"À Deriva": 9 indicações

Saíram as indicações para o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, a premiação da Academia Brasileira de Cinema. Os moldes são os mesmos do Oscar: os profissionais da área fazem seu reconhecimento aos colegas que se destacaram no ano. O prêmio ainda está galgando reconhecimento, mas está aí na estrada há algum tempo – começou como Grande Prêmio Cinema Brasil, organizado pelo Ministério da Cultura.

Bom, saíram terça os indicados para a premiação, que é em junho, no Rio. Dá para prever alguma coisa, a academia brasileira já tem uma “cara”?

Não dá para dizer muito. Em comparação com a irmã mais velha americana, onde os comediantes são infinitas vezes ignorados nas premiações, percebe-se que aqui eles têm um cartaz bem alto. Os filmes do gênero, por leves que sejam, competem em pé de igualdade com os “ambiciosamente artísticos”.

"Divã": 5 indicações

Assim, onde cabe À Deriva, cabe também Se Eu Fosse Você 2 e A Mulher Invisível. Em termos de interpretação, então, nem se fala. Oito atores foram indicados em interpretações cômicas nas quatro categorias de atuação. Sabe quantos foram indicados no último Oscar? Cinco e forçando um pouco a barra – incluindo nesse pacote Amor sem Escalas e Bastardos Inglórios.

Interessante também como há multiindicados. A turma de Se Eu Fosse Você 2 emplacou uma segunda indicação nas mesmas categorias: Daniel Filho concorre a melhor diretor também por Tempos de Paz, Tony Ramos a ator também por esse filme e Glória Pires a atriz por É Proibido Fumar.

"É Proibido Fumar": 6 indicações

Sélton Mello também concorre duas vezes a melhor ator. Mas nada que se compare à recordista do ano, a montadora mineira Diana Vasconcellos, que concorre por três filmes diferentes a melhor montagem de ficção e com mais um a montagem de documentário. Marcelo Siqueira também foi quatro vezes indicado a efeito visual.

Para o pessoal daqui da Paraíba, há o que comemorar. O curta local Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos, concorre a melhor curta documentário. E Walter Carvalho não só concorre a melhor fotografia – com A Erva do Rato – como viu o filme que dirigiu, Budapeste, indicado a seis categorias. Uma delas, melhor fotografia, a cargo de seu filho, Lula.

Confiram aí as indicações.

"A Mulher Invisível": 9 indicações

Filme – À Deriva, de Heitor Dhalia; Divã, de José Alvarenga Jr; É Proibido Fumar, de Anna Muylaert; A Mulher Invisível, de Claudio Torres; Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho.

Direção – Anna Muylaert (É Proibido Fumar); Cláudio Torres (A Mulher Invisível); Daniel Filho (Se Eu Fosse Você 2); Daniel Filho (Tempos de Paz); Heitor Dhalia (À Deriva).

Ator – Dan Stulbach (Tempos de Paz); Daniel de Oliveira (A Festa da Menina Morta); Sélton Mello (Jean Charles); Sélton Mello (A Mulher Invisível); Tony Ramos (Se Eu Fosse Você 2); Tony Ramos (Tempos de Paz).

Atriz – Andréa Beltrão (Verônica); Débora Bloch (À Deriva); Glória Pires (É Proibido Fumar); Glória Pires (Se Eu Fosse Você 2); Lília Cabral (Divã).

Ator coadjuvante – Ary Fontoura (Se Eu Fosse Você 2); Cássio Gabus Mendes (Se Eu Fosse Você 2); Chico Diaz (O Contador de Histórias); Gero Camilo (Hotel Atlântico); Vladimir Brichta (A Mulher Invisível).

Atriz coadjuvante – Denise Weinberg (Salve Geral); Dira Paes (A Festa da Menina Morta); Drica Moraes (Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas); Fernanda Torres (A Mulher Invisível); Leandra Leal (Se Nada Mais Der Certo).

Documentário – Alô, Alô, Terezinha, de Nelson Hoineff; Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski; Loki – Arnaldo Baptista, de Paulo Henrique Fontenelle; Palavra (En)cantada, de Helena Solberg; Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer; Waldick, Sempre no Meu Coração, de Patrícia Pillar.

Filme infantil – O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas; O Mistério de Feiurinha, de Tizuka Yamazaki.

Filme de animação – O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas.

Filme estrangeiro – Avatar, de James Cameron; Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino; Gran Torino, de Clint Eastwood; Milk – A Voz da Igualdade, de Gus Van Sant; Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle.

"Se Eu Fosse Você 2": 9 indicações

Roteiro original – A Mulher Invisível, por Adriana Falcão, Cláudio Paiva, Cláudio Torres e Maria Luísa Mendonça; Se Eu Fosse Você 2, por Adriana Falcão, Euclydes Marinho e René Belmonte; É Proibido Fumar, por Anna Muylaert; A Festa da Menina Morta, por Hilton Lacerda e Matheus Nachtergaele; O Contador de Histórias, por José Roberto Torero, Luiz Villaça, Mariana Veríssimo e Maurício Arruda.

Roteiro adaptado – Bela Noite para Voar, por Augusto Boal, Chico Anysio e Zelito Viana, adaptado de Bela Noite para Voar, de Pedro Rogério Moreira; Tempos de Paz, por Bosco Brasil, adaptado de Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil; Divã, por Marcelo Saback, adaptado de Divã, de Martha Medeiros; Budapeste, por Rita Buzzar, adaptado de Budapeste, de Chico Buarque; Hotel Atlântico, por Suzana Amaral, adaptado de Hotel Atlântico, de João Gilberto Noll.

Fotografia – O Contador de Histórias, por Lauro Escorel; Budapeste, por Lula Carvalho; À Deriva, por Ricardo della Rosa; Tempos de Paz, por Tuca Moraes; A Erva do Rato, por Walter Carvalho.

Montagem/ ficção – Divã, por Diana Vasconcellos; Se Eu Fosse Você 2, por Diana Vasconcellos; Tempos de Paz, por Diana Vasconcellos; À Deriva, por Gustavo Giani; Besouro, por Gustavo Giani; É Proibido Fumar, por Paulo Sacramento; A Mulher Invisível, por Sergio Mekler.

Montagem/ documentário – Titãs – A Vida até Parece uma Festa, por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves; Palavra (En)cantada, por Diana Vasconcellos; Garapa, por Felipe Lacerda; Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, por Karen Akerman e Pedro Duran; Loki – Arnaldo Baptista por Paulo Henrique Fontenelle.

Direção de arte – Besouro, por Cláudio Amaral Peixoto; À Deriva, por Guta Carvalho; Budapeste, por Marcos Flaksman; Tempos de Paz, por Marcos Flaksman; Salve Geral, por Vera Hamburger.

Trilha sonora original – O Contador de Histórias, por André Abujamra e Márcio Nigro; Loki – Arnaldo Baptista, por Arnaldo Baptista; Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, por Berna Ceppas; Tempos de Paz, por Egberto Gismonti; Budapeste, por Leo Gandelman.

Trilha sonora – Coração Vagabundo, por Caetano Veloso; Divã, por Guto Graça Mello; É Proibido Fumar, por Márcio Nigro; Herbert de Perto, por Os Paralamas do Sucesso; Titãs – A Vida Até Parece uma Festa, por Titãs.

Som – Besouro, por Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e José Moreau Louzeiro; À Deriva, por Alessandro Laroca, Armando Torres Jr., Renato Calaça e Valéria Ferro; Budapeste, por Branko Neskov, Leandro Lima, Miguel Lima e Vasco Pedroso; Loki – Arnaldo Baptista, por Carlos Toré; Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, por Denilson Campos e Paulo Ricardo Nunes.

Figurino – À Deriva, por Alexandre Herchcovitch; Besouro, por Bia Salgado; Budapeste, por Kika Lopes; A Mulher Invisível, por Marcelo Pies; Tempos de Paz, por Marília Carneiro.

Maquiagem – Um Lobisomem na Amazônia, por Antonio Pacheco; A Festa da Menina Morta, por Marcos Freire; Besouro, por Martín Macias Trujillo; A Mulher Invisível, por Martín Macias Trujillo; Salve Geral, por Martín Macias Trujillo; Tempos de Paz, por Rose Verçosa.

Efeito visual – Besouro, por Marcelo Siqueira; Se Eu Fosse Você 2, por Marcelo Siqueira; Tempos de Paz, por Marcelo Siqueira; Salve Geral, por Marcelo Siqueira e Robson Sartori; À Deriva, por Tamis Lustre.

Curta-metragem/ ficção – Booker Pittman, de Rodrigo Grota; Cedro do Líbano, de Conrado Krainer; A Distração de Ivan, de Cavi Borges e Gustavo Melo; Elo, de Vera Egito; Ô, de Marcelo Coutinho; Superbarroco, de Renata Pinheiro.

Curta-metragem/ documentário – A Arquitetura do Corpo, de Marcos Pimentel; De Volta ao Quarto 666, de Gustavo Spolidoro; Nós Somos um Poema, de Sergio Sbragia e Beth Formaggini; Olhos de Ressaca, de Petra Costa; Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos.

Curta-metragem/ animação – O Anão que Virou Gigante, de Marcelo Marão; O Divino, De Repente, de Fábio Yamaji; Juro que Vi: O Saci, de Humberto Avelar; O Menino que Plantava Invernos, de Victor-Hugo Borges; A Princesa e o Violinista, de Guto Bozzetti.

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