Louzeiro; À Deriva, por Alessandro Laroca, Armando Torres Jr., Renato Calaça e Valéria Ferro; Budapeste, por Branko Neskov, Leandro Lima, Miguel Lima e Vasco Pedroso; Loki – Arnaldo Baptista, por Carlos Toré; Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, por Denilson Campos e Paulo Ricardo Nunes.

Figurino – À Deriva, por Alexandre Herchcovitch; Besouro, por Bia Salgado; Budapeste, por Kika Lopes; A Mulher Invisível, por Marcelo Pies; Tempos de Paz, por Marília Carneiro.

Maquiagem – Um Lobisomem na Amazônia, por Antonio Pacheco; A Festa da Menina Morta, por Marcos Freire; Besouro, por Martín Macias Trujillo; A Mulher Invisível, por Martín Macias Trujillo; Salve Geral, por Martín Macias Trujillo; Tempos de Paz, por Rose Verçosa.

Efeito visual – Besouro, por Marcelo Siqueira; Se Eu Fosse Você 2, por Marcelo Siqueira; Tempos de Paz, por Marcelo Siqueira; Salve Geral, por Marcelo Siqueira e Robson Sartori; À Deriva, por Tamis Lustre.

Curta-metragem/ ficção – Booker Pittman, de Rodrigo Grota; Cedro do Líbano, de Conrado Krainer; A Distração de Ivan, de Cavi Borges e Gustavo Melo; Elo, de Vera Egito; Ô, de Marcelo Coutinho; Superbarroco, de Renata Pinheiro.

Curta-metragem/ documentário – A Arquitetura do Corpo, de Marcos Pimentel; De Volta ao Quarto 666, de Gustavo Spolidoro; Nós Somos um Poema, de Sergio Sbragia e Beth Formaggini; Olhos de Ressaca, de Petra Costa; Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos.

Curta-metragem/ animação – O Anão que Virou Gigante, de Marcelo Marão; O Divino, De Repente, de Fábio Yamaji; Juro que Vi: O Saci, de Humberto Avelar; O Menino que Plantava Invernos, de Victor-Hugo Borges; A Princesa e o Violinista, de Guto Bozzetti.

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