O Fest-Aruanda começa hoje aqui em João Pessoa e, sem mais delongas, segue aqui um guia dos filmes que serão exibidos no festival. O local é o Cinépolis Manaíra e a entrada é franca! A programação tem também debates e lançamentos de livros (veja completa no site do festival).

QUINTA
19h30 – Curta: Ary Barroso — Ele Era Assim, de Angela Zoé; longa: Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani

O curta é um documentário sobre o compositor, radialista e flameguista Ary Barroso, pela diretora do longa Henfil, que está estreando por aí. O longa tem Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso como um casal que encontra uma fita K7 que embalou a história de amor de outro casal.

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SEXTA
14h – Curtas vencedores do concurso Vídeo do Minuto contra a Corrupção; curta: Vidas Cinzas, de Leonardo Martinelli

O curta é um falso documentário em que, no meio dessa crise toda, o governo corta as cores do Rio de Janeiro, deixando a cidade cinza.

18h – Curta: Parto Sim!, de Kátia Mesel; longa: Torre das Donzelas, de Susanna Lira

A cineasta pernambucana, de 50 anos de carreira, mostra um curta de ficção sobre uma situação real: as mulheres de Fernando de Noronha devem deixar a ilha aos sete meses de gestação porque não há hospitais no local. Torre das Donzelas é o primeiro dos dois documentários de Susanna no dia: é sobre a resistência das mulheres durante a ditadura.

21h – Mostra competitiva de curtas-metragens

22h – Longa: Mussum — Um Filme do Cacildis, de Susanna Lira

O documentário foca o músico e humorista que fez sucesso primeiro em Os Originais do Samba e, depois, como o carismático integrante dos Trapalhões.

Mussum - Um Filme do Cacildis - 01

Mussum — Um Filme do Cacildis

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SÁBADO
11h – Longa: Os Trapalhões no Auto da Compadecida, de Roberto Farias

Entre as homenagens do festival a Roberto Farias, que morreu este ano, está esta re-exibição do filme de 1987, em que os Trapalhões fizeram sua adaptação da peça de Ariano Suassuna

Trapalhoes no Auto da Compadecida - 01

Os Trapalhões e o Auto da Compadecida

15h – Longa: Rebento, de André Morais

O filme abre a série inédita de seis longas paraibanos exibidos em uma mesma edição do Aruanda. Premiado em alguns festivais, incluindo a atuação visceral de Ingrid Trigueiro, como uma mulher obrigada a conviver com uma tragédia pessoal.

18h20 – Longa: Beiço de Estrada, de Eliézer Rolim

No segundo paraibano da mostra, Eliézer transforma em filme sua própria peça, montada nos anos 1980 e que revelou uma geração de grandes atores paraibanos. No elenco, Darnele Glória, Jackson Antunes e Mayana Neiva.

21h – Mostra competitiva de curtas-metragens

21h50 – Longa: Som, Sol & Surf: Saquarema, de Hélio Pitanga

O documentário aborda a revolução comportamental em uma pequena cidade do Rio, através de um festival de música que se tornou histórico nos anos 1970.

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DOMINGO
11h – Longa: Os Trapalhões no Auto da Compadecida, de Roberto Farias

Segunda exibição do filme que reuniu Os Trapalhões e Ariano Suassuna.

15h – Longa: Estrangeiro, de Edson Lemos Akatou

É o terceiro paraibano do festival. Este mostra uma mulher que retorna às suas origens na praia de Tabatinga, depois de anos vivendo em trânsito após um trauma.

18h – Longa: O Seu Amor de Volta — Mesmo que Ele Não Queira, de Bertrand Lira

Quarto paraibano no festival, o documentário conta as histórias de amores perdidos e na crença da magia para resgatá-los.

Seu amor de volta Foto Alessandro-Potter 02

O Seu Amor de Volta — Mesmo que Ele Não Queira

21h30 – Longa: Azougue Nazaré, de Tiago Melo; longa: Clementina, de Ana Rieper

Dois longas em sequência nesta noite. No primeiro, numa zona canavieira, um pasto acredita que o maracatu é coisa do diabo. E coisas sobrenaturais começam a acontecer. O segundo é um documentário sobre a cantora Clementina de Jesus.

Clementina - 01

Clementina

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SEGUNDA
15h30 – Longa: Corisco & Dadá, de Rosemberg Cariry

Na homenagem a Chico Diaz, a exibição deste filme de 1996, bem no começo da Retomada, onde Diaz é o cangaceiro Corisco e Dira Paes é a companheira Dadá.

Corisco e Dadá - 01

Corisco & Dadá

17h30 – Longa: Sol Alegria, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira

Pai e filha co-dirigem e atuam neste, que é o quinto longa paraibano neste Fest Aruanda. É um cenário rocambolesco em que pastores controlam o governo, uma família comete um atentato, se refugia com uma falange comandada por freiras não convencionais e um mapa pode salvar a humanidade à beira do apocalipse. Ney Matogrosso e Everaldo Pontes estão no elenco.

21h – Mostra competitiva de curtas-metragens

22h – Longa: Adoniran — Meu Nome É João Rubinato, de Pedro Serrano

O documentário de Serrano é a primeira de suas duas produções sobre o sambista paulista Adoniran Barbosa neste Aruanda (o outro é o curta, Dá Licença de Contar, na quarta).

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TERÇA
14h30 – Longa: Zuzu Angel, de Sérgio Rezende; média: Waldick — Sempre no Meu Coração, de Patrícia Pillar

A programação é uma homenagem a Patrícia Pillar. Ela estrela Zuzu Angel, de 2006, sobre a estilista que enfrentou a ditadura nos anos 1970, e dirige o doc de 2008 sobre Waldick Soriano.

18h – Longa: Ambiente Familiar, de Torquato Joel

Documentarista de grandes trabalhos, em seu primeiro longa Torquato Joel experimenta a ficção. Trata-se de uma história de três rapazes que formam uma família. É o sexto longa paraibano no festival.

21h20 – Longa: Simonal, de Leonardo Domingues

O filme é a cinebiografia de Wilson Simonal, sua carreira de incrível sucesso e as polêmicas envolvendo sua relação com a ditadura e o exílio que o mercado musical aplicou a ele.

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QUARTA
14h – Longa: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de Roberto Farias

A homenagem a Roberto Farias inclui dois dos três filmes que dirigiu estrelados por Robert Carlos. Neste, o cantor interpreta a si mesmo, perseguido por um vilão vivido pelo maior vilão do cinema brasileiro, José Lewgoy. A história é desculpa para uma série de esquetes, com direito a um passeio de helicóptero por um lindíssimo Rio de Janeiro dos anos 1960. Segundo a programação oficial, este filme será exibido no auditório do Hotel Luxxor Cabo Branco.

16h – Longa: Humberto Mauro, de André di Mauro

Um documentário sobre um dos diretores fundamentais do cinema brasileiro. Segundo a programação oficial, este filme será exibido no auditório do Hotel Luxxor Cabo Branco.

20h – Curta: Dá Licença de Contar, de Pedro Serrano; longa: Roberto Carlos a 300km por Hora, de Roberto Farias

Dá Licença de Contar é um simpaticíssimo curta que mescla a vida e a obra de Adoniran Barbosa. Paulo Miklos vive o compositor que, com seus amigos Matogrosso e Joca, vive as histórias de “Samba do Arnesto”, “Trem das onze”, “Saudosa maloca”, etc. Já Roberto Carlos a 300km por Hora é o último filme estrelado pelo cantor, e o único em que não interpreta a si mesmo, mas, sim, outro personagem: é um mecânico que deseja ser piloto de corridas e ama a filha do patrão.

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