"Panama Hattie", 1942

"Uma Cabana no Céu", 1943

"Stormy Weather", 1943

"Quando as Nuvens Passam", 1946

Lena Horne apareceu para o mundo aos 16 anos, no Cotton Club, no Harlem. Os negros podiam cantar, mas não freq6uentar a boate. Já começava aí a sina com que a cantora teria que lidar quase a vida toda. De lá, passou pela Broadway e aí surgiu o convite de Hollywood. Na Fox, estrelou dois filmes com elenco totalmente negro e dirigido a eles: Uma Cabana no Céu e Stormy Weather. Na Metro, participou de alguns bons musicais, mas em que condições? Quase nunca tinha um papel de verdade – geralmente era colocada em um ou dois números musicais que podiam ser facilmente cortados quando o filme fosse exibido em certas regiões do sul americano onde a escravidão voltaria num piscar de olhos se perguntassem pela rua. Por seus traços e pele um pouco mais clara, ela ouviu muitas vezes a sugestão de que deveria se passar por branca – nunca aceitou. Quando surgiu o papel perfeito para ela – a mulata Julie no musical O Barco das Ilusões, em 1951, papel que ela havia feito em um segmento musical de Quando as Nuvens Passam, 1946 -, Lena teve que assistir à amiga (e branca e não cantora) Ava Gardner ficar com o papel. O mundo da música, pelo menos, a tratou melhor. Lena gravou discos e fez shows de sucesso. Quando pensou em se despedir, em 1980, estrelou o mais bem sucedido show estrelado por uma pessoa só na história da Broadway. Resultado: só parou de cantar em público mesmo lá pelo ano 2000. O cinema ficou devendo a Lena Horne (e a nós todos), mas, mesmo assim, suas pequenas aparições são um tesouro.

Nova York (EUA), 30 de junho de 1917 – Nova York (EUA), 9 de maio de 2010

Lena canta sua música assinatura, “Stormy weather”, no filme homônimo:

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