Eu sei, eu sei: alguns desses personagens são reais. Mas tecnicamente foram ficcionalizados para seus filmes, certo?

Boa Noite e Boa Sorte-08

10 – EDWARD R. MURROW, David Strathairn em Boa Noite e Boa Sorte (2005)

Murrow foi correspondente de rádio na II Guerra e, na TV, comandava o See it Now quando ele e sua equipe resolveram denunciar os desmandos do Comitê de Atividades Antiamericanas liderado pelo senador Joseph McCarthy, história essa contada em Boa Noite e Boa Sorte, título que reproduz seu bordão.

MBDCIKA EC019

9 – CHARLES FOSTER KANE, Orson Welles em Cidadão Kane (1941)

Kane usou sua fortuna herdada para comprar um jornal de terceira e, a partir dele, construir um império de imprensa nos EUA. Frase clássica quando mandou um fotógrafo cobrir uma guerra no Caribe e ele ligou dizendo que estava tudo calmo: “Mande as fotos que eu entro com a guerra”. Inspirado (e nem se esforça em disfarçar) em William Randolph Hearst.

Cidade de Deus-02

8 – BUSCAPÉ, Alexandre Rodrigues em Cidade de Deus (2002)

Testemunha da ascensão do tráfico de drogas na Cidade de Deus, um dia Buscapé ganha uma máquina fotográfica e registra a ação dos bandidos para o Jornal do Brasil.

Princesa e o Plebeu-07

7 – JOE BRADLEY, Gregory Peck em A Princesa e o Plebeu (1953)

Bradley trabalha para um serviço de notícias em Roma até que dá de cara com um furo: a princesa (Audrey Hepburn) que está em visita oficial, mas fugiu para viver a cidade. Sem dizer que a reconheceu, se oferece para ciceroneá-la e fazer uma reportagem exclusiva.

Montanha dos Sete Abutres

6 – CHUCK TATUM, Kirk Douglas em A Montanha dos Sete Abutres (1953)

Preso ao jornaleco de uma cidadezinha, Tatum descobre que um homem está preso em uma mina. Ele logo começa a manipular o xerife, a esposa do cara e a cidade inteira, fazendo a situação virar um circo e controlando a situação para sua matéria o levar de volta ao topo. “Eu posso cuidar de grandes notícias ou pequenas notícias. E se não houver notícias, eu saio e mordo um cachorro”, diz ao seu editor.

Quase Famosos-04

5 – WILLIAM MILLER, Patrick Fugit em Quase Famosos (2000)

Miller é um adolescente que escreve para uma revista quando recebe uma ligação da Rolling Stone pedindo uma pauta. Ele sugere a banda em ascensão Stillwater e de repente se vê acompanhando a turnê do conjunto e mergulhado no mundo do rock dos anos 1970. O diretor-roteirista Cameron Crowe semibiografa a própria história.

Hildy Johnson

4 – HILDY JOHNSON, Rosalind Russell em Jejum de Amor (1940) e Jack Lemmon em A Primeira Página (1974)

A peça já tinha rendido um filme em 1931, mas estas são as duas versões clássicas: Hildy é o repórter que abandona o emprego para se casar e levar uma vida pacata, mas é convencido pelo editor a cobrir a execução de um assassino de policiais. O editor usa cada truque para não perder seu repórter, que não resiste ao vício da adrenalina da cobertura. Em Jejum de Amor, o detalhe é que o repórter é uma mulher. E aí o editor quer tanto manter a repórter quanto evitar que sua ex-mulher se case de novo.

Todos os Homens do Presidente-07

3 – BOB WOODWARD E CARL BERNSTEIN, Robert Redford e Dustin Hoffman em Todos os Homens do Presidente (1976)

Uma das histórias mais famosas do jornalismo: Woodward e Bernstein, do Washington Post, fazem o trabalho de formiguinha de investigar uma invasão à sede do Partido Democrata e descortinam o escândalo que ficou conhecido como Watergate e provocou a renúncia do presidente Richard Nixon.

Homem que Matou o Facinora-64

2 – DUTTON PEABODY, Edmond O’Brien em O Homem que Matou o Facínora (1962)

Peabody é o, como ele mesmo diz, “dono, editor, redator e faxineiro” do jornal de uma cidade sem lei do velho oeste. Ele testemunha a luta de um advogado idealista (James Stewart) e trazer a civilização ao lugar, mas isso implica em enfrentar o grande bandido Liberty Valance (Lee Marvin). Ao dar com uma história que vai incriminar Valance e o avisam para não publicar, ele não titubeia: “É notícia. E eu sou um jornalista”.

Lois Lane

1 – LOIS LANE, Margot Kidder em Superman – O Filme (e mais três filmes) e Teri Hatcher em Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman, entre outras atrizes

Lois Lane surgiu junto com o Super-Homem, nos quadrinhos, em 1938. Já trabalhava no Planeta Diário, mas era infeliz: fazia uma coluna de fofocas. Com o tempo, se tornou a melhor repórter dos quadrinhos, amplamente reconhecida, tão talentosa quanto abelhuda e agitada. Sua importância não deve ser subestimada: é um ícone, um símbolo do reconhecimento do talento feminino antes que o feminismo ganhasse corpo. Teve revista própria, versões para rádio, livros, desenhos animados e, claro, cinema e TV. Atualmente, é vivida por Amy Adams no cinema. A versão clássica é a de Margot Kidder, na série de filmes do Super-Homem de 1978 a 1987. Ela mostrou o domínio da personagem desde os testes: é visível como é melhor que as adversárias. Na TV, a melhor versão é a Teri Hatcher na série em que Lois vinha (com toda a justiça) antes do super-herói no título.

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