Nada melhor que numa Copa começar com um golaço

Começou de novo. E talvez a Copa do Mundo nunca tenha sido tão importante para um continente inteiro como é, agora, para a África. Esse conjunto de países que sofre com o olhar enviezado do resto do mundo. Chegou a hora de olhar diferente.

Esse olhar diferente certamente passa pela alegria contagiante dos torcedores da África do Sul. Por mais que a expressão “alegria contagiante” seja um clichê daqueles, não há outra expressão, é exatamente essa. Com o perdão dos mexicanos, ou quem apostou em algum bolão e pensou no próprio dinheiro, fomos todos Bafana Bafana hoje.

Vibramos com o gol de – meu Deus, como é mesmo o nome? – Tshabalala. Que bom uma Copa começar com um golaço desses! Não que o jogo tenha sido essas coisas todas, mas teve emoções, sem dúvida. Pressão dos dois lados, bola na trave. Mas ficou a sensação de que dá, de que a África do Sul pode ir um pouco além da lógica nesta Copa.

Eles próprios sabem muito bem disso, desde aquela Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, onde os jogadores sul-africanos não eram nem de longe favoritos, mas foram preenchidos com um fervor imenso e sofreram a ação do apoio incomensurável de uma torcida fanática a inacreditavelmente ponto de se tornarem campeões.

Não que eu ache que isso vá acontecer de novo – embora em 1995, também ninguém achasse. Mas, num grupo tão complicado, que pode sobrar uma vaguinha na segunda fase, pode.

Muita luta, pouco futebol

Aliás, ainda mais depois do segundo jogo. Não vi tudo, mas deu pra perceber que Uruguai e França lutaram bastante, mas mostraram pouco futebol.  O 0 a 0 chocho deixou tudo igual.

Ou melhor: igual, não. África do Sul e México estão na frente por terem marcado um golzinho cada um. Não é nada, não é nada, foi por causa de um golzinho marcado que a Itália ficou na frente de Camarões no grupo A em 1982 e eles se classificaram e não os africanos. E todos sabemos no que deu.

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