“Por mais abstrato que você faça o filme, por mais que você disfarce e modernize, é que nem o jazz. No jaz existe uma melodia e você quer voltar a ela. Mesmo as pessoas que fizeram jazz moderno, como o Charlie Parker, têm um respeito enorme pela melodia. Podem pirar, mas têm a melodia ali. E quando os músicos acabam abstraindo tanto que não se percebe mais a melodia, as pessoas perderam o interesse pelo jazz, em grande medida.

A mesma coisa é verdade no cinema ou no teatro. É ótimo ser novo e original na estrutura, mas você sempre precisa voltar para o que acontece depois, porque é isso que os espectadores querem saber”.

Woody Allen, em Conversas com Woody Allen, de Eric Lax.

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