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CREED, NASCIDO PARA LUTAR

Estrelas-03 e meia juntas-site

Creed é, antes de tudo, uma simpática e bonita declaração de amor à série Rocky (que completou 40 anos ontem). Isso, partindo de um ponto de vista inteligente: não o próprio Rocky, mas o filho de um antigo rival e depois amigo. Adonis é filho de Apollo Creed (chamado na dublagem brasileira com o engraçado título de Apollo Doutrinador), gosta e leva jeito par ao boxe e abandona um emprego para seguir no esporte.

Não quer expor a relação com o pai campeão, mas vai pedir ajuda a Rocky para treiná-lo. Não há muita novidade na trama (Rocky é reticente, mas acaba convencido e se afeiçoa pelo rapaz quase como um pai – como acontece, por exemplo, em Menina de Ouro, de Eastwood). Mas Ryan Coogler consegue demonstrar seu carinho pelos personagens.

A trilha “namora” a música emblemática de Bill Conti para a série original o tempo todo, até render-se no inevitável final, que cita Rocky de forma muito mais direta e até desnecessária. Mas é um beco sem saída: em sua grande luta, se Adonis vence, é um grande clichê do cinema; se perde, mas se torna um vencedor moral, é uma situação que a própria série Rocky tornou um clichê próprio.

Creed. Estados Unidos, 2015. Direção: Ryan Coogler. Elenco: Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson.

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