Enquanto estavam em cartaz nos cinemas de João Pessoa filmes de qualidade artística inegável e infalíveis sucessos de bilheteria como Mistério na Rua 7, Dylan Dog e as Criaturas da Noite e Winter, o Golfinho, outros filmes que tiveram sua estreia no Brasi não passaram comercialmente nas salas da cidade.

Ou seja: a lista a seguir é de filmes que efetivamente poderiam passar nos cinemas locais se os exibidores – a saber, Cinespaço, Box Cinemas e Sercla – se interessassem. Inclui alguns lançamentos de dezembro de 2010, que poderiam ter passado nos primeiros meses de 2011, mas nem isso. E tem de tudo: de filme iraniano feito com celular a produções com astros de Hollywood, passando por filmes europeus e latinos.

1 – “Melancolia”, de Lars von Trier

Anticristo inacreditavelmente passou no Box Cinemas há alguns anos, mas Melancolia, do mesmo Lars von Trier, não teve vez. Mesmo sendo um dos filmes mais comentados do ano, tendo uma atriz hollywoodiana no papel principal (Kirsten Dunst, melhor atriz em Cannes), melhor filme europeu no European Film Awards e segundo lugar entre os melhores do ano para o Círculo de Críticos de Nova York. Estreia nacional: 5/8/2011, mesmo dia de Quero Matar Meu Chefe, que, claro, passou aqui com todas as honras.

2 – “A Pele que Habito”, de Pedro Almodóvar

Em um lance digno de episódio de Além da Imaginação, o novo filme de Almodóvar foi exibido durante uma semana no Cinesercla de Campina Grande, mas não passou em João Pessoa. Pode ser que ainda passe, mas já está ficando difícil – a estreia nacional foi em 4 de novembro e os filmes do Oscar estão começando a tomar o circuito. Se não passar, será o primeiro Almodóvar desdeNem lembro. Me ajudem: A Flor do Meu Segredo (1995) passou em João Pessoa? Porque de Carne Trêmula (1997) para a frente, TODOS passaram. A Pele que Habito, elogiadíssimo e frequente nas listas de melhores de 2011 concorre ao Globo de Ouro de filme de língua não inglesa.

3 – “Cópia Fiel”, de Abbas Kiarostami

Cópia Fiel estreou no Brasil em 18 de março, mas –  sem o Cine Bangüê – é pedir demais ter um filme iraniano nos cinemas. Mesmo que tenha Juliette Binoche no elenco – e premiada como melhor atriz em Cannes, em 2010. Passado na Itália, o filme mostra o encontro entre um escritor inglês e uma francesa discutindo, entre outras coisas, a arte.

4 – “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”, de Domingos Oliveira

O Brasil não merece o Brasil. Domingos Oliveira, diretor do fundamental Todas as Mulheres do Mundo (1967), coloca Pedro Cardoso e Cláudia Abreu em seu novo filme e nem assim consegue uma vaga no circuito pessoense. Sabe qual foi o último filme dele a passar nos cinemas daqui? Amores, em 2001, e mesmo assim no Bangüê. Todo Mundo Tem Problemas Sexuais estreou em 13 de maio, mesmo dia do horroroso O Noivo da Minha Melhor Amiga, que, claro, não faltou na programação local.

5 – “Elvis & Madona”, de Marcelo Laffitte

A inusitada comédia romântica com a história de amor entre um travesti e uma lésbica tinha tudo para agradar o público – ganhou prêmios de júri popular em festivais por aí. Mas as exibidoras simplesmente não apostaram. Mas Premonição 5, que estreou nacionalmente no mesmo 23 de setembro e é o quinto exemplar de uma série de filmes que conta praticamente a mesma história sempre, não faltou.

6 – “Em um Mundo Melhor”, de Susanne Bier

O filme dinamarquês, contando a história de um relacionamento que surge quando as vidas de duas famílias se cruzam, ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de filme de língua não inglesa. Não foi o suficiente para ser programado para cá, claro. Estreia no Brasil: 11/3/2011.

7 – “O Mágico”, de Sylvain Chomet

Do mesmo diretor de As Bicicletas de Belleville (2003), que também não passou nos cinemas locais. Se inspira em Georges Méliés para contar a história de um velho ilusionista que viaja para a Escócia para encontrar uma jovem mulher.

8 – “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker

A repulsa do cinema local ao documentário até que deu uma melhoradinha na segunda metade do ano. Azar do público, que não teve exibido aqui o filme sobre como a arte ajudou a vida dos catadores do lixão de Jardim Gramacho, no Rio – filme que foi até indicado ao Oscar. Estreia nacional: 21/1/2011.

9 – “127 Horas”, de Danny Boyle

O engarrafamento na época dos Oscars é cruel: muitos indicados interessantes ficam de fora. Caso do impressionante 127 Horas, do mesmo diretor de Quem Quer Ser um Milionário (2009), que estreou no Brasil em 18 de fevereiro. Mas O Besouro Verde estreou no mesmo dia e passou aqui. Será fez tanto público assim a mais?

10 – “Abutres”, de Pablo Trapero

Qual foi o último filme argentino a passar comercialmente nos cinemas de João Pessoa? Resposta certa: nunca passou um filme argentino nos cinemas de João Pessoa (atualização: na verdade, O Passado,de Hector Babenco, co-produção argentino-brasileira, passou em 2007, como foi lembrado nos comentários deste post). Com isso, ficamos privados de ver no cinema um dos melhores atores da atualidade, que é Ricardo Darín. O que eu posso dizer, a não ser “que vergonha”? Abutres estreou no Brasil em 3 de dezembro de 2010 (atualização: aqui, só passou numa sessão do Tintin Cineclube, sem entrar efetivamente em cartaz nos cinemas).

11 – “Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, de Apichatpong Weerasethakul

O comentadíssimo filme tailandês, Palma de Ouro em Cannes em 2010, tem uma linguagem ousada – bem do tipo que os exibidores costumam evitar. Estreou no Brasil em 21 de janeiro de 2011.

12 – “Um Lugar Qualquer”, de Sofia Coppola

Sofia dirigiu Encontros e Desencontros e Maria Antonieta, que passaram aqui. mas Um Lugar Qualquer, drama sobre um roqueiro e sua filha pré-adolescente que se conhecem e precisam aprender a conviver, passou em um lugar qualquer – menos aqui. Mesmo tendo ganho o Leão de Ouro em Veneza. Estreia no Brasil: 28 de janeiro de 2011.

13 – “Trabalho Interno”, de Charles Ferguson

Fundamental documentário sobre as falcatruas financeiras na economia americana que detonaram uma crise mundial. Aqui, em brancas nuvens, mas a estreia nacional foi em 18 de fevereiro, há quase um ano.

14 – “Diario de uma Busca”, de Flávia Castro

Na linha dos documentários em primeira pessoa, o filme conta a história da diretora tentando descobrir as razões para o desaparecimento de seu pai, um militante de esquerda nos anos 1970. Passou aqui na só Mostra de Cinema e Direitos Humanos, mas no Brasil esteve em cartaz desde 26 de agosto.

15 – “O Garoto de Bicicleta”, de Jean Pierre Dardenne e Luc Dardenne

A atriz principal é Cecile de France, do Além da Vida do Eastwood. O filme dos irmãos Dardenne, sobre um garoto abandonado pelos pais em uma fazenda, ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes. Para o mercado pessoense, parece pouco porque o filme estreou em 18 de novembro e até agora nada.

16 – “Um Quarto em Roma”, de Julio Medem

A noite de amor e confissões entre uma russa e uma espanhola que se conhecem em Roma esquentou os cinemas nacionais desde 17/12/2010. É do mesmo diretor de Lucía e o Sexo, que aliás, também passou longe dos cinemas daqui. A espanhola é Elena Anaya, nova musa de Almodóvar em A Pele que Habito.

17 – “Os Nomes do Amor”, de Michel Leclerc

Aqui, ainda chegou a passar no Festival Varilux de Cinema Francês, o qual agradecemos de joelhos. Mas a história do romance entre um cara certinho e uma doidavanas politicamente engajada (que transa com direitistas para convertê-los) depois entrou em cartaz normalmente no Brasil (em 2 de dezembro)  e até agora nem sinal por aqui. A gracinha da Sara Forestier – melhor atriz no César (o Oscar francês) de 2011 – só na telinha.

18 – “Violência e Paixão”, de Luchino Visconti

O penúltimo filme de Luchino Visconti foi relançado nos cinemas brasileiros em 17 de junho, mas nosso mercado de alergia a clássicos. Nem sombra.

19 – “Bróder”, de Jeferson De

Muito comentado ao longo do ano (a estreia foi em 21 de abril), o filme foi o melhor segundo a Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

20 – “Uma Doce Mentira”, de Pierre Salvadori

Outro que passou no Festival Varilux de Cinema Francês, mas entrou depois em cartaz nos cinemas brasileiros e não aqui – mesmo sendo uma comédia e com a Amélie Poulain (Audrey Tautou) no papel principal.

21 – “Scott Pilgrim contra o Mundo”, de Edgar Wright

Não teve jeito. Mesmo com toda a algazarra nerd, o filme baseado na história em quadrinhos homônima teve uma estreia nacional ridícula (três cópias, se não estou enganado) em 24/12/2010 e não esteve nem perto de estrear aqui.

22 – “Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira

Manoel de Oliveira já vai nos 103 anos e em plena atividade, mas parece que nem que vivesse outros 103 um filme seu estrearia em João Pessoa. É o caso deste, com a lindinha Catarina Wallenstein, melhor atriz no Globo de Ouro português. Mas ele entrou em cartaz no Brasil em 13 de maio.

23 – “Não Me Abandone Jamais”, de Mark Romanek

Baseado no romance de Kazuo Ishiguro, o filme trata de amor e clonagem com um elenco de nomes novos interessantes: Carey Mulligan (de Educação), Andrew Garfield (o novo Homem-Aranha) e Keira Knightley. Estreou no Brasil em 18 de março.

24 – “Malu de Bicicleta”, de Flavio R. Tambellini

Marcelo Serrado e Fernanda Rodrigues estrelam essa adaptação do romance de Marcelo Rubens Paiva, que estreou nos cinemas brasileiros em 18 de março.

25 – “Inverno da Alma”, de Debra Ganik

Indicado a melhor filme e com a revelação Jennifer Lawrence indicada à melhor atriz, Inverno da Alma estreou no Brasil em 28 de janeiro. mas nem o apelo do Oscar e dois prêmios no Festival de Berlim serviram para que fosse lançado aqui.

26 – “Um Dia”, de Lone Scherfig

Baseado num dos best sellers de maior sucesso do momento, e com um das estrelas do momento no papel principal (Anne Hathaway), qual a explicação para que Um Dia não tenha sido lançado em João Pessoa? Estreou em 2 de dezembro

27 – “Adeus, Primeiro Amor”, de Mia Hansen-Løve

No dia 16 de dezembro também estreou esta produção francoalemã. A crônica de um amor jovem que passa por problemas quando o rapaz precisa ir para a América do Sul.

28 – “Margin Call – O Dia Antes do Fim”, de J.C. Chandor

Outro comentado filme sobre a crise econômica e as exibidoras não querem nem saber. Este também é da safra recente de dezembro, do dia 9, e está indicado ao Oscar de roteiro original.

29 – “Copacabana”, de Marc Fitoussi

Mais um filme que passou aqui no Festival Varilux, depois estreou nos cinemas brasileiros (em 21/10) e não entrou efetivamente em cartaz aqui. E este tem a grande Isabelle Huppert no elenco e o Brasil meio como assunto.

30 – “Tudo pelo Poder”, de George Clooney

Clooney dirige e atua neste filme sobre os bastidores de uma campanha para definir um candidato à presidência. Indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado, o filme estreou no dia 23 de dezembro. Pode ser que ainda passe.

31 – “Reencontrando a Felicidade”, de John Cameron Mitchell

Outra vítima do “engarramento do Oscar”, os filmes que acabam sobrando dos vários que estreiam no Brasil de janeiro a março aproveitando o oba-oba dos indicados. Para este, foi pior ainda: mesmo com Nicole Kidman, atriz do primeiro time, indicada a melhor atriz, só foi estrear no Brasil em 6 de maio. Aqui, ainda estamos esperando.

32 – “Isto Não É um Filme”, de Mojtaba Mirtahmasb e Jafar Panahi

O filme iraniano causou comoção nos festivais europeus: o cineasta Jafar Panahi filmou a própria prisão domiciliar com um celular e o filme foi literalmente contrabandeado para o exterior. Estreou no Brasil no dia 2 de dezembro, mas sua mensagem de liberdade não teve vez no circuito pessoense.

33 – “Um Conto Chinês”, de Sebastián Borensztein

Mais um filme argentino, mais um filme com Ricardo Darín, mais uma ausência nos cinemas pessoenses. Aqui, ele é um homem solitário precisando lidar com um inesperado chinês em sua vida. Estreou no Brasil em 2 de setembro. Atualização: o Cinespaço MAG anunciou a estreia para a próxima sexta!

34 – “O Garoto de Liverpool”, de Sam Taylor-Wood

A juventude de John Lennon deveria, por si só, já ser interessante. Mas foi indicado a quatro Baftas, incluindo melhor filme britânico. O filme estreou no Brasil em 3 de dezembro de 2010.

35 – “Um Novo Despertar”, de Jodie Foster

A desgraça em que Mel Gibson caiu certamente contribuiu para que esse filme fosse ignorado no nosso circuitinho. E a estranheza da história, de um homem que encontra um companheiro num fantoche de castor. Não pode ser porque Jodie Foster dirige, não é? A estreia brasileira foi em 27 de maio.

36 – “Uma Manhã Gloriosa”, de Roger Michell

Mesmo comédias com rostos conhecidos acabam, por alguma razão misteriosa, sobrando. É o caso de Uma Manhã Gloriosa, com a lindinha Rachel McAdams, e ninguém menos que Harrison Ford e Diane Keaton.  E é do diretor de Um Lugar Chamado Notting Hill. A estreia brasileira foi em 1º de abril.

37 – “A Última Estação”, de Michael Hoffman

Com Helen Mirren e Christopher Plummer no elenco, também não passou pelas telas pessoenses o filme sobre os últimos dias de Tolstói – apesar das indicações aos Oscars de atriz e ator coadjuvante. A estreia brasileira foi em 28 de janeiro de 2011.

38 – “Machete”, de Robert Rodriguez

Ver a brincadeira com o cinema de ação trash dos anos 1970 era a vontade de muita gente, que acabou tendo que recorrer aos downloads e piratas. A estreia nacional foi 10 de dezembro de 2010.

39 – “Lope”, de Andrucha Waddington

O diretor brasileiro filmou esse na Espanha, com a Leonor Watling (atriz de Fale com Ela). Indicado a sete Goyas (o Oscar espanhol), ganhou dois. Estreou no Brasil em 4 de março e até teve banner expoosto no Box Cinemas. Mas nada.

40 – “A Minha Versão do Amor”, de Richard J. Lewis

Paul Giammatti e Dustin Hoffman já são motivos para se ver qualquer filme. Eles estão aqui neste drama sobre um homem politicamente incorreto e irascível, refletindo sobre sua vida de gafes e fracassos. Estreia brasileira: 21/4.

41 – “Riscado”, de Gustavo Pizzi

O filme nacional segue a história de uma atriz que ganha a ida trabalhando cm divulgação de eventos, até dar um golpe de sorte. Chegou a passar em João Pessoa no Cineport, mas não entrou efetivamente em cartaz. A estreia nacional foi em 9 de setembro.

42 – “Redenção”, de Marc Foster

Gerard Butler é um traficante que se torna um defensor das crianças sudanesas, obrigadas a se tornar soldados. Baseado em uma história real, estreou em 16 de dezembro.

43 – “Potiche – Esposa Troféu”, de François Ozon

A comédia francesa que se passa nos anos 1970 abriu o Festival Varilux.  Como outros filmes desta lista, entrou em cartaz pra valer nos cinemas nacionais (em 24 de junho), mas foi ignorado aqui.

44 – “A Chave de Sarah”, de Gilles Paquet-Brenner

Mais um filme que Kristin Scott Thomas fez na França. Aqui ela é uma jornalista que prepara uma matéria sobre a ocupação nazista e descobre que sua família tem uma ligação com a história de uma família judia expulsa de seu apartamento e levada para um campo de concentração naquela época.  Kristin foi indicada ao César de melhor atriz e o filme estreou no Brasil em 18/11.

45 – “Restrepo”, de Tim Hetherington e Sebastian Junger

O docuimentário sobre um dos mais perigosos postos americanos no Afeganistão estreou no Brasil em 11 de março de 2011.

46 – “Amanhã Nunca Mais”, de Tadeu Jungle

Enquanto as comédias nacionais da pior qualidade têm espaço garantido nos nossos cinemas, Amanhã Nunca Mais – com Lázaro Ramos, Maria Luiza Mendonça e Fernanda Machado – foi ignorado. O filme estreou em 11 de novembro.

47 – “Entre Segredos e Mentiras”

Ryan Gosling teve um grande ano, mas Entre Segredos e Mentiras foi um filme do ator que não passou em João Pessoa. Ele é o homem suspeito, mas nnca julgado pelo assassinato da esposa (Kirsten Dunst). O filme estreou em 21 de outubro.

48 – “Gainsbourg, o Homem que Amava as Mulheres”

A história do cantor e compositor Serge Gainsbourg, o feio mais galã de todos os tempos. Uma das personagens é Brigitte Bardot (interpretada por Laetitia Casta), o que já deveria ser suficiente para o filme ser exibido com honras. Mas não foi o que aconteceu, embora a estreia nacional tenha sido em 8 de julho.

49 – “Trabalho Sujo”, de Christine Jeffs

Mais um exemplo de que filmes com um elenco na ordem do dia também podem ser solenemente ignorados pelo nosso circuitinho. Este tem nada menos que  Amy Adams e Emily Blunt no elenco, como irmãs que arrumam o emprego de limpar a cena dos piores crimes. A estreia nacional foi em 31/12/2010.

50 – “Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual”, de Gustavo Taretto

Mais um argentino ignorado. É spbre um calsa que começa um relacionamento virtual, sem saber que moram na mesma quadra. Estreou no Brasil em 2 de setembro. Mas, como os 49 filmes anteriores desta lista, não passou em João Pessoa.

Retrospectiva 2011:
Meus melhores filmes de 2011
Musas/ cinema em JP de 2011
Os dez títulos nacionais mais esdrúxulos de 2011

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