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Chaplin, ainda sem ser Carlitos

Chaplin, à direita, ainda sem ser Carlitos

A estreia de Charles Chaplin no cinema (não o primeiro que rodou, mas o primeiro que chegou às telas) foi aqui, em Carlitos Repórter. O título brasileiro parece ser maroto, já que o comediante não faz aqui seu famoso personagem, o Vagabundo. Mas provavelmente é só porque “Carlitos” na época era um abrasileiramento do nome de Charles Chaplin mesmo (Charlie, Carlitos). Chaplin interpreta um fanfarrão que disputa com outro sujeito uma moça e, depois, um emprego em um jornal.

Muito corre-corre e muita briga no humor típico da Keystone, ainda nos primórdios da linguagem cinematográfica (quase todos os planos são mostrando o ambiente inteiro e todo mundo de corpo inteiro, não há closes). Nesse momento do curta, uma piada que mostra que a visão sobre o jornalismo continua em muitos aspectos a mesma desde então: acontece um acidente de carro não fatal e o repórter chega primeiro à vítima – mas em vez de socorrê-la, ele chega antes é para tirar uma foto e conseguir umas falas dela. Chaplin já mostra em alguns momentos as expressões que usaria muito no verdadeiro Carlitos.

Carlitos Repórter (Making a Living, Estados Unidos, 1914). Direção: Henry Lehrman (sem crédito). Elenco: Charles Chaplin, Henry Leehrman, Minta Durfee.

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