FILME: Sniper Americano, de Clint Eastwood, produção de Clint Eastwood, Robert Lorenz, Andrew Lazar, Bradley Cooper e Peter Morgan; Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância, de Alejandro González Iñarritu, produção de Alejandro González Iñárritu, John Lesher e James W. Skotchdopole; Boyhood – Da Infância à Juventude, de Richard Linklater, produção de Richard Linklater e Cathleen Sutherland; O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson, produção de Wes Anderson, Scott Rudin, Steven Rales e Jeremy Dawson; O Jogo da Imitação, de Morten Tyldum, produção de Nora Grossman, Ido Ostrowsky e Teddy Schwarzman; Selma – Uma Luta pela Igualdade, de Ava DuVernay, produção de Christian Colson, Oprah Winfrey, Dede Gardner e Jeremy Kleiner; A Teoria de Tudo, de James Marsh, produção de Tim Bevan, Eric Fellner, Lisa Bruce and Anthony McCarten;Whiplash – Em Busca da Perfeição, de Damien Chazelle, produção de Jason Blum, Helen Estabrook and David Lancaster.

Veja os indicados em todas as categorias aqui.

Oscar - 01 - melhor filme

Sniper Americano é de Clint Eastwood, que já dirigiu dois vencedores da categoria: Os Imperdoáveis (1992) e Menina de Ouro (2004). Agora, ele narra a história de Chris Kyle, apresentado ao espectador como “o mais letal atirador dos EUA”, com roteiro baseado na autobiografia dele. O filme tem seis indicações: filme, ator (Bradley Cooper), roteiro adaptado (Jason Hall), montagem, mixagem de som e edição de som. Estreia no Brasil em 19 de fevereiro.

Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância, do espanhol Alejandro González-Iñarritú, tem Michael Keaton como um ator famoso por interpretar um super-herói e desistiu de voltar para um quarto filme para se reinventar dirigindo uma peça na Broadway. O filme gira em torno da acidentada noite de estreia, onde ele deve lidar com seu passado, sua filha, um ator difícil, um crítico do New York Times. O filme tira proveito da metalinguagem, afinal todo mundo lembra que Michael Keaton foi o Batman nos dois filmes de Tim Burton em 1989 e 1992 e sua carreira não demorou a desandar depois disso. São nove indicações no total: filme, direção, ator (Keaton), ator coadjuvante (Edward Norton), atriz coadjuvante (Emma Stone), roteiro original (Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. e Armando Bo), fotografia (Emmanuel Lubezki), mixagem de som e edição de som. Ganhou o o Producers’ Guild Awards e o Screen Actor’s Guild Awards (de melhor elenco). Estreia no Brasil: quinta (mas não aqui na Paraíba).

Boyhood – Da Infância à Juventude, de Richard Linklater, é uma experiência fílmica: os atores foram filmados ao longo de 11 anos para retratar para valer a passagem do tempo. Anna dos 6 aos 18 (1994), de Nikita Mikhalkov, já havia feito isso como documentário, Truffaut contou história de Antoine Doinel em quatro longas e um curta, de Os Incompreendidos (1959) a O Amor em Fuga (1979), sempre com Jean-Pierre Léaud, os filmes de Harry Potter acompanham o crescimento do elenco. Mas em um filme só e ficcional, com essa repercussão, é inédito. Mas o melhor é que parece que o filme vai bem além da mera experiência. São seis indicações: filme, direção, ator coadjuvante (Ethan Hawke), atriz coadjuvante (Patricia Arquette, favorita), roteiro original (Linklater) e montagem. Ganhou o Globo de Ouro de melhor filme/ drama. O filme estreou no Brasil em 30 de outubro (não passou em João Pessoa, o que é vergonhoso).

O Grande Hotel Budapeste é a nova joia de Wes Anderson. O filme se passa numa Europa imaginária, em um hotel no entre-guerras, onde o conciérge (Ralph Fiennes) e seu novo boy (Tony Revolori) se veem às voltas com uma pintura renascentista roubada e a fortuna de uma família em jogo. Tem todas as qualidades dos melhores filmes de Anderson: seus planos muito particulares e simetricamente rigorosos, aquela mistura de comédia maluca e atmosfera de contos-de-fadas e um elenco impressionante (Willem Dafoe, Saoirse Ronan, Harvey Keitel, Edward Norton, Jude Lawm Bill Murray, Tilda Swinton, Léa Seydoux…). Recebeu nove indicações: filme, direção, roteiro original (Anderson), fotografia (Robert Yeoman), montagem, trilha sonora (Alexandre Desplat), desenho de produção, figurino, maquiagem & penteado. Ganhou o Globo de Ouro de melhor filme/ musical ou comédia. Estreou no Brasil em julho, mas vergonhosamente para os exibidores locais não entrou em cartaz em João Pessoa.

O Jogo da Imitação, do norueguês Morten Tyldum, é uma produção anglo-americana estrelada por Benedict Cumberbatch (superqueridinho da cultura pop atual, indo da excelente série Sherlock ao mais recente Star Trek e à voz do dragão Smaug nos dois últimos O Hobbit). Ele interpreta Alan Turing, matemático que ajudou a decifrar códigos de comunicação dos nazistas numa corrida contra o tempo na II Guerra Mundial. E ainda tem a história de que ele era homossexual em um tempo em que ainda dava cadeia na Grã-Bretanha. É baseado em uma história real. Oito indicações: filme, direção, ator (Cumberbatch), atriz coadjuvante (Keira Knightley), roteiro adaptado (Graham Moore), montagem, trilha sonora (Alexandre Desplat) e desenho de produção. A estreia no Brasil está marcada para quinta, mas aqui em João Pessoa o filme permanece em pré-estreia.

Selma – Uma Luta pela Igualdade, de Ava DuVernay, não é referência a um nome de mulher, mas à cidade do Alabama onde Martin Luther King liderou três marchas importantes na luta pelos direitos humanos, em 1965, enfrentando intimidação e repressão policial. O filme de Ava conta essa história. Se esperava muito, mas o filme foi quase ignorado pelo Oscar, só duas indicações: filme e canção (“Glory”). Estreia no Brasil: 5 de fevereiro.

A Teoria de Tudo, de James Marsh, tem Eddie Redmayne (de Sete Dias com Marilyn e Os Miseráveis) como Stephen Hawking, físico e cosmólogo, um dos mais célebres cientistas do nosso tempo, que convive há anos com a esclerose lateral amiotrófica. O filme é sua cinebiografia. São cinco indicações: filme, ator (Redmayne, se tornando cada vez mais o favorito), atriz (Felicity Jones), roteiro adaptado (Anthony McCarten) e trilha sonora (Jóhann Jóhannsson). Estréia no Brasil: quinta (mas nada ainda em João Pessoa).

Whiplash – Em Busca da Perfeição, de Damien Chazelle, uma história sobre música de um baterista em um conservatório de música, treinado por um professor tirano – tem gente comparando este filme à primeira parte de Nascido para Matar (1987). Recebeu cinco indicações: filme, ator coadjuvante (J.K. Simmons, como o professor, favoritíssimo), roteiro adaptado (Chazelle), montagem e mixagem de som. Ganhou os prêmios de filme dramático do júri e da audiência no Festival de Sundance. Estreou no Brasil dia 8 (aqui em João Pessoa? Nada ainda).

Anúncios