Nefretiti (Anne Baxter), a tentação de Moisés (Charlton Heston)

Acho que a maioria das pessoas que têm muito filme em casa deve passar pelo que eu passo: a indecisão na hora de escolher o que assistir. Periga sempre acabar fazendo ou pot-pourri de melhores cenas de várias coisas. Por isso, eu tento aproveitar certas datas para rever certos filmes. Foi o que aconteceu nesta Páscoa, com o ultraclássico Os Dez Mandamentos (1956).

Infelizmente, não consegui assisti-lo de uma vez só. Um almoço na casa da minha mãe interrompeu a sessão – pelo menos, consegui assistir até o intervalo que o filme realmente tem (só foi bem mais longo que o entreato normal).

Continua um belo filme. Solene, é claro: o tom é bem bíblico. Mas a história prende a atenção por suas 3h40. Curioso é o Cecil B. DeMille aparecendo antes dos créditos para apresentar o filme pessoalmente. E ainda tem Anne Baxter (que havia feito A Malvada seis anos antes), linda e sem vergonha, Yul Brynner sempre marcante, o exército de figurantes (que hoje seriam feitos por computador) e os efeitos que ainda impressionam (como a separação das águas do Mar Vermelho).

Infelizmente, não deu pra ver Desfile de Páscoa, com a Judy Garland e o Fred Astaire, que era meu programa para o feriado, de início. Mas na Sexta-Feira Santa eu vi “O beagle da Páscoa”, especial dos Peanuts, com minha sobrinha. E acabou que não fui ao cinema nem uma vez.

Anúncios