La Bamba-02

24 de julho, há 30 anos: Estreia, em 1987, o filme La Bamba, dirigido pelo americano Luis Valdez. O filme é uma cinebiografia do astro adolescente do rock Ritchie Valens, de carreira meteórica. Em sete meses de carreira emplacou três grandes hits: “La bamba”, “Come on, let’s go” e “Donna”, mas morreu ainda aos 17 anos em um acidente de avião, com Buddy Holly e The Big Bopper, tragédia que ficou conhecida como “o dia em que a música morreu”. No filme, Valens é interpretado por Lou Diamond Phillips.

Anúncios

Redação

23 de julho, há 3 anos: Morre, em 2014, aos 87 anos, o romancista, ensaísta, poeta e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna. Mentor do Movimento Armorial, uma busca por criar uma arte erudita a partir dos elementos culturais populares nordestinos e influências ibéricas, Ariano se tornou familiar principalmente por duas obras: a peça Auto da Compadecida (1955) e o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971). Renovou seu público com as aulas-espetáculo em que contava histórias e dava sua opinião sobre diversos assuntos em palestras pelo Brasil.

Quem me conhece sabe que acho chuva um saco. Mas, em um fenômeno possivelmente interessante (mas provavelmente não), eu gosto de muitas cenas de filmes onde a chuva é um elemento importante – seja como composição do cenário, seja como simbolismo. Isso nos leva a mais um top 10.

Novica Rebelde - 1410 – A NOVIÇA REBELDE (1965)

“You are sixteen going on seventeen” canta o carteiro Rowlf para Liesl, sua namoradinha que deu aquela escapada do jantar em família para namorarem em segredo no jardim da casa. No meio do canto e dança, cai aquela chuvarada e eles se refugiam no solário.

Quatro Casamentos e um Funeral - 019 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994)

Um personagem no meio do filme diz que sonha com uma paixão que o atinja como um relâmpago. No fim do filme, passados os quatro casamentos e o funeral, os personagens de Hugh Grant e Andie MacDowell têm o seu clímax: sob a chuva que providencia o simbólico relâmpago.

Naufrago - 018 – NÁUFRAGO (2000)

É debaixo de uma chuva torrencial que o personagem de Tom Hanks reencontra a esposa (bem, ex-esposa) vivida por Helen Hunt, anos após viver isolado em uma ilha. É uma cena difícil e dolorosa, com todos os elementos de “o que poderia ter sido e não foi”, conduzida por dois grandes atores.

Homem-Aranha-04

7 – HOMEM-ARANHA (2002)

Um beijo que já está virando um clássico. Depois de salvar Mary Jane (Kirsten Dunst) de bandidos em uma rua escura, o Homem-Aranha (Tobey Maguire) desde sobre ela pendurado de cabeça para baixo na teia. Ela baixa parte da máscara dele e…

Match Point - 03

6 – MATCH POINT (2005)

Woody Allen não é exatamente conhecido por dirigir cenas sensuais. Também por isso, a cena em que Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers se rendem ao desejo proibido no campo, sob muita água, se destaca na filmografia do diretor.

Blade Runner-055 – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

A chuva é constante na Los Angeles do futuro, cenário de Blade Runner. É também o cenário do clímax do filme, com o monólogo do replicante vivido por Rutger Hauer, no confronto decisivo por o caçador de andróides vivido por Harrison Ford.

Bonequinha de Luxo-15

4 – BONEQUINHA DE LUXO (1961)

Frustrada por seus sonhos de riqueza naufragarem e sem aceitar qualquer vínculo emocional, Holly Golightly (Audrey Hepburn) reage à declaração amorosa de Paul (George Peppard) expulsando seu fiel companheiro Gato de um taxi para um beco, debaixo do maior pé d’água. Logo se arrepende – e a procura pelo gato, sob água e a música de Henry Mancini, é um terno simbolismo do reencontro consigo mesma.

Inimigo Publico-10

3 – INIMIGO PÚBLICO (1931)

A chuva cai forte, mas o personagem de James Cagney não dá a mínima. Na cena, já um poderoso gangster, ele está esperando na rua o momento de entrar sozinho em um restaurante e acertar as contas ele mesmo com uma gangue rival. O tiroteio é acompanhado pelo espectador do lado de fora, ouvindo os tiros e apenas aguardando quem sairá vivo pela porta.

Sete Samurais - 04

2 – OS SETE SAMURAIS (1954)

O confronto final entre a pobre aldeia, liderada pelos sete samurais contratados, contra os bandidos que rotineiramente a atacam, acontece debaixo de um dos maiores pés d’água já vistos no cinema, o que torna tudo ainda mais desafiador, épico e dramático neste clássico de Kurosawa.

Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Deus desafiado em Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994); visibilidade zero em Psicose (1960); a mensagem fatídica em Casablanca (1942); fuga sob a chuva em Um Sonho de Liberdade (1995); um beijo de Depois do Vendaval (1952); e o sexo na escadaria de 9½ Semanas de Amor (1986).

Cantando na Chuva - 25

1 – CANTANDO NA CHUVA (1952)

Dizem que Gene Kelly estava com 38 graus de febre no dia em que filmou a cena mais icônica de Cantando na Chuva: seu  personagem deixa a namorada em casa, parece que todos os seus problemas estão resolvidos e ele está tão feliz que não se importa com o aguaceiro: fecha o guarda-chuva, canta e sapateia pela rua. Leite foi misturado na água para que os pingos ficassem mais visíveis na filmagem. Kelly improvisou uma parte do número. E tudo foi feito em poucos e longos planos, que mostram a perícia não só de Kelly como da equipe inteira.

Albert Brooks

22 de julho, há 70 anos: Nasce, em 1947, o ator, comediante, roteirista, diretor Albert Brooks. Ele escreveu, dirigiu e estrelou filmes como Problemas Modernos (1981), Um Visto para o Céu (1991) e A Musa (1999). Como ator, teve destaque em Nos Bastidores da Notícia (1987), pelo qual foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante, e Drive (2011), pelo qual recebeu vários prêmios de associações de críticos. É também a voz do Marlin, o peixe-palhaço que busca desesperadamente o filho em Procurando Nemo (2003) e em Procurando Dory (2016).

Apettite for destruction

21 de julho, há 30 anos: É lançado, em 1987, o disco Appetite for Destruction, do grupo americano de rock Guns’n’Roses. É o álbum de estreia da banda, que não fez muito sucesso de saída, mas depois se tornou um campeão de vendas. Várias faixas se consagraram como clássicos do grupo, como “Sweet child o’mine”, “Welcome to the jungle” e “Paradise City”.

 

 

Vaclav Havel 1992

20 de julho, há 25 anos: Renuncia à presidência da Tchecoslováquia, em 1992, o escritor Vaclav Havel. Ele havia sido eleito em 1989 e decidiu renunciar após a declaração de independência da Eslováquia. Candidatou-se, então, à presidência da nova República Tcheca e venceu em 1993, sendo re-eleito em 1998 e permanecendo no cargo até 2003. Como escritor, Havel lançou livros de poesia, ficção, peças de teatro dos anos 1950 aos anos 2000 e foi um líder que pregou a resistência pela não violência contra a ditadura no país. Morreu em 2011.

Clementina de Jesus

19 de julho, há 30 anos: Morre em 1987, aos 86 anos, a cantora fluminense Clementina de Jesus, uma das vozes mais emblemáticas do samba. Embora nascida na cidade de Valença, mudou-se com a família para o bairro de Oswaldo Cruz, onde viu o surgimento da Portela. Após se casar, mudou-se para a Mangueira. Após trabalhar por 20 anos como doméstica, foi descoberta pelo poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho participando em 1965 do histórico show Rosa de Ouro, que uniu novos talentos e veteranos do samba que estavam escanteados. Além de cinco discos solo, fez participações em outros e dividiu Gente da Antiga (1968) com Pixinguinha e João da Baiana.

Jane Austen

18 de julho, há 200 anos: Morre, em 1817, aos 41 anos, a escritora inglesa Jane Austen, um dos grandes nomes da literatura no mundo. Austen retratou, em histórias românticas e com doses de humor, o papel feminino em sua época, um período cheio de limitações sociais e econômicas para as mulheres, dependentes de um bom casamento para adquirir segurança e ascenção social. Seus principais livros são Razão e Sentimento (também conhecido como Razão e Sensibilidade, 1811), Orgulho e Preconceito (1813) e Emma (1815), todos adaptados com sucesso para o cinema e TV. Sua influência ainda inspirou obras relacionadas, como o filme O Clube de Leitura de Jane Austen, os livros Orgulho e Preconceito e Zumbis e O Diário de Bridget Jones e refilmagens modernizadas como As Patricinhas de Beverly Hills (versão de Emma). Sua morte após uma doença foi depois atribuída a um problema endocrinológico ou um linfoma.

Robocop - 1987 - 02

17 de julho, há 30 anos: Estreia, em 1987, o filme RoboCop, o Policial do Futuro, de Paul Verhoeven. O filme de ficção científica se passa em uma Detroit futurista onde um policial abatido em combate é combinado a partes mecânicas e eletrônicas para combater o crime. Foi o primeiro filme 100% hollywoodiano do holandês Verhoeven (o anterior, Conquista Sangrenta, de 1985, era uma co-produção com países europeus). O filme teve duas continuações no cinema (1990 e 1992), duas séries de TV (1994/1995 e 2000/2001), duas séries animadas (1988 e 1998/1999) e uma refilmagem (2014), esta dirigida pelo brasileiro José Padilha.

Turma do Charlie Brown - 01

16 de julho, há 40 anos: Estreia, em 1977, o filme A Turma do Charlie Brown. Rebatizado anos depois na TV a cabo como Corra por Sua Vida, Charlie Brown, é o terceiro longa-metragem animado estrelado pelos personagens criados por Charlie M. Schulz para a tira Peanuts. Os primeiros são Charlie Brown e Snoopy (1968) e Volte para Casa, Snoopy (1972). A animação segue o estilo dos especiais animados de cerca de 25 minutos vinham sendo produzidos para a TV desde 1965. O filme não tem trilha musical de Vince Guaraldi, responsável pelo acento jazzístico da trilha dos especiais, porque o músico morreu meses antes de a produção começar.

Gianni Versace

15 de julho, há 20 anos: Morre, em 1997, aos 50 anos, o estilista italiano Gianni Versace. Ele foi o fundador de uma das mais famosas grifes de moda, que leva seu sobrenome, lançando também perfumes, maquiagens e acessórios. Versace era amigo de
celebridades e aproximou as indústrias da moda e da música. Morreu assassinado na porta de sua casa, em Miami, pelo assassino em série Andrew Cunanan, que se matou dias depois sem ter revelado os motivos para o crime. A história do assassinato será dramatizada em uma das próximas temporadas de American Crime Story.

Johnny Bravo

14 de julho, há 20 anos: É lançada, em 1997, a série animada Johnny Bravo, a segunda produzida pelo canal Cartoon Network. Criada por Van Partible, é centrada em um rapaz musculoso e muito autoconfiante que tenta conquistar mulheres, mas sem sucesso. A série teve quatro temporadas (1997, 1999/2000, 2000/2001 e 2004), e 67 episódios O personagem é inspirado em Elvis Presley e tem o penteado de Brad Pitt em Johnny Suede (1991).

Harrison Ford

13 de julho, 75 anos: Nasce, em 1942, o ator americano Harrison Ford. Um dos atores mais populares de todos os tempos, estrelando duas das franquias de maior sucesso do cinema: Star Wars (como Han Solo, aparecendo em quatro filmes) e Indiana Jones (no papel-título, também em quatro filmes). Também protagonizou outros filmes importantes, como Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982) e A Testemunha (1985).

Lua de Fel-11

12 de julho, há 25 anos: É lançado, em 1992, o filme Lua de Fel, do cineasta polonês Roman Polanski. No filme, um americano em cadeira de rodas conta a um jovem inglês, casado há pouco, a história de seu relacionamento com a esposa, um vulcão sexual. Peter Coyote e Hugh Grant interpretam os maridos; Emmanuelle Seigner e Kristin Scott Thomas, as esposas. O filme ficou notório por sua intensidade erótica.

Gershwin

11 de julho, há 80 anos: Morre, em 1937, aos 38 anos, o compositor e pianista americano George Gershwin. É um dos principais nomes da música nos EUA, navegando entre criações clássicas (como “Rhapsody in blue”, “An american in Paris”, a ópera Porgy and Bess) e canções populares, muitas delas com letras do irmão Ira (“Love is here to stay”, “They can’t take that away from me”). Sua música foi usada em diversos musicais clássicos de Hollywood e ele também compôs diretamente para alguns deles, como Vamos Dançar? (1937), com Fred Astaire e Ginger Rogers, de onde saiu sua única indicação ao Oscar, por “They can’t take that away from me”). Sinfonia de Paris  (1951), Oscar de melhor filme, é um dos longas composto só de canções de Gershwin. Morreu em consequência de um tumor no cérebro.

Jackson do Pandeiro-05

10 de julho, há 35 anos: Morre, em 1982, aos 62 anos, o cantor, compositor e instrumentista paraibano Jackson do Pandeiro. Conhecido como o “rei do ritmo”, ele gravou seu primeiro grande sucesso apenas aos 35 anos, em 1953: “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti. Com Almira Carrilho fez uma dupla de sucesso e foi casado de 1956 a 1967. Navegando no forró e samba e seus gêneros aparentados, emplacou sucessos que o tornaram um dos músicos nordestinos mais influentes: “Chiclete com banana”, “O canto da ema”, “Um a um” e “Cantiga do sapo”. Jackson morreu em Brasília, dias depois de passar mal no aeroporto quando voltava de um show na cidade.

Donna Summer

9 de julho, há 40 anos: Alcança o primeiro lugar na parada da Billboard, em 1977, a canção “I feel love”, de Donna Summer. Foi a primeira canção gravada inteiramente com uma base de sintetizador a conseguir o feito. A música, de Giorgio Moroder e Pete Bellotte com letras de Donna, é do disco I Remember Yesterday, o quinto da cantora. Ela lançaria mais um em 1977, Once Upon a Time, um dos seus grandes sucessos.

Glow - 2017 - 01

Lindas garotas da luta livre: “Glow”

Coluna Cinemascope (#41). Correio da Paraíba, 5/7/2017 

Mulheres, ringue, anos 1980

por Renato Félix

Antes dessa moda dos vale-tudos e UFC, houve a luta livre, o telecatch. Não cheguei a ver os áureos tempos de Ted Boy Marino e companhia, mas era espectador de um programa americano do gênero, que o SBT exibia lá nos anos 1980. Esses programas combinavam lutas e encenações, os lutadores encarnavam personagens e havia muito mais fantasia que escoriações e sangue.

Lembro até hoje de personagens desse programa. O Sr. Maravilha, a dupla Abelhas Assassinas e, claro, Hulk Hogan, que já era o maioral absoluto ali.

Por isso, parece algo absolutamente natural que os anos 1980 sejam a ambientação da ótima série Glow, que estreou há poucos dias  na Netflix. Mas, mais do que isso, é uma ambientação verdadeira, porque existiu mesmo uma série chamada Glow – Gorgeous Ladies of Wrestling (“Garotas bonitas da luta livre”), que colocava mulheres no ringue, entre 1986 e 1989.

As lutadoras/ atrizes interpretavam personagens como Liberty, Colonel Ninotchka, Zelda the Brain e por aí vai. A série da Netflix meio que reconta como surgiu o show original, com personagens mais ou menos baseados nos verdadeiros nomes. Agora temos Liberty Bell, Zoya the Destroya, Britannica, Beirut the Mad Bomber…

A série consegue reproduzir bastante do aspecto de diversão do período e transita pelo terreno espinhoso do comentário sobre o papel reservado às mulheres no meio artístico naquela época. Alison Brie, ótima atriz da série Mad Men, abre Glow lendo falas fortes para um teste, mas é advertida: “Você está lendo a fala do homem”. A da mulher é tipo “A sua esposa está na linha 2”.

A luta livre, por mais aproveitadora que pareça ser da figura feminina, é, para aquelas personagens, naquele contexto, a oportunidade de desenvolver um trabalho artístico e de ter um reconhecimento. Glow é bem carinhosa com suas personagens, apesar dos golpes da vida.

<< Anterior: Filmando e fazendo história

Patativa do Assare

8 de julho, há 15 anos: Morre, em 2002, aos 93 anos, o compositor, cantor e poeta popular cearense Patativa do Assaré. Inspiração Nordestina, de 1956, é seu primeiro livro, mas o início de sua carreira foi bem antes, ainda adolescente, declamando poemas e fazendo repentes em festas e no rádio. Em 1979, lançou o primeiro disco, em que declama os próprios poemas, como “Triste partida” e “Lamento de um nordestino”.

007 o Espiao que Me Amava - 03

7 de julho, há 40 anos: É exibido em pré-estreia, em 1977, o filme 007, o Espião que Me Amava. É o 10º filme protagonizado pelo espião britânico James Bond, e o terceiro com Roger Moore no papel. É um dos que melhor dosou os elementos de ação e comédia que caracterizou a fase de Moore como o personagem. A bondgirl era a americana Barbara Bach e a canção-tema foi “Nobody does it better”, com Carly Simon.

 

Sigam-me os bons (no Twitter)

novembro 2017
D S T Q Q S S
« out    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Cenas da Vida

Páginas

Estatísticas

  • 1,265,388 hits