ET o Extraterrestre - 20

ET, O EXTRATERRESTRE (Steven Spielberg, 1982)
Diário de Filmes 2019: 6

Uma das maiores qualidades de Spielberg como cineasta é que ele pensa em imagens. Até em seus filmes menores há momentos em que fica evidente que o que a câmera mostra foi arquitetado, desenhado, para tentar contar alguma coisa a mais ou fugir do lugar comum. Com um movimento de câmera, ou um enquadramento ou a movimentação dos atores dentro do quadro. Se é assim em seus filmes menores, imagine nos maiores, como ET. Pegue o fato de que, com exceção da mãe de Elliot, todos os adultos só aparecem sem mostrar o rosto até cerca de 1h30 de filme. Apenas da cintura para baixo, de costas, por baixo de máscaras, escondidos pelos para-brisas dos carros em movimento (como em Encurralado) ou apenas através de sombras ou detalhes do corpo. Para as crianças do filme, ET é um deles; os adultos é que são os alienígenas. E há planos incríveis como as mãos das crianças soltando as rãs pela janela ou a câmera rente ao chão enquanto passam velozes as bicicletas perseguidas pelos carros de polícia. Ando revendo muito por causa do Arthur, que virou fã do filme – mas não cansa nunca.

Em DVD.

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