Continuação preguiçosa

Mais do mesmo, só que agora na Tailândia

Há, claro, quem gosta do primeiro Se Beber, Não Case! (2009) por causa das grosserias do filme. Mas ele não era bom por isso, e sim, porque era surpreendentemente inteligente na maneira como contava a história. Se Beber, Não Case! – Parte II (The Hangover – Part II, EUA, 2011) cai na armadilha de simplesmente repetir em detalhes o que foi feito no primeiro. E é exatamente por isso que qualquer sinal de inteligência se foi.

Tudo parece feito por obrigação. Alguém desaparecer depois de uma noitada; Stu (Ed Helms) acordar com alguma supresa física constrangedora (no primeiro, ele perde um dente; agora, está com o rosto tatuado); os mesmos três protagonistas repetirem a busca (o quarto amigo, que antes era o “procurado”, agora fica novamente de fora); a resolução de última hora e que leva tudo de novo ao ponto de partida; e até a participação de Mike Tyson (antes, uma grande sacada; agora, forçadíssimo).

Embora o início do filme tenha algum interesse, resta, para quem gosta, as grosserias. E elas são em maior número e intensidade do que no primeiro filme. É a continuação mais preguiçosa dos últimos anos sem absolutamente nenhuma idéia nova, esquecendo toda a criatividade e apostando Continuar no bom caminho nem sempre significa repetir os mesmos passos.

Se Beber, Não Case! – Parte II (The Hangover – Part II, EUA, 2011). Direção: Todd Phillips. Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Ken Jeong, Paul Giamatti, Mike Tyson, Nick Cassavetes.

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