Carnaval no Fogo

Há 20 anos morria o ator Grande Otelo. Um dos maiores artistas do cinema nacional, Sebastião Bernardes de Sousa Prata se tornou ídolo com as chanchadas da Atlântida, fazendo dupla imortal com Oscarito, nos anos 1950. Mas estava no show business desde os oito anos, em circos e teatros, quando começou a ser conhecido como o “pequeno Otelo”, referência ao personagem de Shalespeare. Estreou no cinema em 1935 e na Atlântida em 1943 com Moleque Tião, um pouco a sua própria cinebiografia. A competitividade entre Otelo e Oscarito marcou o estilo da dupla, já que nenhum queria ser escada do outro – explicitado na comédia dramática A Dupla do Barulho (1953). Com Nélson Pereira dos Santos, fez o compositor sofrido de Rio, Zona Norte (1957), pré-Cinema Novo. Continuou a transição pós-chanchada com Assalto ao Trem Pagador (1962) e, depois, Macunaíma (1969). Ele continuou fazendo cinema, mas um grande faixa de público o identificava na fase final da carreira graças ao seu personagem em A Escolinha do Professor Raimundo, na TV.

Anúncios