"Os Primos", 1959

"As Corças", 1968

"Violette Nozière", 1978

"Madame Bovary", 1991

"Ciúme - O Inferno do Amor Possessivo", 1994

Depois de Eric Rohmer, em janeiro, lá se foi também Claude Chabrol, outro ícone da Nouvelle Vague. Os dois colegas foram críticos da Cahiers du Cinema e escreveram juntos um livro sobre a obra de Hitchcock, em 1957. Eles, Truffaut e Godard começaram a dirigir seus filmes quase ao mesmo tempo – foi Chabrol quem saiu na frente, com Nas Garras do Vício (1959), apontando a subversão que aqueles jovens pretendiam para o cinema. Os primeiros tempos foram marcados por filmes que investigavam a hipocrisia na burguesia francesa e pelo casamento com a atriz Stephane Audran – que rendeu 25 filmes juntos (mesmo depois do divórcio)! Foram filmes como As Corças (1968) e A Mulher Infiel (1969). Os cinéfilos mais recentes, no entanto, identificam Chabrol mais com Isabelle Huppert, sua musa na fase madura, com quem fez sete filmes. Começou por Violette Nozière (1978), mas o reencontro só veio com Um Assunto de Mulheres (1988). Depois, outros trabalhos elogiados: Madame Bovary (1991), Mulheres Diabólicas (1995) e A Teia de Chocolate (2000) entre eles, alguns revelando o gosto pelo suspense que rendeu o livro sobre Hitchcock lá no começo.

Paris (França), 24 de junho de 1930 – Paris (França), 12 de setembro de 2010

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