Pode ser por causa do contexto, pode ser isoladamente, pode ser por causa da montagem ou da construção do plano. O cinema nos deu filmes maravilhosos e, dentro deles, cenas maravilhosas. Mas também segundos maravilhosos, momentos dentro da construção de uma cena que parecem justificar tudo. E, afinal, a vida é feita de segundos.

Magico de Oz

Judy Garland abrindo a porta e o preto-e-branco se tornando colorido em O Mágico de Oz (1939). Veja aqui (aos 3min57)

Luzes da Cidade-02

A florista, outrora cega, segurando a mão do vagabundo e reconhecendo pelo tato aquele que ela sempre achou que era rico, em Luzes da Cidade (1931). Veja aqui (aos 2min).

Noite Americana

O diretor vivido por Truffaut ouvindo ao telefone a música de amor que George Delerues compôs para Quero apresentar Pamela e desembrulhando o pacote de livros de cinema que recebeu, com livros sobre Hitchcock, Godard e outros em A Noite Americana (1973). Veja aqui.

Spartacus

Jean Simmons erguendo o bebê para mostrá-lo ao crucificado Kirk Douglas, como símbolo de uma vitória pela liberdade apesar de tudo no final de Spartacus (1960). veja aqui.

ET

O exato momento em que as bicicletas levantam voo em meio aos carros de polícia em E.T., o Extraterrestre (1982). Veja aqui.

Bonequinha de Luxo

Audrey se despedindo do marido peça janela do ônibus e dizendo “Entenda, Doc. Eu te amo, mas não sou mais Lula Mae” (e “Moon river” ao fundo, claro), em Bonequinha de Luxo (1961). Veja aqui (aos 2min42).

Deus e o Diabo na Terra do Sol

Corisco pulando para trás e a edição glauberiana cortando pra ele à direita, à esquerda, à direita, à esquerda em Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964). Veja aqui (a 1min07).

Janela Indiscreta

A entrada em cena de Grace Kelly em Janela Indiscreta (1954). Veja aqui.

Ritmo Louco-02

Ginger Rogers e Fred Astaire sobem dançando a longa escada e rodopiam inúmeras vezes no clímax do número musical mais dramático de Ritmo Louco (1935). Veja aqui (aos 5min50).

Cinderela-02

Cinderela reproduzida em incontáveis bolhas de sabão enquanto esfrega o chão em Cinderela (1950). Veja aqui.

Noites de Cabiria

Depois de tudo o que aconteceu, Cabiria, cercada por jovens festeiros, volta a sorrir no último plano de Noites de Cabiria (1957). Veja aqui (em 2min15).

Quanto Mais Quente Melhor-02

Marilyn Monroe passa pelos travestidos Jack Lemmon e Tony Curtis na plataforma da estação e o trem sopra atrevidamente o vapor em sua bunda – que é, claro, de onde os dois não tiram os olhos em Quanto Mais Quente Melhor (1959). Veja aqui.

Cinema Paradiso

A pequena imagem do filme projetado percorrendo a parede até aparecer gigante em uma fachada do lado de fora do cinema, em Cinema Paradiso (1989). Veja aqui.

Manhattan

Mariel Hemingway dizendo “Nem todo mundo se corrompe” para Woody Allen no final de Manhattan (1979). Veja aqui.

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