Fernando Trevas, Renato Félix, Vladimir Carvalho e Carlos Alberto Mattos

O cineasta paraibano Vladimir Carvalho não está exibindo nenhum filme no festival, mas foi o centro das atenções na primeira noite, segunda, com a inauguração da sala de exibição que leva seu nome na Usina Cultural Energisa. Ele está lançando Rock Brasília – Era de Ouro, já premiado no Festival de Paulínia e que vai abrir segunda o de Brasília antes de entrar em cartaz nos cinemas.

Rock Brasília está pronto e circulando pelos festivais. Ficou do jeito que você queria?

Eu fiquei muito satisfeito com o resultado final. É uma ‘epicrônica’. Ele conta quase como uma odisseia: a saída daqueles jovens de Brasília, vivendo uam certa ralação, largar a família…  Esse sonho foi pintando no processo.

Quando você filmou as bandas brasilienses nos anos 1980, qual era sua relação com o rock? 

Isso remete aos anos 1950. Em 1957, eu assisti a Sementes de Violência, que já tinha rock e esse negócio do comortamento. E meu irmão Walter (Carvalho, o também cineasta) era roqueiro e eu, como mais velho, tinha que acompanhar e cuidar dele. E tem rock no meu primeiro filme, O País de São Saruê, no Conterrâneos Velhos de Guerra e no Barra 68.

Você filmou o histórico show do quebra-quebra do Legião. A entrevista com Renato Russo foi feita antes, imagino.

Foi um dia antes. Ele tava feliz da vida, não havia nada no ar de que aquilo poderia acontecer. Mas o dia começou cedo pra ele, com depredação de ônibus na rodoviária. Ficaram pensando no Gimme Shelter (documentário que mostra um show dos Stones onde os Hell’s Angels, de seguranças, brigaram com o público e mataram uma pessoa). Aquilo foi um desencontro.

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