"O Milagre de Anne Sullivan", 1962

"Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas", 1967

"Pequeno Grande Homem", 1970

Qualquer cinéfilo que se preze sempre terá uma dívida eterna com Arthur Penn por ele ter dirigido Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas (ou só Uma Rajada de Balas, título que recebeu ao passar nos cinemas aqui, 1967). Penn reprocessou os filmes de gangster alinhando-os com a rebeldia reinante naqueles anos 1960 – uma dose de violência que explodia na tela, temperado com bom humor e a gente desconcertantemente torcendo para os bandidos. Na cena final, Penn estava em estado de graça. Mas ele já vinha mostrando a que veio. O Milagre de Anne Sullivan (1962) é uma brilhante transposição para o cinema da peça que contava a vida real de Hellen Keller – surda e cega desde o nascimento, e por isso sem conseguir se comunicar com ninguém – e a professora que conseguiu ajudá-la. Bonnie & Clyde está ao lado de Butch Cassidy (1969) e Meu Ódio Matou Sua Herança (1969) e, sem dúvida, estes filmes abriram espaço para O Poderoso Chefão (1972). Penn ainda fez Pequeno Grande Homem (1971), com uma desmistificação e tanto do western. O cineasta não costuma ser lembrado quando se fala dos grandes do cinema. Mas ele está lá, sim.

Filadélfia (EUA), 27 de setembro de 1922 – Nova York (EUA), 28 de setembro de 2010

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