Cole: obra-prima regravada inúmeras vezes

A Orquestra Sinfônica da Paraíba vai apresentar nesta quinta um concerto em que se debruça sobre o jazz. Entre composições de Leonard Bernstein, Miles Davis e outros, que estão no programa, um destaque é certamente “Night and day”, uma obra-prima de Cole Porter. Ela foi regravada inúmeras vezes e, de memória e numa rápida pesquisa, elenquei essas aqui, que são definitivas e/ou lindas e/ou surpreendentes e/ou só curiosas mesmo.

O concerto é no Cine Bangüê, do Espaço Cultural, às 21h e com entrada franca.

1 – Ella Fitzgerald, no disco Ella Fitzgerald Sings the Cole Porter Songbook (1956), uma obra-prima incontestável.


2 – Frank Sinatra. Não há informações no you tube sobre esse vídeo específico, mas suponho que seja o programa Frank Sinatra Show, que tinha a direção musical e os arranjos antológicos de Nelson Riddle (com quem Sinatra havia começado a gravar em 1953, na Capitol). Ele cantou duas vezes a música lá: em 1957 e 1958: deve ser uma das duas. Em disco, foram mais de cinco – a com Riddle nos arranjos é de A Swingin’ Affair! (1956).

3 – Fred Astaire, dançando com Ginger Rogers, no filme A Alegre Divorciada (1934) – o segundo dos dez que fizeram juntos. A canção, aliás, foi lançada em 1932 pelo próprio Astaire, no musical da Broadway The Gay Divorce, no qual este filme é uma adaptação.

4 – U2. A banda irlandesa a gravou para o disco Red, Hot + Blue (1990), que tinha versões modernosas da obra de Cole Porter.

5 – Everything but the Girl. A versão bossa nova do grupo inglês é um single de 1982.

6 – Ringo Starr. O baterista dos Beatles gravou esta versão bacana em seu disco solo de estréia, Sentimental Journey (1970).

6 – Lena Horne, no disco Classics in Blue (1947), uma versão com mais swing, mais perto de Sinatra que de Ella.

7 – Doris Day, no disco Hooray for Hollywood (1958), uma versão mais lânguida, mais para Ella que para Sinatra.

8 – Sergio Mendes & Brazil ’66. A versão do músico brasileiro – principal artista brasileiro na música americana naquela segunda metade dos anos 1960 – está em Equinox (1967).

9 – Bebel Gilberto. A filha de João gravou esta versão bossanivista em seu segundo disco, Momento (2007).

10 – Um coro masculino canta a canção nesta versão fantasiosíssima da vida de Cole: A Canção Inesquecível (1946). Cole era vivido por Cary Grant, imagine.

11 – Cole foi interpretado de novo, desta vez de maneira mais realista, no musical De-Lovely – Vidas e Amores de Cole Porter (2004), sem esconder, inclusive, sua homossexualidade. Quem o interpretou foi Kevin Kline que, nesta cena, ensina a um ator de seus musicais (vivido por John Barrowman, astro dos musicais do West End londrino) a cantar a canção.

12 – Mario Lanza. O tenor canta esta versão quase operística. Não sei de quando é, mas provavelmente é dos anos 1950.

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