You are currently browsing the monthly archive for julho 2015.

Mad Max - Estrada da Fúria-08

Sem borda - 04 estrelas Mad Max – Estrada da Fúria. Mad Max – Fury Road. Austrália/ Estados Unidos, 2015. Direção: George Miller. Elenco: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hout, Hugh Keays-Byrne, Rosie Huntington-Whiteley, Zoë Kravitz. No futuro, em uma Terra pós-apocalíptica, homem que vive pelas estradas se envolve com a fuga das esposas do líder opressor de uma comunidade e que estão em busca de uma povoado que promete ser um paraíso em meio à devastação. O filme é um retorno ao universo da trilogia estrelada por Mel Gibson nos anos 1970 e 1980 e dirigida pelo mesmo George Miller, mas sem a preocupação de definir exatamente se é uma continuação ou reinício da saga. Na prática, trata-se quase o tempo todo de uma fuga alucinada pelo deserto, com muitas proezas de dublês e algum comentário sobre a posição da mulher na sociedade. Interessante (e sinal dos tempos) é a substituição da gasolina pela água, como líquido precioso cuja posse gera os conflitos: na época dos primeiros Mad Max, o mundo vivia a crise do petróleo, hoje é o aquecimento global. O último filme não infantil do australiano como diretor havia sido O Óleo de Lorenzo, do longínquo 1992, e seus dois últimos filmes foram os dois Happy Feet (2006 e 2011).

A Warner liberou legendado o trailer de 5 minutos de O Agente da U.N.C.L.E., adaptação da série com Robert Vaughn produzida de 1964 a 1968 na esteira do sucesso dos filmes de James Bond. O filme se mantém nos anos 1960, e coloca britânicos e russos como aliados para enfrentar um inimigo comum. Periga ser finalmente um filme bom mesmo com Henry Cavill como astro. E o elenco tem Elizabeth Debicki, uma das poucas coisas que ficaram para a posteridade de O Grande Gatsby de Baz Luhrmann. Também com Armie Hammer, Hugh Grant e a sueca Alicia Vikander. Estreia no Brasil em 3 de setembro.

 

O que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Remígio).Estreias 07.29

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘SEGUNDA CHANCE’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘MAGIC MIKE XXL’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘SOBRENATURAL – A ORIGEM’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘JOGADA DE MESTRE’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])

Só até quarta em JP:
– ‘SAMBA’ (Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ (Cinépolis Manaíra [3D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘NERUDA FUGITIVO’ (Cinespaço MAG [2D leg])

Continuam em JP:
– ‘O SÉTIMO SELO’ (Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘DIVERTIDA MENTE’ (Cinépolis Manaíra [2D dub])
– ‘HOMEM-FORMIGA’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘MINIONS’ (Cinépolis Manaíra [3D dub]; Cinespaço MAG [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘CIDADES DE PAPEL’ (Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘PIXELS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub, 3D leg, 3D dub]; Cinespaço MAG [3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [3D dub])
– ‘A FORCA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘CARROSSEL – O FILME’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entra quinta em CG:
– ‘SOBRENATURAL – A ORIGEM’ [2D leg, 2D dub]

Só até quarta em CG:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [2D dub]
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ [2D dub]
– ‘CIDADES DE PAPEL’ [2D dub]

Continuam em CG:
– ‘HOMEM-FORMIGA’ [2D dub]
– ‘MINIONS’ [2D dub]
– ‘PIXELS’ [3D dub]
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ [2D em port]
– ‘CARROSSEL – O FILME’ [2D em port]

 

PATOS (Cine Guedes)

Entra quinta em Patos:
– ‘PIXELS’ [3d dub]

Só até quarta em Patos:
– ‘MINIONS’ [3D dub]
– ‘CIDADES DE PAPEL’ [2D dub]

Continuam em Patos:
– ‘HOMEM-FORMIGA’ [3D dub]
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ [2D em port]
– ‘CARROSSEL – O FILME’ [2D em port]

 

REMÍGIO (Cine RT)

Continuam em Remígio:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [2D dub]
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ [2D dub]
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ [2D em port]

A tricampeã do Oscar Meryl Streep estrela Ricki and the Flash – De Volta para Casa, dos também oscarizados diretor Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes, 1991) e roteirista Diablo Cody (de Juno, 2007). Ela é uma veterana roqueira que volta para casa para ajudar como pode numa crise familiar. Al Pacino estrelou um dia desses um filme de premissa semelhante, mas enfim. No elenco, também estão Kevin Kline (outro oscarizado, coadjuvante por Um Peixe Chamado Wanda, 1988) e Mamie Gummer, filha real de Meryl, fazendo sua filha em crise na ficção.

Houve um tempo em que se dizia que nenhuma continuação era superior ao original (só O Poderoso Chefão 2 – Parte 2O Império Contra-Ataca, o que sempre é discutível, mas era o que se dizia). Hoje já existem muitas partes 2 melhores que a parte 1, mas parece que sobre as partes 3 alguma maldição acontece. O senso comum costuma apedrejá-las (pergunte o que o pessoal acha de Homem-Aranha 3Homem de Ferro 3X-Men – O Confronto Final, por exemplo – em tempo: gosto dos três).

Então vamos a um top 10 de partes 3 que burlam isso aí. São filmes bem aceitos por público em geral e pela crítica e, às vezes, até melhores que o original.

"Star Wars – A Vingança dos Sith"

“Star Wars – A Vingança dos Sith”

10 – STAR WARS – A VINGANÇA DOS SITH (2005)

A segunda trilogia da série Guerra nas Estrelas é cheia de problemas e o próprio A Vingança dos Sith tem alguns bem sérios. Mas é inegável que também é bastante superior aos dois primeiros e possivelmente o único que realmente não faz feio com relação à trilogia original. RT: 80%.

"De Volta para o Futuro – Parte III"

“De Volta para o Futuro – Parte III”

9 – DE VOLTA PARA O FUTURO – PARTE III (1990)

Filmado simultaneamente com a parte II, tem uma diferença razoável com relação aos anteriores por se passar quase inteiramente no velho oeste. Acaba então se tornando uma deliciosa paródia do gênero. E faz isso muito bem, além de também cumprir muito bem o papel de encerrar a história. RT: 73%.

"O Ultimato Bourne"

“O Ultimato Bourne”

8 – O ULTIMATO BOURNE (2007)

Os dois primeiros filmes já são muito bons, mas o terceiro realmente fecha com chave de ouro a trilogia. Paul Greengrass está muito inspirado nas cenas de perseguição e de luta e no ritmo das revelações que vão aparecendo para elucidar a história do agente que, no primeiro filme, começa desacordado e perseguido por colegas sem saber o motivo. RT: 93%.

"Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"

“Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”

7 – HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN (2004)

Para o terceiro filme da série, houve uma mudança de direção: saiu o burocrático Chris Columbus e entrou o mexicano Alfonso Cuarón, que imprimiu mudanças visíveis: reduziu muito o ar glamouroso e de conto-de-fadas da escola de bruxaria e nos brindou com a sequência antológica em que Harry fica frente a frente com Sirius Black e outra, a da volta no tempo. Nenhum filme que veio depois conseguiu superá-lo (talvez o sétimo dos oito, mas a discutir). RT: 91%.

"O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei"

“O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei”

6 – O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI (2003)

A trilogia O Senhor dos Anéis foi filmada numa tirada só, mas a edição foi um de cada vez. Isso deve ter ajudado o diretor Peter Jackson a corrigir problemas a cada passo e controlar, por exemplo, sua tendência ao exagero. Ou isso, ou o exagero se justifica pelo clímax gigante que é o capítulo final da saga. RT: 95%.

"007 – Operação Skyfall"

“007 – Operação Skyfall”

5 – 007 – OPERAÇÃO SKYFALL (2012)

Ok, ok, sabemos que Skyfall é o 23º filme da série James Bond. Mas desde que 007 – Cassino Royale reiniciou a série em 2006, então podemos entender o filme como o terceiro dessa nova fase (fizemos isso também com A Vingança dos Sith, oras). E o sentimento foi de “até que enfim!”. Depois de um ótimo filme que tinha pouco do James Bond que o cinema consagrou e um segundo que nem era muito bom, nem era muito Bond, este conseguiu ser excelente e fazer Daniel Craig envergar bastante da autoparódia que acompanhava o agente desde Sean Connery. Além disso, há a fotografia sensacional de Roger Deakins e sacadas como colocar a M de Judi Dench como a principal bondgirl do filme. RT: 92%.

Indiana Jones e a Ultima Cruzada-26

“Indiana Jones e a Última Cruzada”

4 – INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (1989)

Steven Spielberg achou o segundo filme da série muito sombrio (gente tendo o coração arrancado do peito… aquelas coisas), então caprichou na comédia em A Última Cruzada. O golpe de mestre foi escalar Sean Connery como o pai de Indy (fazia todo o sentido, já que de certa forma James Bond foi o “pai” de Indiana Jones). Como o original, aqui também tivemos uma corrida apostada contra os nazistas por um tesouro bíblico. RT: 88%.

"Toy Story 3"

“Toy Story 3”

3 – TOY STORY 3 (2010)

Parecia ser difícil superar o excelente segundo filme, de 1999. Além disso, o terceiro filme surgia sob a sombra de puro oportunismo (detentora dos direitos, a Disney ia tocá-lo sozinha quando a Pixar estava para deixar a parceria com o estúdio). Mas Pixar conseguiu surpreender e entregar, 11 anos depois, uma continuação melhor ainda, que vira um filme de prisão, chega no limite do suspense para um filme infantil e com um final de deixar o coração apertado. RT: 99%.

"Três Homens em Conflito"

“Três Homens em Conflito”

2 – TRÊS HOMENS EM CONFLITO (1966)

É a terceira parte da trilogia do Homem sem Nome, de Sergio Leone. Os anteriores – Por um Punhado de Dólares (1964) e Por uns Dólares a Mais (1965) – foram eclipsados por esta ciranda de trapaças e violências entre o bom (Clint Eastwood), o mau (Lee Van Cleef) e o feio (Eli Wallach). Seria o máximo do western spaghetti, não fosse Era uma Vez no Oeste (1968), do próprio Leone. RT: 97%.

"007 contra Goldfinger"

“007 contra Goldfinger”

1 – 007 CONTRA GOLDFINGER (1963)

Em Goldfinger, James Bond finalmente estava completo como o personagem que se tornaria um dos mais conhecidos do universo da ficção (muito mais do que na literatura). Os dois filmes anteriores contribuíram muito para isso (principalmente o segundo, Moscou contra 007, de 1963), mas aqui todos os elementos chegaram ao ponto ideal: um vilão megalomaníaco, capangas magistrais, bondgirls de tirar o fôlego, cenas antológicas (a beldade que morre folheada a ouro, o raio laser que corta a mesa em direção a 007) e a autoparódia, o não-se levar-muito-a-sério (no começo do filme, Bond sai do mar de escafandro e já tem um smoking por baixo). Ainda é o melhor dos até agora 23 filmes de Bond. RT: 96%.

Saiu o primeiro trailer do próximo filmes da Disney/ Pixar: O Bom Dinossauro. O filme parte da seguinte premissa: e se o meteroro que erradicou os dinossauros tivesse errado o alvo? O trailer é um clipe emotivo focando a amizade entre um dinossauro desengonçado e uma criança humana das cavernas. Parece meio convencional, por enquanto, mas a premissa dá pano pra manga. Mas depois de Divertida Mente, a responsabilidade é grande. É o longa filme de Peter Sohn dirigindo. A estreia no Brasil é 17 de dezembro.

Saiu o segundo trailer de 007 contra Spectre, o 24º filme oficial da série. O filme, dá pra ver, vai continuar na pegada pessoal que mantém desde o primeiro com Daniel Craig no papel (este será o quarto). A missão é dura depois da excelência que foi Skyfall, mas o filme se armou para isso: escalou ninguém menos que Monica Bellucci e Léa Seydoux e, como vilão, Christoph Waltz, No IMDb, seu personagem consta como Franz Oberhauser, mas que ninguém se surpreenda se ele revelar um nome bem mais familiar aos que conhecem a série (e há décadas sem aparecer). A direção é do mesmo Sam Mendes de Skyfall, com o mesmo roteirista, John Logan. Estreia 5 de novembro.

Para uma matéria publicada domingo no Correio da Paraíba, lembrando o Dia do Rock (que foi segunda), perguntei a alguns convidados: quais seus cinco discos de rock internacional preferidos? E os cinco preferidos do rock nacional? Não exigimos ordem de preferência e nem estabelecemos uma definição do que é o rock.

A capa, com a lista de cada um (inclusive a minha), está reproduzida aqui. Em seguida, todos os discos citados na área nacional e o número de citações de cada um (em post anterior, já publiquei a relação do rock internacional).

Não é uma eleição científica dos melhores discos (repare na pergunta), mas fica como sugestão do que ouvir nessa semana do Dia do Rock, e depois. 56 discos diferentes foram citados e apenas 16 mais de uma vez. 40 apareceram apenas uma vez. Pra ver a amplitude do gênero: os favoritos de cada convidado abrangeu muito mais do que concentrou.

07.12 - C1 - Dia do rock

DISCOS NACIONAIS:

7 citações:

Titãs - Cabeça Dinossauro

Cabeça Dinossauro, Titãs (1986)

5 citações:

Os Mutantes - Os MutantesLegião Urbana - Dois

Os Mutantes, Os Mutantes (1968)
Dois, Legião Urbana (1986)

4 citações:

Os Paralamas do Sucesso - O Passo do Lui

O Passo do Lui, Os Paralamas do Sucesso (1984)

3 citações:

Raul Seixas - Krig-Ha, Bandolo5.1.2Cazuza - IdeologiaLos Hermanos - Ventura

Krig-Ha, Bandolo!, Raul Seixas (1973)
As Quatro Estações, Legião Urbana (1989)
Ideologia, Cazuza (1988)
Ventura, Los Hermanos (2003)

2 citações:

Secos e Molhados - Secos e MolhadosChico Science e Nação Zumbi  - Da Lama ao CaosRaul Seixas - GitaRoberto Carlos - Roberto Carlos em Ritmo de AventuraChico Science e Nação Zumbi - AfrociberdeliaRita Lee - Rita LeeTitãs - Õ Blésq BlomOs Paralamas do Sucesso - Selvagem

Secos e Molhados, Secos e Molhados (1973)
Da Lama ao Caos, Chico Science e Nação Zumbi (1994)
Gita, Raul Seixas (1974)
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, Roberto Carlos (1967)
Afrociberdelia, Chico Science e Nação Zumbi (1996)
Rita Lee (Mania de Você), Rita Lee (1979)
Õ Blésq Blom, Titãs (1989)
Selvagem?, Os Paralamas do Sucesso (1986)

1 citação:

Ira - Vivendo e Não AprendendoRaimundos - Só no ForévisRita Lee e Tutti-Frutti - Fruto ProibidoLula Côrtes e Zé Ramalho - PaêbiruTom Zé - The Hips of TraditionTropicália ou Panis Et CircensisCássia Eller - Cássia EllerRaimundos - Lavô Tá NovoLegião Urbana - Legião UrbanaUltraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua PraiaZé Ramalho - Zé RamalhoTitãs - TitãsO Rappa - Lado B, Lado APlebe Rude - O Concreto Já RachouCapital Inicial - Capital InicialRita Lee e Tutti-Frutti - BabilôniaPitty - AnacronicoCássia Eller - Com Você Meu Mundo Ficaria CompletoIra - PsicoacústicaBlitz - As Aventuras da BlitzBacamarte - Depois do FimOs Mutantes - A Divina Comédia ou Ando Meio DesligadoOs Paralamas do Sucesso - Vamo Batê LataTitãs - Go BackVal Donato e os Cabeças - Val Donato e os CabeçasOs Mutantes - TecnicolorHolger - SungaBoogarins - As Plantas que CuramNação Zumbi - Nação ZumbiPrimal Swag - InkyGang 90 & As Absurdettes - Essa Tal de Gang 90 & As AbsurdettesOs Mutantes - MutantesOutsider - Maria Angélica Não Mora Mais AquiWanderléa - MaravilhosaRaul Seixas - Há 10 Mil Anos AtrásRPM - Rádio Pirata ao VivoO Rappa - Rappa MundiPepeu Gomes - Na Terra a Mais de MilJorge Benjor - A Tábua de Esmeralda

Vivendo e Não Aprendendo, Ira! (1986)
Só no Forévis, Raimundos (1999)
Fruto Proibido, Rita Lee e Tutti-Frutti (1975)
Paêbiru, Lula Côrtes e Zé Ramalho (1975)
The Hips of Tradition, Tom Zé (1992)
Tropicalia ou Panis et Circencis, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé (1968)
Cássia Eller, Cássia Eller (1994)
Lavô Tá Novo, Raimundos (1995)
Legião Urbana, Legião Urbana (1985)
Nós Vamos Invadir Sua Praia, Ultraje a Rigor (1985)
Zé Ramalho, Zé Ramalho (1978)
Titãs, Titãs (1984)
Lado B, Lado A, O Rappa (1999)
O Concreto Já Rachou, Plebe Rude (1986)
Capital Inicial, Capital Inicial (1986)
Babilônia, Rita Lee e Tutti-Frutti (1978)
Anacrônico, Pitty (2005)
Com Você Meu Mundo Ficaria Completo, Cássia Eller (1999)
Iê Iê Iê, Arnaldo Antunes (2009)
Psicoacústica, Ira! (1988)
As Aventuras da Blitz, Blitz (1982)
Depois do Fim, Bacamarte (1983)
A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado, Os Mutantes (1970)
Vamo Batê Lata, Os Paralamas do Sucesso (1995)
Go Back, Titãs (1988)
Val Donato e os Cabeças, Val Donato e os Cabeças (2013)
Tecnicolor, Os Mutantes (1999)
Sunga, Holger (2010)
As Plantas que Curam, Boogarins (2013)
Nação Zumbi, Nação Zumbi (2002)
Inky, Primal Swag (2014)
Essa Tal de Gang 90 & As Absurdettes, Gang 90 & As Absurdettes (1983)
Mutantes, Os Mutantes (1969)
Maria Angélica Não Mora Mais Aqui, Outsider (1988)
…Maravilhosa, Wanderléa (1972)
Há 10 Mil Anos Atrás, Raul Seixas (1976)
Rádio Pirata ao Vivo, RPM (1986)
Rappa Mundi, O Rappa (1996)
Na Terra a Mais de Mil, Pepeu Gomes (1979)
A Tábua de Esmeralda, de Jorge Benjor (1974)

Zé Katimba e Lucy Alves: unidos pelo samba

Zé Katimba e Lucy Alves: unidos pelo samba

Já imaginou Lucy Alves cantando um samba-enredo?

As escolas de samba do Rio de Janeiro começaram o processo de escolha de seus sambas-enredo para o carnaval de 2016. E a Imperatriz Leopoldinense apresentou em sua quadra, domingo, as 13 concorrentes deste ano. Uma delas é composta por Zé Katimba, paraibano de Guarabira, e foi cantada por Lucy. Zé é o único membro-fundador ainda vivo da Imperatriz e ele foi um dos compositores do samba que a escola levou para a avenida este ano.

A escola vai homenagear Zezé di Camargo e Luciano no ano que vem. Katimba, 82 anos, compôs o samba com Adriano Ganso, Jorge do Finge, Moisés Santiago e Aldir Senna. E resolveu fazer diferente convidando Lucy para tocar sanfona no início da gravação. No estúdio, acabou pedindo que ela cantasse toda a primeira parte da música, que pode ser ouvida no Soundcloud, no link abaixo:

Lucy defendeu o samba na quadra da Imperatriz, domingo passado e falou ao Caderno 2 do Correio da Paraíba na edição de hoje sobre a emoção do momento. “Passou com louvor. Foi o samba de maior empatia com o público. Foi lindo!”.

O que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Remígio)

Homem-Formiga - cartaz

JOÃO PESSOA

Entra quinta em JP:
– ‘HOMEM-FORMIGA’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinespaço MAG [3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub])

Pré-estreia em JP:
– ‘CARROSSEL – O FILME’ (Cinépolis Manaíra [2D em port], diariamente; Cinespaço MAG [2D em port], diariamente; Cinesercla Tambiá [2D em port], diariamente)

Continuam em JP:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘SAMBA’ (Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘CIDADES DE PAPEL’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘MINIONS’ (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub])
– ‘NERUDA FUGITIVO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘BIKES VS. CARROS’ (Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘AS AVENTURAS DO SETE ANÕES’ (Cinépolis Manaíra [2D dub])

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘HOMEM-FORMIGA’ [3D leg, 2D dub, 3D dub]

Pré-estreia em CG:
– ‘CARROSSEL – O FILME’ [2D em port], diariamente

Só até quarta em CG:
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ [3D dub]

Continuam em CG:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [2D dub]
– ‘CIDADES DE PAPEL’ [2D leg, 2D dub]
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ [3D dub]
– ‘MINIONS’ [2D dub, 3D dub]
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ [2D em port]

 

PATOS (Cine Guedes)

Não divulgou a programação.

 

 

 

REMÍGIO (Cine RT)

Continuam em Remígio:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [2D dub]
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ [2D dub]

O Netflix divulgou o primeiro trailer de Narcos, seriado de José Padilha com Wagner Moura como Pablo Escobar. Parece que tem uma boa pegada!

Serão 10 episódios, disponíveis a partir de 28 de agosto.

Divertida Mente

Raiva (Léo Jaime), Nojinho (Dani Calabresa), Alegria (MIá Mello), Medo (Otaviano Costa) e Tristeza (Katiuscia Canoro): a sala de controle da mente está prestes a sair do controle

Sem borda - 05 estrelas

Roda viva de emoções

Na sala de controle da mente de uma menina de 11 anos, as emoções trabalham juntas para manter tudo sobre controle. Riley é uma criança feliz, então a Alegria domina a cena, secundada pela Raiva, o Nojinho e o Medo, enquanto a Tristeza é sempre deixada meio de escanteio, sem muito o que fazer. Mas a menina precisa enfrentar uma nova realidade, o que balança o coreto de suas emoções, que viram uma bagunça. É o tema de Divertida Mente (Inside Out, Estados Unidos, 2015), animação da Disney/ Pixar atualmente em cartaz.

Depois de alguns filmes meio no piloto automático, a Pixar entrega um filme no nível de excelência de Procurando Nemo (2003), Ratatouille (2007), Wall-E (2008) e Toy Story 3 (2010). Na direção, o mesmo Pete Docter que supera seus já ótimos Monstros S.A. (2001) e Up – Altas Aventuras (2009).

A imaginação do que acontece por dentro de Riley quando ela muda de Minnesota, onde viveu a infância, para uma desconhecida e a princípio problemática San Francisco, é nada menos que brilhante. É uma mudança difícil, para não dizer traumática.

Agora pense nos seus filhos: se tudo correr bem, as crianças são mesmo dominadas pela alegria em seus primeiros anos. Mas chega inevitavelmente o momento em que as coisas ficam confusas e é preciso encarar a tristeza por alguma coisa. Nós, claro, evitamos como podemos que a tristeza domine nossos pequenos. É dessa forma que a Alegria age no filme: ela nem mesmo entende por que a Tristeza está ali e, para evitar que Riley fique para baixo, a todo custo impede a Tristeza de fazer alguma coisa.

O filme, no fundo, é sobre isso: descobrir a importância (e até a beleza) da tristeza em nossas vidas. Entender que – apesar de querermos – ninguém é feliz sempre e ficar triste faz parte da vida, e uma parte importante. Como cenário está o momento de mudança dessa garota, em que sua personalidade (visível através das “ilhas” de honestidade, família, hóquei e bobeira) está mudando e as memórias de infância vão ficando para trás.

Crescer não é fácil pra ninguém, mas aqui isso é mostrado de maneira até épica (já que as escalas são maiores no mundo “dentro da mente”). Acidentalmente expulsas da sala de controle, Alegria e Tristeza precisam voltar com memórias fundamentais de Riley. Enquanto isso, as emoções da garota ficam confusas e a levam a atitudes extremas que ela não tinha antes. O que é mostrado em cenas grandiosas, como uma ilha de personalidade ruindo ou em detalhes como a cor do “céu” em sua mente.

A dupla passa pelo arquivo de memórias, a terra da imaginação, o trem do pensamento, a escuridão do subconsciente, os sonhos e pelas memórias que vão sendo apagadas para sempre. Tudo é orquestrado por um roteiro firme e ostentando um design elaborado.

Sem dúvida, é um filme que tem o mérito de não tentar agradar as crianças pelo caminho mais fácil. Embora não deixe de ter personagens fofinhos e cores vivas, ele não se acomoda no encantamento infantil e busca um “algo a mais” muito bem-vindo. Mesmo que o filme vá em direção àquele clímax grandiloquente já esperado da aventura, a resolução é inteligente e o conjunto é um primor.

E vale lembrar que a dublagem brasileira também faz um ótimo trabalho, com Miá Mello (Alegria), Katiuscia Canoro (Tristeza), Dani Calabresa (Nojinho), Léo Jaime (Raiva) e Otaviano Costa (Medo) sempre soando como personagens e nunca como celebridades contratadas.

Divertida Mente é uma animação que torna visíveis conceitos complexos e abstratos. Não possui romance ou vilões propriamente ditos. E mostra a incrível roda viva interna que todos nós acabamos sendo uma vez ou outra.

Divertida Mente. Inside Out. Estados Unidos, 2015. Direção: Pete Docter. Vozes na dublagem brasileira: Miá Mello, Katiuscia Canoro, Dani Calabresa, Otaviano Costa, Léo Jaime.

Para uma matéria publicada domingo no Correio da Paraíba, lembrando o Dia do Rock (que foi ontem), perguntei a alguns convidados: quais seus cinco discos de rock internacional preferidos? E os cinco preferidos do rock nacional? Não exigimos ordem de preferência e nem estabelecemos uma definição do que é o rock.

A capa, com a lista de cada um (inclusive a minha), está reproduzida aqui. Em seguida, todos os discos citados na área internacional e o número de citações de cada um (em outro post, vem a relação do rock nacional).

Não é uma eleição científica dos melhores discos (repare na pergunta), mas fica como sugestão do que ouvir nessa semana do Dia do Rock, e depois. 63 discos diferentes foram citados e apenas 14 mais de uma vez. 49 apareceram apenas uma vez. Pra ver a amplitude do gênero: os favoritos de cada convidado abrangeu muito mais do que concentrou.

07.12 - C1 - Dia do rock

DISCOS INTERNACIONAIS:

7 citações:

Rock - Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, The Beatles (1967)

6 citações:

Rock - Nevermind

Nevermind, Nirvana (1991)

4 citações:

Pink Floyd - The Dark Side of the Moon

The Dark Side of the Moon, Pink Floyd (1973)

3 citações:

Pink Floyd - The WallThe Beatles - Revolver

The Wall, Pink Floyd (1979)
Revolver, The Beatles (1966)

2 citações:

Queen - A Night at the OperaGuns 'n Roses - Appetite for  DestructionThe Doors - The DoorsRadiohead - Ok ComputerThe Rolling Stones - Exile on Main StLed Zeppelin - Physical GraffitiThe Jimi Hendrix Experience - Are You ExperiencedThe Beatles - Abbey RoadU2 - The Joshua Tree

A Night at the Opera, Queen (1975)
Appetite for Destruction, Guns n’ Roses (1987)
The Doors, The Doors (1967)
Ok Computer, Radiohead (1997)
Exile on Main St., The Rolling Stones (1972)
Physical Graffiti, Led Zeppelin (1975)
Are You Experienced?, The Jimi Hendrix Experience (1967)
Abbey Road, The Beatles (1969)
The Joshua Tree, U2 (1987)

1 citação:

the Smiths - The Queen Is DeadREM - New Adventures en Hi-FiArctic Monkeys - At the ApolloPink Floyd - RelicsREM - MonsterRush - A Farewell to Kingsbob Dylan - Bringing It All Back HomeBlind Faith - Blind FaithBob Dylan - Highway 61 RevisitedCreedence Clearwater Revival - Willie and the Poor BoysU2 - Rattle and HumREM - Out of TimePearl Jam - VsMichael Jackson - ThrillerCake - Fashion NuggetGorillaz - GorillazRed Hot Chili Peppers - CalifornicationRush - A Show of HandsIron Maiden - Somewhere in TimeAlanis Morrisette - Jagged Little PillQueen - Rock You from Rio LiveTina Turner - Foreign AffairAmy Winehouse - Back to BlackAerosmith - Get a gripThe Clash - London CallingThe Beach Boys - Pet SoundsThe Doors - L.A. WomanBangles - A Differente LightPaul McCartbey e Wings - Band on the runCyndi Lauper - She's so unusualThe Cranberries - Bury the HatchetPearl Jam - TenRage Against the Machine - Evil EmpireDavid Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from MarsThe Velvet Underground - The Velvet Underground & NicoNew Order - SubstanceThe Jesus and Mary Chain - DarklandsThe Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite SadnessBig Star - #1 RecordThe Modern Lovers - The Modern LoversBlondie - Parallel LinesThe Dream Syndicate - The Days of Wine and RosesThe Mice - ScooterMetallica - MetallicaSystem of a Down - ToxicityThe Beatles - The BeatlesYes - RelayerCream - Wheels of FireThe Rolling Stones - Sticky Fingers

The Queen Is Dead, The Smiths (1986)
New Adventures in Hi-Fi, REM (1996)
At the Apollo, Arctic Monkeys (2009)
Relics, Pink Floyd (1971)
Monster, REM (1994)
A Farewell to Kings, Rush (1977)
Bringing It All Back Home, Bob Dylan (1965)
Blind Faith, Blind Faith (1969)
Highway 61 Revisited, Bob Dylan (1965)
Willie and the Poor Boys, Creedence Clearwater Revival (1969)
Rattle and Hum, U2 (1988)
Out of Time, REM (1991)
Vs, Pearl Jam (1993)
Thriller, Michael Jackson (1982)
Fashion Nugget, Cake (1996)
Gorillaz, Gorillaz (2001)
Californication, Red Hot Chili Peppers (1999)
A Show of Hands, Rush (1989)
Somewhere in Time, Iron Maiden (1986)
Jagged Little Pill, Alanis Morissette (1995)
Rock You from Rio – Live, Queen (2009)
Foreign Affair, Tina Turner (1989)
Back to Black, Amy Winehouse (2006)
Get a Grip, Aerosmith (1993)
London Calling, The Clash (1979)
Pet Sounds, The Beach Boys (1966)
L.A. Woman, The Doors (1971)
A Different Light, Bangles (1986)
Band on the Run, Paul McCartney & Wings (1973)
She’s So Unusual, Cyndi Lauper (1983)
Bury the Hatchet, The Cranberries (1999)
Ten, Pearl Jam (1991)
Evil Empire, Rage Against the Machine (1996)
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, David Bowie (1972)
The Velvet Underground & Nico, The Velvet Underground (1967)
Substance, New Order (1987)
Darklands, The Jesus and Mary Chain (1987)
Mellon Collie and the Infinite Sadness, The Smashing Pumpkins (1995)
#1 Record, Big Star (1972)
The Modern Lovers, The Modern Lovers (1976)
Parallel Lines, Blondie (1978)
The Days of Wine and Roses, The Dream Syndicate (1982)
Scooter, The Mice (1987)
Metallica, Metallica (1991)
Toxicity, System of a Down (2001)
The Beatles (White Album), The Beatles (1968)
Relayer, Yes (1974)
Wheels of Fire, Cream (1968)
Sticky Fingers, The Rolling Stones (1971)

Apu com sua mãe e irmã: filmado com comovente verdade

Apu com sua mãe e irmã: filmado com comovente verdade

Estrelas-05 juntas-site

Clássico anti-Bollywood

Quando se fala em cinema indiano, muita gente evoca logo Bollywood. Mas também tem gente que pensa primeiro no total oposto deste mundo de fantasia, cores e música: pensa no cinema de Satyajit Ray. Por exemplo, em A Canção da Estrada (Pather Panchali, Índia, 1955), primeiro filme da chamada Trilogia de Apu, que abriu toda uma possibilidade de um novo cinema indiano. Apu, no caso, é o garotinho cuja família é central na trama que mostrava ao Ocidente, pela primeira vez, uma Índia mais realista.

O pai é um religioso que tenta ganhar a vida pregando pelas cidades e deixa a mulher muitos dias sozinha em uma aldeia, chefiando sua casa com o casal de filhos e a velha tia, com quem não se dá muito bem (interpretada por Chunibala Devi, já com 80 anos, antiga atriz que Ray foi reencontrar vivendo em um bordel, segundo contou Roger Ebert). O interesse de Ray, estreando na direção, é com a intimidade da família e os relacionamentos entre eles. É um cotidiano difícil, muito pobre, alternando esperanças, delicadezas e pequenas alegrias com tristezas.

O pai Harihar (Kanu Bannerjee) é um sonhador, em oposição à mãe Sarbojaya (Karuna Bannerjee), que vive na tensão da falta de dinheiro. As crianças tentam incluir algo lúdico entre os afazeres. Durga (Uma Das Gupta) está crescendo, começa a enfrentar a mãe, passa a não ter tanta paciência com o irmão caçula e se vê em um problema quando a joia de uma amiga some e ela é acusada do roubo.

Apu (Samir Banerjee) é testemunha de tudo isso. Ele é a figura central dos três livros de Bibhutibhusan Bandyopadhyay, que tratam de sua infância e amadurecimento. A Canção da Estrada cobre dois terços do primeiro livro. O Invencível (1956) vai desta terça parte final até parte do segundo livro. E O Mundo de Apu (1959), com Apu adulto, já se desvencilha mais da trilogia literária.

Mas os filmes são tão ligados que muitas vezes são considerados juntos em compêndios e enciclopédias de cinema. Mas o primeiro é o primeiro: é aquele que marcou a estreia de Ray, que, contam, nunca tinha dirigido uma cena atpe a câmera rodar em A Canção da Estrada – assim como seu cinegrafista (Subatra Mitra) nunca havia filmado nada, seus atores mirins nunca tinham atuado e mesmo Ravi Shankar, autor da trilha, era verde.

E é A Canção da Estrada que foi feito ameaçado desde o início de parar por falta de dinheiro, rodando com uma câmera 16mm emprestada, mas que conseguiu um financiamento a duras penas para, dali, ser premiado em Cannes e ser indicado ao Bafta. Não é pra menos. O visual do filme impressiona, é lindo e cru ao mesmo tempo (tanto as cenas na floresta quanto dentro do casebre, principalmente a tempestade). Transpira uma comovente verdade. É incrível que seja um trabalho de iniciantes sem dinheiro nenhum.

E isso vale também para o roteiro. O uso do trem como símbolo épico da modernidade, que é tudo o que não existe no povoado de Apu, onde a passagem de um homem que vende doces é um grande evento. E a resolução do plot do roubo das joias é, em si mesmo, uma pequena joia dentro de um tesouro maior.

A Canção da Estrada. Pather Panchali. Índia, 1955. Direção: Satyajit Ray. Elenco: Subir Banerjee, Karuna Bannerjee, Uma Das Gupta, Chunibala Devi, Kanu Bannerjee.

O que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Remígio)

Estreias 07.09

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘SAMBA’ (Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘CIDADES DE PAPEL’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘NERUDA FUGITIVO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘BIKES VS. CARROS’ (Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘AS AVENTURAS DO SETE ANÕES’ (Cinépolis Manaíra [2D dub])

Pré-estreia em JP:
– ‘HOMEM-FORMIGA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], apenas quarta)

Só até quarta em JP:
– ‘CAKE – UMA RAZÃO PARA VIVER’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘PROMESSAS DE GUERRA’ (Cinépolis Manaira [2D leg])

Continuam em JP:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [3D dub])
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinespaço MAG [3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub])
– ‘MINIONS’ (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub])
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘BELAS E PERSEGUIDAS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], apenas sábado e domingo)

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘CIDADES DE PAPEL’ [2D leg, 2D dub]

Só até quarta em CG:
– ‘BELAS E PERSEGUIDAS’ [2D leg]

Continuam em CG:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [3D dub]
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ [3D dub]
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ [3D leg, 2D dub, 3D dub]
– ‘MINIONS’ [2D dub, 3D dub]
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ [2D em port]

 

PATOS (Cine Guedes)

Não divulgou a programação.

 

 

REMÍGIO (Cine RT)

Continuam em Remígio:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [2D dub]
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ [2D dub]

20150706_123107

* Publicado no Facebook em 25 de junho.

Do dia de ontem, foi o obituário do El País Brasil que teve a melhor sacada: “O cantor que ninguém conhecia, exceto milhões”. Um fenômeno social e uma amostra de onde a música brasileira popular foi parar. Existe uma cisão quase total.

Não vou aqui ficar no resmungado fácil (“Não escuto música ruim mesmo”, de um lado; “Esses metidos a intelectual preconceituosos”, de outro). Há outros elementos que levam a essa situação surpreendente em que um nicho ainda é um nicho, mesmo que reúna milhões de pessoas.

Não sou um estudioso do assunto, só algumas coisas me ocorreram.

Faz todo o sentido eu não conhecer o cantor. O universo da música breganeja simplesmente não me interessa. Não ouço rádio de músicas populares há anos – simplesmente não dá. Da mesma forma, evito programas musicais na TV aberta. Tudo o que era o habitat natural do cantor morto ontem. Seu nome vinha numa calçada e eu, naturalmente, estava em outra.

Mas mesmo assim, eu sei quem é (e você também sabe) Luan Santana. Ou Anitta ou Valeska Popozuda, pra ir em outro gênero. De alguma maneira, eles furaram esse bloqueio. Não escuto nenhum deles, mas a ideia é justamente essa: a de que não precisamos escutar alguns artistas para saber quem eles são. Não fui eu quem atravessou a rua, foram eles que, em algum momento, vieram parar na minha calçada.

Por alguma razão, isso não aconteceu (ou não tinha acontecido ainda) com o rapaz que morreu ontem. Não sei o motivo, mas ele está por aí. Deve haver mais de um e um deles pode ser o de que essa rua que separa as calçadas nunca foi tão larga.

E isso não é uma justificativa nem uma condenação, apenas um fato. O mercado da música hoje, por mil motivos, leva a isso. E, dependendo de com quem você anda, o trânsito entre as calçadas aumenta ou diminui. É natural, funciona assim não só na música, mas em toda a área da cultura e do conhecimento na vida.

Mas, como eu disse, no que se refere à música, o mercado tem tornado isso pior. Antes era mais fácil você ter contato com tudo. Pensando o fenômeno a partir de mim mesmo, a música que eu achava ruim se tornou indizivelmente pior de meados dos anos 1990 pra cá. Pra você ver, Luan Santana faz eu achar Zezé di Camargo e Luciano bons em comparação (e nunca gostei de nada que eles tenham feito e que entrou no meu radar).

Mas, voltando, antes era mais fácil ter contato com tudo (ou quase tudo). Talvez porque o ruim não era tão ruim pra mim. Mas um programa como o Globo de Ouro podia trazer, numa mesma edição, Kátia cantando “Não está sendo fácil”, Rosana cantando “Como uma deusaaaaaa”, Lulu Santos, José Augusto, Paralamas, Luiz Caldas, Legião Urbana cantando “Faroeste caboclo”. Até Gal Costa (ok, cantando “Um dia de domingo”, mas, ainda assim, era a Gal Costa).

Seja lá o que você considerasse música boa ou ruim, dava pra esperar passar o ruim pra chegar na boa. Ou, mesmo que você mudasse de canal pra dar um tempo e voltar, até que a música que você detestava passasse, já era: você já tinha visto o anúncio, talvez o comecinho da música. Podia continuar não gostando, mas sabia da existência do artista.

E assim como o Globo de Ouro, havia o Chacrinha e tantos outros. Chico e Caetano não andavam muito por lá, mas eles tiveram um programa só deles no horário nobre da Globo!

Desde os anos 1960, a TV foi um grande palco para a música brasileira, mas a variedade que existia sumiu da TV aberta. A TV aberta tem andado numa calçada só, sem atravessar a rua. E minha turma não anda por lá, nem tem as lojas que eu gosto.

Foi preciso isso para a TV aberta sobreviver após a internet e a TV a cabo? Bom, não sei, pode ser, mas o fato é que é assim agora e é uma pena.

Como eu disse, alguns artistas atravessam a rua ou gritam de lá pro lado de cá e a gente consegue vê-los. O cantor que morreu ontem não atravessou a rua e nem gritou pra cá. Não que ele de forma alguma precisasse – até onde sei (naturalmente, não muito), ele estava feliz na calçada dele, andando com a turma dele.

E nem eu acho que, também até onde sei, faria alguma questão de que ele atravessasse a calçada algum dia.

Apenas as coisas são como são e esse fenômeno de ontem – o sujeito idolatrado por uma multidão e totalmente ignorado por outra – é um fato a se pensar sobre como vai a música brasileira hoje e pra onde ela talvez esteja indo. Nichos hermeticamente fechados, mesmo que reunindo milhões de pessoas.

Pra você ver, eu escrevi tudo isso e nem lembro do nome do rapaz. Acho que Cristiano alguma coisa. Moura, talvez.

Bom, sei que era goiano.

O que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Remígio)

Estreias 07.02

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘CAKE – UMA RAZÃO PARA VIVER’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinespaço MAG [3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub])
– ‘PROMESSAS DE GUERRA’ (Cinépolis Manaira [2D leg])
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘BELAS E PERSEGUIDAS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])

Só até quarta em JP:
– ‘LOS HERMANOS – ESSE É SÓ O COMEÇO DO FIM DA NOSSA VIDA’ (Cinépolis Manaíra [2D em port])
– ‘QUALQUER GATO VIRA-LATA 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port])
– ‘DRAGON BALL Z – O RENASCIMENTO DE F’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘JESSABELLE – O PASSADO NUNCA MORRE’ (Cinesercla Tambiá [2D dub])

Continuam em JP:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 3D leg, 2D dub]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinesercla Tambiá [3D dub])
– ‘MINIONS’ (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub])

 

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ [3D leg, 2D dub, 3D dub]
– ‘MEU PASSADO ME CONDENA 2’ [2D em port]
– ‘BELAS E PERSEGUIDAS’ [2D leg]

Só até quarta em CG:
– ‘JESSABELLE – O PASSADO NUNCA MORRE’ [2D dub]
– ‘DRAGON BALL Z – O RENASCIMENTO DE F’ [2D dub]

Continuam em CG:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [2D dub]
– ‘MINIONS’ [2D dub, 3D dub]
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ [3D dub]

 

PATOS (Cine Guedes)

Entram quinta em Patos:
– ‘O EXTERMINADOR DO FUTURO – GENESIS’ [2D dub, 3D dub]

Só até quarta em Patos:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [2D dub]

Continuam em Patos:
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ [2D dub]
– ‘MINIONS’ [2D dub, 3D dub]
– ‘DRAGON BALL Z – O RENASCIMENTO DE F’ [2D dub]

 

REMÍGIO (Cine RT)

Entram quinta em Remígio:
– ‘DIVERTIDA MENTE’ [2D dub]
– ‘JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS’ [2D dub]

Só até quarta em Remígio:
– ‘POLTERGEIST – O FENÔMENO’ [2D dub]

 

Sigam-me os bons (no Twitter)

julho 2015
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Cenas da Vida

Páginas

Estatísticas

  • 1.371.662 hits