Que eu me lembre, a palavra “brega” não era tão disseminada no vocabulário nacional até que essa novela das sete entrou no ar. Brega & Chique (1987) mostrava uma divertida e bem sacada inversão, ao fazer a ricaça vivida por Marília Pêra perder a fortuna (e a pose) e a mulher de subúrbio Glória Menezes virar uma nova-rica. Muita risada garantida, com um elenco que ainda tinha Marco Nanini antes da TV Pirata e, por tabela, da associação com o núcleo Guel Arraes. A abertura alterna mulheres em versões brega e chique de um jeito que a gente nem sabe bem onde começa um e termina o outro (ainda mais se tratando dos divertidos anos 1980). A edição ágil e algo sexy ganham pontos, assim como a música antológica do Ultraje a Rigor. A abertura teve problemas de censura – em boa parte da novela havia uma impagável folhinha de parreira que o politicamente correto fez a Globo incluir para encobrir a bunda do cidadão, no final. E lembram da Doris Giesse? Ela está entre as moças que aparecem.
Sem borda - 04 estrelas

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