You are currently browsing the monthly archive for fevereiro 2017.

Coluna Cinemascope (#18). Correio da Paraíba, 18/1/2017

LLL d 29 _5194.NEF

“La La Land – Cantando Estações” (2016)

Gostar ou não de musicais

por Renato Félix

Enquanto escrevo, ainda não assisti a La La Land – Cantando Estações, filme mais comentado deste começo de ano e que, como tal, vai gerando tanto comentários elogiosos como outros nem tanto. E, sendo um musical, inevitavelmente surgem os “eu não gosto de musicais” e suas variações.

Eu, que adoro musicais, não vejo problema nisso, a não ser em algumas justificativas. “Ninguém sai cantando assim na vida real”, por exemplo. Não ouço reclamações assim em, digamos, filmes de super-heróis (“Ninguém sai voando na vida real”) ou com certos aspectos da linguagem do cinema em quase todos os filmes (“Não toca música de fundo em cenas românticas na vida real”).

Realidade, verossimilhança, não é a questão. Acho que uma das questões é o esquema narrativo particular de um musical, onde canções vão costurando a narrativa, integradas a ela ou as comentando. O que, na percepção de alguns, é uma “interrupção da história”.

A questão é o espectador se adaptar a uma forma diferente de contar a história. É mais fácil para uns que para outros. De  certa forma, um filme como Os Miseráveis (2012), que é praticamente todo cantado, como uma ópera, pode ser até mais fácil – desde que a cobaia o assista em condições de temperatura e pressão ideais: do começo ao fim, sem interrupções ou distrações, passando pela estranheza inicial para seu cérebro se ajustar que a realidade ali “é assim mesmo” e aceitá-la.

Importante também é gostar da música. Quem não gosta da grande música americana dos anos 1940 e 1950 pode achar difícil encarar um filme com Sinatra. Por outro lado, deve ser esse um dos fatores que leva tanta gente a gostar de um filme medíocre como Moulin Rouge (2001): com a trilha compilando o greatest hits de uma geração fica fácil.

FOTO: La La Land – Cantando Estações (2016)

<< Anterior: Discursando por uma causa
>
> Próxima: O contexto ‘La La Land’

Coluna Cinemascope (#17). Correio da Paraíba, 11/1/2017

Hollywood Foreign Press Association

Meryl Streep no Globo de Ouro, em 2017

Discursando por uma causa

por Renato Félix

Meryl Streep sabia que teria aquele tempo para falar o que quisesse no Globo de Ouro, e não desperdiçou. Fez um grande, memorável discurso, defendendo imigrantes, condenando os poderosos que pensam que podem tudo, clamando pela liberdade de imprensa. Vai ser lembrado por muito tempo, ao lado de outros memoráveis discursos políticos em premiações assim.

Já que se trata de um presidente eleito com menos votos que a concorrente, é difícil não voltar a Michael Moore, em 2003, quando Tiros em Columbine levou o Oscar de melhor documentário. “Gostamos de não ficção e vivemos em tempos fictícios. Um tempo com resultados eleitorais fictícios, que elegem um presidente fictício. Um tempo em que um homem nos manda para a guerra por motivos fictícios”. Ele falava de George W. Bush.

Ano passado, Leonardo DiCaprio, aproveitou os holofotes ao ganhar o Oscar de melhor ator por O Regresso, para alertar sobre as mudanças climáticas. “É a mais urgente ameaça contra nossa espécie inteira e nós temos que trabalhar coletivamente e parar de procrastinar. Precisamos que os líderes ao redor do mundo não falem pelos grandes poluidores, mas por toda a humanidade”.

E, claro, a mais clássica de todas aconteceu quando Marlon Brando ganhou o Oscar de melhor ator por O Poderoso Chefão, em 1973, e mandou em seu lugar Sacheen Littlefeather, atriz e ativista pelos direitos dos nativos americanos, para recusar a estatueta: “A razão para isso é o tratamento que os índios americanos recebem hoje da indústria do cinema e da televisão e os recentes acontecimentos em Wounded Knee”.

A cidade (de 382 habitantes em 2010) estava então ocupada por índios em protesto e cercada pela polícia. Ali ocorreu um massacre de índios pela cavalaria em 1890.

FOTO: Meryl Streep no Globo de Ouro, em 2017

<< Anterior: A importância (ou não) dos prêmios
>
> Próxima: Gostar ou não de musicais

Coluna Cinemascope (#16). Correio da Paraíba, 4/1/2017

oscar-estatueta

A importância (ou não) dos prêmios

por Renato Félix

O Globo de Ouro já é domingo, o primeiro grande momento da temporada de prêmios do cinema em 2017 – que naturalmente vai culminar no Oscar, no fim de fevereiro. Com ela, começa também a temporada de reclamações sobre o Oscar – tanto do que a Academia vai ou não indicar, quanto as de que se dá importância demais a ele.

Bem, há duas maneiras de se observar a questão. Em termos de mérito artístico, o Oscar realmente não é garantia de nada, não deveria “ter importância”, digamos assim. Assim como, aliás, qualquer prêmio, incluindo os de festivais como Cannes, Berlim, Veneza, Gramado, etc. Festivais (que geralmente gozam de “status artístico” maior) e seus júris também se equivocam e muito.

Uma diferença do Oscar para os festivais é que estes são lançadores de filmes: neles começa a jornada do filme que ainda chegará aos cinemas, e que pode chegar laureado com a Palma de Ouro, por exemplo. O Oscar é um prêmio de fim de temporada: e, assim, provoca uma “torcida” porque o público certamente já viu alguns dos filmes – e, se estiver nos  EUA, pode até já ter visto todos os principais concorrentes.

É esse aspecto que cria um frisson. Cannes ou Berlim só provocam torcida para quem está lá, em um microcosmo, acompanhando tudo in loco. Para quem está aqui, resta acompanhar as notícias e se informar sobre os vencedores depois de escolhidos.

Como um Festival de Cannes pode dar um apoio na largada da carreira de um filme (que já chega nos cinemas com, digamos, a Palma de Ouro no cartaz), o Oscar pode mudar carreiras de artistas – essa importância esses eventos têm. É claro que ambos podem não dar em nada e até atrapalhar. Aí também não são exatamente uma garantia.

<< Anterior: A Força da princesa
>
> Próxima: Discursando por uma causa

Coluna Cinemascope (#15). Correio da Paraíba, 28/12/2016.

guerra-nas-estrelas-19

“Guerra nas Estrelas” (1977)

A Força da princesa

por Renato Félix

Eram os meados dos anos 1970 e a ideia de princesa ainda era a da mocinha de vestido longo presa em uma torre à espera do cavaleiro que iria salvá-la e com quem ela invariavelmente casaria. Ou da mocinha pobre encontrada (e salva) por um príncipe que se casaria com ela. E aí apareceu Carrie Fisher.

Ela própria uma princesa na corte de Hollywood (filha da atriz Debbie Reynolds e do cantor Eddie Fisher), também aparece como princesa, a Leia Organa de Guerra nas Estrelas (1977) e suas continuações. Naquele primeiro filme da série, ela foi demolindo o estereótipo: peitava Darth Vader logo no começo, e, presa, assistia seu planeta ser explodido e era torturada (mas não revelava a informação que os vilões queriam).

E quando o cavaleiro aparecia em sua cela para salvá-la, ela é quem tomou as rédeas da situação: tomou a arma e explodiu uma parede, dizendo “Alguém tem que salvar nossas peles”. Em O Retorno de Jedi (1983), escravizada e humilhada por Jabba naquele biquíni de metal, matou ela mesma o gangster na operação de fuga dos rebeldes.

Leia, naqueles anos 1970 e 1980, era o contrário do que uma princesa parecia dever ser. Comandava operações militares, tinha espírito de liderança, não levava desaforo para casa. Uma grande personagem, personificada de maneira eterna em Carrie Fisher, que nos deixou ontem.

Hoje até o Disney Channel tenta desfazer a imagem de princesa que a própria Disney consolidou dos anos 1930 aos 1950. Com o slogan “Sou princesa, sou real”, tenta vender a ideia de que ser princesa é lutar por seus ideais e para realizar seus sonhos e tal. Bonitinho, mas quarenta anos antes, Carrie Fisher já era a princesa que representava isso.

FOTO: Guerra nas Estrelas (1977)

<< Anterior: Ficou fácil
>> Próxima: A importância (ou não) dos prêmios

null

“Moana – Um Mar de Aventuras” (2016)

4 – MOANA – UM MAR DE AVENTURAS

por Renato Félix

Em determinado momento de Moana – Um Mar de Aventuras, o semideus polinésio Maui a chama – com desdém – de princesa. “Não sou uma princesa”, ela retruca. “É a filha do chefe, é a mesma coisa”, rebate ele, e emenda: “Se usa um vestido e tem um bichinho de parceiro, é uma princesa”. A personagem-título de sua nova animação é mais uma tentativa da Disney de dar um passo à frente na modernização do conceito de “princesa”, um patrimônio cultural e de marketing do estúdio desde Branca de Neve, em 1937.

Moana não é uma princesa decorativa: é treinada para um dia governar. Desafia o pai o tempo todo no seu contrasenso de comandar um povo da Polinésia e ter medo do mar. Um dia, o destino faz a menina navegar como seus antepassados para encontrar Maui e reverter uma maldição que chega à sua ilha.

Se em A Princesa e o Sapo (2009), a princesa resiste ao romance por aspirações profissionais (mas se rende no decorrer do filme), se em Valente (2012) a princesa rejeitava seus pretendentes, e se em Frozen (2013) o príncipe se revelava o vilão (e o verdadeiro interesse amoroso estava em segundo plano), nesta progressão agora não há qualquer sinal de príncipe encantado à vista. A relação entre Moana e Maui está mais para irmão mais velho/ irmã caçula.

Mas mesmo com esse esforço de modernização, em termos de narrativa ainda é difícil não relacionar motivações e parte da jornada de Moana às de outras princesas Disney, como Ariel, de A Pequena Sereia (1989, dos mesmos diretores John Musker e Ron Clements) ou Belle, de A Bela e a Fera (1991).

Como Ariel, Moana tem curiosidade pelo mundo além das fronteiras do seu, mas é tolhida pelo pai. As duas possuem, ainda no primeiro terço de seus filmes, uma canção de “eu anseio por mais”, assim como outras princesas Disney. Foi “Part of your world” para Ariel em A Pequena Sereia, “Almost there” para Tiana em A Princesa e o Sapo (outro Musker-Clements), “When will my life begin?” para Rapunzel em Enrolados (2010), e é “How far I’ll go” em Moana.

É uma bela canção (que está indicada ao Oscar) de uma bela trilha, que reflete um cuidado da produção ao trabalhar com a cultura local. As canções ficaram a cargo de uma parceria entre o letrista novaiorquino Lin-Manuel Miranda e o músico Opetaia Foa’i. Dos números musicais, o melhor é “You’re welcome”, em que Maui (Dwayne Johnson no original; o cantor de musical Saulo Vasconcellos, na versão brasileira) bravateia seu heroísmo, com ótimos recursos visuais.

O visual arrebatador é um dos pontos em que Musker e Clements mostram a competência de sempre. Assim como no carisma dos personagens e um humor que sobrevive a certos atalhos fáceis e desnecessários do roteiro, como os bichinhos que não contribuem em nada para a trama (apesar de o galo burro ser ocasionalmente engraçado). Ou como o mar “vivo” que ajuda a heroína, que sempre parece um recurso forçado (embora também tenha ocasionalmente sua graça).

Aliás, a relação de Moana com o mar podia ser mais próxima na introdução da história. Embora ela seja naturalmente atraída por ele e, além disso, seja “a escolhida” desde bebê para reverter a maldição, não há nenhuma cena da garota em intimidade com o mar, mesmo morando em uma aldeia à beira-mar. Nem um simples mergulho.

No fim, Musker e Clements, oriundos das animações feitas à mão, fazem uma estreia muito boa na animação digital. É uma pena, somente, que isso signifique mais uma pá de cal nos longas feitos à mão, que renderam vários dos melhores exemplares do gênero. O último longa para o cinema a sair da própria Disney foi justamente A Princesa e o Sapo, já há seis anos.

Moana – Um Mar de Aventuras. Moana. Estados Unidos, 2016. Direção: John Musker, Ron Clements. Vozes na dublagem original: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House. Vozes na dublagem brasileira: Any Gabrielly, Saulo Vasconcelos, Saulo Javan, Mariana Elisabetsky. No cinema (Cinespaço MAG). Revisão.

Coluna Cinemascope (#14). Correio da Paraíba, 21/12/2016

invencao-de-hugo-cabret-07

“A Invenção de Hugo Cabret” (2011)

Ficou fácil

por Renato Félix

Hoje quem quiser assistir a um determinado filme tem muitas opções para encontrá-lo. Quase não existem mais locadoras físicas (em João Pessoa, a de seu Vianey, em Tambaú, deve ser a última), mas há os serviços on line como o Netflix, o Looke, os particulares dos canais de TV (como HBO e Telecine), etc. Garimpando, provavelmente encontra-se o que se quer.

É claro que ninguém abre mão dessa comodidade. Mas há uma certa melancolia em perceber como assistir a um filme deixou de ser um “evento”. Deixou de ter aquele frisson, a sensação de que era necessário assistir naquela hora para não perdê-lo.

Pensar nisso retroativamente mostra como assistir a um filme específico era difícil. Antes do DVD e o hábito de comprar os filmes (nas lojas ou pela internet) para ter em casa, havia o VHS e as locadoras. Era preciso, claro, que elas tivessem o filme e que ele não estivesse locado quando você quisesse vê-lo.

Um  problema menor quando se pensa em como era a coisa antes do VHS, quando se dependia da TV. Naquela época, pelo menos, as TVs abertas tinham horários reservados para filmes clássicos (mesmo que fosse tarde da noite e às vezes nem era). Eram os anos em que aguardávamos com ansiedade a programação de filmes de fim de ano e cravar no calendários as noites em que não poderíamos sair para não perder um filme especial.

E antes da proliferação dos filmes na TV, então? Só era possível conferir um clássico comentado se o cinema o reprisasse ou se algum cineclube conseguisse uma cópia para passar. As pessoas ouviam falar de um filme, liam sobre ele, e simplesmente podiam passar anos sem conseguir assisti-lo.

Não era fácil a vida de cinéfilo, comparada com a de hoje.

FOTO: A Invenção de Hugo Cabret (2011)

<< Anterior: O gueto do ‘musical ou comédia’
>
> Próxima: A Força da princesa

sherlock-the-six-thatchers-01

Amanda Abbington, Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, em “Sherlock – The Six Thatchers” (2017)

 03 – SHERLOCK – THE SIX THATCHERS

por Renato Félix

Sem borda - 04 estrelas Antes da estreia da quarta temporada de Sherlock (você sabe, cada episódio da série é um longa-metragem, por isso ele está aqui), os produtores fizeram questão de avisar que seria a mais sombria delas. E eles falavam sério. Mas a grande capacidade narrativa da série garante que, mesmo assim, ela não chega a destoar do tom geral. É o que acontece no episódio de abertura, The Six Thatchers.

O “Thatchers” do título é referente mesmo a Margaret Thatcher, ex-primeira ministra britânica. Como sempre, trata-se de uma referência indireta a uma história original de Arthur Conan Doyle (neste caso, o conto “The Adventure of the Six Napoleons”). Aqui, trata-se de seis estátuas únicas e raras da Dama de Ferro, que alguém está destruindo uma a uma.

Mas esse mistério só entra em cena com o episódio já avançado. A estreia de Rachel Talalay na direção de um episódio da série (ela dirigiu filmes como Tank Girl, 1995, e, recentemente, alguns episódios de séries da DC, como Supergirl e Flash) estabelece um clima antes de mudar de direção.

Começa lidando com a herança do final da terceira temporada: Sherlock (Benedict Cumberbatch) acusado de assassinato e encaminhado para o exílio. Após o interlúdio do episódio especial The Abominable Bride, a série lida com aquele desfecho chocante “elucidando” a situação através das manobras do irmão Mycroft (Mark Gatiss) já no começo deste episódio.

Seguimos com Sherlock resolvendo freneticamente casos menores enquanto aguarda os desdobramentos do que parece ser uma anunciada vingança póstuma de Moriarty. Quando as seis estátuas entram em cena, as complicações da trama vão enredar o passado de Mary Watson (Amanda Abbington), mais uma vez revelando-se uma grande personagem na série. Ela chega a protagonizar um duelo de sagacidade com Sherlock.

Não só ao passado de Mary, mas também às fraquezas de John (Martin Freeman) agora que o casal tem um bebê e o mergulho de Sherlock na própria obsessão são os lembretes sombrios quem vão entremeando o humor e a ação, uma prévia de momentos difíceis que não tardarão a chegar.

Sherlock – The Six Thatchers. Sherlock – The Six Thatchers. Reino Unido, 2017. Direção: Rachel Talalay. Elenco: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Amanda Abbington, Mark Gatiss. Download.

Coluna Cinemascope (#13). Correio da Pataíba, 14/12/2016

perdido-em-marte-12

“Perdido em Marte” (2015)

O gueto do ‘musical ou comédia’

por Renato Félix

É curioso: os atores vivem falando que fazer comédia é muito mais difícil que fazer drama. Mas aparentemente poucos além deles acham isso. É só tomar como termômetro os prêmios de cinema, onde a comédia raras vezes encontra uma vaguinha. Sabe qual foi o último ator a ganhar o Oscar por uma comédia? Ele mesmo: Roberto Benigni, se considerarmos como tal A Vida É Bela (1997), que, como sabemos, é mais um drama com muitos elementos de comédia que uma comédia mesmo.

Por isso eu até entendo os motivos pelos quais surgiu a separação entre drama e comédia em algumas premiações. Isso faz com que, em tese, atores nesse registro sejam igualmente reconhecidos.

Na prática, há problemas. O Globo de Ouro faz essa distinção, mas parece claro que os vencedores de “drama” têm um status maior do que os vencedores em “comédia”. Não deveria, mas soa como uma espécie de segunda divisão.

Há também o problema de se definir o que é drama e o que é comédia e o que acontece quando o filme tem os dois elementos. Causou muita discussão a inclusão, na premiação deste ano, de Perdido em Marte como comédia. Tudo por causa do registro levemente engraçado de Matt Damon, que aliás, ganhou o prêmio de melhor ator na categoria. E, entre os cinco indicados a melhor ator e as cinco indicadas a melhor atriz no Oscar, foi o único a aproximou desse registro mais engraçado.

E ainda tem, para piorar, esse “musical ou comédia”. Ou seja: o musical não é “sério” o bastante para concorrer com os dramas. E, se um musical dramático é premiado, acabam vencendo dramas nas duas categorias – e a comédia fica de novo a ver navios. E não é raro acontecer. Essa separação acaba se tornando um gueto para determinado tipo de filmes de “importância menor”.

FOTO: Perdido em Marte (2015)

<< Anterior: O vale tudo das filmagens
>> Próxima: Ficou fácil

Sigam-me os bons (no Twitter)

fevereiro 2017
D S T Q Q S S
« jan   mar »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728  

Cenas da Vida

Você lembra dos meus cabelos?

Cineport 2011

Cineport 2011

Mais fotos

Páginas

Estatísticas

  • 1,245,644 hits