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Mais do que uma questão de esquema tático (sai Hulk entra Ramires, etc), me preocupa na Seleção Brasileira uma diferença visível para aquela da Copa das Confederações no ano passado. Vejam só:

Brasil 3 x 0 Japão – Neymar marcou o primeiro aos 3 minutos do primeiro tempo
Brasil 2 x 0 México – Neymar marcou o primeiro aos 9 minutos
Brasil 3 x 0 Espanha – Fred marcou o primeiro aos 2 minutos

Na Copa das Confederações, o Brasil jogou cinco vezes e em três delas marcou antes dos 10 minutos. Claro que não estou cobrando gols rápidos, mas o que está claro – e ficou, mesmo nas duas partidas em que o Brasil só marcou no fim do primeiro tempo (contra Itália e Uruguai) – é que aquela seleção entrava com sangue nos olhos e a faca entre os dentes.

Entrava já para atropelar o adversário, com aquela postura de “aqui, não!”, assustava, acuava – e, se saíram os gols, foi consequência disso.

Está faltando isso. É preciso entrar com a faca entre os dentes, atropelar o adversário de cara, mostrar quem é que manda. Sem isso, é muito mais fácil acontecer momentos como aquele terrível na partida em que o México pressionou o Brasil e ficou mais provável até a gente perder o jogo.

No fim, nós é que pressionamos, mas é matemática: se pressionamos desde o começo, há mais tempo para sair um eventual gol que só pressionar no fim.

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