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Reflections_Supremes

29 de julho, há 50 anos: É lançado, em 1967, o single Reflections, o primeiro a trazer o nome Diana Ross & The Supremes, novo nome da banda The Supremes, ressaltando o protagonismo de Diana. É o último single do trio a ter a voz de Florence Ballard, que o gravou antes de ser demitida do grupo, no dia 1º. Nas apresentações ao vivo que viriam a seguir, Cindy Birdsong já estaria efetivada como integrante do trio feminino da Motown.

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10 000 Maniacs

27 de julho, há 30 anos: É lançado, em 1987, o disco In My Tribe, da banda americana 10.000 Maniacs. É o primeiro álbum de grande sucesso do grupo formado em 1981 e o disco em que buscaram um acento mais pop. Ainda com a vocalista original e compositora Natalie Merchant, que ficou no grupo até 1993, o álbum tem músicas que marcaram a história da banda, como “What’s the matter here?” e “Like the weather”. Está na lista de 100 melhores discos dos anos 1980, da revista Rolling Stone.

Apettite for destruction

21 de julho, há 30 anos: É lançado, em 1987, o disco Appetite for Destruction, do grupo americano de rock Guns’n’Roses. É o álbum de estreia da banda, que não fez muito sucesso de saída, mas depois se tornou um campeão de vendas. Várias faixas se consagraram como clássicos do grupo, como “Sweet child o’mine”, “Welcome to the jungle” e “Paradise City”.

 

Clementina de Jesus

19 de julho, há 30 anos: Morre em 1987, aos 86 anos, a cantora fluminense Clementina de Jesus, uma das vozes mais emblemáticas do samba. Embora nascida na cidade de Valença, mudou-se com a família para o bairro de Oswaldo Cruz, onde viu o surgimento da Portela. Após se casar, mudou-se para a Mangueira. Após trabalhar por 20 anos como doméstica, foi descoberta pelo poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho participando em 1965 do histórico show Rosa de Ouro, que uniu novos talentos e veteranos do samba que estavam escanteados. Além de cinco discos solo, fez participações em outros e dividiu Gente da Antiga (1968) com Pixinguinha e João da Baiana.

Gershwin

11 de julho, há 80 anos: Morre, em 1937, aos 38 anos, o compositor e pianista americano George Gershwin. É um dos principais nomes da música nos EUA, navegando entre criações clássicas (como “Rhapsody in blue”, “An american in Paris”, a ópera Porgy and Bess) e canções populares, muitas delas com letras do irmão Ira (“Love is here to stay”, “They can’t take that away from me”). Sua música foi usada em diversos musicais clássicos de Hollywood e ele também compôs diretamente para alguns deles, como Vamos Dançar? (1937), com Fred Astaire e Ginger Rogers, de onde saiu sua única indicação ao Oscar, por “They can’t take that away from me”). Sinfonia de Paris  (1951), Oscar de melhor filme, é um dos longas composto só de canções de Gershwin. Morreu em consequência de um tumor no cérebro.

Jackson do Pandeiro-05

10 de julho, há 35 anos: Morre, em 1982, aos 62 anos, o cantor, compositor e instrumentista paraibano Jackson do Pandeiro. Conhecido como o “rei do ritmo”, ele gravou seu primeiro grande sucesso apenas aos 35 anos, em 1953: “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti. Com Almira Carrilho fez uma dupla de sucesso e foi casado de 1956 a 1967. Navegando no forró e samba e seus gêneros aparentados, emplacou sucessos que o tornaram um dos músicos nordestinos mais influentes: “Chiclete com banana”, “O canto da ema”, “Um a um” e “Cantiga do sapo”. Jackson morreu em Brasília, dias depois de passar mal no aeroporto quando voltava de um show na cidade.

Donna Summer

9 de julho, há 40 anos: Alcança o primeiro lugar na parada da Billboard, em 1977, a canção “I feel love”, de Donna Summer. Foi a primeira canção gravada inteiramente com uma base de sintetizador a conseguir o feito. A música, de Giorgio Moroder e Pete Bellotte com letras de Donna, é do disco I Remember Yesterday, o quinto da cantora. Ela lançaria mais um em 1977, Once Upon a Time, um dos seus grandes sucessos.

 

Quarrymen - 1957

6 de julho, há 60 anos: Conhecem-se, em 1957, os cantores, compositores e multi-instrumentistas John Lennon e Paul McCartney, que seriam fundadores e líderes dos Beatles. Lennon tinha 16 anos e McCartney, 15, quando Paul viu uma apresentação da banda de John, The Quarrymen, em uma festa na St. Peter’s Church, em Liverpool (a foto do post é desse show, cerca de 15 minutos antes de John e Paul se conhecerem). Ivan Vaughan, membro da banda, apresentou os dois e McCartney tocou três músicas no violão. Duas semanas depois, entraria para a banda e depois levaria George Harrison, formando-se a base do que mais tarde viria a ser os Beatles, banda de rock mais importante da história.

 

kylie 2

4 de julho, há 30 anos: É lançado, em 1987, o single “The loco-motion”, que lançou também a carreira em discos da cantora, compositora, dançarina e atriz australiana Kylie Minogue. A canção era uma regravação da música de Gerry Goffin e Carole King, originalmente lançada em 1962 por Little Eva. Em seguida, Kylie lançou “I should be so lucky”. Hoje ela é a artista da música de maior sucesso da Austrália.

 

lena horne, ca. 1940s

30 de junho, há 100 anos: Nasce, em 1917, a cantora, atriz, dançarina e ativista dos direitos civis americana Lena Horne. Desde os 16 anos, belíssima, ela se tornou cantora de nightclubs, sendo depois contratada para filmes em Hollywood. Foi subutilizada em papéis pequenos e em aparições apenas como cantora em musicais da Metro, mas estrelou Uma Cabana no Céu (1943) e Tempestade de Ritmos (1943), ambos de elenco predominantemente negro. Desencantanda com Hollywood, se concentrou em sua carreira de cantora a partir dos anos 1950, se tornando uma das grandes vozes do jazz. Desde os anos 1940 lutou contra a segregação racial nos EUA. Morreu em 2010, aos 92 anos.

The Supremes - 02 - 1967

28 de junho, há 50 anos: Apresenta-se pela primeira vez como The Supremes with Diana Ross, em 1967, o grupo americano The Supremes. A série de shows no Flamingo Hotel, em Las Vegas, foi o primeiro passo para mudança definitiva de nome para Diana Ross & The Supremes. Também foram os últimos dias de Florence Ballard no trio. Ela seria demitida e substituída por Cindy Birdsong a partir de 1º de julho, ainda em Las Vegas.

Whitney - 1987

27 de junho, há 30 anos: Estreia no primeiro lugar da parada da Billboard, em 1987, o disco Whitney, o segundo da carreira de Whitney Huston. Foi o primeiro disco de uma cantora a estrear já em primeiro lugar. O álbum catapultou a cantora ao estrelato internacional, com quatro singles atingindo o primeiro lugar: “I wanna dance with somebody”, “Didn’t we almost have it all”, “So emotional” e “Where do broken hearts go”.

Pra mim, mais vale um clipe ruim de uma música boa do que um clipe excelente de uma música intragável. Se eu gostar da música, até me divirto com o que o clipe tem que equivocado ou ridículo e consigo enxergar o (pouco) que ele tem de bom. Aqui temos dez clipes que músicas que gosto muito, mas que estão longe, muito longe de ser uma obra-prima. E, mesmo assim, eu me divirto muito com eles.

10 – TRUE COLORS, Cyndi Lauper (1986)

Quando os clipes de Cyndi abraçavam a esculhambação com humor, era muito divertido (“Girls just want to have fun”; “The Goonies ‘r’ good enough”). Aqui tentaram poetizar a coisa. Não funcionou. E ela ainda coloca o namorado da época como galã do clipe, longe de convencer.

9 – RIGHT BETWEEN THE EYES, Wax (1986)

Típico clipe dos anos 1980 que peca pelo excesso. Uma saraivada de imagens que, ok, são engraçadas ao tentar traduzir literalmente a letra. Muita coisa de cinema mudo, inclusive Nosferatu. Mas não pode ter algum sentido as cenas aleatórias de ruas de cidades ou o segmento com os Thunderbirds ou uma mulher colocando uma roupa na secadora em alta velocidade ou um canguru ou a Terra vista do espaço ou…

8 – THIS TIME I KNOW IT’S FOR REAL, Donna Summer (1989)

Tem animação para dar e vender nesse clipe da rainha das pistas de dança, até demais. É muito engraçado ver esses dançarinos com gestos de que estão correndo, mas parados, o movimento sendo a luzes que passam no fundo. Ok, é dança, não é 100 metros rasos, mas essa animação toda é bem over. Detalhe para os mapas, que traçam a rota de A Volta ao Mundo em 80 Dias.

7 – I’M STILL STANDING, Elton John (1983)

Foi uma fase muito boa de clipes de Elton John. Dirigidos por Russell Mulcahy, “Sad songs” e “I guess that’s why they call it the blues” são excelentes. Mas é muito difícil imaginar o que diabo queriam com “I’m still standing”. Filmado em Cannes, é pura piração. Parece uma brainstorm filmada.

6 – I WANNA DANCE WITH SOMEBODY, Whitney Houston (1987)

O videoclipe é meio uma terra sem lei. Não há regras sobre montagem, continuidade, ter sentido, nada disso. Por isso há clipes (e havia muitos nos anos 1980) como este, que acredita que quanto mais coisas, melhor. Whitney aparece em um monte de cenários e situações (e penteados) diferentes que vão se alternando freneticamente, nada tendo a ver umas com as outras (tem até uma citação de Fred Astaire dançando com pares de sapatos vazios, cena de Ciúme, Sinal de Amor).

5 – TYPICAL MALE, Tina Turner (1986)

Tina Turner sensualizando com um pé gigantesco. O que dizer? Destaque para a cena do fone gigante e a televisão mais falsa que você jamais verá num videoclipe. Ainda bem que o final é feliz.

4 – MAMMA MIA, Abba (1975)

Ainda era a aurora dos videoclipes e o Abba desenvolveu um visual muito particular, calcado na simetria entre os integrantes do quarteto (sempre dirigidos por Lasse Hallström). Mas dá tudo errado em “Mamma mia”: as garotas não estão lá muito bonitas, o não-cenário não ajuda, parece ter sido tudo feito às pressas. Sobra o jogo com a simetria, que é legal.

3 – WALK LIKE AN EGYPTIAN, The Bangles (1986)

As cenas no palco são bacanas. Na rua, com as pessoas imitando as poses egípcias, o clipe cai no ridículo várias vezes. Mas o pior é o inacreditável efeito de multiplicar (e distorcer!) a imagem do quarteto fazendo esse simulacro de dança egípcia!

2 – TOTAL ECLIPSE OF THE HEART, Bonnie Tyler (1983)

E lá vai Bonnie Tyler como a professorinha assombrada em um colégio por garotos de olhos brilhantes, ninjas (!!!), muita luz vinda de trás, tarzans dançarinos, um anjo que parece ter saído de Barbarella. O diretor é o mesmo Russell Mulcahy de “I’m still standing”.

1 – WAKE ME UP BEFORE YOU GO-GO, Wham! (1984)

George Michael de shortinho, essas camisas com mensagens (“Choose life” para a dupla; “Go-go” para as backing vocals e a banda), chapéu de legião estrangeira, as divisões de tela que distorcem a imagem, o efeito strobe, os congelamentos de imagem, a luz negra. Enfim, obra-prima. Este deve ter sido o clipe que inspirou ‘Pop! Goes my heart’, do filme Letra & Música.

 

 

A música é um universo muito vasto. Por isso, claro que vale uma parte II do top 10 com nossos covers preferidos. Veja o primeiro aqui. E confira o segundo:

10. “CAN’T TAKE MY EYES OFF YOU”, Boys Town Gang (1982).
Autor: Bob Crewe, Bob Gaudio. Gravação original: Frankie Valli (1967).

Um dos grandes clássicos românticos de todos os tempos, “Can’t take my eyes off you” teve cerca de 200 regravações. Uma especialmente bacana é a versão disco do grupo americano Boys Town Gang.

9. “SUGAR, SUGAR”, Mary Lou Lord and Semisonics (1995).
Autores: Jeff Barry e Andy Kim. Gravação original: The Archies (1969).

Canção-tema do seriado animado The Archie Show, da Filmation, que adaptava um gibi famoso nos EUA, é um sucesso da banda ficcional do desenho. Em 1995, foi um dos covers do disco Saturday Morning Cartoons’ Greatest Hits, com Mary Lou Lord e a banda alternativa Semisonic. Mas há diversas outras versões, como as de Wilson Pickett (1970), Bob Marley & The Wailers (1970) e Gladys Knight & The Pips (1975).

8. “GLORIA”, Laura Branigan (1982).
Autores: Umberto Tozzi e Giancarlo Bigazzi. Gravação original: Umberto Tozzi (1979).

Sucesso internacional na versão original em italiano, “Gloria” ganhou letra em inglês de Jonathan King, que a regravou ainda em 1979. Mas teve outra versão em inglês que se tornou outro grande sucesso na voz de Laura Branigan, com letra dela e de Trevor Veitch.

7. “WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS”, Joe Cocker (1969).
Autores: John Lennon e Paul McCartney. Gravação original: The Beatles (1967).

A faixa que Ringo Starr canta em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi totalmente reinventada por Cocker, certamente a mais memorável entre mais de 50 versões da canção, graças a uma performance antológica no Festival de Woodstock e a reaparição como música de abertura da série Anos Incríveis.

6. “DIAMONDS ARE A GIRL’S BEST FRIEND”, Marilyn Monroe (1953).
Autores: Jule Stine e Leo Robin. Performance original: Carol Channing (1949).

Vencedora de três prêmios Tony, Channing interpretou a canção no palco, na primeira versão do musical. A versão de cinema, no entanto, ajudou a consolidar Marilyn como uma superestrela. Em 2001, a música foi combinada com “Material girl”, da Madonna, para Nicole Kidman cantar. É legal, mas claro que não se compara.

5. “JUST CAN’T GET ENOUGH”, Nouvelle Vague (2004).
Autor: Vince Clarke. Gravação original: Depeche Mode (1981).

Ainda bem na aurora da música eletrônica de mercado, o Depeche Mode emplacou este ótimo hit. Que ganhou uma ótima e inusitada releitura do grupo francês Nouvelle Vague, em um estilo bossanoveado.

4. “DON’T LEAVE ME THIS WAY”, The Communards e Sarah Jane Morris (1986).
Autor: Kenneth Gamble, Leon Huff, Cary Gilbert. Gravação original: Harold Melvin & The Blue Notes (1975).

Já um sucesso com o grupo de soul, virou um grande sucesso da era da discoteca com Thelma Houston, na Motown, dois anos depois. A banda inglesa Communards, chegada numa releitura dos anos 1970, regravou a música em 1986, numa enérgica versão em que Jimmy Sommerville divide os vocais com a cantora de jazz Sarah Jane Morris.

3. “BIZARRE LOVE TRIANGLE”, Frente! (1994).
Autor: Gillian Gilbert, Peter Hook, Stephen Morris, Bernard Sumner. Gravação original: New Order (1986).

Outra mudança total de tom. Curiosamente a música não foi um hit de saída, melhorando um pouco quando ganhou um remix em 1994, mas seu status cresceu muito desde então (entrou na lista das 500 maiores canções da Rolling Stone, por exemplo). A versão acústica e melancólica da australiana Frente!, no mesmo ano do remix, também se tornou um clássico por si só. Na Billboard americana, chegou mais alto que a original.

2. “NOTHING COMPARES 2 U”, Sinéad O’Connor (1990).
Autor: Prince. Gravação original: The Family (1985).

The Family foi uma banda funk de um selo de Prince. Ele compôs a música para seus protegidos, mas ela se tornou um sucesso mesmo é com esta inesquecível versão balada da irlandesa Sinéad O’Connor.

1. “RESPECT”, Aretha Franklin (1967).
Autor: Otis Redding. Gravação original: Otis Redding (1965).

A versão de Aretha transforma a canção de Otis em uma declaração de força feminina. E ainda adiciona a soletração “R – E – S – P -E – C – T” à letra. É uma das gravações mais icônicas da música popular.

 

Uma das minhas preferidas do Eurythmics (é de 1986, do álbum Revenge), tem um clipe que trafega naquela interseção entre kitsch e fascinante que os vídeos da dupla formada por Annie Lennox e Dave Stewart costumavam ter. É legal ter o resto da banda no clipe, o fundão azul vistoso contrastando com a banda de preto, e ainda mistura Hells’ Angels e um lance religioso esquisito. Annie Lennox, sempre, é um show à parte (com Joniece Jamison, grande presença no backing vocal). Música de Annie Lennox e Dave Stewart, clipe dirigido por Chris Ashbrook e Dave Stewart.

Para uma matéria publicada domingo no Correio da Paraíba, lembrando o Dia do Rock (que foi segunda), perguntei a alguns convidados: quais seus cinco discos de rock internacional preferidos? E os cinco preferidos do rock nacional? Não exigimos ordem de preferência e nem estabelecemos uma definição do que é o rock.

A capa, com a lista de cada um (inclusive a minha), está reproduzida aqui. Em seguida, todos os discos citados na área nacional e o número de citações de cada um (em post anterior, já publiquei a relação do rock internacional).

Não é uma eleição científica dos melhores discos (repare na pergunta), mas fica como sugestão do que ouvir nessa semana do Dia do Rock, e depois. 56 discos diferentes foram citados e apenas 16 mais de uma vez. 40 apareceram apenas uma vez. Pra ver a amplitude do gênero: os favoritos de cada convidado abrangeu muito mais do que concentrou.

07.12 - C1 - Dia do rock

DISCOS NACIONAIS:

7 citações:

Titãs - Cabeça Dinossauro

Cabeça Dinossauro, Titãs (1986)

5 citações:

Os Mutantes - Os MutantesLegião Urbana - Dois

Os Mutantes, Os Mutantes (1968)
Dois, Legião Urbana (1986)

4 citações:

Os Paralamas do Sucesso - O Passo do Lui

O Passo do Lui, Os Paralamas do Sucesso (1984)

3 citações:

Raul Seixas - Krig-Ha, Bandolo5.1.2Cazuza - IdeologiaLos Hermanos - Ventura

Krig-Ha, Bandolo!, Raul Seixas (1973)
As Quatro Estações, Legião Urbana (1989)
Ideologia, Cazuza (1988)
Ventura, Los Hermanos (2003)

2 citações:

Secos e Molhados - Secos e MolhadosChico Science e Nação Zumbi  - Da Lama ao CaosRaul Seixas - GitaRoberto Carlos - Roberto Carlos em Ritmo de AventuraChico Science e Nação Zumbi - AfrociberdeliaRita Lee - Rita LeeTitãs - Õ Blésq BlomOs Paralamas do Sucesso - Selvagem

Secos e Molhados, Secos e Molhados (1973)
Da Lama ao Caos, Chico Science e Nação Zumbi (1994)
Gita, Raul Seixas (1974)
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, Roberto Carlos (1967)
Afrociberdelia, Chico Science e Nação Zumbi (1996)
Rita Lee (Mania de Você), Rita Lee (1979)
Õ Blésq Blom, Titãs (1989)
Selvagem?, Os Paralamas do Sucesso (1986)

1 citação:

Ira - Vivendo e Não AprendendoRaimundos - Só no ForévisRita Lee e Tutti-Frutti - Fruto ProibidoLula Côrtes e Zé Ramalho - PaêbiruTom Zé - The Hips of TraditionTropicália ou Panis Et CircensisCássia Eller - Cássia EllerRaimundos - Lavô Tá NovoLegião Urbana - Legião UrbanaUltraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua PraiaZé Ramalho - Zé RamalhoTitãs - TitãsO Rappa - Lado B, Lado APlebe Rude - O Concreto Já RachouCapital Inicial - Capital InicialRita Lee e Tutti-Frutti - BabilôniaPitty - AnacronicoCássia Eller - Com Você Meu Mundo Ficaria CompletoIra - PsicoacústicaBlitz - As Aventuras da BlitzBacamarte - Depois do FimOs Mutantes - A Divina Comédia ou Ando Meio DesligadoOs Paralamas do Sucesso - Vamo Batê LataTitãs - Go BackVal Donato e os Cabeças - Val Donato e os CabeçasOs Mutantes - TecnicolorHolger - SungaBoogarins - As Plantas que CuramNação Zumbi - Nação ZumbiPrimal Swag - InkyGang 90 & As Absurdettes - Essa Tal de Gang 90 & As AbsurdettesOs Mutantes - MutantesOutsider - Maria Angélica Não Mora Mais AquiWanderléa - MaravilhosaRaul Seixas - Há 10 Mil Anos AtrásRPM - Rádio Pirata ao VivoO Rappa - Rappa MundiPepeu Gomes - Na Terra a Mais de MilJorge Benjor - A Tábua de Esmeralda

Vivendo e Não Aprendendo, Ira! (1986)
Só no Forévis, Raimundos (1999)
Fruto Proibido, Rita Lee e Tutti-Frutti (1975)
Paêbiru, Lula Côrtes e Zé Ramalho (1975)
The Hips of Tradition, Tom Zé (1992)
Tropicalia ou Panis et Circencis, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé (1968)
Cássia Eller, Cássia Eller (1994)
Lavô Tá Novo, Raimundos (1995)
Legião Urbana, Legião Urbana (1985)
Nós Vamos Invadir Sua Praia, Ultraje a Rigor (1985)
Zé Ramalho, Zé Ramalho (1978)
Titãs, Titãs (1984)
Lado B, Lado A, O Rappa (1999)
O Concreto Já Rachou, Plebe Rude (1986)
Capital Inicial, Capital Inicial (1986)
Babilônia, Rita Lee e Tutti-Frutti (1978)
Anacrônico, Pitty (2005)
Com Você Meu Mundo Ficaria Completo, Cássia Eller (1999)
Iê Iê Iê, Arnaldo Antunes (2009)
Psicoacústica, Ira! (1988)
As Aventuras da Blitz, Blitz (1982)
Depois do Fim, Bacamarte (1983)
A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado, Os Mutantes (1970)
Vamo Batê Lata, Os Paralamas do Sucesso (1995)
Go Back, Titãs (1988)
Val Donato e os Cabeças, Val Donato e os Cabeças (2013)
Tecnicolor, Os Mutantes (1999)
Sunga, Holger (2010)
As Plantas que Curam, Boogarins (2013)
Nação Zumbi, Nação Zumbi (2002)
Inky, Primal Swag (2014)
Essa Tal de Gang 90 & As Absurdettes, Gang 90 & As Absurdettes (1983)
Mutantes, Os Mutantes (1969)
Maria Angélica Não Mora Mais Aqui, Outsider (1988)
…Maravilhosa, Wanderléa (1972)
Há 10 Mil Anos Atrás, Raul Seixas (1976)
Rádio Pirata ao Vivo, RPM (1986)
Rappa Mundi, O Rappa (1996)
Na Terra a Mais de Mil, Pepeu Gomes (1979)
A Tábua de Esmeralda, de Jorge Benjor (1974)

Zé Katimba e Lucy Alves: unidos pelo samba

Zé Katimba e Lucy Alves: unidos pelo samba

Já imaginou Lucy Alves cantando um samba-enredo?

As escolas de samba do Rio de Janeiro começaram o processo de escolha de seus sambas-enredo para o carnaval de 2016. E a Imperatriz Leopoldinense apresentou em sua quadra, domingo, as 13 concorrentes deste ano. Uma delas é composta por Zé Katimba, paraibano de Guarabira, e foi cantada por Lucy. Zé é o único membro-fundador ainda vivo da Imperatriz e ele foi um dos compositores do samba que a escola levou para a avenida este ano.

A escola vai homenagear Zezé di Camargo e Luciano no ano que vem. Katimba, 82 anos, compôs o samba com Adriano Ganso, Jorge do Finge, Moisés Santiago e Aldir Senna. E resolveu fazer diferente convidando Lucy para tocar sanfona no início da gravação. No estúdio, acabou pedindo que ela cantasse toda a primeira parte da música, que pode ser ouvida no Soundcloud, no link abaixo:

Lucy defendeu o samba na quadra da Imperatriz, domingo passado e falou ao Caderno 2 do Correio da Paraíba na edição de hoje sobre a emoção do momento. “Passou com louvor. Foi o samba de maior empatia com o público. Foi lindo!”.

Para uma matéria publicada domingo no Correio da Paraíba, lembrando o Dia do Rock (que foi ontem), perguntei a alguns convidados: quais seus cinco discos de rock internacional preferidos? E os cinco preferidos do rock nacional? Não exigimos ordem de preferência e nem estabelecemos uma definição do que é o rock.

A capa, com a lista de cada um (inclusive a minha), está reproduzida aqui. Em seguida, todos os discos citados na área internacional e o número de citações de cada um (em outro post, vem a relação do rock nacional).

Não é uma eleição científica dos melhores discos (repare na pergunta), mas fica como sugestão do que ouvir nessa semana do Dia do Rock, e depois. 63 discos diferentes foram citados e apenas 14 mais de uma vez. 49 apareceram apenas uma vez. Pra ver a amplitude do gênero: os favoritos de cada convidado abrangeu muito mais do que concentrou.

07.12 - C1 - Dia do rock

DISCOS INTERNACIONAIS:

7 citações:

Rock - Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, The Beatles (1967)

6 citações:

Rock - Nevermind

Nevermind, Nirvana (1991)

4 citações:

Pink Floyd - The Dark Side of the Moon

The Dark Side of the Moon, Pink Floyd (1973)

3 citações:

Pink Floyd - The WallThe Beatles - Revolver

The Wall, Pink Floyd (1979)
Revolver, The Beatles (1966)

2 citações:

Queen - A Night at the OperaGuns 'n Roses - Appetite for  DestructionThe Doors - The DoorsRadiohead - Ok ComputerThe Rolling Stones - Exile on Main StLed Zeppelin - Physical GraffitiThe Jimi Hendrix Experience - Are You ExperiencedThe Beatles - Abbey RoadU2 - The Joshua Tree

A Night at the Opera, Queen (1975)
Appetite for Destruction, Guns n’ Roses (1987)
The Doors, The Doors (1967)
Ok Computer, Radiohead (1997)
Exile on Main St., The Rolling Stones (1972)
Physical Graffiti, Led Zeppelin (1975)
Are You Experienced?, The Jimi Hendrix Experience (1967)
Abbey Road, The Beatles (1969)
The Joshua Tree, U2 (1987)

1 citação:

the Smiths - The Queen Is DeadREM - New Adventures en Hi-FiArctic Monkeys - At the ApolloPink Floyd - RelicsREM - MonsterRush - A Farewell to Kingsbob Dylan - Bringing It All Back HomeBlind Faith - Blind FaithBob Dylan - Highway 61 RevisitedCreedence Clearwater Revival - Willie and the Poor BoysU2 - Rattle and HumREM - Out of TimePearl Jam - VsMichael Jackson - ThrillerCake - Fashion NuggetGorillaz - GorillazRed Hot Chili Peppers - CalifornicationRush - A Show of HandsIron Maiden - Somewhere in TimeAlanis Morrisette - Jagged Little PillQueen - Rock You from Rio LiveTina Turner - Foreign AffairAmy Winehouse - Back to BlackAerosmith - Get a gripThe Clash - London CallingThe Beach Boys - Pet SoundsThe Doors - L.A. WomanBangles - A Differente LightPaul McCartbey e Wings - Band on the runCyndi Lauper - She's so unusualThe Cranberries - Bury the HatchetPearl Jam - TenRage Against the Machine - Evil EmpireDavid Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from MarsThe Velvet Underground - The Velvet Underground & NicoNew Order - SubstanceThe Jesus and Mary Chain - DarklandsThe Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite SadnessBig Star - #1 RecordThe Modern Lovers - The Modern LoversBlondie - Parallel LinesThe Dream Syndicate - The Days of Wine and RosesThe Mice - ScooterMetallica - MetallicaSystem of a Down - ToxicityThe Beatles - The BeatlesYes - RelayerCream - Wheels of FireThe Rolling Stones - Sticky Fingers

The Queen Is Dead, The Smiths (1986)
New Adventures in Hi-Fi, REM (1996)
At the Apollo, Arctic Monkeys (2009)
Relics, Pink Floyd (1971)
Monster, REM (1994)
A Farewell to Kings, Rush (1977)
Bringing It All Back Home, Bob Dylan (1965)
Blind Faith, Blind Faith (1969)
Highway 61 Revisited, Bob Dylan (1965)
Willie and the Poor Boys, Creedence Clearwater Revival (1969)
Rattle and Hum, U2 (1988)
Out of Time, REM (1991)
Vs, Pearl Jam (1993)
Thriller, Michael Jackson (1982)
Fashion Nugget, Cake (1996)
Gorillaz, Gorillaz (2001)
Californication, Red Hot Chili Peppers (1999)
A Show of Hands, Rush (1989)
Somewhere in Time, Iron Maiden (1986)
Jagged Little Pill, Alanis Morissette (1995)
Rock You from Rio – Live, Queen (2009)
Foreign Affair, Tina Turner (1989)
Back to Black, Amy Winehouse (2006)
Get a Grip, Aerosmith (1993)
London Calling, The Clash (1979)
Pet Sounds, The Beach Boys (1966)
L.A. Woman, The Doors (1971)
A Different Light, Bangles (1986)
Band on the Run, Paul McCartney & Wings (1973)
She’s So Unusual, Cyndi Lauper (1983)
Bury the Hatchet, The Cranberries (1999)
Ten, Pearl Jam (1991)
Evil Empire, Rage Against the Machine (1996)
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, David Bowie (1972)
The Velvet Underground & Nico, The Velvet Underground (1967)
Substance, New Order (1987)
Darklands, The Jesus and Mary Chain (1987)
Mellon Collie and the Infinite Sadness, The Smashing Pumpkins (1995)
#1 Record, Big Star (1972)
The Modern Lovers, The Modern Lovers (1976)
Parallel Lines, Blondie (1978)
The Days of Wine and Roses, The Dream Syndicate (1982)
Scooter, The Mice (1987)
Metallica, Metallica (1991)
Toxicity, System of a Down (2001)
The Beatles (White Album), The Beatles (1968)
Relayer, Yes (1974)
Wheels of Fire, Cream (1968)
Sticky Fingers, The Rolling Stones (1971)

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* Publicado no Facebook em 25 de junho.

Do dia de ontem, foi o obituário do El País Brasil que teve a melhor sacada: “O cantor que ninguém conhecia, exceto milhões”. Um fenômeno social e uma amostra de onde a música brasileira popular foi parar. Existe uma cisão quase total.

Não vou aqui ficar no resmungado fácil (“Não escuto música ruim mesmo”, de um lado; “Esses metidos a intelectual preconceituosos”, de outro). Há outros elementos que levam a essa situação surpreendente em que um nicho ainda é um nicho, mesmo que reúna milhões de pessoas.

Não sou um estudioso do assunto, só algumas coisas me ocorreram.

Faz todo o sentido eu não conhecer o cantor. O universo da música breganeja simplesmente não me interessa. Não ouço rádio de músicas populares há anos – simplesmente não dá. Da mesma forma, evito programas musicais na TV aberta. Tudo o que era o habitat natural do cantor morto ontem. Seu nome vinha numa calçada e eu, naturalmente, estava em outra.

Mas mesmo assim, eu sei quem é (e você também sabe) Luan Santana. Ou Anitta ou Valeska Popozuda, pra ir em outro gênero. De alguma maneira, eles furaram esse bloqueio. Não escuto nenhum deles, mas a ideia é justamente essa: a de que não precisamos escutar alguns artistas para saber quem eles são. Não fui eu quem atravessou a rua, foram eles que, em algum momento, vieram parar na minha calçada.

Por alguma razão, isso não aconteceu (ou não tinha acontecido ainda) com o rapaz que morreu ontem. Não sei o motivo, mas ele está por aí. Deve haver mais de um e um deles pode ser o de que essa rua que separa as calçadas nunca foi tão larga.

E isso não é uma justificativa nem uma condenação, apenas um fato. O mercado da música hoje, por mil motivos, leva a isso. E, dependendo de com quem você anda, o trânsito entre as calçadas aumenta ou diminui. É natural, funciona assim não só na música, mas em toda a área da cultura e do conhecimento na vida.

Mas, como eu disse, no que se refere à música, o mercado tem tornado isso pior. Antes era mais fácil você ter contato com tudo. Pensando o fenômeno a partir de mim mesmo, a música que eu achava ruim se tornou indizivelmente pior de meados dos anos 1990 pra cá. Pra você ver, Luan Santana faz eu achar Zezé di Camargo e Luciano bons em comparação (e nunca gostei de nada que eles tenham feito e que entrou no meu radar).

Mas, voltando, antes era mais fácil ter contato com tudo (ou quase tudo). Talvez porque o ruim não era tão ruim pra mim. Mas um programa como o Globo de Ouro podia trazer, numa mesma edição, Kátia cantando “Não está sendo fácil”, Rosana cantando “Como uma deusaaaaaa”, Lulu Santos, José Augusto, Paralamas, Luiz Caldas, Legião Urbana cantando “Faroeste caboclo”. Até Gal Costa (ok, cantando “Um dia de domingo”, mas, ainda assim, era a Gal Costa).

Seja lá o que você considerasse música boa ou ruim, dava pra esperar passar o ruim pra chegar na boa. Ou, mesmo que você mudasse de canal pra dar um tempo e voltar, até que a música que você detestava passasse, já era: você já tinha visto o anúncio, talvez o comecinho da música. Podia continuar não gostando, mas sabia da existência do artista.

E assim como o Globo de Ouro, havia o Chacrinha e tantos outros. Chico e Caetano não andavam muito por lá, mas eles tiveram um programa só deles no horário nobre da Globo!

Desde os anos 1960, a TV foi um grande palco para a música brasileira, mas a variedade que existia sumiu da TV aberta. A TV aberta tem andado numa calçada só, sem atravessar a rua. E minha turma não anda por lá, nem tem as lojas que eu gosto.

Foi preciso isso para a TV aberta sobreviver após a internet e a TV a cabo? Bom, não sei, pode ser, mas o fato é que é assim agora e é uma pena.

Como eu disse, alguns artistas atravessam a rua ou gritam de lá pro lado de cá e a gente consegue vê-los. O cantor que morreu ontem não atravessou a rua e nem gritou pra cá. Não que ele de forma alguma precisasse – até onde sei (naturalmente, não muito), ele estava feliz na calçada dele, andando com a turma dele.

E nem eu acho que, também até onde sei, faria alguma questão de que ele atravessasse a calçada algum dia.

Apenas as coisas são como são e esse fenômeno de ontem – o sujeito idolatrado por uma multidão e totalmente ignorado por outra – é um fato a se pensar sobre como vai a música brasileira hoje e pra onde ela talvez esteja indo. Nichos hermeticamente fechados, mesmo que reunindo milhões de pessoas.

Pra você ver, eu escrevi tudo isso e nem lembro do nome do rapaz. Acho que Cristiano alguma coisa. Moura, talvez.

Bom, sei que era goiano.

A lista seria de covers que conseguem reinventar uma música e melhorá-la? Ou só torná-la diferente? Ou só continuar muito boa? Eu não fecho em nenhum critério. Há um pouco de tudo isso nessa lista de música que adoro. O que elas têm em comum: são minhas versões preferidas e não são as originais (embora algumas pareçam ser).

10. “MORE THAN THIS”, 10,000 Maniacs (1997).
Autor: Bryan Ferry. Gravação original: Roxy Music (1982).

O primeiro single do último álbum do Roxy Music, antes de Bryan Ferry partir para a carreira solo voltou às paradas com a ótima e delicada versão do 10.000 Maniacs, estreando uma vocalista nova: Mary Ramsey no lugar de Natalie Merchant.

9. “BETTE DAVIS EYES”, Kim Carnes (1981)
Autoras: Donna Weiss, Jackie DeShannon. Gravação original: Jackie DeShannon (1974)

A versão de Kim Carnes é hoje tão mais conhecida, que mal se sabe que ela é um cover da original de Jackie DeShannon, também ótima e mais próxima de um swing sinatriano.

8. “ALWAYS ON MY MIND”, Pet Shop Boys (1987)
Autores: Johnny Christopher, Mark James e Wayne Carson. Gravação original: Brenda Lee (1972)

A canção de amor country foi reinventada para o sinthpop do Pet Shop Boys. Esta é uma daquelas canções que tem várias versões ótimas, com destaque também para a de Elvis Presley e a de Willie Nelson.

7. “SUSPICIOUS MINDS”, Elvis Presley (1969)
Autor: Mark James. Gravação original: Mark James (1968)

A gravação do próprio compositor não fez sucesso e ela foi oferecida a Elvis. Virou um clássico. Depois, nos anos 1980, o Fine Young Cannibals também regravou.

6. “COMO NOSSOS PAIS”, Elis Regina (1976)
Autor: Belchior. Gravação original: Belchior (1976)

Belchior lançou a música em seu disco de 1976, Alucinação. No mesmo ano, Elis a incluiu no seu show Falso Brilhante e o poder de sua interpretação extraordinária elevou a canção à imortalidade.

5. “SINGIN’ IN THE RAIN”, Gene Kelly (1952)
Autores: Arthur Freed e Nacio Herb Brown. Performance original: Doris Eaton Travis (1929)

Doris Eaton Travis cantou primeiro a canção no palco, em The Hollywood Music Box Revue. Cliff Edwards (o Ukelele Ike) com as Brox Sisters foram dos primeiros a gravá-la, no filme The Hollywood Revue of 1929. Depois Judy Garland (em Um Amor de Pequena, 1940) e Doris Day a regravaram, entre muitos outros. Mas, claro, nenhuma é mais célebre que a de Gene Kelly para Cantando na Chuva, filme criado para desfilar as composições de Freed (produtor do grandes musicais da Metro, inclusive este) e Herb Brown.

4. “I’VE GOT YOU UNDER MY SKIN”, Frank Sinatra e Bono (1993)
Autor: Cole Porter. Gravação original: Virginia Bruce (1936)

Essa canção de Cole Porter foi lançada no filme Nasci para Dançar, com Eleanor Powell, e foi cantada de um jeito meio operístico por Virginia Bruce para James Stewart. Sinatra a cantou pela primeira vez no rádio em 1946. Em 1956, surgiu sua antológica versão com arranjos estilo big band de Nelson Riddle. São os arranjos usados no disco Duets, de 1993, onde Old Blue Eyes divide os vocais com Bono Vox.

3. “GIRLS JUST WANT TO HAVE FUN”, Cyndi Lauper (1983)
Autor: Robert Hazard. Gravação original: Robert Hazard (1979)

É surpreendente encarar o fato de que “Girls just want to have fun” não veio ao mundo pela voz de Cyndi Lauper. Mas o primeiro a gravá-la foi o próprio compositor Robert Hazard, em 1979. Mas isso perdeu-se na história: a canção nasceu mesmo na versão de Cyndi, indicada ao Grammy de gravação do ano e performance vocal pop feminina do ano, e regravada por mais de 30 artistas depois.

2. “TWIST AND SHOUT”, The Beatles (1962)
Autores: Phil Medley e Bert Berns. Gravação original: Top Notes (1961)

Quando a canção foi gravada pela primeira vez ainda era chamada “Shake it up, baby” e era esquisitamente diferente (Medley reclamou muito da produção de Phil Spector). Os Isley Brothers colocaram a canção no mapa com sua gravação de 1962, já do jeito que a conhecemos (e produzida por Medley). E, no ano seguinte, os Beatles tomaram posse dela para sempre. Foi a última faixa do primeiro LP do grupo, registrada no fim de uma sessão de 11 canções gravadas em 10 horas. O efeito disso e do frio do estúdio é audível na voz de John Lennon que, com tudo isso, entregou uma performance definitiva.

1. “TURN, TURN, TURN (TO EVERYTHING THERE IS A SEASON)”, The Byrds (1965)
Autor: Peter Seeger. Gravação original: The Limeliters (1962)

Seeger tirou quase toda a música do Livro do Eclesiastes, da Bíblia. O grupo folk Limeliters lançaram a música, meses antes da versão do próprio Seeger. Marlene Dietrich a regravou em alemão em 1963 (como “Glau, glau, glau”)! Mas em 1965, foi o grupo The Byrds que a tornou um hit internacional com sua versão definitiva e insubstituível, melancólica e admirada pela existência humana na Terra.

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