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Françoise Dorléac

26 de junho, há 50 anos: Morre, em 1967, aos 25 anos, a atriz francesa Françoise Dorléac. Era a irmã um ano mais velha de Catherine Deneuve, com quem havia acabado de estrelar o musical Duas Garotas Românticas. Dorléac já havia feito filmes com Truffaut (Um Só Pecado, 1964) e filmou O Homem do Rio (1964), que se passa no Brasil. Morreu em um acidente automobilístico em uma estrada na cidade francesa de Nice.

A situação melhorou muito no circuito pessoense, com a volta do Cine Banguê, a sessão de cinema de arte do Cinépolis e com o Cinespaço botando em cartaz vários dos filmes do Festival Varilux. Ainda assim, aqui vai nossa lista de 50 filmes que entraram em cartaz no Brasil, mas não entraram em cartaz comercialmente nos cinemas pessoenses.

Ah, eu sei que alguns deles entraram em cartaz nestes meses de janeiro e fevereiro. Mas a lista é referente ao que entrou em cartaz no Brasil em 2016 e não passou no mesmo ano.

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1 – O QUARTO DE JACK

Brie Larson ganhou o Oscar, o Globo de Ouro, o Bafta, o SAG e o Independent Spirit de melhor atriz. O garotinho Jacob Tremblay cativou meio mundo. E não foi o suficiente para O Quarto de Jack entrar em cartaz nos cinemas paraibanos. Restou o DVD, a TV paga, o streaming, o download. Estreou no Brasil em 18/2/2016.

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2 – AVE, CÉSAR!

O filme dos irmãos Coen, com George Clooney e Scarlett Johnasson, é um retorno dos diretores à comédia, com uma história que se passa na Hollywood dos anos 1950. Estreou no Brasil em 14/2/2016.

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3 – ANOMALISA

Animação em stop motion dirigida por Charlie Kaufman, elogiadíssimo, chamado de obra-prima e o escambau. Estreou no Brasil em 28/1/2016.

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4 – A ASSASSINA

Filme chinês de Hou Hsiao-Hsien, indicado ao Bafta, se passa na China do século XVIII: Shu Qi é a assassina que deve matar um político. Estreou no Brasil em 5/5/2016.

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5 – BLOW-UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO

O clássico de Michelangelo Antonioni, com David Hemmings e Vanessa Redgrave,  ícone da swinging London, completou 50 anos em 2016 e voltou aos cinemas. Mas não na Paraíba. Reestreou no Brasil em 8/12/2016.

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6 – MUCH LOVED

Muito comentado filme marroquino de Nabil Ayouch que mostra a vida de prostitutas no país e arrumou problemas com a censura de lá e alguns imbecis. Concorreu à Palma de Ouro em Cannes. Estreou no Brasil em 10/11/2016.

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7 – BR 716

O filme de Domingos de Oliveira versa sobre a boemia em uma Copacabana às vésperas do golpe (o de 1964, não o do ano passado). Ganhou o Festival de Gramado e acabou entrando aqui este ano, no Banguê. Estreou no Brasil em 17/11/2016.

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8 – SR. SHERLOCK HOLMES

Ian McKellen interpretando o detetive na velhice. Só isso já deveria ser o suficiente para colocarem esse filme em cartaz. Estreou no Brasil em 13/1/2016.

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9 – QUE VIVA EISENSTEIN! – 10 DIAS QUE ABALARAM O MÉXICO

O delirante Peter Greenaway mergulha no período em que o cineasta russo Sergei Eisenstein passou no México. Estreou no Brasil em 1/1/2016.

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10 – ESTRANHOS NO PARAÍSO

Outro clássico relançado, desta vez do muito pessoal cineasta Jim Jarmusch. Reestreou no Brasil em 3/11/2016.

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11 – EU SOU CARLOS IMPERIAL

Documentário sobre esta folclórica e polêmica figuraça da nossa música, cinema e TV, dos mesmos diretores de Uma Noite em 67. Estreou no Brasil em 17/3/2016.

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12 – O LOBO DO DESERTO

Este filme da Jordânia foi indicado ao Oscar de filme de língua não inglesa, sobre um garoto que guia um oficial britânico pelo deserto, na I Guerra. Estreou no Brasil em 18/2/2016.

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13 – BROOKLIN

Indicado ao Oscar de melhor filme, também teve Saorise Ronan indicada a melhor atriz. Estreou no Brasil em 11/2/2016.

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14 – O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO

Provocativo filme anti-racista de Nate Parker, que se propõe um contraponto ao fundamental (mas racista) clássico de D.W. Griffith, de 1915. Foi um sucesso em Sundance, mas o retorno à baila de um julgamento por estupro (no qual o diretor foi absolvido) em 2001 minaram o filme. Estreou no Brasil em 10/11/2016.

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15 – SIERANEVADA

Co-produção do Leste Europeu sobre acerto de contas familiar foi selecionado para Cannes. Acabou entrando no Banguê este ano. Estreou no Brasil em 15/12/2016.

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16 – CAPITÃO FANTÁSTICO

O filme teve a interpretação de Viggo Mortensen indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar. Estreou no Brasil em 22/12/2016.

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17 – O QUE ESTÁ POR VIR

Isabelle Huppert nunca é demais e sempre queremos mais (1). Este acabou entrando no Banguê este ano. Estreou no Brasil em 22/12/2016.

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18 – ANIMAIS NOTURNOS

O filme de Tom Ford fez barulho, embora tenha chegado fraco à temporada de prêmios. E tem uma elogiada interpretação de Amy Adams. Acabou entrando em cartaz este ano, no Cinépolis. Estreou no Brasil em 29/12/2016.

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19 – CONSPIRAÇÃO E PODER

Com Cate Blanchett e Robert Redford, uma história real de jornalismo e poder: uma produtora do 60 Minutes desencava uma história polêmica do serviço militar de George W. Bush em campanha pela reeleição e sofrem uma campanha de descrédito. Estreou no Brasil em 24/3/2016.

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20 – WHITE GOD

Filme húngaro vencedor de dois prêmios no Festival de Cannes: garota tem que se desfazer de seu cachorro por ele ser mestiço. Enquanto o bicho tenta sobreviver pelas ruas, ela tenta resgatá-lo. Estreou no Brasil em 25/2/2016.

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21 – ROCK EM CABUL

Com Bill Murray e Zooey Deschanel e de Barry Levinson, diretor de Rain Man Bom Dia Vietnã, entre outros. Estreou no Brasil em 2/6/2016.

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22 – ASTERIX E O DOMÍNIO DOS DEUSES

É a primeira animação digital com o personagem, que é sucesso editorial em vários países e já foi adaptado para o cinema em animação tradicional e com atores. Estreou no Brasil em 7/4/2016.

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23 – A SENHORA DA VAN

Maggie Smith foi indicada ao Globo de Ouro por essa comédia, uma idosa que mora em uma van e faz amizade com um escritor em 1970. Estreou no Brasil em 7/4/2016.

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24 – UM BELO VERÃO

Cécile de France (de O Garoto de Bicicleta) e Izïa Higelin (de Samba) são duas mulheres que vivem uma história de amor em 1971, contexto da liberação sexual e de mais liberdades para as mulheres. Estreou no Brasil em 7/7/2016.

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25 – HAVANA MOON – THE ROLLING STONES IN CUBA

O registro do histórico show dos Stones na capital cubana. Estreou no Brasil em 6/10/2016.

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26 – JOVENS, LOUCOS E MAIS REBELDES!!

Richard Linklater, de Boyhood, fez uma continuação de seu Jovens, Loucos e Rebeldes (1993), um de seus primeiros filmes. Estreou no Brasil em 20/10/2016.

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27 – NERUDA

O diretor de No aqui conta a vida de Neruda como perseguido político. Acabou entrando em cartaz no Banguê. Estreou no Brasil em 15/12/2016.

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28 – CURUMIM

Documentário sobre o brasileiro no corredor da morte das Filipinas, condenado por tráfico de drogas. Estreou no Brasil em 3/11/2016.

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29 – O PRESIDENTE

Na co-produção entre Alemanha, França, Reino Unido e Geórgia, um presidente deposto por um golpe foge acompanhado do neto de cinco anos. E entra pela primeira vez em contato com seu povo. Estreou no Brasil em 10/3/2016.

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30 – ELVIS E NIXON

O inusitado encontro entre o Rei do Rock e o presidente que renunciaria. Michael Shannon é Elvis e Kevin Spacey entra para a galeria de intérpretes de Nixon (que já tinha Anthony Hopkins e Frank Langella). Estreou no Brasil em 16/6/2016.

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31 – AS MONTANHAS SE SEPARAM

Uma chinesa entre dois possíveis romances neste filmes do diretor Jia Zhangke, alvo de documentário de Walter Salles. Estreou no Brasil em 23/6/2016.

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32 – DE PALMA

Documentário sobre o grande diretor de Os IntocáveisVestida para Matar O Pagamento Final. Estreou no Brasil em 24/11/2016.

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33 – TUDO VAI FICAR BEM

Filme de Wim Wenders, com Rachel McAdams, James Franco e Charlotte Gainsbourg, sobre o trauma de um escritor para superar uma tragédia. Estreou no Brasil em 10/3/2016.

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34 – MARAVILHOSO BOCCACCIO

Os irmãos Taviani levam á tela cinco histórias do Decamerão, de Boccaccio. Estreou no Brasil em 5/5/2016.

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35 – DEMÔNIO DE NEON

Elle Fanning é uma modelo ingênua no mundo da moda. Estreou no Brasil em 29/9/2016.

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36 – FOGO NO MAR

Documentário sobre o drama dos refugiados na Europa, a partir de uma ilha na Itália. Levou o Urso de Ouro no Festival de Berlim e foi indicado ao Oscar de documentário. Estreou no Brasil em 28/4/2016.

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37 – NOSSO FIEL TRAIDOR

Thriller de espionagem, baseado em John LeCarré, com um elencão: Ewan McGregor, Damian Lewis, Naomie Harris, Stellan Skasgard. Estreou no Brasil em 6/10/2016.

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38 – UM HOMEM SÓ

Uma raríssima ficção científica brasileira, em que Vladimir Brichta contrata uma empres apara produzir um clone para levar sua vida medíocre por ele. Com Mariana Ximenes. Estreou no Brasil em 29/9/2016.

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39 – AMOR POR DIREITO

Julianne Moore é uma policial que descobre que está muito doente. Ela quer que a companheira (Ellen Page) receba a pensão da polícia após sua morte. E aí começa a batalha legal contra a discriminação. Steve Carrell também está no elenco dessa adaptação de uma história real acontecida não faz tanto tempo: em 2002. Estreou no Brasil em 21/4/2016.

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40 – MUNDO CÃO

De Marcos Jorge, diretor de Estômago, uma trama de vingança que o personagem de Lázaro Ramos trama contra Babu Santana, o funcionário de um centro de zoonoses que pegou o cachorro dele, depois sacrificado. Estreou no Brasil em 17/3/2016.

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41 – A DESPEDIDA

Nélson Xavier é o velho doente que se despede dos amigos, incluindo a amante bem mais nova vivida por Juliana Paes, com quem ele vive ainda momentos de amor. Estreou no Brasil em 9/6/2016.

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42 – MILLER & FRIED – AS ORIGENS DO PAÍS DO FUTEBOL

Um documentário que volta ao berço do nosso futebol: Charles Miller, que trouxe a primeira bola ao Brasil, e Arthur Friedenreich, nosso primeiro grande craque. Estreou no Brasil em 28/7/2016.

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43 – A LUZ ENTRE OCEANOS

O título refere-se ao trabalho do personagem de Michael Fassbender, em um farol na Austrália, justo na divisão dos oceanos Pacífico e Atlântico. Alicia Vikander é sua esposa, que o convence a criarem com deles o bebê que surge em um barco, ao lado de um homem morto. Estreou no Brasil em 3/11/2016.

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44 – É APENAS O FIM DO MUNDO

O drama francês mostra uma reunião de família que sai do controle por causa das muitas mágoas. O elenco tem Nathalie Baye, Léa Seydoux e Vincent Cassel. Estreou no Brasil em 24/11/2016.

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45 – RAINHA DE KATWE

Produção da Disney dirigida pela indiana Mira Nair sobre uma jovem de Uganda que deseja se tornar uma grande jogadora de xadrez. Estreou no Brasil em 24/11/2016.

46 – A CORTE

Fabrice Luchini é o juiz rígido que fica abalado ao reencontrar um antigo amor no tribunal. Chegou a passar no Festival Varilux, mas não entrou em cartaz. Estreou no Brasil em 11/8/2016.

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47 – FIQUE COMIGO

Isabelle Huppert nunca é demais e sempre queremos mais (2). É uma comédia dramática com seis personagens que se cruzam em um edifício. Estreou no Brasil em 3/3/2016.

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48 – ORGULHO E PRECONCEITO E ZUMBIS

Essa curiosidade une o universo de Jane Austen a um elemento icônico da cultura de terror pop. Estreou no Brasil em 25/2/2016.

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49 – MULHERES NO PODER

Dira Paes é uma senadora tentando se dar bem em uma mamata, mas há outras mulheres também querendo levar vantagem. Estreou no Brasil em 12/5/2016.

Life - Um Retrato de James Dean

 

50 – LIFE – UM RETRATO DE JAMES DEAN

 

A amizade entre James Dean e o fotógrafo Dennis Stock, às vésperas de Dean se tornar um grande sucesso. Estreou no Brasil em 21/7/2016.

***

LEIA MAIS:

Coluna Cinemascope (#17). Correio da Paraíba, 11/1/2017

Hollywood Foreign Press Association

Meryl Streep no Globo de Ouro, em 2017

Discursando por uma causa

por Renato Félix

Meryl Streep sabia que teria aquele tempo para falar o que quisesse no Globo de Ouro, e não desperdiçou. Fez um grande, memorável discurso, defendendo imigrantes, condenando os poderosos que pensam que podem tudo, clamando pela liberdade de imprensa. Vai ser lembrado por muito tempo, ao lado de outros memoráveis discursos políticos em premiações assim.

Já que se trata de um presidente eleito com menos votos que a concorrente, é difícil não voltar a Michael Moore, em 2003, quando Tiros em Columbine levou o Oscar de melhor documentário. “Gostamos de não ficção e vivemos em tempos fictícios. Um tempo com resultados eleitorais fictícios, que elegem um presidente fictício. Um tempo em que um homem nos manda para a guerra por motivos fictícios”. Ele falava de George W. Bush.

Ano passado, Leonardo DiCaprio, aproveitou os holofotes ao ganhar o Oscar de melhor ator por O Regresso, para alertar sobre as mudanças climáticas. “É a mais urgente ameaça contra nossa espécie inteira e nós temos que trabalhar coletivamente e parar de procrastinar. Precisamos que os líderes ao redor do mundo não falem pelos grandes poluidores, mas por toda a humanidade”.

E, claro, a mais clássica de todas aconteceu quando Marlon Brando ganhou o Oscar de melhor ator por O Poderoso Chefão, em 1973, e mandou em seu lugar Sacheen Littlefeather, atriz e ativista pelos direitos dos nativos americanos, para recusar a estatueta: “A razão para isso é o tratamento que os índios americanos recebem hoje da indústria do cinema e da televisão e os recentes acontecimentos em Wounded Knee”.

A cidade (de 382 habitantes em 2010) estava então ocupada por índios em protesto e cercada pela polícia. Ali ocorreu um massacre de índios pela cavalaria em 1890.

FOTO: Meryl Streep no Globo de Ouro, em 2017

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Coluna Cinemascope (#16). Correio da Paraíba, 4/1/2017

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A importância (ou não) dos prêmios

por Renato Félix

O Globo de Ouro já é domingo, o primeiro grande momento da temporada de prêmios do cinema em 2017 – que naturalmente vai culminar no Oscar, no fim de fevereiro. Com ela, começa também a temporada de reclamações sobre o Oscar – tanto do que a Academia vai ou não indicar, quanto as de que se dá importância demais a ele.

Bem, há duas maneiras de se observar a questão. Em termos de mérito artístico, o Oscar realmente não é garantia de nada, não deveria “ter importância”, digamos assim. Assim como, aliás, qualquer prêmio, incluindo os de festivais como Cannes, Berlim, Veneza, Gramado, etc. Festivais (que geralmente gozam de “status artístico” maior) e seus júris também se equivocam e muito.

Uma diferença do Oscar para os festivais é que estes são lançadores de filmes: neles começa a jornada do filme que ainda chegará aos cinemas, e que pode chegar laureado com a Palma de Ouro, por exemplo. O Oscar é um prêmio de fim de temporada: e, assim, provoca uma “torcida” porque o público certamente já viu alguns dos filmes – e, se estiver nos  EUA, pode até já ter visto todos os principais concorrentes.

É esse aspecto que cria um frisson. Cannes ou Berlim só provocam torcida para quem está lá, em um microcosmo, acompanhando tudo in loco. Para quem está aqui, resta acompanhar as notícias e se informar sobre os vencedores depois de escolhidos.

Como um Festival de Cannes pode dar um apoio na largada da carreira de um filme (que já chega nos cinemas com, digamos, a Palma de Ouro no cartaz), o Oscar pode mudar carreiras de artistas – essa importância esses eventos têm. É claro que ambos podem não dar em nada e até atrapalhar. Aí também não são exatamente uma garantia.

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Coluna Cinemascope (#15). Correio da Paraíba, 28/12/2016.

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“Guerra nas Estrelas” (1977)

A Força da princesa

por Renato Félix

Eram os meados dos anos 1970 e a ideia de princesa ainda era a da mocinha de vestido longo presa em uma torre à espera do cavaleiro que iria salvá-la e com quem ela invariavelmente casaria. Ou da mocinha pobre encontrada (e salva) por um príncipe que se casaria com ela. E aí apareceu Carrie Fisher.

Ela própria uma princesa na corte de Hollywood (filha da atriz Debbie Reynolds e do cantor Eddie Fisher), também aparece como princesa, a Leia Organa de Guerra nas Estrelas (1977) e suas continuações. Naquele primeiro filme da série, ela foi demolindo o estereótipo: peitava Darth Vader logo no começo, e, presa, assistia seu planeta ser explodido e era torturada (mas não revelava a informação que os vilões queriam).

E quando o cavaleiro aparecia em sua cela para salvá-la, ela é quem tomou as rédeas da situação: tomou a arma e explodiu uma parede, dizendo “Alguém tem que salvar nossas peles”. Em O Retorno de Jedi (1983), escravizada e humilhada por Jabba naquele biquíni de metal, matou ela mesma o gangster na operação de fuga dos rebeldes.

Leia, naqueles anos 1970 e 1980, era o contrário do que uma princesa parecia dever ser. Comandava operações militares, tinha espírito de liderança, não levava desaforo para casa. Uma grande personagem, personificada de maneira eterna em Carrie Fisher, que nos deixou ontem.

Hoje até o Disney Channel tenta desfazer a imagem de princesa que a própria Disney consolidou dos anos 1930 aos 1950. Com o slogan “Sou princesa, sou real”, tenta vender a ideia de que ser princesa é lutar por seus ideais e para realizar seus sonhos e tal. Bonitinho, mas quarenta anos antes, Carrie Fisher já era a princesa que representava isso.

FOTO: Guerra nas Estrelas (1977)

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Top 10 (até agora)

Mais uma parcial da nossa eleição Melhores do Ano 2016. Desta vez, estão computadas notas para as estreias em JP de janeiro a abril (mas os filmes de abril ainda não conseguiram quórum para figurar na classificação).

Em relação à parcial passada, A Bruxa passou de 3º para 2º, Cinco Graças entra na lista em 3º, dois filmes do Oscar fecham o top 5 e Zootopia subiu de 10º para 6º; Trumbo e A Garota Dinamarquesa saíram do top 10.

Veja, a seguir, os 23 filmes que até agora conseguiram o quórum mínimo:

Filho de Saul – 4,545
A Bruxa – 4,428
Cinco Graças – 4,333
Spotlight – Segredos Revelados – 4,142
O Regresso – 4,083

Boi Neon – 4
Zootopia – Essa Cidade É o Bicho – 4
A Grande Aposta – 3,947
Os Oito Odiados – 3,888
Para Minha Amada Morta – 3,875

O Bom Dinossauro – 3,833
A Garota Dinamarquesa – 3,818
Trumbo – Lista Negra – 3,615
Creed, Nascido para Lutar – 3,578
Boa Noite, Mamãe – 3,571

Carol – 3,5
Deadpool – 3,421
Califórnia – 3,285
Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o Filme – 3,181
Joy, o Nome do Sucesso – 2,571

Batguano – 2,444
Batman Vs. Superman – A Origem da Justiça – 1,944
A 5ª Onda – 1,666

Lembrando, você pode votar de três maneiras:
– Acesse o álbum de fotos na minha página no Facebook. Para cada mês, há uma foto com a lista dos filmes;
– Acesse o álbum de fotos na página do Boulevard do Crepúsculo no Facebook. Também há uma foto para cada mês;
– Ou acesse a página da votação no blog. Lá estão todas as listas.

Para o aniversário de Brigitte Bardot (82 anos hoje), uma das cenas que a transformaram num fenômeno mundial em E Deus Criou a Mulher (1956). Juliete, sua personagem é um espírito livre, fulgurante e sensual, desejada pelos homens e que tem problemas com a rigidez de seu casamento com o personagem de Jean-Louis Trintignant. Nesta cena em que ela dança uma rumba como se não houvesse amanhã, o atrito entre os dois atinge o limite.

E Deus Criou a Mulher. Et Dieu… Créa la Femme, França, 1956. Direção: Roger Vadim. Elenco: Brigitte Bardot, Jean-Louis Trintignant, Curd Jürgens.

Cena anterior: O Pirata.

Do mesmo diretor de Cine Holliúdy, e com o mesmo Edmilson Filho, O Shaolin do Sertão parece um desdobramento lógico do filme anterior. Afinal, depois da brincadeira de evocar os baratíssimos filmes de kung fu que rodavam pelos cinemas de antigamente, por que não fazer um para valer? O elenco coadjuvante tem Dedé Santana, Fafy Siqueira, Marcos Veras e um Falcão com jeito de quem vai roubar o filme. Estreia nacional: 27 de outubro (no Ceará começa antes, dia 13).

Sorteio

Bem, amigos do Boulevard do Crepúsculo, como dizia o regulamento o sorteiro dos DVDs seguiria a extração de ontem da Loteria Federal. A extração foi feita, e as dezenas já são conhecidas. O resultado da Loteria foi (em negrito, as dezenas que valem pra gente):

1º prêmio – 68.037
2º prêmio – 09.621
3º prêmio – 15.455
4º prêmio – 78.612
5º prêmio – 67.910

Sendo assim, parabéns ao Alex Lacerda e ao Bruno R. Leite, donos das dezenas 03 e 09. O Alex pode escolher dois DVDS da lista que está aqui e o Bruno escolhe mais um (depois que o Alex escolher os dele).

Mas tenho uma surpresa: num plot twist deux ex-machina surpreendente de última hora shyamalânico, todos os que tiveram dezenas sorteadas também vão ganhar um DVD. Assim, depois do Bruno, poderão escolher um DVD da lista, pela ordem: Mauricio Muniz (21), Francisco Alves (15), Fábio Cardoso (12) e Bruno Vinelli (10).

Parabéns a todos e nada impede que você combinem entre si quem leva o quê.

A saber, todos os concorrentes e suas dezenas:

01 – Adriana Scarpin
02 – Alex de Souza
03 – Alex Lacerda
04 – Alysson Oliveira
05 – Amanda Galdino
06 – André Cananéa
07 – André Luiz Maia
08 – André Ricardo Aguiar
09 – Bruno R Leite
10 – Bruno Vinelli
11 – Charlles Lucena
12 – Fábio Cardoso
13 – Fabio Lima
14 – Fernando Van Woensel
15 – Francisco Alves
16 – Hacéldama Borba
17 – Heydrich Virgulino
18 – Joao Manoel
19 – Juliana Micasi
20 – Manuela Mariz-Nóbrega
21 – Maurício Muniz
22 – Paulo Gustavo Amado
23 – Roberto Menezes da Silva
24 – Rodrigo Laurentino
25- Thanny Costa
26 – Valeschka Martins Guerra

05.12 - Estreias

Semana com três estreias, das quais a animação Angry Birds – O Filme é a mais volumosa. O Conto dos Contos é um filme de fantasia italiano. E Memórias Secretas entra no circuito Cinema de Arte, do Cinépolis. O que estreia que não chega aqui? Demon (filme de terror que é co-produção Polônia-Israel); o nacional Mulheres no Poder, com Dira Paes; o documentário Nós, Eles e Eu, co-propdução a partir da Argentina sobre as questões judaicas e palestinas; e o francês Um Brinde à Vida. Clique nos títulos para os trailers.

Agora, as estreias da semana:

  • ANGRY BIRDS – O FILME. A animação leva ao cinema os personagens criados para um jogo de celular, que virou febre. Uma série animada já havia sido lançada na TV. Na dublagem brasileira, um time de comediantes: Marcelo Adnet, Fábio Porchat e Dani Calabresa. Em JP: Cinépolis Manaíra (3D dub); Cinespaço MAG (2D dub), Cinépolis Mangabeira (2D dub, 3D dub). Em CG: Cinesercla Partage (3D dub). Em Patos: Cine Guedes (2D dub).

  • O CONTO DOS CONTOS. Dos contos-de-fadas de Giambattista Basile (dos séculos XVI e XVII), o filme conta três histórias: um casal de monarcas que pede um filho a um mago, um rei que se apaixona por mulher misteriosa que só vê da janela, e um rei obcecado com uma mosca cada vez maior. O filme é italiano, mas com elenco internacional, que inclui Salma Hayek, Vincent Cassel, Toby Jones e Stacy Martin. Em JP: Cinespaço MAG (2D dub)

  • MEMÓRIAS SECRETAS. Christopher Plummer é o octogenário que tenta – mesmo já com problemas de memória – cumprir um desejo de um colega de asilo: encontrar o guarda nazista que matou sua família. O filme é do egípcio Atom Egoyan, de Exotica (1994) e O Doce Amanhã (1997). Em JP: Cinépolis Manaíra (2D leg).

Pelo jeito, o mundo de Guerra nas Estrelas vai ser mesmo onipresente por muito tempo. Mal saímos de Star Wars – O Despertar da Força e já saiu o primeiro trailer de Rogue One – A Star Wars Story, o primeiro derivado (para o cinema) da série criada por George Lucas (mas só se não contarmos a animação Star Wars – Clone Wars, piloto da série de TV, mas que passou no cinema). Rogue One se passa pouco antes do Guerra nas Estrelas original (rebatizado depois como Uma Nova Esperança, blá-blá-blá), com uma equipe de rebeldes encarregada de roubar os planos da arma definitiva do Império: a Estrela da Morte, uma estação espacial armada com poder para destruir um planeta inteiro. Com Felicity Jones (de A Teoria de Tudo), Madd Mikkelsen (de A Caça) e Forest Whitaker (Oscar de melhor ator por O Último Rei da Escócia). Estreia no Brasil: 16 de dezembro.

O livro Hitchcock/ Truffaut é um dos grandes tesouros da literatura sobre o cinema. Ele edita a série de entrevistas que Truffaut fez com Hitch durante oito dias em 1962, esmiuçando a obra dele até então em detalhes, filme a filme. Temos aí suas ideias, seu método de criação e de filmagem. Em 1993, foram encontradas as gravações da conversa (que vêm partidas como um extra em alguns blu-rays de filmes de Hitchcock) e, a partir delas, Kent Jones dirige o documentário sobre esse encontro. Cineastas como Martin Scorsese e Wes Anderson dão depoimentos. O filme estreou nos EUA em dezembro passado e não há informações sobre distribuição no Brasil. Há uma matéria muito boa sobre o filme e o encontro entre os dois gênios no El País.

 

421 filmes estrearam oficialmente no circuito comercial brasileiro no ano passado. Ou seja: ao menos uma sessão diária, cobrando ingresso. Na Paraíba, foram 163 estreias. Ou seja: 258 filmes deixaram de passar por aqui. Destes, aqui vai nossa tradicional lista de 50 que não tiveram lugar no nosso circuitinho.

PS: Eu sei que um ou outro desses filmes acabou passando este ano (no novo Bangüê, por exemplo), mas a lista refere-se a estreia do ano passado que não passaram ano passado.

Adeus a Linguagem

1. ADEUS À LINGUAGEM [Adieu Au Langage, França, 2014], de Jean-Luc Godard (Imovision).

Um dos maiores cineastas da história experimente o 3D, mas do seu jeito. Ganhou Prêmio do Júri em Cannes.

Dheepan - O Refugio

2. DHEEPAN – O REFÚGIO [Dheepan, França, 2015], de Jacques Audiard (California).

Filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 2015, um drama sobre imigrantes.

Winter Sleep

3. WINTER SLEEP [Kis Uykusu, Turquia/ França/ Alemanha, 2014], de Nuri Bilge Ceylan (Alpha Filmes/ Pandora).

Palma de Ouro em Cannes em 2014, mostrando que nosso circuito não dá a menor bola para o maior festival de cinema do mundo.

Vicio Inerente-05

4. VÍCIO INERENTE [Inherent Vice, EUA, 2014], de Paul Thomas Anderson (Warner).

O sempre interessante P.T. Anderson votando aos anos 1970, onde já esteve com Boogie Nights.

Whiplash - Em Busca da Perfeicao

5. WHIPLASH – EM BUSCA DA PERFEIÇÃO [Whiplash, EUA, 2014], de Damien Chazelle (Sony).

J.K. Simmons ganhou o Oscar, o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta de ator coadjuvante. Foi um dos oscarizados mais populares de 2015 (foi indicado a melhor filme).

Selma

6. SELMA – UMA LUTA PELA IGUALDADE [Selma, Inglaterra/ EUA, 2014], de Ava DuVernay (Disney).

Indicado ao Oscar de melhor filme, vencedor do prêmio de melhor canção, conta uma história da luta por direitos civis nos EUA.

SICARIO Day 01

7. SICARIO – TERRA DE NINGUÉM [Sicario, EUA, 2015], de Denis Villeneuve (Paris).

Do mesmo diretor de Incêndios, tem como cenário a guerra anti-drogas na fronteira EUA-México.

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8. AMY [Amy, EUA/Inglaterra, 2015]. De Asif Kapadia.

Documentário vencedor do Oscar da categoria, retratando a complicada e talentosa cantora inglesa. Já passou na TV a cabo, nos canais GNT e Bis.

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9. DOIS DIAS, UMA NOITE [Deux Jours, Une Nuit, França/ Bélgica/ Itália, 2014], de Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne (Imovision).

Marion Cotillard concorreu ao Oscar de melhor atriz em 2015 por este filme dos irmãos Dardenne que versa sobre a crise econômica europeia.

Sufragistas

10. AS SUFRAGISTAS [The Suffragettes, Reino Unido, 2015], de Sarah Gavron (Universal).

O filme retrata a pioneira, perigosa e brutal luta feminista pelo voto na Inglaterra do começo do século XX.

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11. ENQUANTO SOMOS JOVENS [While We’re Young, EUA, 2014], de Noah Baumbach (Mares).

Um filme de Noah Baumbach (de Frances Ha) passou em JP em 2015: Mistress America. O outro, este, não.

Malala

12. MALALA [He Named Me Malala, Emirados Árabes/EUA, 2015], de Davis Guggenheim (Fox).

O filme é sobre a garota paquistanesa que o Talibã tentou matar porque ela quis estudar – e como ela se tornou um símbolo da educação para mulheres em regiões dominadas pelo grupo.

Mia Madre-02

13. MIA MADRE [Mia Madre, Itália, 2015], de Nanni Moretti (California).

Moretti ganhou o Prêmio do Júri Ecumênico em Cannes, e seu filme fez grande sucesso no festival. Acabou passando em JP este ano, na sessão de cinema de arte do Cinépolis Manaíra.

LMBrasileiros - A Estrada 47. Divulgação

14. A ESTRADA 47 [Brasil/ Itália/ Portugal 2013], de Vicente Ferraz (Europa).

Filmado na Itália, é um dos raros filmes nacionais que abordam a participação brasileira na II Guerra Mundial.

FOXCATCHER

15. FOXCATCHER – UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO [Foxcatcher, EUA, 2014], de Bennett Miller (Sony).

Prêmio de melhor direção em Cannes e indicado a cinco Oscars. Steve Carrell concorreu a melhor ator no Oscar, no Globo de Ouro e no SAG.

Leviathan

16. LEVIATÃ [Leviathan, Rússia, 2014], de Andrey Zvyagintsev (Imovision).

O filme russo que mostra um cidadão em uma batalha legal contra um prefeito corrupto foi indicado ao Oscar de filme de língua não inglesa em 2015.

Idolo

17. ÍDOLO [Brasil, 2015], de Ricardo Calvet (Nossa/ Remake).

Documentário sobre Nilton Santos, lateral-esquerdo mítico da Seleção Brasileira e do Botafogo, conhecido como a “Enciclopédia”.

Infância-03

18. INFÂNCIA [Brasil, 2015], de Domingos Oliveira (Forte Filmes).

Domingos revisita a própria infância, com Fernanda Montenegro no elenco.

Macbeth - Ambicao e Guerra

19. MACBETH: AMBIÇÃO & GUERRA [Macbeth, Inglaterra/ França/ EUA, 2015], de Justin Kurzel (Diamond).

Nova versão da peça de Shakespeare, desta vez com Michael Fassbender e Marion Cotillard liderando o elenco.

45 Anos

20. 45 ANOS [45 Years, Inglaterra, 2015], de Andrew Haigh (Imovision).

O drama de um casal de meia-idade (ela vê o sofrimento dele ao saber da morte de um amor antigo). Charlotte Rampling concorreu ao Oscar de melhor atriz este ano.

Mil e uma Noites - Volume 1

21. AS MIL E UMA NOITES – VOLUME 1 [Portugal/ Alemanha/ França/ Suíça, 2015], de Miguel Gomes (Tucuman).

O fime português é o primeiro de uma trilogia que faz um paralelo entre a história de Sherazade e a crise econômica portuguesa.

Amor Plastico e Barulho

22. AMOR, PLÁSTICO E BARULHO [Brasil, 2013], de Renata Pinheiro (Boulevard Filmes).

A história de uma rivalidade dentro do microuniverso da música brega. Maeve Jenkings ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília.

Timbuktu-02

23. TIMBUKTU [Timbuktu, França, Mauritânia, 2014], de Abderrahmane Sissako (Imovision).

Indicado ao Oscar e ao Bafta de filme de língua não inglesa e vencedor de sete Césars, incluindo melhor filme.

Jia Zhang-Ke um Homem de Fenyang

24. JIA ZHANG-KE, UM HOMEM DE FENYANG [Brasil, 2015], de Walter Salles (Videofilmes).

Salles aborda a vida do cineasta chinês Jia Zhang-Ke.

Meia Hora e as Manchetes que Viram Manchete

25. MEIA HORA E AS MANCHETES QUE VIRAM MANCHETE [Brasil, 2014], de Angelo Defanti (Boulevard).

O bom humor do jornal popular carioca inspirou este documentário. Já passou ma TV a cabo, no Canal Brasil.

California-02

26. CALIFÓRNIA [Brasil, 2015], de Marina Person (Vitrine Filmes).

O longa passeia pela juventude dos anos 1980 e a aurora da Aids. Acabou passando este ano no Cine Bangüê.

118 Dias

27. 118 DIAS [Rosewater, EUA, 2014], de Jon Stewart (Diamond).

O apresentador de talk shows dirigiu este filme sobre um jornalista detido pelo Irã e acusado de espionagem.

Clube-02

28. O CLUBE [El Club, Chile, 2015], de Pablo Larraín (Imovision).

Do mesmo diretor de No, o filme toca no espinhoso tema do abuso sexual de crianças por parte de padres católicos – no caso, em uma pequena cidade litorânea chilena. Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim e indicado ao Globo de Ouro de filme de língua não inglesa.

Eu Sou Ingrid Bergman-02

29. EU SOU INGRID BERGMAN [Jag ar Ingrid, Suécia, 2015], de Stig Bjorkman (Zeta Filmes).

Documentário sobre a atriz sueca que se tornou uma superestrela em Hollywoood, trocou tudo para viver um amor com o cineasta italiano Roberto Rossellini, fez parte do neorealismo italiano e depois voltou a Hollywood. Passou no Cine Bangüê este ano.

Woody Allen - Um Documentário

30. WOODY ALLEN – UM DOCUMENTÁRIO [Woody Allen: A Documentary, EUA, 2012], de Robert B. Weide (Bretz).

A trajetória artística e de vida de um dos grandes cineastas de todos os tempos. Muitas cenas de seus filmes e a inevitável polêmica envolvendo Mia Farrow. Já passou na TV a cabo: no HBO e no Cinemax.

Gemma Bovery

31. GEMMA BOVERY – A VIDA IMITA A ARTE [Gemma Bovery, França/ Inglaterra, 2014], de Anne Fontaine (Mares Filmes).

Baseado em um álbum em quadrinhos de Posy Simmonds, mostra uma inglesa casada na França, alvo do interesse de um padeiro que faz paralelos da vida dela com a quase homônima Madame Bovary. Teve algumas sessões em JP no Festival Varilux, mas não entrou em cartaz depois.

Que Viva Eisenstein

32. QUE VIVA EISENSTEIN! – 10 DIAS QUE ABALARAM O MÉXICO [Eisenstein in Guanajuato, México/ França/ Holanda/ Bélgica/ Finlândia, 2015], de Peter Greenaway (Esfera).

O muito particular cinema de Peter Greenaway aponta as lentes para o fundamental cineasta soviético Sergei Eisenstein e sua estadia no México, que deixou um filme inacabado (Que Viva México!).

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32. LIVRE [Wild, EUA, 2014], de Jean-Marc Vallée (Fox).

Reese Whiterspoon foi indicada ao Oscar, ao Globo de Ouro, ao Bafta e ao SAG de melhor atriz.

Memorias da Boca

33. MEMÓRIAS DA BOCA [Memórias da Boca, Brasil, 2015], de Alfredo Sternheim, Clery Cunha, José Mojica Marins, Mário Vaz Filho, Diomédio Piskator, Tony Ciambra, Diogo Gomes dos Santos, Valdir Baptista (Dist. Independente).

Vários cineastas contam histórias que se passam no reduto cinematográfico paulista. São oito episódios: três ficções e cinco documentários.

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34. PASOLINI [Pasolini, França/ Itália/ Bélgica, 2014], de Abel Ferrara (Imovision).

Outro cineasta muito particular que ganhou uma cinebiografia de um colega também muito particular. Chegado num submundo, Ferrara escala Willem Dafoe para viver o italiano em seu último dia.

Ultimo Cine Drive-in

35. O ÚLTIMO CINE DRIVE-IN [Brasil, 2014], de Iberê Carvalho (Vitrine).

Vencedor do júri da crítica no Festival de Gramado no ano passado, o filme (que se inspira em um drive-in que existe mesmo em Brasília) passou este ano em JP no Cine Bangüê.

Minha Querida Dama

36. MINHA QUERIDA DAMA [My Old Lady, Inglaterra/ França/ EUA, 2014], de Israel Horovitz (California).

Maggie Smith e Kevin Kline contracenam: ele herda um apartamento em Paris e a encontra morando lá.

Uivo da Gata

37. O UIVO DA GAITA [Brasil, 2013], de Bruno Safadi (Dist. própria).

O filme experimental mostra um triângulo amoroso com Leandra Leal e Mariana Ximenes.

Orfaos do Eldorado

38. ORFÃOS DO ELDORADO [Brasil, 2015], de Guilherme Coelho (Downtown/Paris).

Baseado no romance de Milton Hatoum, mostra um homem que volta para casa e assume o lugar do pai que morre. Com Daniel Oliveira e Dira Paes.

Taxi Teera

39. TAXI TEERÃ [Taxi, Irã, 2015], de Jafar Panahi (Imovision).

Vencedor do Urso de Ouro e do prêmio da crítica no Festival de Berlim em 2015. Um falso documentário em que Panahi dirige um táxi pela capital do Irã e conversa com os passageiros. Ele é diretor de O Balão Branco (1995) e Isto Não É um Filme (2011).

Amuleto

40. O AMULETO [Brasil, 2014], de Jefferson De (Downtown/Paris).

O diretor de Bróder entra no universo dos filmes de terror, com assassinatos não desvendados em uma pria e Bruna Linzmeyer e Maria Fernanda Cândido no elenco.

Cidade de Deus 10 Anos Depois-02

41. CIDADE DE DEUS – 10 ANOS DEPOIS [Brasil, 2015], de Cavi Borges, Luciano Vidigal (Livres).

Com algum atraso (três anos), o bom documentário sobre o que aconteceu com o elenco de um dos grandes filmes nacionais de todos os tempos.

Cla

42. O CLà[El Clan, Espanha/ Argentina, 2015], de Pablo Trapero (Fox).

A história de uma das gangues mais conhecidas da Argentina nos anos 1980. Melhor direção no Festival de Veneza e cinco prêmios da Academia Argentina.

Depois da Chuva

43. DEPOIS DA CHUVA [Brasil, 2013], de Cláudio Marques, Marília Hughes (Espaço Filmes).

A descoberta do contexto político para adolescente que viviam o fim da ditadura militar, em 1984. Três prêmios no Festival de Brasília, incluindo melhor ator, e melhor filme estrangeiro no Festival de Nova York.

Ponte Aerea

44. PONTE AÉREA [Brasil, 2015], de Júlia Rezende (Downtown/Paris).

O romance com Caio Blat e Letícia Colin, ele carioca e ela paulista. O filme brinca com as peculiaridades de Rio e São Paulo.

James Brown-02

45. JAMES BROWN [Get on Up, EUA/ Inglaterra, 2014], de Tate Taylor (Universal).

A cinebiografia do músico é do mesmo diretor de Histórias Cruzadas.

Diario de uma Camareira

46. O DIÁRIO DE UMA CAMAREIRA [Journal de une Femme de Chambre, França/ Bélgica, 2015], de Benoît Jacquot (Mares).

Com Léa Seydoux e o diretor de Adeus, Minha Rainha, o filme é uma refilmagem que teve versões em 1946 (de Jean Reoinr, com Paulette Goddard) e 1964 (de Luís Buñuel, com Jeanne Moreau).

Eden

47. EDEN [Eden, França, 2014], de Mia Hansen-Løve (Imovision).

O filme aborda o nascimento da cena da música eletrônica em Paris. Da diretora de Adeus, Primeiro Amor (2011).

Pequena Morte

48. A PEQUENA MORTE [The little death, Austrália, 2015], de Josh Lawson (California).

O bom humor pauta as bizarrices do desejo sexual de quatro casais que tentam se acertar no filme.

Noites Brancas no Pier

49. NOITES BRANCAS NO PÍER [Nuits Blanches sur la Jetée, França, 2014], de Paul Vecchiali (Supo Mungam).

Toda noite uma mulher aguarda o homem da sua vida em uma região portuária. Um homem que passa sempre por ali conversa com ela durante quatro noites e acaba se apaixonando. Baseado num conto de Dostoiévsky.

Vilanova Artigas - O Arquiteto e a Luz

50. VILANOVA ARTIGAS: O ARQUITETO E A LUZ {Brasil, 2014], de Laura Artigas e Pedro Gorski (Olé).

O importante arquiteto brasileiro completaria 100 anos em 2015 e ganhou um documentário sobre sua vida e obra.

MAIS RETROSPECTIVA 2015:
Meus melhores filmes de 2015

MAIS FILMES QUE NÂO PASSARAM…:
50 filmes que não passaram em João Pessoa em 2014

 

Cinderela - Da Cidade das Fábulas, com Amor

Cinderela – Da Cidade das Fábulas, com Amor (Cinderella – From Fabletown, with Love). EUA, 2009/2010. Roteiro: Chris Robinson. Ilustração: Shawn McManus. Panini Comics, 2015. 144 páginas.

Com ares de James Bond, Cinderela, agente secreta, estrela sua própria minissérie. Esse derivado da excelente série Fábulas é uma nova resenha escrita por mim para o Universo HQ. Confere lá. Um trecho:

“Como acontece muito em Fábulas, a personagem está bem distante de seu jeito de ser consagrado – neste caso, principalmente pelo longa-metragem animado clássico da Disney, de 1950. Há sempre referências a seu conto – ela é dona de uma loja de sapatos em Nova York –, mas Cinderela tem pouco de meiga e nada de indefesa”.

O Homem-Aranha aparece. É só o que você precisa saber. Estreia no Brasil: 28 de abril.

top 10 - 03.08

Na foto está o top 10 da eleição até agora (com as estreias de janeiro a julho disponíveis para receber notas). Aparentemente, quase nenhuma mudança em relação à última classificação divulgada, mas há uma importante que a foto não revela: Mad Max – Estrada da FúriaDivertida Mente estão empatados, com média 4,666. A briga promete esquentar mais porque Que Horas Ela Volta? entra na votação agora na lista de agosto.

Veja a seguir as médias dos 32 filmes que alcançaram até agora o quórum de seis notas. Se você não votou, ainda pode. Se você votou, mas só depois viu algum filme para o qual deu “não vi”, pode voltar lá e acrescentar sua nota retroativa. Exerça seu dever cívico no 10º Melhores do Ano! No fim do post, os links para votar.

Mad Max – Estrada da Fúria – 4,666
Divertida Mente – 4,666
A História da Eternidade – 4,363
O Sal da Terra – 4,25
Casa Grande – 4,166

Ida – 4
Mapas para as Estrelas – 3,909
Cássia Eller – 3,888
O Jogo da Imitação – 3,884
Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância – 3,851

Grandes Olhos – 3,75
Samba – 3,666
A Teoria de Tudo – 3,478
Kingsman – Serviço Secreto – 3,5
Homem-Formiga – 3,5

Para Sempre Alice – 3,466
Sniper Americano – 3,333
Entre Abelhas – 3,333
Branco Sai, Preto Fica – 3,285
Cinderela – 3,142

Chappie – 3
Os Pinguins de Madagascar – 3
Busca Implacável 3 – 3
Vingadores – Era de Ultron – 2,888
Um Santo Vizinho – 2,75

A Entrevista – 2,333
Minions – 2,333
Caminhos da Floresta – 2,272
Poltergeist – O Fenômeno – 2
O Destino de Júpiter – 1,875

Loucas pra Casar – 1,857
Cinquenta Tons de Cinza – 1,8

Você pode votar de três maneiras:

– Acesse o álbum de fotos na minha página no Facebook. Para cada mês, há uma foto com a lista dos filmes.
– Acesse o álbum de fotos na página do Boulevard do Crepúsculo no Facebook. Também há uma foto para cada mês.
– Ou acesse a página da votação no blog. Lá estão todas as listas.

Procurado Dory, a continuação de Procurando Nemo (2003), ganhou seu primeiro teaser trailer nacional (não sei qual a diferença desse pra um trailer mesmo). A animação segue um deslumbre, mas tudo ainda tem cara de repetição. Vamos ver. O filme, agora, é centrado na busca da peixinha que vive com falta de memória pela família que um dia esqueceu e da qual agora lembrou. Estreia no Brasil em 30 de junho.

Ah, o Oscar é uma festa chata e longa, blá-blá-blá. Pra mim, nunca foi. Sempre me diverti e acho que alguns grandes momentos compensam os muitos “pro meu pai, pra minha mãe e pra você” dos discursos. Vamos a 10 dos meus momentos preferidos da cerimônia do Oscar (e que fique claro que alguns eu li sobre e depois pude vê-los via YouTube. Não sou tão velho).

10. MICHAEL MOORE: ‘QUE VERGONHA, SENHOR BUSH’

Em 2002, todos já esperavam a vitória de Tiros em Columbine como melhor documentário. O suspense estava no discurso que o combativo cineasta Michael Moore faria. E ele não decepcionou: ‘Fazemos não-ficção em um um tempo em que temos resultados eleitorais fictícios, que elegeram um presidente fictício, que nos manda para uma guerra por motivos fictícios. Que vergonha, Senhor Bush!’. Depois de sair do palco, o apresentador Steve Martin emendou: ‘Michael Moore foi visto sendo colocado no porta-malas de um carro ali fora’.

9. A COMÉDIA DE BLAKE EDWARDS 

Em 2004, o cineasta Blake Edwards (de, entre outros, os filmes da série A Pantera Cor-de-Rosa) foi homenageado com um Oscar honorário. Entrou no palco de cadeira de rodas, por causa da perna engessada. E…

8. KAZAN CAUSA CONTROVÉRSIA

A decisão da Academia de conceder um prêmio pelo conjunto da obra ao grande Elia Kazan, em 1999, foi polêmica porque muita gente não perdoou o cineasta por ter dedurado colegar ao Comitê de Atividade Antiamericanas, na asquerosa caça às bruxas do macartismo, nos anos 1950. Teve gente que aplaudiu de pé, gente que aplaudiu (mas não de pé) e gente que cruzou os braços.

7. STANLEY DONEN SAPATEANDO

Um dos mestres dos musicais americanos, Stanley Donen foi premiado por um Oscar honorário em 1997. Ele não só agradeceu: cantou e sapateou “cheek to cheek” com a estatueta. Maravilha!

6. O NÚMERO DE ABERTURA DE HUGH JACKMAN

Os números de musicais de abertura do Oscar variam de qualidade, mas o de 2009 surpreendeu: muita gente não conhecia o talento para musicais de Hugh Jackman (mestre de cerimônias naquele ano). Ele apresenta os indicados do ano em um antológico número “sem recursos”.

6. DAVID NIVEN E O HOMEM NU

Foi em 1974. David Niven era o mestre de cerimônias e estava apresentando Elizabeth Taylor quando um homem nu passa correndo pelo palco. Niven não perdeu o rebolado: “Não é fascinante pensar que, provavelmente, a única risada que este homem vai conseguir em sua vida é por tirar a roupa e mostrar suas deficiências?”. E Liz, quando entra: “Um ato muito difícil para entrar na sequência”.

5. INGRID BERGMAN SE DESCULPA COM VALENTINA CORTESE

Em 1975, Ingrid Bergman ganhou seu terceiro Oscar, o de coadjuvante por Assassinato no Orient Express. Mas muita gente achava que Valentina Cortese deveria vencer, por A Noite Americana. Ingrid também.

3. A AMÉRICA PEDE PERDÃO A CHAPLIN

Nos anos 1950, Charles Chaplin (Charles Chaplin!) foi praticamente escorraçado da América no período da infame caça às bruxas do macartismo. 20 anos depois, em 1972, ele retorna, para, emocionadíssimo, ser homenageado com um Oscar pelo conjunto da obra e receber uma das maiores ovações da história do prêmio. Era uma maneira da América pedir perdão a um dos maiores cineastas da história.

2. WOODY ALLEN HOMENAGEIA NOVA YORK

Woody Allen já ganhou quatro Oscars e foi indicado outras 16 vezes, mas nunca compareceu à cerimônia. Quando os prêmios eram entregues às segundas, a desculpa brincalhona dele é de que segunda era justamente a noite em que tocava clarinete com sua banda de jazz. Mas ele esteve presente em uma cerimônia, pela primeira e única vez: a de 2002, ano em que o Oscar prestou uma homenagem a Nova York após os atentados de 11 de setembro. E Allen deu um show, fazendo uma brilhante apresentação de stand-up: “Quando me ligaram e disseram que era da Academia, entrei em pânico imediatamente achando que queriam meus Oscars de volta”.

 

1.  A RECUSA DE MARLON BRANDO

Era a volta por cima de Marlon Brando. Depois de ter que fazer um teste para o papel de Don Corleone em O Poderoso Chefão, seu segundo Oscar de melhor ator em 1973. Mas o controverso ator não estava lá. Em seu lugar, mandou a índia Sacheen Littlefeather (que depois, soube-se, era uma atriz interpretando uma índia) recusar a estatueta em seu nome e ler uma declaração sua protestando contra a maneira como os nativos americanos eram tratados pela indústria cinematográfica.

O que entra hoje, o que ficou só até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Remígio).

Pé no freio com relação a grandes estreias. Para se ter uma ideia, o blockbuster da vez é Deuses no Egito, no qual não levo a menor fé (nem tem média no Rotten Tomatoes, prova de que o estúdio escondeu o filme da imprensa por nos EUA). Sobrou de curioso só Bruna Lombardi em Amor em Sampa e a estreia do diretor de 2 Coelhos em Hollywood no policial com videntes Presságios de um Crime.

No fim, destaque mesmo é para a programação do Cine Bangüê, iniciando seus longas cobrando ingresso. São seis filmes espalhados pelos próximos sete dias e na próxima semana, uma programação um pouco confusa. Vamos esperar para ver se, depois desse período experimental, o cinema vai estabilizar em um ou dois filmes por semana ou se vai seguir nesse estilo.

O que estamos perdendo (filmes que estreiam no Brasil nesta quinta, mas não na Paraíba): Orgulho e Preconceito e Zumbis, do livro de sucesso que parodia Jane Austen; o suspense filipino Do que Vem Antes; o elogiado nacional Ela Volta na Quinta; o documentário A Paixão de JL; e o húngaro White God.

02.25 - Estreias

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘AMOR EM SAMPA’ (Cinespaço MAG [2D em port]; Cinespaço Mangabeira [2D em port])
– ‘COMO SER SOLTEIRA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘DEUSES DO EGITO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 3D leg, 3D dub]; Cinespaço MAG [3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub]; Cinespaço Mangabeira [3D dub, 3D leg])
– ‘PRESSÁGIOS DE UM CRIME’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub])

Especial em JP:
– ‘O RAPTO DO HARÉM’ (Cinespaço MAG [2D leg]), festival Ópera na Tela, apenas terça
– ‘O ÚLTIMO CINE DRIVE-IN’ (Cine Bangüê [2D em port]), programação especial de abertura, apenas sex. e dom.)
– ‘JAUJA’ (Cine Bangüê [2D leg]), programação especial de abertura, apenas qui. e sab. e ter.)
– ‘NICK CAVE – 20.000 DIAS NA TERRA’ (Cine Bangüê [2D em port]), programação especial de abertura, apenas qui. e ter.)
– ‘CALIFÓRNIA’ (Cine Bangüê [2D em port]), programação especial de abertura, apenas sab., seg. e qua.)
– ‘BATGUANO’ (Cine Bangüê [2D em port]), programação especial de abertura, apenas sex. e seg.)
– ‘O MENINO E O MUNDO’ (Cine Bangüê [2D em port]), programação especial de abertura, apenas dom.)

Só até quarta em JP:
– ‘SNOOPY & CHARLIE BROWN – PEANUTS, O FILME’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])

Continuam em JP:
– ‘O REGRESSO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘DEADPOOL’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D leg, 2D dub)
– ‘CINCO GRAÇAS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘A GAROTA DINAMARQUESA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘HORAS DECISIVAS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘13 HORAS – OS SOLDADOS SECRETOS DE BENGHAZI’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘BONECO DO MAL’ (Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub)
– ‘OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port]; Cinépolis Mangabeira [2D em port])
– ‘UM SUBURBANO SORTUDO’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘DEUSES DO EGITO’ [3D leg, 3D dub]

Continuam em CG:
– ‘O REGRESSO’ [2D leg, 2D dub]
– ‘DEADPOOL’ [2D leg, 2D dub]
– ‘HORAS DECISIVAS’ [2D dub]
– ‘BONECO DO MAL’ [2D dub]
– ‘OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME’ [2D em port]
– ‘UM SUBURBANO SORTUDO’ [2D em port]

PATOS (Cine Guedes)

Entra quinta em Patos:
– ‘DEUSES DO EGITO’ [3D dub]

Só até quarta em Patos:
– ‘OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME’ [2D em port]

Continuam em Patos:
– ‘DEADPOOL’ [2D dub]
– ‘A 5ª ONDA’ [2D dub]

 

 

 

REMÍGIO (Cine RT)

 

Continua em Remígio:
– ‘DEADPOOL’ [2D dub]

Saiu o trailer de O Escaravelho do Diabo! Um dos livros fundamentais da minha infância, de Lúcia Machado de Almeida na Série Vagalume, o filme é dirigido por Carlo Milani na sua estreia em longas. A trama é um suspense: ruivos começam a ser mortos em uma cidadezinha. O aviso vem pelo Correio: um escaravelho. Torço bastante para que seja bom e o trailer cria uma boa expectativa. A estreia nacional é em 14 de abril.

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