Tudo funcionando

Downey Jr.: carisma por baixo da máscara de ferro

Existe aquela lei das continuações: no filme seguinte, tudo tem que ser maior e mais numeroso que o filme anterior. Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, Estados Unidos, 2010) não foge da escrita, mas também não perde de vista a química que tornou o primeiro filme tão bom, e que se resume como: o homem é mais importante que a máquina.

Há mais (e melhores) cenas de ação, mais personagens, dois vilões e até a entrada em cena do Máquina de Combate, colocando na tela dois homens de ferro. E mesmo assim a figura central é Tony Stark (Robert Downey Jr.), e todo seu cinismo e arrogância que o fazem parecer un herói sem caráter – e o deixa muito engraçado.

Stark se vê na iminência da morte porque está sendo envenenado pela própria armadura, ao mesmo tempo em que o governo americano o pressiona para que compartilhe a tecnologia criada por ele. Um rival (Sam Rockwell) e um cientista russo (Mickey Rourke) que quer se vingar dos Stark se aliam. Nick Fury (Samuel L. Jackson) da agência secreta governamental Shield reaparece para manter o convite para o Homem de Ferro integrar os Vingadores (projeto futuro do Marvel Studios que vai reunir heróis da editora de HQ).

Isso leva mais à frente o conceito de continuidade interligada entre os filmes (Homem de Ferro, O Incrível Hulk e os futuros, por enquanto, Thor e Capitão América). Para quem não acompanha todos com atenção, algumas referências podem começar a se tornar cifradas demais.

Ainda não é o caso, mas quem não é leitor de quadrinhos não vai entender a cena após os créditos (não vou contar) ou mesmo a aparição de um certo escudo durante o filme. Mas tudo isso é periférico, o importante mesmo é ver Downey Jr. arrasando de novo como Tony Stark.

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2). Direção: Jon Favreau. Elenco: Robert Downey Jr., Don Cheadle, Scarlett Johansson, Gwyneth Paltrow, Sam Rockwell, Mickey Rourke, Samuel L. Jackson, Clark Gregg, Jon Favreau. Voz: Paul Bettany.

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