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O AMOR EM FUGA

Sem borda - 04 estrelas

 

Truffaut morreu cinco anos após este filme e não sei se pretendia dar continuidade às aventuras de Antoine Doinel. Mas este tem muito uma cara de conclusão. O passado é revisitado o tempo todo por Doinel e as mulheres de sua vida, nos levando a muitas imagens dos filmes anteriores com o personagem: Os Incompreendidos (1959), o média Antoine et Colette (1962), Beijos Proibidos (1968) e Domicílio Conjugal (1970).

E também cenas de A Noite Americana (1973), onde Jean-Pierre Léaud contracenou com Dani e Truffaut marotamente reaproveita as cenas como se fosse do passado de Doinel. Há outras relações com A Noite Americana, como o nome do livro publicado por Doinel, Les Salades de l’Amour, aproximando ainda mais os dois personagens de Léaud.

Aqui, ele está separado há algum tempo de Christine (Claude Jade) e os dois amigavelmente assinam o divórcio. Ele vive uma relação com Sabine (Dorothée, nome da TV francesa que depois se firmou como apresentadora infantil), mas com certa resistência a uma completa entrega. E acaba reencontrando um amor do passado: a Colette (Marie-France Pisier) do média-metragem de 1962. Com um tom leve e nostálgico, Truffaut faz seu personagem acertar as contas com suas mulheres (inclusive a mãe) e fechar um ciclo.

L’Amour en Fuite. França, 1979. Direção: François Truffaut. Elenco: Jean-Pierre Léaud, Marie-France Pisier, Dorothée, Claude Jade, Dani. Visto no Cinépolis Manaíra.

 

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