You are currently browsing the monthly archive for março 2019.

Filme Benzinho
Credito: Bianca Aun/Divulgação

BENZINHO (Gustavo Pizzi, 2018)
Diário de Filmes 2019: 9

Irene está às voltas com muita coisa. Mãe em uma família de classe média, mora em uma casa velha cuja porta nem abre, o marido pressiona para vender outra casa na praia que é emocionalmente cara a ela, a irmã tenta se desvencilhar de um marido abusivo, está tentando terminar uma faculdade. E, agora, o filho mais velho recebe uma proposta para jogar handebol na Alemanha. Lidar com essa novidade vai ser especialmente difícil. O filme retrata bem os conflitos internos da personagem, sem recorrer ao melodrama, mas também sem pose de indiferença artística. Karine Teles, roteirista e atriz principal, brilha. E a direção de Gustavo Pizzi, também roteirista do filme com Karine, com quem foi casado, dá espaço para todos os personagens e busca planos bem elaborados. 

Em download.

Anúncios

100. ‘I GOT RHYTHM’, de Sinfonia de Paris (1951)
Com Gene Kelly e crianças. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Gene Kelly. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Uma máxima dos grandes dançarinos do cinema é que ele fazem o difícil parecer fácil. Exigente como poucos, Gene Kelly parece uma das crianças com quem ele contracena neste número delicioso, em que ele brinca com o fato de, sendo um americano em Paris, ensinar palavras inglesas aos garotos da vizinhança.

***

99. ‘FOOTLOOSE’, de Footloose – Ritmo Louco (1984)
Com Kevin Bacon, Lori Singer, Chris Penn. Direção: Herbert Ross. Coreografia: Lynne Taylor-Corbett. Canção de Kenny Loggins e Keith Pitchford.

Quem nunca tentou repetir esses passos quando “Footloose” toca numa festa? O baile de formatura de uma cidade onde a dança era proibida é um momento de libertação para os jovens e a cena retrata isso muito bem.

***

98. ‘KEEP IT GAY’, de Os Produtores (2005)
Com Gary Beach, Roger Bart, Nathan Lane, Matthew Broderick, Brent Barrett, Peter Bartlett, Jim Borstelmann e Kathy Fitzgerald. Direção e coreografia: Susan Stroman. Canção de Mel Brooks.

Os dois produtores que estão tentando garantir que sua próxima peça seja um fracasso tentam convencer o pior diretor da Broadway a pegar o projeto. Retratar a Alemanha nazista parece meio deprimente, então a chave é fazer a trama um pouco mais alegre (gay). Entrecortado por diálogos, o aloprado número é conduzido por um Roger De Bris de vestido longo e termina apoteoticamente numa animadíssima conga.

***

97. ‘ALL I DO IS DREAM OF YOU’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Debbie Reynolds. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Coreografia: Gene Kelly. Canção de Nacio Herb Brown e Arthur Freed.

Debbie Reynolds é uma das coristas contratadas pra um showzinho numa festa de um chefe de estúdio de Hollywood. Todas lindas, mas que, por mágica do cinema, não competem com, mas, sim, ressaltam a graça de Debbie. A ambientação é fim dos anos 1920, então o charleston marca presença. Num detalhe, Debbie tira uma serpentina que caiu sobre seu rosto, sem deixar a peteca cair. The cat’s meow!

***

96. ‘SIXTEEN GOING ON SEVENTEEN’, de A Noviça Rebelde (1965)
Com Charmian Carr e Daniel Truhitte. Direção: Robert Wise. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard Rogers e Oscar Hammerstein II.

Liesl, a filha mais velha do Capitão Von Trapp, dá aquela escapadinha depois do jantar para encontrar o namorado mensageiro no jardim. Eles cantam sobre a inocência dela aos 16 e a autopresumida maturidade dele aos 17. Mas, na verdade, é um momento idílico e esplendidamente fotografado que retrata a inocência daqueles dias, antes da ascensão do nazismo, que chega na segunda metade do filme.

***

95. ‘GEE, OFFICER KRUPKE’, de Amor, Sublime Amor (1961)
Com Russ Tamblyn, Tony Mordente, Bert Michaels, David Winters, David Bean. Direção: Robert Wise e Jerome Robbins. Coreografia: Jerome Robbins. Canção de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim.

A gangue dos Jets tira onda do policial da vizinhança e da sociedade, interpretando juízes, psicólogos e assistentes sociais, que empurram o problema uns para os outros, satirizando várias justificativas clichê para seu mal comportamento com uma letra genial: “nossas mães são drogadas, nossos pais são bêbados: claro que somos marginais”, “não somos delinquentes, somos incompreendidos”, “não sou anti-social, sou é anti-trabalho” e por aí vai. É um distúrbio psicológico? É uma doença social? É um bando de vagabundos que merecem ir presos? No fim, é tudo muito mais complexo e o número mostra que os rapazes não tem noção (ou não querem ter) do próprio problema.

***

94. ‘A COUPLE OF SWELLS’, de Desfile de Páscoa (1948)
Com Judy Garland e Fred Astaire. Direção: Charles Walters. Coreografia: Fred Astaire e Charles Walters. Canção de Irving Berlin.

Fred Astaire sempre foi identificado com a extrema elegância. Aqui, ele e Judy Garland aparecem aos farrapos, mas como dois vagabundos cheios de pose. Um número de palco cheio de graça, nos dois sentidos, mostrando mais uma vez o talento para o humor desses dois astros gigantescos do canto e da dança.

***

93. ‘THE BABBITT AND THE BROMIDE’, de Ziegfeld Follies (1945)
Com Fred Astaire e Gene Kelly. Direção: Vincente Minnelli. Direção de dança: Robert Alton. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Momento antológico, para começar, por ser a única vez em que Fred Astaire e Gene Kelly aparecem dançando juntos num filme valendo pontos (31 anos depois, eles voltaram a trocar uns passos no documentário Isto Também Era Hollywood). Como dois cavalheiros que se provocam, eles estrelam um dos segmentos de Ziegfeld Follies, filme que é uma colagem de números (o número foi encenados originalmente nos palcos por Fred e sua irmã Adele, em 1927). Astaire eram então, um astro consagrado: já fazia seis anos que havia encerrado sua icônica série de filmes com Ginger Rogers na RKO e 15 anos de sua primeira aparição num filme. Kelly era, em comparação, um iniciante: havia estreado no cinema apenas três anos antes. Visto hoje, é o momento encantado de dois monstros sagrados juntos, que a Metro decidiu não reunir de novo nos filmes que fariam no estúdio dali para a frente.

***

92. ‘RUNNIN’ WILD’, de Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Com Marilyn Monroe, Jack Lemmon, Tony Curtis. Direção: Billy Wilder. Coreografia: Jack Cole. Canção de A.H. Gibbs, Joe Grey e Leo Wood.

É um pouquinho mais de um minuto. Joe e Jerry – ou melhor, Josephine e Daphne – estão atacando no sax e no contrabaixo no ensaio da banda feminina ao bordo do trem que segue para Miami. Aí entra Marilyn como a vocalista Sugar Kane e seu ukelele (tocado, na verdade, por Al Hendrickson) e o mundo para.

***

91. ‘LE RENCONTRES’, de Duas Garotas Românticas (1967)
Com Françoise Dorléac (com voz de Claude Parent), Jacques Perrin (com voz de Jacques Revaux), Gene Kelly (com voz de Donald Burke) e Catherine Deneuve (com voz de Anne Germain). Direção: Jacques Demy. Coreografia: Norman Maen. Canção de Michel Legrand.

Este é o momento em que Duas Garotas Românticas mais se parece com Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), musical anterior de Demy e Legrand. A canção é formada por diálogos cantados, com personagens que vão se cruzando pelo caminho, mas os casais que estão uns à procura dos outros ainda não se esbarram. A diferença para o filme anterior é que aqui há alto astral e muito mais humor.

 

Continue lendo »

Homem-Aranha no Aranhaverso

HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO (Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman, 2018)
Diário de Filmes 2019: 7

Nos quadrinhos, a saga do Aranhaverso foi um fan service gigante que brincava com encontros de inúmeras versões do Homem-Aranha, já existentes ou criadas para a história. A adaptação da ideia para o cinema organiza e simplifica a coisa – e a aproveita para apresentar ao público alheio aos quadrinhos o Homem-Aranha alternativo mais popular: Miles Morales. Negro e latino, é para o universo dele que convergem outros cinco Aranhas, que se juntam para impedir a destruição de seus universos paralelos através de uma máquina fatal, etc. Para o leitor aficcionado por cronologia, um prato cheio para debater referências e se o Parker veterano que aparece é ou não o “nosso” Peter Parker. Para o espectador comum, isso não tem muita importância: o filme é ágil, divertido, a animação investe num ar cartunesco, a narrativa explora bem os diferentes heróis aracnídeos (com alguns mais protagonistas e outros mais coadjuvantes) e há boas sacadas como evocar a textura de quadrinhos antigos e recontar as origens dos heróis várias vezes, com suas particularidades.

 

ET o Extraterrestre - 20

ET, O EXTRATERRESTRE (Steven Spielberg, 1982)
Diário de Filmes 2019: 6

Uma das maiores qualidades de Spielberg como cineasta é que ele pensa em imagens. Até em seus filmes menores há momentos em que fica evidente que o que a câmera mostra foi arquitetado, desenhado, para tentar contar alguma coisa a mais ou fugir do lugar comum. Com um movimento de câmera, ou um enquadramento ou a movimentação dos atores dentro do quadro. Se é assim em seus filmes menores, imagine nos maiores, como ET. Pegue o fato de que, com exceção da mãe de Elliot, todos os adultos só aparecem sem mostrar o rosto até cerca de 1h30 de filme. Apenas da cintura para baixo, de costas, por baixo de máscaras, escondidos pelos para-brisas dos carros em movimento (como em Encurralado) ou apenas através de sombras ou detalhes do corpo. Para as crianças do filme, ET é um deles; os adultos é que são os alienígenas. E há planos incríveis como as mãos das crianças soltando as rãs pela janela ou a câmera rente ao chão enquanto passam velozes as bicicletas perseguidas pelos carros de polícia. Ando revendo muito por causa do Arthur, que virou fã do filme – mas não cansa nunca.

Em DVD.

Estreias 03.14

Em João Pessoa:

Estreiam esta semana:
— ‘O PARQUE DOS SONHOS’ (Cinépolis Manaíra; Cinesercla Tambiá; Cinépolis Mangabeira) — estreia amanhã
— ‘SUPREMA’ (Cinépolis Manaíra) — estreia amanhã
— ‘MALIGNO’ (Cinépolis Manaíra; Cinesercla Tambiá; Cinépolis Mangabeira) — estreia amanhã
— ‘VINGANÇA A SANGUE-FRIO’ (Cinépolis Manaíra; Cinépolis Mangabeira) — estreia amanhã
— ‘SUEÑO FLORIANÓPOLIS’ (Cine Banguê) — estreia sábado
— ‘O CASO DO HOMEM ERRADO’ (Cine Banguê) — estreia domingo

Reestreia amanhã:
— ‘O PROCESSO’ (Cine Banguê)

Só até hoje:
— ‘A MORTE TE DÁ PARABÉNS 2’ (Cinépolis Manaíra; Cinesercla Tambiá; Cinépolis Mangabeira)
— ‘SAI DE BAIXO — O FILME’ (Cinépolis Manaíra; Cinesercla Tambiá; Cinépolis Mangabeira)
— ‘ALITA — ANJO DE COMBATE’ (Centerplex MAG; Cinesercla Tambiá; Cinépolis Mangabeira)
— ‘BARONESA’ (Cine Banguê)

Continuam:
— ‘CAPITÃ MARVEL’ (Cinépolis Manaíra; Centerplex MAG; Cinesercla Tambiá; Cinépolis Mangabeira)
— ‘NO PORTAL DA ETERNIDADE’ (Cinépolis Manaíra)
— ‘GREEN BOOK — O GUIA’ (Cinépolis Manaíra)
— ‘A MULA’ (Cinépolis Manaíra)
— ‘TITO E OS PÁSSAROS’ (Cine Banguê)
— ‘LEMBRO MAIS DOS CORVOS’ (Cine Banguê)
— ‘A CAMINHO DE CASA’ (Cinépolis Manaíra; Cinépolis Mangabeira)
— ‘CINDERELA POP’ (Cinépolis Manaíra; Cinesercla Tambiá)

* ‘O CASO DO HOMEM ERRADO’ tem exibição especial hoje, gratuita e com debate com a diretora, no Cine Banguê.
* ‘A CINCO PASSOS DE VOCÊ’ tem pré-estreias sábado e domingo, no Cinépolis Manaíra e Cinépolis Mangabeira
* ‘WIFI RALPH — QUEBRANDO A INTERNET’ tem sessão única no Centerplex MAG na sexta pela manhã

***

Em Campina (Cinesercla Partage):

Entra amanhã:
— ‘O PARQUE DOS SONHOS’
— ‘MALIGNO’

Só até hoje:
— ‘SAI DE BAIXO — O FILME’
— ‘ALITA — ANJO DE COMBATE’
— ‘GREEN BOOK — O GUIA’

Continuam:
— ‘CAPITÃ MARVEL’
— ‘CINDERELA POP’

* ‘A CINCO PASSOS DE VOCÊ’ tem pré-estreia sábado e domingo

***

Em Patos (Cine Guedes):

Estreiam amanhã:
— ‘MALIGNO’

Só até hoje:
— ‘A MORTE TE DÁ PARABÉNS 2’
— ‘SAI DE BAIXO — O FILME’
— ‘ALITA — ANJO DE COMBATE’

Continuam:
— ‘CAPITÃ MARVEL’
— ‘A CAMINHO DE CASA’

***

Em Guarabira (Cinemaxx Cidade Luz):

Estreia amanhã:
— ‘MALIGNO’

Só até hoje:
— ‘SAI DE BAIXO — O FILME’

Continuam:
— ‘CAPITÃ MARVEL’
— ‘A CAMINHO DE CASA’

***

Em Remígio (Cine RT):

Continua:
— ‘CAPITÃ MARVEL’

***

Em Solânea (Cinemaxxi da Serra):

Continua:
— ‘CAPITÃ MARVEL’

***

Em Catolé do Rocha (Cine Garden 7):

Continua:
— ‘CAPITÃ MARVEL’

* As programações são enviadas pelas companhias exibidoras. Qualquer alteração, naturalmente, é de responsabilidade delas.

Trama Fantasma - 01

TRAMA FANTASMA (Paul Thomas Anderson, 2018)
Diário de Filmes 2019: 5

A narrativa espelha seu protagonista: um extremo rigor visual, uma busca pela beleza que chega a ser opressiva. É, principalmente, um meticuloso estudo de personagem. Na verdade, de dois personagens obsessivos: o “sexo” após o primeiro encontro é o personagem de Day-Lewis fazendo a garçonete experimentar vestidos que ele desenhou e tirando as medidas dela. A diferença é que a nova musa não será passiva e Isso vai abalar progressivamente o mundo milimetricamente controlado e sempre ao dispor do estilista.

Em download.

110. ‘PART OF YOUR WORLD’, de A Pequena Sereia (1989)
Com Jodi Benson. Direção: John Musker e Ron Clements. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

A melhor das canções “eu quero” das animações da Disney: em uma belíssima animação à mão, Ariel mostra seu refúgio secreto com sua coleção de objetos da superfície que atiçam sua curiosidade por esse lugar onde “os pais não repreendem as filhas”.

***

109. ‘TICO-TICO NO FUBÁ’, de Alô, Amigos! (1942)
Com José Oliveira. Direção: Wilfred Jackson, Jack Kinney, Hamilton Luske e Bill Roberts. Canção de Zequinha de Abreu.

No Brasil, Zé Carioca apresenta o samba ao Pato Donald, numa combinação magistral do clássico “Tico-tico no fubá” e uma inspirada animação dos estúdios Disney, em que o cenário do Rio de Janeiro vai se desenhando à frente dos personagens.

***

108. ‘I’M THRU WITH LOVE’, de Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Com Marilyn Monroe. Direção: Billy Wilder. Canção de Matt Malneck, Fud Livingston e Gus Kahn.

“Estou cansada do amor”, canta Marilyn num momento baixo astral de sua personagem. A canção dos anos 1930 está conectada à época em que o filme se passa. A interpretação de Sugar Kane comove Joe, o personagem de Tony Curtis, que acaba revelando seu disfarce de Josephine — de uma maneira e tanto.

***

107. ‘MOVIN’ RIGHT ALONG’, de O Mundo Mágico dos Muppets (1979)
Com Jim Henson e Frank Oz. Direção: James Frawley. Canção de Paul Williams e Kenny Archer.

Dois muppets cruzando a América a bordo de um Studebaker: Caco, o Sapo (nada de Kermit aqui) e o urso Fozzy viajam para Los Angeles para trabalhar no mundo do entretenimento. Carisma não falta, de jeito nenhum. O filme era um prólogo do The Muppet Show, da TV, mostrando como os personagens se conheceram.

***

106. ‘SOMEONE IN THE CROWD’, de La La Land Cantando Estações (2016)
Com Callie Hernandez, Sonoya Mizuno, Jessica Rothenberg e Emma Stone. Direção: Damien Chazelle. Coreografia: Mandy Moore. Canção de Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul.

A primeira metade desse número é uma obra-prima: sem cortes, freneticamente através dos cômodos da casa, cada um com uma cor dominante, assim como os vestidos das moças. Um show de direção e coreografia parta ver e rever sempre.

***

105. ‘CHIM-CHIM CHEREE’, de Mary Poppins (1964)
Com Dick van Dyke, Julie Andrews, Karen Dotrice e Matthew Garber. Direção: Robert Stevenson. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard M. Sherman e Robert B. Sherman.

Para tranquilizar os irmãos assustados e perdidos, o agora limpador de chaminés Bert os leva para casa e mostra, na companhia de Mary Poppins, a beleza de Londres à noite vista dos telhados. A canção ganhou o Oscar daquele ano.

***

104. ‘TWIST AND SHOUT’, de Curtindo a Vida Adoidado (1986)
Com Matthew Broderick (voz de John Lennon). Direção: John Hughes. Coreografia: Kenny Ortega. Canção de Bert Berns e Phil Medley.

“O que você acha que o Ferris vai fazer agora?”. É a pergunta a ser feita durante todo o Curtindo a Vida Adoidado. Neste momento do filme, ele já está sobre um carro alegórico da Von Steuben Day Parade (que, aliás, existe mesmo: é realizada anualmente em Chicago em homenagem a um barão da Prússia que deu uma força aos americanos na guerra pela independência). Sua dublagem da canção dos Beatles é tão contagiosa que faz dançar todo mundo em volta. Até quem não era ator ou figurante contratado, como os trabalhadores nos andaimes e o lavador de janelas, que se deixaram embalar pela música e foram filmados pela câmera de John Hughes.

***

103. ‘THE INQUISITION’, de A História do Mundo – Parte I (1981)
Com Mel Brooks, Jackie Mason e Ronny Graham. Direção: Mel Brooks. Coreografia: Alan Johnson. Canção de Mel Brooks e Ronny Graham.

Usar o musical como forma de demolir uma instituição é um talento particular de Mel Brooks. Aqui, o alvo é a inquisição espanhola, onde as maiores atrocidades são narradas sob o ponto de vista de saltitantes religiosos liderados por Mel em pessoa, que tentam converter judeus com citações a O Poderoso Chefão e Busby Berkeley, frades com joelhos à mostra, freiras nadadoras. Antológico.

***

102. ‘SOBBIN’ WOMEN’, de Sete Noivas para Sete Irmãos (1954)
Com Howard Keel, Jeff Richards, Russ Tamblyn, Tommy Rall, Marc Platt, Matt Mattox e Jacques d’Amboise. Direção: Stanley Donen. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Gene de Paul e Johnny Mercer.

Ao ver seus seis irmãos de baixo astral porque a paquera com seis garotas da cidade acabou numa monumental briga com outros seis caras, o irmão mais velho Adam ajuda como pode: contando a história que aprendeu num livro, a dos romanos que simplesmente raptaram mulheres sabinas e que, com o tempo, elas acabaram gostando dos raptores (ele confunde “sabine women” com “sobbin’ women”, “chorosas”). Logo, se está na história, basta fazer o mesmo, não é? Um conselho errado, claro, defendido com vigor e talento.

***

101. ‘ISN’T THIS A LOVELY DAY (TO BE CAUGHT IN THE RAIN)?’, de O Picolino (1935)
Com Fred Astaire e Ginger Rogers. Direção: Mark Sandrich. Coreografia: Hermes Pan e Fred Astaire. Direção de dança: William Hetzler. Canção de Irving Berlin.

Uma vez Ginger disse: “Eu fazia tudo o que ele fazia, só que de salto alto”. Aqui, ela não está de salto alto, mas a piada nunca foi tão verdadeira. A brincadeira da cena, depois que Fred tenta quebrar o gelo cantando, é que ela aceita dançar com ele, porém imitando-o. De calças, Ginger faz quase um espelho de Fred, é uma dança de casal que não é de casal. Só no final ele a toma nos braços — mas ela também não deixa de conduzir em um momento.

Continue lendo »

Sigam-me os bons (no Twitter)

  • CENTO E NOVENTA E SETE. Parabéns, bolsominion! blogdopedlowski.com/2019/05/21/com…Publicado há 1 day ago
  • Para derrubar a Hauwei, o governo americano proibiu negócios de empresas americanas com a gigante de tecnologia chinesa. Livre mercado, né?Publicado há 2 days ago
  • Adeus, Niki Lauda. Pra mim, a maior lenda da história da Fórmula 1.Publicado há 2 days ago
março 2019
D S T Q Q S S
« fev   abr »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

Cenas da Vida

Páginas

Estatísticas

  • 1.328.095 hits
Anúncios