Quando saem as indicações ao Globo de Ouro, grande parte dos filmes mal estreou nos EUA e não chegou por aqui. Então, não basta conferir a lista, é preciso saber um pouco sobre os filmes.

Em todo caso, a lista completa está aqui no IMDb.

Globo de Ouro - filme drama

Indicados a FILME/ DRAMA: Boyhood Da Infância à Juventude; Selma; O Jogo da Imitação; Foxcatcher Uma História que Chocou o Mundo; A Teoria de Tudo.

Boyhood – Da Infância à Juventude, de Richard Linklater, é uma experiência fílmica: os atores foram filmados ao longo de 11 anos para retratar para valer a passagem do tempo. Anna dos 6 aos 18 (1994), de Nikita Mikhalkov, já havia feito isso como documentário, e Truffaut contou história de Antoine Doinel em quatro longas e um curta, de Os Incompreendidos (1959) a O Amor em Fuga (1979), sempre com Jean-Pierre Léaud. Mas em um filme só e ficcional, com essa repercussão, é inédito. Mas o melhor é que parece que o filme vai bem além da mera experiência. Indicado também a direção, ator coadjuvante (Ethan Hawke), atriz coadjuvante (Patricia Arquette) e roteiro (Linklater). O filme está em cartaz no Brasil desde 30 de outubro (em João Pessoa? E eu, uma pedra).

Selma, de Ava DuVernay, não é referência a um nome de mulher, mas à cidade do Alabama onde Martin Luther King liderou três marchas importantes na luta pelos direitos humanos, em 1965, enfrentando intimidação e repressão policial. O filme de Ava conta essa história. Indicado também a melhor direção, ator/ drama (David Oyelowo) e canção original (“Glory”, de John Legend e Common). Estreia no Brasil: 25 de janeiro.

O Jogo da Imitação, do norueguês Morten Tyldum, é uma produção anglo-americana estrelada por Benedict Cumberbatch (superqueridinho da cultura pop atual, indo da excelente série Sherlock ao mais recente Star Trek e à voz do dragão Smaug nos dois últimos O Hobbit). Ele interpreta Alan Turing, matemático que ajudou a decifrar códigos de comunicação dos nazistas numa corrida contra o tempo na II Guerra Mundial. E ainda tem a história de que ele era homossexual em um tempo em que ainda dava cadeia na Grã-Bretanha. É baseado em uma história real. Indicado também a melhor ator, atriz coadjuvante (Keira Knightley), roteiro (Graham Moore) e trilha sonora (Alexandre Desplat). Estreia no Brasil: 29 de janeiro.

Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo é de Bennet Miller, diretor de Capote (2005) e O Homem que Mudou o Jogo (2011). A tal história que chocou o mundo, desse subtítulo nacional sensacionalista, é a de um milionário, John DuPont (Steve Carrell), resolvendo bancar Mark Schultz (Channing Tatum) de luta greco-romana (fazendo-o entrar para sua equipe, a Foxcatcher) na preparação para as Olimpíadas de Seul, em 1988. Ele e seu irmão e treinador Dave (Mark Ruffalo), uma lenda do esporte, se mudam para uma propriedade do milionário, que é paranoico-esquzofrênico e vai levar essa relação a rumos inesperados. Outro filme com história real. Miller ganhou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes. Indicado também a melhor ator/ drama (Carrell), ator coadjuvante (Ruffalo). Estreia no Brasil em 29 de janeiro.

E A Teoria de Tudo, de James Marsh, tem Eddie Redmayne (de Sete Dias com Marilyn e Os Miseráveis) como Stephen Hawking, físico e cosmólogo, um dos mais célebres cientistas do nosso tempo, que convive há anos com a esclerose lateral amiotrófica. O filme é sua cinebiografia. Está indicado também a ator/ drama, atriz/ drama (Felicity Jones) e trilha sonora (Yohan Yohanson). Estréia no Brasil: 22 de janeiro.

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